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Ahmad e a Nossa Epístola
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A. Q. Faizí : Ahmad e a Nossa Epístola
Ahmad e a nossa Epístola

A história da Epístola de Ahmad contada pelo Mão da Causa de Deus

Título Original: A Flame of Fire - The Story of the Tablet of Ahmad

Editora Bahá'í do Brasil

Tradução: Coordenação Nacional Bahá'í de Tradução e Revisão do Brasil

Nota:

As referências deste trabalho foram tiradas de uma carta escrita por Jenab Eshragh Khawari à sra. Amélia Collins, em 1958. Também foram feitas investigações pessoais à família Djamalís, descendente do imortal Ahmad, residente no Irã, e usados os manuscritos de Mírzá Faz'lullah Shahidí de Khurásán que ele me enviou.

O Autor
Ahmad e a nossa Epístola
Ahmad Inicia a Busca

Ahmad era um jovem persa que teve a honra de receber a conhecida Epístola revelada por Bahá'u'lláh em seu nome. Ele nasceu em Yazd (provavelmente em 1805), e era de família muito nobre e rica, sendo seu pai e tios, os líderes da cidade. Ahmad, mesmo com a idade de quatorze anos, sempre mostrou uma grande inclinação para a vida espiritual e se empenhava em encontrar novos caminhos para achar a Verdade. Quando ele estava com quinze anos, já havia começado suas investigações, durante as quais ouviu sobre a existência de pessoas santas ou sagradas, conhecedoras de orações especiais que, se lidas e repetidas muitas vezes de acordo com certos rituais, o capacitariam definitivamente a descobrir a face do Prometido (Qá'im). Isto despertou o fogo do seu crescente desejo. Começou a praticar uma vida isolada com longas orações, sucessivos dias de jejum e se afastou das pessoas e do mundo. Seus pais e parentes nunca aprovaram tais práticas, nem tão pouco permitiram-lhe continuar nessa reclusão, que era contrária aos modos de vida e ambição da família.

Tais oposições não poderiam ser toleradas por um rapaz como Ahmad, que com toda a alma buscava e esforçava-se em encontrar o desejo do seu coração - a comunhão com seu eterno Amado. Assim, uma madrugada, fez uma pequena trouxa com suas roupas e pertences e sob o pretexto de ir ao banho público (naquela época as casas não tinham duchas) partiu da casa do seu pai e começou sua caminhada à procura da Manifestação de Deus.

Ele passou de vila em vila e encontrou um pir (líder espiritual), e com grande devoção e retidão de conduta, sentava-se aos seus pés na esperança de achar o caminho para os misteriosos mundos da verdade. Ele invariavelmente pedia a tais pessoas uma prece especial, a leitura da qual o conduziria para perto do seu Amado. Quando alguém lhe sugeria alguma prática, ficava tão ardente na sua busca que, invariavelmente, cumpria as instruções com sinceridade absoluta, não importando quanto tempo fosse consumido ou quão difíceis fossem. Porém, tudo isto era em vão.

Perdendo a esperança e a fé nessa busca, foi para a Índia, terra famosa por seus mestres místicos e eremitas de muitos poderes e dons espirituais. Em Bombaim fez sua residência, e continuou à procura de alguém que lhe desse um vislumbre da corte gloriosa do Prometido.

Ouviu dizer que se alguém fizesse uma ablução (preparações para orar, por exemplo: lavar as mãos) específica, colocasse vestimentas brancas, limpas e sem manchas e se prostrasse e repetisse o seguinte verso do Alcorão: "não existe outro Deus salvo Deus" - doze mil vezes - com certeza alcançaria sua aspiração e o desejo do seu coração. Não apenas uma, porém muitas vezes Ahmad se prostrou horas a fio para repetir doze mil vezes o verso acima mencionado, porém ainda se encontrava na escuridão.

Desanimado, retornou à Pérsia, porém não foi para a sua terra natal, Yazd. Foi morar na cidade de Káshán e começou a trabalhar como alfaiate, no que era muito bom. Em pouco tempo, tornou-se um homem de negócios bem sucedido, porém no fundo do seu coração, continuava buscando incansavelmente.

Um Estranho Aponta o Caminho
Bata na porta, e ela se abrirá.
Peça, e lhe será dado.
Nenhum verdadeiro buscador retornou
jamais de Sua porta,
privado de misericórdia ou sem resposta.

Foi em Káshán que os rumores acerca dAquele que pretendia ser o Prometido (Qá'im) foram ouvidos por ele. Incansável em seus esforços e sincero na sua busca, ele perguntou a várias pessoas de muitas e diferentes maneiras. Mas ninguém jamais lhe deu uma pista.

Um dia, um viajante desconhecido chegou a esta cidade e ficou na mesma estalagem onde Ahmad havia estabelecido seu bem sucedido negócio. Um sentimento interior atraiu Ahmad para perto daquele desconhecido. Conversando, o viajante foi indagado acerca do rumor que já se espalhava:

- Por que essa pergunta? - perguntou.

