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Unidade e uma Língua Universal
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John Dale : Unidade e uma Língua Universal
Unidade e uma Língua Universal
(Um meio humano para a Paz Mundial)
John Dale
1976

Tradução de João Harvey Christopher Pierre e Paulo Amorim Cardoso

Publicação da "Bahaa Esperanto-Ligo" com a provação da A.E. N. dos Bahá'ís do Brasil

Eldono de Bahaa Esperanto - Ligo (BEL)
Aprobita de NSA de Brazilo
Postketo, 289
60000 - Fortaleza - Ceará - Brazilo
1976
Introdução

Bahá'u'lláh, a Glória de Deus, lançou seu chamado para o nosso mundo, proclamando esta era como sendo o tempo do fim das divisões e hostilidades, como a época da ressurreição do ser humano para a concórdia e unidade. Nesse chamado, Ele enfatizou a necessidade de todos os homens levantarem-se e conscientizarem-se de sua própria dignidade e condições como cidadãos espirituais no mundo do Reino de Deus na terra.

Mas um dos obstáculos humanos para que possamos cumprir o chamamento de Deus para essa unidade é o idioma. Como podemos conseguir nossa posição espiritual pré-ordenada quando nós e nossos irmãos e irmãs ainda falamos mais de 3.000 línguas étnicas mutuamente incompreensíveis?

Por essa razão, na Revelação Bahá'í, o Onipotente ordenou que uma única língua, já existente ou uma criada, seja escolhida como língua universal para "que o mundo possa tornar-se uma só pátria e um único lar". (1) Para isso, todos nós poderíamos colher bases nas raízes das nossas diversas diferenças étnicas e ainda participar plenamente na nossa unitiva de cidadãos espirituais do mundo. "Se todo mundo pudesse falar uma só língua, como seria muito mais fácil servir à humanidade", disse 'Abdu'l-Bahá - e como seria mais completa as nossas vidas! (2) Em 1887, Lázaro Luís Zamenhof, um médico polonês, genial lingüista e de grande caráter espiritual, publicou a primeira gramática de uma língua internacional cuidadosamente criada, depois conhecida como Esperanto, cujo significado é "aquele que espera". Inspirado desde sua infância pelo sonho e desejo de dar uma língua única para a espécie humana, que nunca havia encontrado entre as comunidades conflitantes, religiosas, étnicas e de línguas em que ele tinha se criado, Zamenhof esperava que sua língua internacional ajudaria preparar o caminho para uma paz mundial, fornecendo uma fácil, porém distinta alternativa, à confusão de línguas. O Esperanto é formado de um vocabulário internacional, de uma escrita fonética, de uma gramática livre de irregularidades e exceções e seu alfabeto é o latino levemente modificado.

Mais de cinqüenta outras línguas criadas apareceram na última metade do século XIX. Contudo, somente o Esperanto conseguiu gozar de um sucesso firme e constante crescimento. É possível que Ele estivesse se re,ferindo a este novo idioma quando em 1891 escreveu: "Presentemente uma nova língua e uma nova escrita foi projetada." (3) Desde 1887, apesar de duas guerras mundiais, e períodos de perseguições atuantes e apesar do aparecimento literal de centenas de propostas para uma língua internacional, o Esperanto tornou-se o único exemplo ativo e vivo de uma língua mundial conscienciosamente criada. Amadurecida no uso por mais de oitenta anos, tendo demonstrado sua capacidade em todos os campos de atividade, baseado, como é a Fé de Bahá'u'lláh, na unidade da espécie humana, o Esperanto demonstrou ter duas qualidades: ser teoricamente firme e um eminente modelo prático para a solução do problema da língua universal.

Em março de 1973, aos Bahá'ís que falam o Esperanto, foi dada a permissão, pela Casa Universal de Justiça, para formar a Bahaa Esperanto-Ligo (BEL). Os membros da Liga estão unidos pela sua Fé, mas também pelo seu especial interesse no princípio de uma língua universal para seu uso comum, Esperanto, pelo menos como solução preliminar do problema da língua e pela sua crença que os Bahá1ís podem demonstrar melhor ao mundo (e a si próprios) a concreta natureza redentiva da Fé de Bahá'u'lláh, se eles apenas se envolveram na unificação total de suas vidas, as quais os tornou verdadeiros cidadãos do mundo. A Bahaa Esperanto-Ligo, portanto, existe para promover e . desenvolver em geral os ensinamentos divinos de Bahá'u'lláh e uma língua universal, o Esperanto, para expandir e aprimorar especificamente o uso desse meio já existente, que bem poderá eventualmente evoluir e fornecer a base falada e escrita da Paz Menor e da Paz Maior.

