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Estórias para Crianças
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Jacqueline Mehrabi : Estórias para Crianças
Estórias para Crianças
Jacqueline Mehrabi
Editora Bahá'í Brasil
1982
Título do original em inglês:
"Stories for children"
Introdução
Os Mensageiros de Deus

Há mais ou menos cem anos atrás o mundo estava muito triste. Crianças pequenas tinham que trabalhar muito, limpando chaminés e varrendo chãos e elas não tinham tempo para brincar. Ás vezes as pessoas ricas nem pagavam os pobres pelo trabalho que faziam, e essas pessoas pobres eram chamadas de escravos. Apenas algumas crianças podiam ir à escola para aprender a ler e escrever. E as pessoas estavam sempre matando e sendo injustas umas com as outras.

Todas essas coisas estavam acontecendo porque a maioria das pessoas havia se esquecido de Deus.

Então, Deus sabia que era tempo de mandar um outro Mensageiro ao mundo. Quando a humanidade tinha sido ruim antes, Ele enviou outros Mensageiros como Moisés e Jesus e Buda e Maomé e muitos outros. Estes outros Mensageiros disseram aos homens que eles deviam amar a Deus e fazer boas ações, então eles seriam felizes. Mas, cem anos atrás quase todo mundo havia se esquecido de tudo que todos aqueles Mensageiros haviam lhes dito. Então, Deus tinha que lhes falar novamente.

Desta vez Deus enviou dois Mensageiros que se chamavam Báb e Bahá'u'lláh.

O Báb

Em 1819 um menininho nasceu. Ele era Báb. Ele era muito bom e todos o amavam. Quando era ainda muito jovem, Seu pai faleceu e então Seu tio cuidou Dele. Seu tio era um homem bom e amava muito o pequeno rapaz.

Um dia Seu tio disse que já era tempo do Báb ir à escola para aprender algumas coisas, mas depois de alguns dias o professor disse ao tio que o Báb já sabia tudo! A princípio o tio ficou bravo com o Báb porque ele pensou que Ele não estava obedecendo seu professor, mas logo percebeu que Ele (O Báb) era um menininho muito especial porque Deus já lhe tinha ensinado tudo. O professor disse: "Ele não deve ser tratado como uma mera criança... porque não tem necessidade de professores como eu". O professor sabia que Deus era o professor do Báb.

Quando Báb cresceu e Deus lhe disse para contar ao mundo que Ele era um novo Mensageiro, Seu tio foi um dos primeiros a acreditar Nele e a ouvir o que Ele tinha a dizer. O Báb contou às pessoas que Deus ama a todos no mundo e nós devemos amá-los também. Ele então disse que Deus iria mandar um outro Mensageiro para lhes contar muitas outras coisas. O nome do segundo Mensageiro era Bahá'u'lláh.

Bahá'u'lláh

Em 1817 um outro bebê nasceu. Ele era Bahá'u'lláh. O pai de Bahá'u'lláh sonhou com seu pequeno menino e sabia que um dia ele seria uma Pessoa muito maravilhosa. O pai de Bahá'u'lláh era muito rico, mas não guardava tudo para si mesmo, dava muitas coisas aos outros. Quando Bahá'u'lláh cresceu, se tornou mais bondoso ainda que Seu pai e não queria guardar uma coisa para si. Ele estava sempre fazendo coisas para outras pessoas. Seu pai queria que Ele fosse rico e tivesse um cargo importante no governo, mas Bahá'u'lláh disse não. Ele devia falar ao mundo sobre Deus. Deus enviou Bahá'u'lláh ao mundo para ser Seu Mensageiro.

A mensagem que Deus deu a Bahá'u'lláh para contar ao mundo é esta:

Nós devemos amar a Deus.
Nós devemos amar todos os Mensageiros de Deus.
Nós devemos amar todas as pessoas do mundo.
Todas as crianças devem poder ir à escola.

As pessoas ricas devem dar um pouco de dinheiro aos pobres.

Um dia todo mundo falará uma mesma língua, assim nós poderemos entender um ao outro melhor.

Cada um deve aprender a decidir por si próprio.

Por causa dos ensinamentos do Báb e Bahá'u'lláh, as coisas começaram a melhorar. As criancinhas não eram mais obrigadas a limpar chaminés sujas nem a trabalhar em fábricas; mais escolas foram construídas, a fim de que mais criancinhas pudessem aprender a ler e escrever, ninguém nunca mais poderá ter escravos; e as pessoas começaram a perceber como é tolo matar um ao outro.

Um dia, quando todos no mundo prestarem atenção ao que o Báb e Bahá'u'lláh nos disseram, lembrar-se-ão de Deus e tornar-se-ão bons e felizes de novo.