- Desejo saber se é a verdade. Se for, eu a seguirei com todas as minhas forças - replicou Ahmad.

O viajante, com um sorriso de triunfo na face, instruiu-o que fosse a Khurásán e procurasse um certo homem famoso por sua sabedoria, um mullá (líder religioso islâmico) chamado Abdu'l Khaliq, o qual lhe diria toda a verdade. Logo no dia seguinte, Ahmad estava a caminho da província de Khurásán. Os proprietários das lojas vizinhas ficaram muito surpresos quando, como de costume, não encontraram Ahmad no trabalho:

- Que se passou entre ele e o viajante desconhecido? - perguntavam entre si e ninguém sabia a resposta certa.

Ahmad atravessou desertos e montanhas a pé, e seu coração transbordava de alegria e desejo. A cada passo, ele se via mais perto do momento em que todos os seus esforços produziriam os frutos desejados: o encontro com seu Bem-Amado - a busca de cuja Presença ele não poupou esforços, e não considerava nenhum sacrifício demasiado grande, para ir ao encontro.

Ele alcançou Mashád, e depois Khurásán, estava tão exausto e doente que foi obrigado a ficar de cama. Depois de dois meses, lutando para superar a fraqueza, juntou suas últimas forças e coragem e foi diretamente para a porta da casa que tanto almejava. Estas são suas próprias palavras como relatado aos amigos e companheiros daqueles dias:

"Quando cheguei à casa, bati na porta e o criado veio atender. Deixando a porta entreaberta, ele perguntou-me:

- Que deseja você?
- Eu preciso ver seu amo - respondi-lhe.

O homem voltou para dentro da casa e então o próprio mullá apareceu. Ele admitiu-me em sua casa e quando nos olhamos face a face, expliquei-lhe tudo o que havia acontecido comigo. Quando terminei, ele imediatamente agarrou meu braço e disse-me:

- Não diga tais coisas aqui - e empurrou-me para fora de casa.

Não havia fim para os meus sofrimentos. De coração partido e completamente aturdido, disse para mim mesmo: 'Foram em vão todos os meus esforços? Para quem devo virar-me? De quem aproximar-me? Porém eu jamais deixarei este homem. Eu persistirei até ele abrir o coração para mim e me conduzir ao caminho certo - ao caminho de Deus.' E então me lembrei do verso do Alcorão: 'Incumbe àquele que busca, beber a taça amarga da infelicidade.'

Na manhã seguinte, eu estava à porta da mesma casa. Bati mais forte do que no dia anterior. Desta vez, o próprio mullá veio à porta e no momento em que a abriu disse-lhe:

- Não irei embora, não o deixarei, até que me diga toda a verdade.

Desta vez ele achou-me sincero e firme. Ele ficou seguro de que eu não havia ido à sua porta para espiar ou causar dificuldades para ele e seus amigos."

Ahmad foi então instruído para ir a uma certa mesquita para a oração da noite, onde o mesmo mullá comandava a reunião de orações, seguida por um longo sermão.

Foi-lhe dito que seguisse o mullá após o sermão. Na noite seguinte, Ahmad tentou ao extremo achar o mullá após a oração e o sermão, porém uma multidão o cercava e Ahmad não teve a menor chance de ao menos, aproximar-se dele. No dia seguinte, quando os dois novamente se encontraram, Ahmad foi instruído para ir a uma outra mesquita, à noite, que uma terceira pessoa estaria lá para mostrar-lhe o caminho. Conforme o combinado, Ahmad estava na mesquita ao pôr-do-sol e como lhe prometeram, depois das orações, uma certa pessoa aproximou-se dele e acenou-lhe para que o seguisse. Sem hesitação ou medo, Ahmad o seguiu. Agora, os três homens começaram a caminhar como sombras na escuridão da noite, através de estreitos e obscuros becos. Ahmad, seguindo um completo estranho, em nenhum momento, receou nem vacilou, nem sequer evitou aquilo. Ele deu cada passo com grande determinação e estava pronto para quaisquer conseqüências.

Finalmente, chegaram a uma casa. Bateram na porta muito gentilmente e ela de imediato se abriu. Os recém-chegados entraram rapidamente. Eles passaram através de um corredor coberto, alcançaram um pequeno pátio, subiram alguns degraus e se encontraram à porta de um aposento superior onde uma figura muito digna estava sentada. O mullá aproximou-se da venerável figura com grande humildade e absoluta reverência e cortesia, murmurou:

- Este é o homem de quem lhe falei - e indicou Ahmad, que estava de pé na soleira com total respeito e grande expectativa.

- Bem-vindo. Por favor, aproxime-se e sente-se - disse o homem. Ahmad então entrou no salão e sentou-se no assoalho.

Este senhor era nada menos do que a pessoa do mullá Sádiq (que quer dizer sincero), um dos primeiros crentes durante o ministério do Báb e muito distinto pela sua erudição, audácia e firmeza. Durante o ministério de Bahá'u'lláh, este mesmo mullá Sádiq se expôs com tão grande entusiasmo e afeição que foi chamado de Asdaq (o mais sincero) por Bahá'u'lláh.