A Bíblia diz: "Nesse tempo darei aos povos uma língua pura, para que todos invoquem o nome de Jeovah, a fim de O servirem de um só acordo." (4) E para nossa época Bahá'u'lláh escreveu: Neste caso nós temos. .. revelado aquilo que é o meio para a prosperidade do mundo e unificação das nações. Bendito são aqueles que o obtêm! Bendito são aqueles que o praticam. (5) Esperamos ardorosamente que o material apresentado aqui, estimulará a todos os Bahá1ís que falam português uma atuante atividade para o problema da língua universal e para uma ação que os ajudará a implantar a solução que Deus deu.

Nossas Línguas Atuais

A história da linguagem é um dos mais fascinantes contos. Pode-se dizer que uma língua começa quando um povo simplesmente concorda empregar determinado som, imagem ou sinal como portador do mesmo significado para os seus componentes. Segundo a história, os começos de nossas atuais línguas são obscuros. Deve-se presumir que o povo por centenas e milhares de anos falou uma língua sem a simbolizar graficamente, visto que os primeiros escritos aparecidos mostram as línguas com alto grau de desenvolvimento. Baseando suas teorias em legendas bíblicas e noutras, alguns dos primeiros estudiosos de línguas tentaram seguir as pegadas dos idiomas existentes até o Hebraico ou uma outra língua original. Mas atualmente, os estudiosos do assunto reconhecem a existência de cerca de nove bem definidas e independentes "famílias" de línguas e várias línguas individuais, tais como Basco, Esquimó e Coreano, as quais não se assemelham a nenhum dos outros grupos.

Quando observamos a presente distribuição de línguas, verificamos que praticamente a metade da população do mundo fala uma língua do ramo indo-europeu, o qual inclui o persa, o sânscrito e seus derivados modernos: Alemão, Gaélico, Inglês, Russo, Grego e Latim e seus derivados: Espanhol, Francês, Italiano etc., outro grande grupo, cerca de um terço da humanidade, fala línguas da família chinesa. Os demais, um sexto do mundo, fala línguas dos sete grupos restantes.

Quando focalizamos línguas da forma individual achamos que o Chinês Mandarim é o mais amplamente falado com mais ou menos 17% da população do mundo. Segue o inglês com 9,5%, o Russo com 6% e o Hindi com 5%.

Do exposto o leitor pode começar a observar uma coisa: nenhuma língua tem uma enorme predominância numérica. Outros dados confirmam isto: Revelando que as dez línguas mais amplamente faladas no mundo ainda englobam apenas 58,5% da humanidade. Tudo totalizado, existem, de acordo com várias estimativas, entre 3.000 e 5.000 línguas em uso atual. Praticamente 143 (cento e quarenta e três) têm mais de um milhão que a falam; enquanto mais de 40 (quarenta) têm dez milhões ou mais de usuários e volumosa literatura. De todas essas milhares de línguas a grande maioria é quase totalmente incompreensível entre si e muitas das quais diferem totalmente até na estrutura básica.

A linguagem é absolutamente essencial para a humanidade. Sem a linguagem não haveria comunicação entre o povo, exceto na primitiva maneira animal. A linguagem nos dá um meio de vencer a natureza e a nós mesmos sem a qual a civilização não seria possível. Uma asa da linguagem é o seu aspecto abstrato ou intelectual, o qual nos permite manipular livremente as palavras e idéias, portanto provendo bases para novas criações na literatura, novas invenções e avanços na matemática e ciência. A outra asa da linguagem é seu aspecto emocional, que se verifica, por exemplo, na Palavra de Deus, para o qual os corações humanos respondem conscientemente, imbuindo o mundo com valores e propósitos.

Essas duas asas da linguagem, as quais são compostas atualmente no mínimo de doze independentes funções de expressão na sociedade, juntam-se para gerarem comunicação, ajuda mútua e portanto "progresso constante da civilização", o qual é nosso dever espiritual promover.

Em geral a linguagem ajuda a produzir os benefícios da civilização. Mas entre um povo que não participa da mesma linguagem, somente as mais simples atividades da civilização são possíveis. A ausência de uma língua comum é um real obstáculo para a comunicação. Falta de comunicação resulta em falta de cooperação. A cooperação é essencial a qualquer civilização e é evidente que a vindoura civilização da terra só pode ser construída com cooperação mundial. Para que essa ajuda mútua seja eficiente é necessário que sua comunicação seja realizada numa língua universal. Mas uma língua dessa é precisamente o que nos está faltando. Em seu lugar temos caos de línguas.

A inabilidade para se comunicar e cooperar resulta na inevitável frieza e retração de relacionamento entre os humanos. 'Abdu'l-Bahá diz: "O coração é como uma caixa e a linguagem é sua chave." (6) A língua universal é portanto uma chave universal. Com essa chave o coração do mundo pode ser aberto e este coração pode tornar-se nossa propriedade - essa humanidade lingüisticamente isolada pode tornar-se verdadeiramente unida.