'Abdu'l-Bahá

Em 1844 o filhinho de Bahá'u'lláh nasceu. Seu nome era 'Abdu'l-Bahá. 'Abdu'l-Bahá não foi um mensageiro de Deus, mas Ele foi o melhor bahá'í do mundo e nós todos deveríamos tentar ser como Ele. 'Abdu'l-Bahá fez tudo que Bahá'u'lláh lhe disse para fazer. Ele era bom, gentil e carinhoso. Não importava quão cansado estivesse, nunca se importava em ajudar os outros. Mesmo quando Ele tinha idade de vocês. Era muito ajuizado e costumava ajudar a Sua mãe a cuidar de Seu irmão mais novo e de Sua irmã. Quando ficou mais velho costumava proteger, Seu pai Bahá'u'lláh, das pessoas ruins, sempre que pudesse.

Uma vez, quando uma mulher pobre estava doente e não tinha uma cama para se deitar, ´Abdu'l-Bahá deu-lhe Sua própria cama. Bahá'u'lláh nos diz que devemos amar as outras pessoas mais do que nós mesmos, e isto era exatamente o que 'Abdu'l-Bahá fazia.

Eu e a Árvore

"No começo eu era pequena e não era muito forte", disse a Árvore.

"Como eu!", disse Joãozinho.

"Então eu empurrei minhas raízes para o fundo da terra macia e marrom para que o vento não pudesse me derrubar", disse a Árvore.

"Como eu!" gritou Joãozinho excitado . "Eu aprendi a colocar os meus pés no chão e andar sem cair".

"Então eu fiquei mais alta e estiquei os meus braços e uma pequena folha verde apareceu em meu galho", disse a Árvore.

"Como eu!" gritou Joãozinho alegremente. Meus braços ficaram fortes e eu usei minhas mãos, e o trabalho que eu fiz foi bom, assim como sua folhinha verde".

"Então muitas folhas cresceram, as quais formaram um abrigo para os esquilos e um lar para os passarinhos".disse a Árvore.

"Como eu?" perguntou Joãozinho ansiosamente. "Quando eu ajudei um cachorro machucado eu fui gentil com as pessoas?"

"Eu cresci mais e fiquei mais forte e o que eu vi? Eu vi o mundo inteiro e o mundo inteiro me viu", disse a Árvore.

"Como eu", disse Joãozinho baixinho. "Quando eu crescer eu serei bom, você verá. Eu amarei o mundo inteiro e então o mundo inteiro irá me amar".

O Maior Nome de Deus

Você sabe qual é o Maior Nome de Deus? É Alláh'u'Abhá. Você sabe o que isto significa? Significa Deus é Glorioso. Porque Deus é glorioso? Porque Ele fez todas as coisas. Nós não podemos fazer pessoas, animais, árvores, flores e pássaros, podemos?

Mas Deus pode. Ele nos pode fazer felizes também.
Então nós dizemos que Deus é glorioso
Alláh'u'Abhá.
O Reino de Deus

O chão é imóvel. Mas é muito útil, porque as sementinhas que caem no chão precisam agarrar-se às pedras e argila, senão a água as arrastaria, ou o vento as levaria longe.

As sementes podem se mover. Elas esticam suas minúsculas raízes para dentro da terra e empurram seus minúsculos talos para cima, fora da terra, à luz do sol, nos prados.

As vacas vivem nos prados. Elas podem se mover andando por sobre a terra, podem ver o mundo ao seu redor e podem sentir você tocá-las. Todos os dias as pessoas vêm tirar leite das vacas.

As pessoas podem fazer quase tudo. Elas podem se mover rapidamente por sobre a terra em carros, subir ao céu em aviões, mergulhar profundamente debaixo da água em submarinos e sobre a água em navios.

Elas podem ver longe com óculos especiais chamados binóculos, elas podem ver as estrelas com telescópios e minúsculos insetos com microscópios. Elas podem sentir se elas estão tristes ou felizes, se são boas ou más. Mas o mais importante de tudo é que as pessoas podem pensar, e porque pensamos, nós sabemos a respeito de Deus.

Deus pode fazer tudo. Ele fez a terra, as sementes, as plantas, as vacas e as pessoas. Deus fez o mundo todo.

Kalim

Bahá'u'lláh tinha muitos irmãos. Um deles se chamava Kalim. Kalim amava muito Bahá'u'lláh porque Bahá'u'lláh era muito gentil com todos. Ele dava comida às pessoas famintas, dinheiro às pessoas pobres e curava as pessoas doentes. Ele dava também a todos algo mais. Ele lhes dava Seu amor. Bahá'u'lláh passou toda Sua vida fazendo pessoas felizes. A felicidade é como uma luz. O coração de Bahá'u'lláh brilhou com a luz do amor de Deus.