Um Tesouro é Encontrado

Ahmad, que por vinte e cinco anos andou sem rumo no vale da busca (caso queira conhecer estes vales, leia o livro Os Sete Vales de Bahá'u'lláh), e não havia encontrado nem mesmo uma gota para saciar sua sede, finalmente encontrou o caminho para a principal fonte. Com os lábios secos, e um insaciável desejo, bebeu do doce e perfumado manancial dos versos de Deus, através de Sua nova Manifestação. Três sessões foram suficientes para ele abraçar a Fé com todo seu coração e alma. Tão orgulhoso, exaltado e entusiasmado se mostrava, que Asdaq o exortou a retornar para sua família em Káshán e insistiu para que ele não mencionasse a Fé para ninguém, nem mesmo para sua esposa.

Aqueles eram dias de extremo perigo para a Causa de Deus. Os poucos seguidores, muitos dos quais eram pobres, foram sempre os alvos de muitas maldades. Até o ar estava impregnado de suspeitas, desconfiança e falsidade. Por isso, os amigos tinham que ser muito cuidadosos para que a mais leve ação impensada, ou uma palavra tola, não desencadeasse uma revolta sem fim, que destruiria os amigos nas suas próprias chamas. Asdaq, sabendo o quanto Ahmad havia sofrido e que não possuía mais dinheiro para voltar para casa, deu-lhe alguns pequenos presentes e a soma de três tumáns (moeda persa) e novamente advertiu-lhe para ficar atento. Comentando esta sua volta para Káshán, narrou Ahmad:

"Quando cheguei a Káshán, todo mundo perguntou o que havia acontecido para que deixasse tudo tão de repente. Eu lhes disse:

- Meu ardente desejo de peregrinação era muito forte para resistir; e eu estava certo.

Que mais poderia tirar-me do meu trabalho, da minha casa e da minha família, exceto aquele desejo oculto? No momento em que ouvi estas palavras do viajante não havia mais paciência que me restasse."

Em Káshán ele retornou ao seu trabalho, porém ansiava ensinar a Fé. Ele ouviu rumores de que um certo hájí Mírzá Janí (hájí é um título para quem fez peregrinação à Meca) havia trocado sua fé e se tornado seguidor de uma nova religião. Ele o procurou e quando os dois se encontraram não havia fim para suas alegrias e excitamento. Tornaram-se amigos leais, constantes companheiros e os primeiros e únicos bábís da cidade.

Um dia o hájí Mírzá Janí dirigiu-se a Ahmad e com grande entusiasmo e um incontrolável excitamento, perguntou-lhe:

- Você gostaria de ver o semblante do Seu Senhor?

O coração de Ahmad disparou. Com grande alegria e êxtase, imediatamente levantou-se de sua cadeira e perguntou:

- Como e quando?

O hájí explicou-lhe como havia conseguido com os guardas para que o Báb ficasse em sua casa como hóspede por duas ou três noites. Na hora combinada, Ahmad foi para a casa do hájí. Quando entrou, seu olhar repousou sobre uma Face cuja beleza transcendia o céu e a terra. Um Jovem, um Siyyid (título dos descendentes do Profeta do Islã - Muhammad) estava sentado com tal humildade, grandeza e majestade, que se podia ver a beleza de Deus no Seu semblante. Alguns dos teólogos e dignitários da cidade estavam sentados sobre o assoalho em volta do Báb e de pé, à porta, ficavam os criados.

Um dos mullás olhou para o Báb e disse:

- Temos ouvido que um jovem de Shiráz proclamou ser o Báb - A Porta e o Prometido. É verdade?

- Sim - respondeu o Báb.

- E ele também revela versos? - continuou a perguntar.

- E nós também revelamos versos! - o Báb respondeu.

Ahmad disse mais tarde:

- Esta clara e corajosa resposta foi suficiente para que qualquer um que possuísse ouvidos para ouvir e olhos para ver, percebesse imediatamente toda a verdade. Sua linda Face, Suas palavras poderosas e Sua pura aparência supriam tudo.

E foi então que, quando serviram o chá e uma xícara foi oferecida ao Báb, Ele imediatamente tomou-a, chamou o servo do mullá que havia feito as perguntas e afavelmente deu para ele.

No outro dia, o mesmo humilde servo veio a mim e com grande tristeza falou da estupidez do seu amo e o quanto as Palavras e aquele gesto do Báb o tocaram. Uma breve explanação sobre a posição do Báb trouxe-o para nosso grupo e o nosso número cresceu para três.

Este pequeno núcleo começou a crescer e o número de novos crentes aumentou. Isto criou ódio nos líderes religiosos que usaram toda sua astúcia para interromper o fluxo poderoso causador de vida. Eles instigaram a população ignorante e cruel a saquear, confiscar e matar todos aqueles que defendessem o nome do Báb.