Vamos dar uma rápida e precisa olhadela para a nossa situação lingüística, do ponto de vista de um cidadão do mundo interessado no assunto, para ver o que está errado e como a língua universal é necessária para sua solução.

O que Está Errado?
Os dirigentes do Poder Político e Sistemas

As verdades e falsidades geradas pelos políticos do poder mundial afetam, para melhor ou para pior, o bem-estar de todos os seres do nosso planeta.

Para sua própria segurança, os cidadãos do mundo poderiam se unir e requerer que esses políticos nacionais aprendam a ao menos se compreenderem verbalmente uns aos outros. Por que se deveria aceitar algo menos do que esta intercompreensão direta? A confusão de línguas já tem contribuído direta e demasiadamente para a guerra e causado muitíssimas mortes para que deixemos, de qualquer maneira, ser a causa de nosso aniquilamento atômico, químico ou bacteriológico.

As constantes "traduções" de comunicação num mundo desunido e de instabilidade das nações, tanto é obsoleto quanto perigoso. As Mensagens diplomáticas não necessitariam de "traduções", nem conversações entre líderes políticos de "intérpretes" - ambas inerentemente sujeitas ao erro - se todas as partes falassem uma língua comum, e, idealmente, uma tão livre, quanto possível, da enraizada associação de história militar e de ideologias.

Um dos dois sinais mencionados por Bahá'u'lláh, como anunciando a partida para a maturidade humana, ocorrerá quando os políticos do mundo tornarem-se sãos e estabelecerem a língua universal auxiliar.

As Nações Unidas

As Nações Unidas, potencialmente o instrumento para a unidade da Paz Menor, oficialmente reconhecem cinco línguas étnicas nas suas transações diárias e brevemente estabelecerão a sexta. As Nações Unidas na sua política de línguas parecem estar diretamente retrocedendo! O presente sistema tornou-se tão crítico, que se os tradutores deixassem de aparecer um dia, toda a maquinaria deliberativa e administrativa das N. U ., pararia instantaneamente como a torre de BabeI. (7) Há necessidade de haver, e realmente deveria haver, somente uma língua oficial nas Nações Unidas - a língua universal democraticamente adotada.

As Nações Unidas já gastam anualmente $ 23.000.000 (vinte e três milhões de dólares)* apenas para traduções e versões entre as cinco línguas oficiais existentes.· O acréscimo da sexta língua, o Árabe, embora financiado inicialmente pelos próprios árabes, poderá aumentar as despesas para mais vários milhões de dólares. Esta soma poderá parecer trivial, dado o padrão do mundo, mas quando reconhecemos que ela representa 10% de todo o orçamento da Nações Unidas, isto torna evidente que, como a influência mundial das Nações Unidas cresce, assim também expandirá sua atual política lingüística e aumentará a dispendiosa e inútil confusão de línguas.

* - N. T. - Cerca de Cr$ 184.000.000,00. Se este número fantástico, Cr$ 184.000.000,00 (cento e oitenta e quatro milhões de cruzeiros), não lhe causa espanto, pense que isso significa Cr$ 15.000.000,00 (quinze milhões) por mês ou ainda Cr$ 500.000,00 por dia. Observe que se um homem da classe média ganhasse Cr$ 1. 000,00 por mês teria que trabalhar 41 anos e 8 meses para ganhar o que as Nações Unidas gastam em 1 (um) só dia, apenas com tradução. Quanto dinheiro e tempo serão economizados quandO se fizer o que Bahá'u'lláh ordenou! Pense nisso e ajude a resolver o grave problema. Aprenda e use o Esperanto.

Em 1966, uma petição internacional com mais de 1.000.000 de assinaturas, representando mais de 70.000.000 de pessoas, foi apresentada à UNESCO, solicitando a adoção do Esperanto como a língua oficial internacional. Os cidadãos do mundo bem poderiam perguntar por que nada substancial tem sido feito como resultado desta expressiva declaração da vontade democrática internacional.

Quando; eles poderiam imaginar, as Nações Unidas chegarão a seu senso coletivo e farão o que deveriam ter feito no início de sua criação - constituir uma comissão atuante para estudar e adotar uma língua internacional?

Conferências Internacionais

Em qualquer e em todos os tipos de conferências internacionais seu verdadeiro propósito - comunicação é desnecessariamente frustrado pelo problema da língua. Assuntos importantes de ordem mundial, tais como governo mundial, saúde, convívio, população, religião, pesquisa, educação, desenvolvimento econômico etc. merecem o mais alto grau de consideração pelos povos de todas as formações étnicas e lingüísticas em uma base de igualdade e dignidade. Atualmente o emprego do antiquado domínio de línguas, imposto pelas mais poderosas nações, não é somente inibitivo, mas também inerentemente descortês e separativo.

