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Tomas de Aquino : QUESTsES DISPUTADAS SOBRE A SANTESSIMA TRINDADE
Santo Tomás de Aquino
QUESTÕES DISPUTADAS SOBRE A SANTÍSSIMA TRINDADE
QUESTÃO PRIMEIRA
A POTÊNCIA DIVINA CONSIDERADA DE MODO ABSOLUTO
Esta primeira questão,
traduzida da primeira questão do De Potentia,
é acerca da potência divina
considerada absolutamente,
e nela questionamos se em Deus existe potência.
ARTIGO PRIMEIRO
- Artigo 1 da Questão I
do De potentia -
ONDE SE QUESTIONA SE EM DEUS EXISTE POTÊNCIA
E PARECE QUE NÃO EXISTE, POIS,

Em primeiro, a potência é princípio de operação. Mas a operação de Deus, que é a sua essência, não possui princípio, porque nem é gerada, nem procedente. Portanto, em Deus não há potência.

Ademais, em quinto, nada deve ser significado em Deus pelo qual seu primado ou sua simplicidade sejam derrogados. Mas Deus, na medida em que é simples e primeiro agente, age pela sua essência. Portanto, não se deve colocar que age pela potência a qual, pelo menos, acrescenta à essência um segundo modo de significação.

Ademais, em sétimo, assim como a matéria primeira é pura potência, assim Deus é ato puro. Mas a matéria primeira, considerada segundo a sua essência, é despojada de todo ato. Portanto Deus, considerado em sua essência, é inteiramente sem potência.

Ademais, em nono, quando algo é suficiente para que algo aja, é supérfluo que outro se lhe sobre acrescente. Mas a essência de Deus é suficiente para que Deus por meio dela aja algo. Portanto, é supérfluo que se coloque nela uma potência pela qual agiria.

PORÉM, AO CONTRÁRIO,

Em terceiro , toda operação procede de alguma potência. Ora, a Deus procede de alguma potência. Ora, a Deus maximamente convém operar. Portanto, a potência convém maximamente a Deus.

RESPONDO, DIZENDO QUE,

para que se faça evidência nesta questão, deve-se saber que a potência é dita a partir do ato. O ato, porém, o é de duas maneiras, isto é, o primeiro, que é a forma, e o segundo, que é a operação. O nome ato, conforme aparece à comum compreensão dos homens, foi primeiro atribuído à operação. é assim que, de fato, quase todos inteligem ato, sendo daqui depois transposto para que significasse a forma, na medida em que a forma é princípio de operação e fim.

De onde que, de modo semelhante, a potência o é de duas maneiras. Uma, a potência ativa, à qual corresponde o ato que é operação, e a esta é que parece ter sido primeiramente atribuída nome de potência. A outra é a potência passiva, à qual corresponde o ato primeiro, que é forma, à qual, de modo semelhante, secundariamente foi-lhe dada o nome de potência, pois assim como nada padece a não ser em razão da potência passiva, assim também nada age a não ser em razão do ato primeiro, que é forma. Diz-se, de fato, que ao nome de ato se chegou por primeiro a partir do nome de ação.

A Deus, porém, convém ser ato puro e primeiro, de onde que ao mesmo tempo convém maximamente agir e difundir sua semelhança em outros, e por isso a ele maximamente convém a potência ativa, já que a potência ativa é dita na medida em que é princípio de ação.

Entretanto, o nosso intelecto se esforça por exprimir a Deus como algo perfeitíssimo. E porque em Deus o tornar-se não pode se dar a não ser por semelhança, e nem nas criaturas encontra-se algo sumamente perfeito que careça inteiramente de imperfeições, por isso nosso intelecto tenta atribuir a Deus as diversas perfeições encontradas nas criaturas, ainda que qualquer uma destas perfeições careça de algo, mas de tal modo que qualquer imperfeição que se acrescente a alguma destas perfeições seja totalmente removida de Deus.

Por exemplo, o ser significa algo completo e simples, mas não subsistente. A substância, porém, significa algo subsistente mas sujeito de outros. Colocamos, portanto, em Deus a substância e o ser, mas a substância em razão da subsistência e não em razão de ser sujeito de outros, enquanto que o ser em razão da simplicidade e plenitude, e não em razão de sua inerência, pela qual é inerente a outro.

E de modo semelhante atribuímos a Deus a operação em razão [do término último], e não em razão [de que a operação nele transita]. Atribuimos-lhe a potência, porém, em razão [de sua permanência e de ser princípio], e não em razão [dele alcançar um término pela operação].

À primeira, portanto, deve-se dizer que a potência não somente é princípio da operação, mas também de efeito. De onde que se colocamos em Deus uma potência que seja princípio de efeito, daí não se seguirá que haja algum princípio da essência divina que é operação.

Ou pode-se dizer, e melhor, que em Deus encontramos dois modos de relação. O primeiro é o das relações reais pelas quais as pessoas se distinguem entre si, como a paternidade e a filiação, [que devem ser reais] porque senão as demais pessoas divinas não se distinguiriam de modo real, mas pela razão, como afirmou Sabélio. O segundo é o das relações somente de razão, que são aquelas das quais nos referimos quando dizemos que a operação divina provém da essência divina, ou que Deus opera pela sua essência. De fato, as proposições designam certas relações. E isto acontece porque ao atribuirmos a Deus uma operação, que segundo a sua razão requer algum princípio, atribui-se também a ele a relação de existente a partir de um princípio, de onde que esta relação não é somente de razão.

De fato, é da razão de operação possuir princípio, mas não da razão de essência. De onde ainda que a essência divina não tenha princípio nem segundo a coisa nem segundo a razão, todavia a operação divina possui algum princípio segundo a razão.

À quinta deve-se dizer que é impossível colocar que Deus aja pela sua essência, e que não haja potência em Deus. De fato, aquilo que é princípio de ação é potência, de onde que pelo próprio fato que colocamos Deus agir pela essência divina, colocamo-la ser potência. E assim a razão de potência em Deus não derroga nem sua simplicidade, nem seu primado, porque não é colocada como algo acrescentado à essência.

À sétima deve-se dizer que esta razão prova que em Deus não existe potência passiva, e isto nós o concedemos.

À nona deve-se dizer que embora a essência divina seja suficiente para que por ela Deus aja, nem por isto, todavia, a potência se torna supérflua, porque a potência é entendida como alguma coisa acrescentada à essência, mas que lhe acrescenta segundo o intelecto somente uma relação de princípio; é a própria essência, na medida em que é princípio do agir, que possui razão de potência.


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