A cada dia a multidão enfurecida invadia uma nova casa, saqueando, roubando e destruindo tudo o que encontrava. Ao anoitecer se podia encontrar corpos de pessoas mortas nas ruas e becos, e mesmo espalhados nas montanhas vizinhas e planícies. Esta situação continuou e a casa de Ahmad, também, foi invadida. Ele, então, teve que se esconder numa torre abandonada por quarenta dias, e os amigos lhe davam alimentos e provisões.

Viagem para a Moradia da Paz

Achando a vida insuportável em Káshán e ouvindo que Bagdá tinha-se tornado o ponto de atração, decidiu ir para lá. "E Deus chama para a Moradia da Paz (Bagdá) e guia quem Ele quer para o caminho certo."

Na escuridão da noite, Ahmad saiu do seu esconderijo e escalou os muros da cidade para tomar o caminho para Bagdá. Ele viajou a pé, cheio de amor, entusiasmo e ardor para contemplar o semblante dAquele que Deus tornaria manifesto. Assim que ele se pôs a caminhar, encontrou um outro homem viajando na mesma direção. Receoso de ser maltratado, Ahmad tentou ignorar o estranho sem pronunciar uma só palavra, porém o homem persistia em continuar ao seu lado. Tomando grande cuidado para jamais mencionar a Fé, ou o propósito da sua viagem, Ahmad e aquele homem chegaram ao seu destino.

Na chegada a Bagdá, eles se separaram e Ahmad imediatamente pôs-se a procurar a Casa de Bahá'u'lláh. Quando encontrou a Casa e nela entrou, descobriu, para total surpresa, que aquele homem também estava lá. Ele, então, compreendeu que era também bábí e também viajara com o propósito de atingir a presença da Abençoada Beleza.

Ahmad na presença de Bahá'u'lláh

Foi uma experiência arrebatadora para um homem como Ahmad, que passou toda a vida procurando por esta imensa Nascente espiritual. Quando, pela primeira vez, ele vislumbrou o jovem semblante de Bahá'u'lláh - uma Face cheia de encanto, de cor suave e poderes penetrantes - ficou sem fala. Ele só veio a si através do alegre comentário da Beleza Antiga:

- Ele se torna bábí e então se esconde numa torre!

Bahá'u'lláh permitiu-lhe permanecer em Bagdá e ter sua residência muito próxima à Sua. Ahmad imediatamente instalou sua pequena máquina de costura e passou a se sentir o homem mais feliz do mundo. O que mais poderia alguém esperar? Vivia na época da Suprema Manifestação de Deus, adorava-O, era amado por Ele e estava tão perto dEle em coração e alma, que até mesmo fisicamente conquistou esta benção!

Quando, uma vez, perguntado sobre os eventos dos anos passados tão próximo a Bahá'u'lláh, com lágrimas nos olhos, disse:

- Quão inumeráveis, grandes e imensamente poderosos foram os acontecimentos daqueles anos. Nossas noites eram cheias de memoráveis episódios. Alegrias e algumas vezes tristezas, eram nossas experiências que estão além do poder de descrição. Por exemplo, um dia enquanto a Abençoada Beleza estava caminhando, um funcionário do governo se aproximou dEle e relatou que um dos Seus seguidores havia sido assassinado e seu corpo jogado às margens do rio. A Língua do Poder e Força respondeu: "Ninguém o assassinou. Através de setenta mil véus de luz Nós lhe mostramos a glória de Deus numa extensão menor do que a de um furo de agulha, daí, ele não pode mais suportar esta vida material e ofereceu-se em sacrifício."

Porém um dia, o decreto do califa foi transmitido a Bahá'u'lláh para deixar Bagdá e ir para Istambul, Ele saiu da cidade no trigésimo segundo dia depois do Naw-Rúz para o Jardim de Ridván. No mesmo dia, o rio transbordou e somente no nono dia foi possível a sua família juntar-se a Ele, naquele jardim. O rio então transbordou pela segunda vez, e no décimo segundo dia baixou e todos puderam ir embora de Bagdá.

Ahmad pediu a Bahá'u'lláh para ir junto com Seus companheiros para o outro exílio, porém Bahá'u'lláh não atendeu a esta solicitação. Ele determinou que poucas pessoas deveriam ir e instruiu outros a ficarem para ensinar e proteger a Causa, enfatizando que isto seria melhor para a Fé de Deus. No momento da Sua partida, aqueles que ficaram, formaram uma fila e estavam tão cheios de pesar que irromperam em lágrimas. Bahá'u'lláh novamente aproximou-se deles e os consolou dizendo:

- É melhor para a Causa. Algumas das pessoas que me acompanham são capazes de causar dano; por isso estou levando-as comigo.

Um dos amigos pôde, com dificuldade, controlar sua angústia e tristeza e dirigiu-se à multidão recitando este poema de Sadí:

- Subamos para verter estas lágrimas dentro das nuvens primaveris. No dia em que os amantes estiverem separados do seu Bem-Amado poder-se-á ouvir o lamento das pedras.