Com o advento da massiva comunicação via satélite, "conferências internacionais" podem ser realizadas espontaneamente entre grande número de participantes sem qualquer viagem física. Portanto, torna-se evidente a grande necessidade de uma ampla língua internacional auxiliar a qual permitirá a todos os interessados participarem instantânea, igual, democrática e diretamente, sem tradução ou confusão.

Isto se aplica especialmente para nós, Bahá'ís. Escolhemos dedicar nossas vidas para estimular a unificação espiritual dos povos da terra. Nossas próprias conferências internacionais, grandes como elas são em espírito, ainda sofrem inevitavelmente a barreira de línguas que herdamos da velha ordem mundial. E quanto mais diversamente crescemos mais sério tornar-se-á o nosso comum problema de língua.

Estamos empenhados em redimir a antiga maldição de BabeI e devemos cumprir concretamente esse compromisso. Embora seja apenas entre nós, ainda assim mesmo, devemos inevitavelmente enfrentar o problema do caos lingüístico do mundo e vencê-lo.

Para fazer isso necessitaremos o uso de uma língua universal em nossas conferências internacionais e no desenvolvimento de nossa vida diária Bahá'í, como cidadãos do mundo.

Pesquisas Científicas Médicas e Sociais

O processo de "uma civilização de progresso constante" não depende somente da transformação espiritual do indivíduo e vontade social, mas também nos avanços concretos das ciências, medicina e idéias. Apesar de o inglês ser a língua mais usada em publicações científicas, contudo ela abrange somente 35% de todo material científico que está sendo escrito. Além do mais, menos de 5% de todo material científico nunca é traduzido para qualquer outra língua. A difusão transnacional dos progressos e idéias é portanto limitada não apenas por barreiras políticas retrógradas, mas também pelo problema da língua.

Há algum tempo os cientistas pensaram que poderiam resolver o problema de tradução usando computadores de alta eficiência. Mas acharam que os aspectos ilógicos de evolução casual das línguas étnicas do mundo iam além das possibilidades dos melhores computadores, mesmo teoricamente. E isso não nos deveria surpreender. Muitas das línguas étnicas do mundo são tão sobrecarregadas com desnecessárias complicações e exceções, que a própria mente humana tem que levar quinze a vinte anos de sua mais ativa e maravilhosa existência num contínuo treino, antes que se torne realmente eficaz nelas!

Ainda mais, a confusa e tediosa "tradução" poderia ser evitada se os cientistas empregassem um único sistema lingüístico da mesma maneira como atualmente empregam o Sistema Métrico Internacional de medidas físicas. Desta maneira, descontando as barreiras políticas, todo o material seria lingüisticamente acessível a todo mundo, grandes benefícios da padronização de nomenclatura resultaria, e, mais importante, cientistas parariam de gastar milhões de dólares e anos de suas valorosas vidas, duplicando pesquisas que já haviam sido feitas noutro lugar.

O projeto de pesquisa intelectual se realiza no mundo inteiro. Os resultados dessa pesquisa têm reais implicações e conseqüências globais. Quer seja tecnológica, médica, social, psicológica, filosófica, econômica ou religiosa, merecem e necessitam ser accessíveis a todos. Assim como é para o coração, é para com a mente: a língua internacional é uma chave que nos pode libertar da prisão do isolamento intelectual e nos pode permitir ingressar na luz da unidade.

Conclusão

O princípio da língua auxiliar universal tem aplicação e benefício potencial em quase todas as áreas de ação pública.

Em assuntos internacionais de governos e grandes corporações, cada passo de transações comerciais - o anúncio, a ordem, os regulamentos postais, seguros, contratos legais, tarifas e direitos alfandegários e especificações de entrega - estão sujeitos a possíveis erros de linguagem. Não apenas esses erros são dispendiosos como freqüentemente a confusão de língua torna-se o próprio agente de morte e catástrofe, como no caso "Morte cor de Rosa" do Iraque.

A "Morte cor de Rosa" foi chamada assim porque em 1973 um carregamento de trigo destinado a plantações foi embarcado para o Iraque com uma camada protetora de inseticida pink. Antes que o trigo pudesse ser plantado foi usado pelas famílias pobres e famintas, em suas· refeições. O resultado foi 6000 mortos e 100000 pessoas prejudicadas com danos e doenças de efeitos químicos. Mas o verdadeiro assassino foi a barreira de línguas. O trigo estava devidamente marcado com avisos, mas as etiquetas estavam em espanhol, uma língua pouco conhecida no Iraque.