Bahá'u'lláh, então, disse:
- Veramente, isto foi dito para este dia.

Então, Ele montou Seu cavalo e um dos amigos colocou um saco de moedas no arcão da sela e Bahá'u'lláh começou a distribuir as moedas aos pobres que também lamentavam Sua partida.

Ahmad viu seu Bem-Amado desaparecer de vista, indo para um destino desconhecido. Nem imaginava que Bahá'u'lláh estava como o sol levantando-se em direção a plenitude da força e do poder.

Triste de coração e com a alma completamente angustiada, ele retornou para Bagdá que lhe parecia destituída de qualquer atração e tentou sentir-se feliz, reunindo os amigos e encorajando-os a dispersarem-se e ensinarem a Fé que acabava de ser revelada.

Ainda que ativamente servindo a Causa, ele não estava feliz. Só o que poderia fazê-lo feliz era a proximidade de seu Bem-Amado.

A Epístola é Revelada

Após alguns anos, ele novamente deixou a casa e o trabalho em Bagdá, no Iraque, e seguiu a pé em direção a Adrianópolis, uma cidade no interior da Turquia, onde estava seu amor e desejo. (Atualmente, esta cidade se chama Edirne)

Quando chegou à capital da Turquia, Istambul, recebeu uma carta de Bahá'u'lláh, ela continha a famosa EPÍSTOLA DE AHMAD. Ele descreve a recepção desta Epístola como se segue:

- Recebi a Epístola do "Rouxinol do Paraíso" e, lendo-a repetidas vezes, descobri que meu Bem-Amado desejava que fosse ensinar a Sua Causa. Portanto, eu preferi a obediência a visitá-Lo.

Ele foi especialmente designado para viajar através da Pérsia para procurar as antigas famílias bábís e transmitir-lhes a nova mensagem do Senhor. Daí as gloriosas referências ao Báb, na Epístola. A tarefa era árdua, indescritível, e aí está o motivo de exortações como: "Sê tu uma chama de fogo para Meus inimigos e um rio de vida eterna para Meus amados, e não sejas dos que duvidam." O caminho a ser percorrido por ele estaria cheio de sangue, espinhos e privações, porém seguiu por estimulantes promessas de vitória como: "E se fores atingido por aflições em Meu caminho ou humilhado por Minha causa, nem por isto te perturbes."

Com este divino amuleto em seu poder - um pedacinho de papel que havia sido investido por Bahá'u'lláh de especial poder e significado e vestindo-se de maneira simples, Ahmad empreendeu o caminho de volta para a Pérsia. Ele entrou naquele país através do vilarejo onde o Báb havia sido encarcerado e martirizado, e atravessou esta região como a brisa da vida.

Muitos dos bábís foram, deste modo, capacitados a ver o Sol que então de Adrianópolis brilhava e até muitos dos muçulmanos abraçaram a Fé de todo coração.

"Boas Novas da Proximidade de Deus"

Ahmad tornou-se a incorporação da sua própria Epístola. Persistência, determinação, constância e firmeza como as dele, são virtudes dificilmente encontradas no começo da Causa. Quando ele encontrava uma pessoa, apesar das aflições e degradações que sofresse, retornava repetidas vezes para terminar as explicações, caso tivessem sido deixadas pela metade.

Por exemplo, quando ele estava viajando através da província de Khurásán, foi para a casa de uma família bábí muito conhecida, o chefe da qual era nada menos do que Furughí - um dos sobreviventes do distúrbio de Tabarsí.* Ahmad entrou e gradualmente, expôs o assunto em termos muito francos, vigorosos e enfáticos, explicando que o Único a ser manifesto por Deus não era outro senão Bahá'u'lláh, cuja luz estava então brilhando do horizonte da "REMOTA PRISÃO" - Adrianópolis.

*Caso queira saber sobre o Forte Tabarsí, leia o livro: Que Brilhe o Sol. (n.e.)

Furughí, que havia tão audaciosamente lutado em Tabarsí, começou a lutar de novo, mas desta vez contra Ahmad. A discussão tornava-se mais intensa à medida que as horas iam passando. Furughí ficou muito zangado, pois não aceitava que Bahá'u'lláh era Aquele Prometido que o Báb viera anunciar. Ele atacou Ahmad quebrando um dos seus dentes e expulsou-o para fora de casa.

Ahmad deixou o local de coração partido, porém determinado, voltou mais tarde, bateu na porta e disse-lhe que não iria embora até que o assunto fosse completamente discutido e chegassem a uma conclusão definitiva.

Devemos ter em mente que os bábís estavam em tão grande perigo que um pedaço de papel contendo versos do Báb, encontrado em qualquer casa, era o suficiente para que aquela casa fosse demolida e seus moradores levados para prisão ou mesmo para a arena do martírio.