Na área de turismo e viagens internacionais, o problema de língua tem causado tragédias aviatórias e em vias marítimas, onde aviões e navios têm sofrido desastres, porque as pessoas nas duas extremidades encarregadas das comunicações pelo rádio não se puderam entender um com o outro. Na chegada do estrangeiro ele é freqüentemente reduzido ao frustrante nível de grunhidos de animais e gesticulações para expressar suas necessidades básicas. Comunicação "civilizada" torna-se impossível. Muitas vezes o estrangeiro é incapaz de se inteirar dos vitais regulamentos de segurança. Nas emergências médicas, o estrangeiro arrisca sua vida e poderia facilmente morrer, enquanto os médicos ou pessoas ao seu redor tentam encontrar alguém que possa compreender o que ele está tentando explicar. Com o aumento das viagens aumentará proporcionalmente as inconveniências causadas pelas línguas. Está estimado que no ano 2.000 da era de Cristo um de cada dois norte-americanos viajará ao exterior e que haverá um grande aumento no número de pessoas que visitarão os Estados Unidos.

Na área da reportagem noticiosa os intermediários de notícias do mundo, devido ao problema de língua, estão indubitavelmente prejudicados no seu dever de espalhar a verdade e são, para o noticiário estrangeiro, forçados a depender excessivamente da tradução oficial do governo de notícias dadas para seus relatos. Até as reportagens internas sofrem devido a barreira lingüística, porque essa barreira trava o fluxo noticioso para dentro e fora das minorias de línguas.

Na área dos programas educacionais do mundo, que agora são possíveis via satélite, o benefício potencial de uma língua universal é sobejamente evidenciado. Em face de um benefício dessa magnitude, as normas políticas dos sistemas de poder mundial e sua falta de decisão para adotar uma língua auxiliar - uma falta. que afeta as escolas públicas do mundo - pode realmente ser vista como políticas desastrosas que espiritualmente aniquilam, o que de fato elas são.

Dada a bancarrota na política do ensino de línguas estrangeiras nas escolas públicas quase não se pode esperar que as escolas particulares produzam algo melhor. Em todas as escolas, a prática presente é de oferecer uma pequena seleção de línguas estrangeiras usualmente no curso médio, depois que o ponto mais alto da habilidade da criança de aprender uma língua já passou. Esse princípio é claramente inadequado para traçar seriamente o problema da língua. Desde que, como deveria ser claro aos Bahá'ís, a meta da verdadeira educação só pode ser para conduzir e estimular a criança do estágio da infância ao estágio do cidadão espiritual do mundo, deveria também ser claro que a primeira língua estrangeira ensinada na escola deveria ser a língua mundial. Outras línguas poderiam ser oferecidas, mais tarde, como especialidades. Estudos têm, realmente, demonstrado, que crianças que primeiro aprendem uma língua simples e lógica como o Esperanto, posteriormente aprendem as mais complicadas línguas étnicas com maior facilidade. De modo geral, a confiança em si mesma, ganha na tenra idade com a aprendizagem da língua universal e também o contato com os melhores aspectos da cultura do mundo, traria inegáveis benefícios psicológicos às nossas crianças.

Todas as considerações acima citadas nos conduzem finalmente para a formação da própria civilização do mundo. A humanidade, presentemente, tem tão pouco senso de uma "cultura de culturas" mundial, tão pouco senso de uma herança mundial de histórias, de revelações divinas, tão pouco senso de sua interdependência numa mundialmente vasta ecologia e economia - em poucas palavras, tão pouco senso de sua unidade - que ela arrisca muitas diferentes variedades de catástrofe global. Mas não é uma das razões essenciais para isto o simples fato que a barreira de língua, não importa qual a língua nativa que falamos, diretamente nos separa de 83 a 99,90% de nossos semelhantes? O que nos falta é a ferramenta que poderia dar à nossa espécie lingüisticamente separada uma voz coerente - a língua auxiliar universal.

A Solução de Deus
Palavras do Bahá'u'lláh

"Um dia, quando em Constantinopla, Kamal Pashá visitou este injustiçado. Nossa conversação girou em torno de tópicos proveitosos para o ser humano. Ele nos revelou haver aprendido várias línguas. Observamos-lhe: Desperdiçaste a tua vida. Convém a ti e a outras altas personagens governamentais convocar uma reunião para escolher uma das diversas línguas, como também uma das diversas maneiras de escrever já existentes, ou criar uma nova língua e uma nova escrita, para ensinar às crianças do mundo inteiro. Dessa maneira elas aprenderão somente duas línguas: uma, a sua língua pátria; a outra, a língua que falarão todos os povos do mundo. Se se atentar plenamente a estas palavras, a terra tornar-se-á um país e os homens se aliviarão do dever de aprender e instruir diversas línguas. .. Presentemente uma nova língua e uma nova escrita foram criadas. Se desejares nós vos revelaremos. Nosso propósito é que os homens se apeguem àquilo que reduza seu desnecessário trabalho e esforço para que seus dias venham a ser gastos com proveito e bem vividos. Deus realmente, o Amparo, a Suprema Sabedoria, o Ordenador o Onisciente."