Por isso, muitos dos amigos escondiam os seus livros e escritos nas paredes de suas casas. Quando Ahmad foi à casa de Furughí pela segunda vez, para retomar a discussão, disse enfaticamente que o Grande Nome - BAHÁ - havia sido constantemente mencionado pelo Báb em todos os Seus escritos. Furughí desafiou a verdade desta declaração. Para provar a Ahmad que ele estava errado, demoliu uma parte da parede e puxou para fora um pacote contendo as Escrituras do Báb e prometeu não dizer uma palavra se os Textos fossem explícitos. Ahmad disse:

- O primeiro Escrito que abrimos se referia ao nome de BAHÁ, e então como o prometido, Furughí e todos os membros de sua família aceitaram a Fé de Bahá'u'lláh e se tornaram zelosos defensores e muito proeminentes na Sua divulgação e proteção.

"Uma Chama de Fogo"

Após atravessar todas as terras de Khurásán, Ahmad decidiu mais uma vez ir à Bagdá para transmitir a mensagem de amor e saudação em nome de Bahá'u'lláh para todos os amigos desta importante cidade, porém, infortunadamente no caminho, adoeceu outra vez e não pôde chegar a Bagdá, e para completar, em Teerã, alguns religiosos de Káshán o reconheceram e apresentaram queixa contra ele na corte do Rei, que estava sempre pronto para infligir sofrimento aos crentes da nova Fé. Ele foi conseqüentemente preso e entregue às mãos de um certo jovem oficial, a quem ordenaram que investigasse o caso e se chegasse a certeza de que sua vítima havia se desviado da fé islâmica, imediatamente o executasse.

O jovem oficial, que não desejava maltratar Ahmad, insistiu para que ele negasse sua Fé. Ahmad relatou:

- Nessa ocasião eu estava no auge da minha fé e entusiasmo e jamais, nem mesmo por um momento, pensei em negar.

Sempre pronto para dar a vida no caminho da Causa, que ele servia com tanta humildade, insistia que não era um bábí, porém um bahá'í, um seguidor da Manifestação Suprema.

Ele foi detido e enquanto estava na prisão soube que a esposa do oficial havia subitamente contraído um grave doença. Bastante assustado e em extrema aflição, o oficial veio ter com Ahmad e disse-lhe:

- Caso minha esposa se recupere, eu o libertarei.

E foi então que depois de três dias sua esposa se recuperou e o oficial, sem se importar com as horríveis conseqüências para si, conduziu Ahmad para o portão de Teerã e o deixou livre.

"Um Rio de Vida Eterna"

Livre como um pássaro, ele primeiro foi para as aldeias onde alguns ceifadores de trigo eram bábís. Eles o receberam com o maior amor e cortesia. Ofereceram-lhe hospitalidade e ele os guiou no verdadeiro caminho de Deus - de que agora era a época de aceitar a Bahá'u'lláh, Aquele que Deus faria Manifesto. Com grande regozijo, Ahmad os deixou e seguiu para a província de Fars, cuja capital era Shiráz.

Viveu nesse vilarejo cerca de 25 anos. Tornou-se o constante companheiro dos injustiçados e aflitos. Ele os consolou durante épocas de perseguição e deu-lhes esperança e a visão de amplos horizontes de vitórias e triunfos.

Foi através das pessoas idosas desta cidade da Pérsia que este humilde servo, que está lhes contando esta história, veio a ouvir os ecos distantes sobre um glorioso homem muito simples e sábio que viveu entre os aldeões e que havia sido seu anjo de proteção, guia e misericórdia. Tais rumores puseram-me a investigar a cerca dele e então descobri que este adorável indivíduo era o nosso precioso Ahmad - um nome agora mencionado em todo o mundo, com tanto amor e devoção.

Ahmad recebeu muitos instrutores viajantes que passavam através dessa parte da Pérsia e festejava com eles, na sua humilde moradia, mencionando Deus, sua Fé e relatando sua experiência à numerosos mestres que, posteriormente, ensinaram a muitas almas.

Um dos mais tocantes incidentes com um destes mestres foi relatado por ele mesmo, e é o seguinte:

- Certo dia um homem vestido em farrapos e descalço, veio à porta da minha casa. Ele estava completamente exausto. Suas roupas estavam duras, de cor acastanhada, com uma mistura de pó e transpiração. Ele era Hájí Mírzá Haydar-Alí, um dos maiores instrutores da Causa na época de Bahá'u'lláh. Eu imediatamente ajudei-lhe a tirar aquelas roupas, lavei-as e as espalhei ao sol para secar. Enquanto ele descansava, avisei os amigos que viessem para uma reunião. Tivemos uma das maiores trocas de experiências que me lembro e este grande mestre muito nos ensinou.

"Firmeza no Meu Amor"

Os anos se passaram com dias cheios de acontecimentos, porém quando as ondas de perseguição se espalharam por toda a Pérsia, os amigos, por amor e admiração a Ahmad, se esforçaram para protegê-lo contra aqueles fatais ataques. Após longas consultas, eles sugeriram-lhe que deixasse imediatamente aquele esquecido e abandonado recanto do país para um centro mais populoso. Onde quer que Ahmad fosse, os amigos sugeriam a mesma coisa, de que ele se mudasse para outro lugar. Ele ficou tão conhecido em todos os cantos do país que sua mera presença poderia causar agitação entre os fanáticos muçulmanos, cujos primeiros dardos poderiam ser dirigidos contra ele próprio.