Epístola ao Filho do Lobo, pg. 138.
A Segunda Boas - Novas:

"Está decretado que todas as nações do mundo se associem umas às outras com alegria e fragrância. Associai-nos, ó povo, com todas as religiões com alegria e fragrância. Assim tem o astro de permissão e desejo brilhado no horizonte do céu do comando de Deus, o Senhor de todas as coisas criadas!"

A Terceira Boas - Novas

"É o estudo de várias línguas. Este comando tem anteriormente fluído da Suprema Pena. Suas majestades, os reis - Deus os poderá assistir - ou os conselheiros da terra devem consultar-se, e apontar uma das línguas existentes, ou uma nova língua, e nela instruir as crianças em todas as escolas do mundo; e o mesmo deve ser feito também com respeito à escrita. Em .tal caso o mundo será considerado como um só. Bendito é aquele que ouve a voz e cumpre aquilo que está ordenado da parte de Deus, o Senhor do Grande Trono."

(Bahá'í World Faith, p. 192.)
O Sexto Isharáq (Fulgência)

"É atinente à união e harmonia entre os seres humanos. Através da união, as regiões do mundo se têm iluminado sempre com a luz da Causa. O maior meio é que os povos conheçam a língua e a escrita uns dos outros. Ordenamos anteriormente, nas Epístolas, que os membros da Casa de Justiça escolhessem uma dentre as línguas atuais, ou um idioma novo, também uma das várias escritas e as ensinassem às crianças nas escolas do mundo, para que assim o mundo inteiro viesse a ser considerado uma só terra natal e uma única região. O mais esplêndido fruto da árvore do Conhecimento é esta Palavra excelsa: Vós todos sois os frutos de uma só árvore e as folhas do mesmo ramo. Glória não cabe àquele que ama sua própria pátria; a glória, sim, é daquele que ama seu semelhante.

Sobre este assunto, temos revelado anteriormente o que é o meio para prosperidade do mundo e unificação das nações. Bem-aventurados os que atingem! Bem-aventurados os que praticam!"

(Revelação Bahá'í, pág. 146)
Palavras de 'Abdu'l-Bahá

"O benefício prioritário para o mundo humano é o estabelecimento de uma língua auxiliar internacional. Ele se tornará a causa da tranqüilidade da comunidade humana. Ele se tornará a causa da difusão das ciências e artes entre as nações do mundo. Ele se tornará a causa do progresso e desenvolvimento das raças."

(Star of the West, Vol II n.o 18 Feb. 7, 1921, pág. 304).

"Sua Santidade Bahá'u'lláh... disse que enquanto não fosse adotada uma língua internacional não se realizaria uma união completa entre as várias partes do mundo, pois vemos que mal-entendidos impedem a associação mútua, e estes não desaparecerão enquanto não houver uma língua auxiliar internacional. O melhor meio de apressar a união de Oriente e Ocidente será uma língua comum. Esta fará do mundo inteiro um lar e dará o mais forte impulso ao progresso humano. Erguerá a bandeira da unidade do gênero humano."

"Agora louvores a Deus por haver o Doutor Zamenhof criado o Esperanto. Essa língua tem todas as qualidades potenciais para se tornar o meio de comunicação internacional. Todos nós lhe devemos ser gratos por tão nobre esforço, pois serviu bem aos seus semelhantes. Com esforço incansável e grande sacrifício por parte de seus adeptos, o Esperanto tornar-se-á universal. Todos nós, pois, devemos estudar essa língua e disseminá-la tanto quanto nos for possível, a fim de que se torne dia a dia mais largamente difundida, seja adotada por todas as nações e governos do mundo e incorporada no currículo de todas as escolas públicas. Formulo votos de que o Esperanto seja adotado como língua de todos os futuros congressos e conferências internacionais." Espero, pois, que façais o máximo esforço na divulgação de Esperanto."

(Talk at an Esperanto banquet, Paris, Feb, 1913, from BNE, pp. 170-171).

Critério Para Escolher a língua Universal

Qualquer que seja a autoridade do mundo que escolha a língua universal, ou seja as Nações Unidas para a humanidade em geral ou a Casa Universal de Justiça para os Bahá'ís em particular, há considerações sociais, psicológicas e lingüística que guiarão essa escolha.

As considerações sociais incluem neutralidades cultural e política e o alcance internacional do vocabulário. Uma das grandes objeções sociais na escolha de uma língua étnica, por exemplo, é a inerente associação com o domínio cultural e político. As considerações psicológicas incluem facilidades de aprendizagem e retenção, junto com possível preocupação para as qualidades estéticas da língua. Com relação à facilidade de aprendizagem, é interessante notar que todas as línguas são igualmente fáceis para os seus nativos. Contudo, é também verdade que para os não nativos algumas línguas são mais fáceis de aprender do que outras, dependendo na maior semelhança da nova língua com a deles, e no grau de complexidade que essa língua tenha. Esses fatores determinam o tempo que se levará para se tornar eficiente na nova língua e até que ponto ela será lembrada se não for usada diariamente. É estimado, por exemplo, que para ensinar ao mundo uma língua como o Esperanto, preferido ao inglês, economizar-se-ia no mínimo três anos de estudo por pessoa.

As considerações lingüísticas incluem: 1) Quais os sons que deveríamos ter na língua, 2) Como soletramos os sons, 3) O Grau de regularidade que queremos na pronúncia, ortografia, sílaba tônica, ordem das palavras e sua formação, 4) A própria gramática da língua. Um dos problemas lingüísticos, por exemplo, na construção ou escolha de uma língua universal é o simples fato de que não existe regra de gramática comum a todos os idiomas. Algumas línguas têm literalmente centenas de terminações vocabulares para indicar se a palavra é masculina, feminina ou neutra, singular ou plural, ativa ou passiva, presente, passado ou futuro, potencial ou próprio etc. Obviamente, quanto mais uma língua tenha terminações vocabulares, mais trabalho a pessoa terá para a memorizar, e a tendência histórica tem sido para que línguas desse tipo percam algumas de suas terminações vocabulares. O inglês, por exemplo, agora tem menos, relativamente falando, do que a maioria das outras línguas. Línguas como o chinês, contudo, não tem nenhuma e indica as mesmas qualidades por meio de preposições, advérbios, ou outros métodos, para formar um contexto não ambíguo em torno da palavra básica.

Um resultado desta falta de gramática comum a todas as línguas é que a língua internacional nunca será igualmente fácil para todos os povos aprenderem, e algum acordo lingüístico, democrático, terá que ser feito.

Porque a Bahaa Esperanto-Ligo Trabalha com o Esperanto

Quanto mais se estuda profundamente o problema de construir ou escolher uma língua universal, mais se pode ver que o Esperanto, conquanto de maneira nenhuma seja a única solução possível é realmente a solução mais justa e equilibrada como é reconhecida pelos lingüistas independentes. Ele é livre de irregularidades gramaticais, de irregularidades na ortografia e na pronúncia, as quais formam as maiores dificuldades na aprendizagem das línguas étnicas. Sua raiz vocabular já é internacional e pode ser facilmente aumentada para uso especializado. Seu sistema de prefixos e sufixos dão-lhe flexibilidade na construção de palavras. Ele se ombreia com a maioria das línguas no que diz respeito a um simples e regular sistema de terminações vocabulares. Embora ele possa ser um pouco mais difícil para alguns povos orientais aprendê-lo, é, contudo, ainda mais fácil do que qualquer outra língua étnica.

Alguns dos mais fortes esperantistas no mundo são os grupos do Japão, China e Vietnã. Além da lógica da língua, ela tem também uma distinta sonoridade no falar e tem amplamente demonstrado suas qualidades na literatura, nos escritos científicos e comunicação oral. O Esperanto já pode apresentar uma literatura de mais de 10.000 (dez mil) traduções ou trabalhos originais, mais de 50 periódicos de mais de 25 nações sobre vários temas e mais de 30 programas regulares de radiodifusão. Está começando a ter ~so em corporações multinacionais. Seus seguidores internacionais estão estimados em 1.000.000 (um milhão) de pessoas, o que significa que em sua relativamente curta existência ele ultrapassou numericamente 2.800 das 3.000 línguas existentes, simplesmente pela atração de suas qualidades, e sem o auxílio de governos ou conquistas.

Finalmente, como deve ser qualquer língua universal, promove uma sadia, extrovertida e etnicamente neutra visão global e cultural.

Todos esses fatos, logo, mostram a adequação do Esperanto para ser usado pelos Bahá'ís. Unindo isto com a importância dada a uma língua internacional por Bahá'u'lláh e 'Abdu'l-Bahá, e com este último declarando claramente que "ele tem todas as qualidades potenciais para se tornar o meio internacional de comunicação" achamos que o tempo chegou para todos nós aproveitarmos mais plenamente as oportunidades e benefícios que o Esperanto tem a nos oferecer.

A história da Fé Bahá'í no século XX está cheia de eminentes Bahá'ís que seguiram as exortações do Mestre e se tornaram esperantistas, incluindo Martha Root, J. E. Esselmont, Agnes Alexander, Dr. Herman Grossmann, e Dr. Adelbert Mühlschlegel, atual coordenador da BEL todos Mãos da Causa; Dr. Lotfullah Hakin, membro da primeira Casa Universal de Justiça; Josephine Kruka, denominada por Shoghi Effendi como a "mãe da Filândia"; e Stanwood Cobb, bem conhecido como autor e educador. Naturalmente havia também Lydia Zamenhof, filha do Dr. Zamenhof, que se tornou Bahá'í.