Após mudar-se várias vezes, ele se estabeleceu em Teerã, a capital do Irã; este país era chamado de Pérsia naquela época. Nunca hesitou nem jamais foi outra coisa a não ser aquela "CHAMA DE FOGO" e um "RIO DE VIDA ETERNA". Após ter vivido um século, sempre gozando de boa saúde, ele faleceu, em 1905, naquela capital.

Quanto à sua família, Ahmad teve dois filhos: um filho, chamado Mírzá Muhamad e uma filha de nome Guhar. Quando a casa de Ahmad foi confiscada, seu filho, Mírzá Muhammad, juntamente com sua esposa e os dois filhinhos, que eram os netos de Ahmad, partiram de Káshán para Teerã. Porém, ele, a esposa e a filha morreram no caminho.

Os vestígios de suas sepulturas, se existem, estão perdidos para sempre.

Restou apenas o neto, Jamál de cinco anos de idade. Um tropeiro que costumava conduzir alimentos das províncias para Teerã, não sabendo que Jamál era um bábí, ficou com pena daquela criança sem teto e abandonada, colocou-o, então, sobre uma das carroças e trouxe-o para Teerã. Nesta grande capital, a pobre criança foi deixada ao abandono e ninguém lhe contou sobre sua gloriosa linhagem ou mesmo sobre a Fé, em cujo caminho sua família havia sofrido tantas aflições e incontáveis sofrimentos.

Ele foi deixado neste estado até que sua tia Guhar, a filha de Ahmad, foi para Teerã. Quando Ahmad, também chegou à capital, ficou sabendo do paradeiro de seu neto, o qual muito amava, e tomou-o sob as asas da sua própria proteção. Jamál cresceu para tornar-se um excelente bahá'í.

A mais notável característica de Ahmad era a determinação férrea e infatigável energia. Nada poderia jamais desviar este homem do verdadeiro caminho de Deus, ainda que para ele este caminho tenha sido estreito e coberto de espinhos, sangue, condições adversas e calamidades. Já no fim de sua vida, Ahmad confiou a carta original contendo a EPÍSTOLA a Jamál que, por sua vez, com pureza de coração e devoção à Causa de Deus, ofertou-a à Mão da Causa, o Fideicomissário do Huqúq, Jináb-i-Valiyu'lláh Varqá. E foi então que Jináb-i-Varqá, obedecendo às instruções do amado Guardião, compareceu à cerimônia de inauguração, em 1953, do Templo Bahá'í na cidade de Willmette, em Chicago, nos E.U.A., e trouxe esta preciosa EPÍSTOLA como oferenda para os arquivos dos bahá'ís dos Estados Unidos da América. Agora os amados amigos daquele país são os depositários desta grande dádiva de Deus para a humanidade.

A Epístola de Ahmad
Ele é o Rei, o Onisciente, o Sábio!

Eis que o Rouxinol do Paraíso canta sobre os ramos da Árvore da Eternidade, com santas e suaves melodias, proclamando aos sinceros as boas novas de que Deus está próximo; chamando aqueles que têm fé na Unidade Divina para entrarem na corte da Presença do Generoso; aos desprendidos, informando da mensagem revelada por Deus, o Rei, o Glorioso, o Incomparável; e aos que O amam, guiando ao lugar da santidade e a esta Beleza resplandecente.

Em verdade, esta é Aquela Beleza Suprema predita nos Livros dos Mensageiros, por Quem se distinguirá a verdade do erro e se provará a sabedoria de todo mandamento. Em verdade, Ele é a Árvore da Vida que produz os frutos de Deus, o Excelso, o Poderoso, o Grande.

Ó Ahmad! Dá testemunho de que Ele verdadeiramente é Deus, e que não há outro Deus senão Ele, o Rei, o Protetor, o Incomparável, o Onipotente. E que o Seu Enviado, sob o nome de 'Alí,1 foi o verdadeiro Emissário de Deus, a cujos mandamentos nós todos damos nossa aquiescência.

1- O Báb.

Dize: Ó povos, sede obedientes às leis de Deus que foram prescritas no Bayán pelo Glorioso, pelo Sábio. Em verdade, Ele é o Rei dos Mensageiros e Seu Livro é o Livro-Mater - se apenas o soubésseis.

Assim, desta prisão, o Rouxinol dirige-vos o Seu chamado. Cabe-Lhe apenas transmitir esta mensagem clara. Se alguém quiser que se desvie deste conselho; e quem quiser, que escolha o caminho ao seu Senhor.

Ó povos, se negardes estes versículos, por qual prova tendes acreditado em Deus? Apresentai-a, ó assembléia de falsos!