Os membros da Bahaa Esperanto-Ligo escolheram o uso do Esperanto, então, devido os seus méritos e benefícios, como uma língua de trabalho e também porque pensamos que há suficientes necessidades bahá'ís e justificativas para autorizar o trabalho de tradução dos Escritos para o Esperanto e usá-lo ativamente. Como a BEL promove o Esperanto como uma língua mundial modelar entre os Bahá'ís, simultaneamente chama a atenção para ela e promove a Fé entre os esperantistas. Os dois processos ajudam um ao outro a crescer, e quanto mais depressa crescer, mais rapidamente os dias da paz do mund9 chegarão. Em aditamento, sentimos que seria realmente pouco de nosso trabalho a ser desperdiçado para a implantação da língua universal. O Esperanto ou algo muito semelhante, bem que poderia tornar-se a língua internacional escolhida. O Mestre até disse que "o amor e o esforço dedicados ao. Esperanto não serão perdidos". (8) E continuou dizendo, "mas nenhuma pessoa sozinha pode construir uma língua universal", O Dr. Zamenhof, concordaria plenamente com Ele, e o Esperanto continua aberto para emendas feitas por um corpo mundial, se esse corpo achar necessário fazer mudanças antes que pudesse adotá-lo como língua universal. Até mesmo se as nações escolherem uma língua bem diferente, elas não a escolherão nas bases de experiências adquiridas pelo Esperanto, porque uma comunidade de língua internacional ativa e vital tenha defendido o inspirado princípio de uma língua universal auxiliar e demonstrado seus inegáveis benefícios?

O que você pode fazer

Terminaremos com algumas palavras do Guardião, Shoghi Effendi:

O Esperanto tem estado em amplo uso; mais do que qualquer outra língua semelhante, no mundo inteiro, e os Bahá'ís têm sido encorajados pelo Mestre e pelo Guardião para aprendê-lo e traduzir a literatura bahá'í para esse idioma. Não podemos estar certos de que ela será a língua escolhida do futuro; mas como ele é o idioma que mais se difundiu tanto no Leste como no Oeste, certamente deveríamos continuar a cooperar com seus membros, a fim de aprendê-lo, falar e traduzir a literatura Bahá'í para ele.

(Bahá'í News n. 12, 1945.)

Para ser membro da Bahaa Esperanto-Ligo, um Bahá'í deve conhecer ou estar aprendendo o Esperanto. Especificamente, então, pense seriamente no Esperanto. Depois, entre em contacto, se você desejar, com um delegado da BEL, ou com uma Associação de Esperanto. Daí, aprenda a língua e se movimente para proclamar sua cidadania como verdadeiro cidadão do mundo. Finalmente promova a Causa de Deus onde quer que você esteja, onde quer que você vá. Você pode usar sua nova língua para fazer contactos ou simplesmente para se comunicar quando estiver viajando em outros países. Você pode usá-lo como um tópico introdutório nas suas palestras de ensino. Você pode, é natural, também começar a usar sua nova habilidade diretamente na correspondência internacional com pessoas que compartilhem com seu trabalho especial ou de interesse em pesquisas, ou para se comunicar com bahá'ís que falam o Esperanto em redor do mundo. Desta e de muitas outras maneiras você pode focalizar mais e mais, cada dia, uma mais profunda conscientização da unidade do ser humano e os esforços concretos e medidas necessárias para remediar suas presentes divisões e enfermidades.

Referências

1. The sixth Ishráq, citação de Bahá'u'lIáh e a Nova Era pág. 123.

2. Paris Talks p. 156.
3. Epistle to the Son of the Wolf, p. 138.
4. Sofonias 3:9.

5. The Sixth IShráq, citação de Bahá'u'lláh World Faith p. 199.

6. Citação de Marzieh Gail, The Sheltring Branch p. 88.

7. A matemática da tradução é interessante:

I = L! : 2(L-2)! onde I = o número de intérpretes necessários e 2 (L-2) ! L = o número de línguas presentes mutuamente inteligíveis. Para uma conferência onde está presente um representante de cada uma das 49 línguas comunitárias que tenha 10.000.000 ou mais de usuários o número de intérpretes necessários é de 1176!

8. Citação de Bahá'u'lláh e a Nova Era pág. 124.
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Em qualquer e em todos os tipos de conferências internacionais seu verdadeiro propósito - comunicação - é desnecessariamente frustrado pelo problema da língua. Assuntos importantes de ordem mundial, tais como governo mundial, saúde, convívio, população, religião, pesquisa, educação, desenvolvimento econômico etc. merecem o mais alto grau de consideração pelos povos de todas as formações étnicas e lingüísticas em uma base de igualdade e dignidade. Atualmente o emprego do antiquado domínio de línguas, imposto pelas mais poderosas nações, não é somente inibitivo, mas também inerentemente descortês e separativo.


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