Por Aquele em cuja mão está minh'alma, não o podem nem poderão jamais fazer isso, ainda que se unam em apoio mútuo.

Ó Ahmad! Não te esqueças de Minha graça, enquanto Eu estiver ausente. Lembra-te de Meus dias durante os teus dias, e de Minha angústia e Meu exílio nesta remota prisão. E sê tão constante em Meu amor que jamais teu coração vacile, ainda que as espadas inimigas chovam sobre ti seus golpes e todos nos céus e na terra se levantem contra ti.

Sê tu como uma chama de fogo para Meus inimigos e um rio de vida eterna para Meus amados, e não sejas dos que duvidam.

E se fores atingido por aflições em Meu caminho ou humilhado por Minha causa, nem por isso te perturbes.

Apóia-te em Deus, teu Deus e o Senhor de teus pais. Pois os homens erram, nos caminhos da ilusão, destituídos de discernimento para ver Deus com seus próprios olhos ou ouvir a Sua melodia com seus próprios ouvidos. Assim é que se Nos afiguram, como tu também dás testemunho.

Assim suas superstições se tornaram véus entre eles e seus próprios corações, afastando-os do caminho de Deus, o Excelso, o Grande.

Tem tu certeza de que, em verdade, quem se afastou desta Beleza afastou-se também dos Mensageiros do passado, e mostra orgulho para com Deus desde toda a eternidade e por toda a eternidade.

Aprende bem esta Epístola, ó Ahmad. Entoa-a durante os teus dias e não te abstenhas disso. Pois, verdadeiramente, Deus ordenou a quem a entoasse a recompensa de cem mártires e um serviço em ambos os mundos. Estes favores, Nós te concedemos por generosidade da Nossa parte e mercê da Nossa presença, para que tu sejas dos gratos.

Por Deus! Se alguém em aflição ou tristeza recitar esta Epístola com sinceridade absoluta, Deus lhe banirá o desgosto, resolverá as dificuldades e removerá as aflições.

Verdadeiramente, Ele é o Misericordioso, o Compassivo. Louvores a Deus, o Senhor de todos os mundos.

Bahá'u'lláh

Referência: Orações Bahá'ís, 10a edição, Editora Bahá'í do Brasil, pp. 321-322.

Apêndice: A Outra Epístola de Ahmad

Existem duas Epístolas endereçadas ao nome Ahmad: uma em persa e a outra em árabe. A que conhecemos é a última, traduzida para todo o mundo bahá'í, e que o amado Guardião distinguiu como imbuída de potência especial.

A Epístola persa é um tanto longa e foi escrita para Ahmad de Káshán. Este Ahmad que acabou indo para Bagdá, tinha três irmãos:

* Hájí Mírzá Janí, que foi o primeiro a abraçar a Fé Bábí em Káshán, em cuja casa o Báb se hospedou temporariamente e que terminou martirizado em Teerã.

* O segundo nunca se mostrou inclinado por sua Fé, não obstante os esforços envidados por Janí, seu irmão, para ensinar-lhe, ele permaneceu muçulmano e morreu como tal.

* O terceiro, Ismail, tratado por Bahá'u'lláh de "Dhabih" (sacrificado) e também de Anis (companheiro).

Lá em Bagdá, este Ahmad permaneceu com Bahá'u'lláh e teve a honra de estar entre aqueles que foram escolhidos por Ele como companheiros em Seu exílio para Istambul. Porém, infelizmente nas tempestades de testes e provações, este Ahmad se desviou do caminho certo e ficou ao lado do meio irmão de Bahá'u'lláh, que traiu a Causa de Deus. Com tal atitude, causou muito sofrimento a Bahá'u'lláh, Sua família e amigos. A fim de alertá-lo contra essas más ações e conseqüências danosas para a Fé Bahá'í que se iniciava, Bahá'u'lláh mandou-lhe a longa Epístola em persa, cheia de exortações, elucidações do poder divino e conselhos sobre como um verdadeiro buscador deveria agir e comportar-se.

Este Ahmad continuou insensível, obstinado e indiferente; porém quando descobriu que não mais poderia continuar vivendo na Turquia, voltou para o Iraque onde encontrou seus velhos partidários e recomeçou sua vida fútil com eles. Um dos seus piores hábitos era insultar as pessoas e chamá-las na pior linguagem. Uma noite, em uma de suas disputas com seus corruptos comparsas, ele os enfureceu de tal modo com sua afiada língua, que os ofendidos, a fim de livrarem-se dele, o assassinaram. Passagens desta Epístola em persa aparecem no livro: Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh, seções CLII e CLIII.

Outras sugestões de leitura para pré-jovens de livros bahá'ís:

* Minhas Primeiras Preces;
* Anis, o Companheiro;
* Meu Nome é Ridván;
* Deus e Seus Mensageiros;
* Prescrição para a Vida;
* Portais para a Liberdade;
* Que Brilhe o Sol;
* Coleção: As Mulheres da Fé Bahá'í.

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