Como Bahá'u'lláh sempre estava fazendo coisas para as outras pessoas, Kalim, Seu irmão, queria fazer algo por Ele.

Quando as pessoas ruins, que não compreendiam o maravilhoso amor de Deus, jogaram Bahá'u'lláh na prisão, não havia quem cuidasse de Sua família, de Sua esposa e Seus filhos pequenos. Então Kalim cuidou deles. Ele fez com que os homens ruins não os machucassem e manteve-os salvos até que Bahá'u'lláh saiu da prisão. Mesmo depois, Kalim estava sempre com Bahá'u'lláh e Sua família, ajudando-os sempre que possível.

Depois que Bahá'u'lláh saiu da prisão, Ele teve que fazer uma longa viagem da Pérsia a um outro país chamado Iraque. Estava muito frio e a Sagrada família não tinha roupas quentes, mas finalmente eles chegaram ao Iraque e foram a uma cidade chamada Bagdá. Pouco tempo depois Bahá'u'lláh teve que ir para longe, por dois anos, o que era um longo tempo. Então novamente Kalim pôde ajudar Bahá'u'lláh cuidando de Sua esposa e Seus filhos, enquanto Ele estava longe. Kalim estava muito feliz em poder fazer alguma coisa por Bahá'u'lláh.

Nós também podemos fazer coisas por Bahá'u'lláh. Se nós escutarmos o que Ele nos diz, se nós formos bons e gentis para com todo mundo, se nós sempre dissermos a verdade, fizermos nossas orações - então nós estaremos fazendo alguma coisa por Bahá'u'lláh.

No Jardim de Teu Coração

Perto de uma cidade chamada 'Akká, há um belo jardim cheio de diferentes flores coloridas e frutas deliciosas. Os pássaros cantam alegremente, nas árvores as laranjas ficam douradas com a luz do Sol, a água jorra da fonte e o ar fica perfumado com o doce aroma das violetas.

Por ser o jardim tão belo, Bahá'u'lláh adorava visitá-lo. Ele deixava a cidade suja e quente de 'Akká para entrar no campo refrescante e descansar no belo jardim.

Lá, num banco azul debaixo das árvores, Bahá'u'lláh inundaria o jardim com amor, enquanto ele louvava a Deus por todas as coisas maravilhosas que o cercavam.

Nossos corações são como jardins. Se nós fizermos boas ações e tivermos bons pensamentos, enquanto nossos corações ficarão cheios de coisas boas e belas. Bahá'u'lláh gostava de visitar o jardim porque ele era lindo, e Ele também gosta de visitar nossos corações quando eles estão cheios de beleza.

Bahá'u'lláh nos diz uma pequena oração acerca de nossos corações.

"No Jardim de teu coração,
nada plantes salvo a rosa do amor"
O Paraíso

Amanda está adormecida sobre sua cama. Algo morno e gentil beijou sua face e ela abriu seus olhos para ver o sol brilhando sobre seu travesseiro. Lá fora no céu, todos os pássaros estavam cantando enquanto que lá embaixo na terra, as flores abriam suas pétalas e sorriam para o sol.

"Hoje", disse Amanda a si mesma, "Hoje, eu vou procurar o Paraíso".

Ela ajudou sua mamãe a lavar e cuidar do bebê e sua mãe deixou de parecer cansada, e ficou feliz.

Ajudar é um pedacinho de Paraíso", pensou Amanda.

Ela correu à beira do rio para olhar os barcos e achou um passarinho pequenininho sobre a grama. Amanda pegou-o gentilmente o aqueceu em suas mãos. Ela viu um ninho acima de sua cabeça, o qual era o lar do passarinho. Ela o colocou dentro do ninho e ele abriu seus olhinhos para dizer obrigado por ela ser tão gentil.

"Gentileza é um outro pedacinho do Paraíso", pensou Amanda.

Um menininho veio gritando por dentre as árvores. Ele havia caído sobre uma pedra e machucado seu joelho. Amanda enrolou seu lenço ao redor do lugar que ele havia machucado e o menininho deixou de parecer triste, e ficou feliz.

"Curar é um outro pedaço do Paraíso", pensou Amanda.

Amanda olhou para o céu onde os pássaros estavam cantando; ela olhou para o chão onde as flores estavam sorrindo.

"Paraíso é felicidade", disse Amanda.
A Semente

Deus fez uma pequena semente. O vento soprou-a para o alto além das árvores e depois para dentro de um prado cheio de grama.

A chuva da primavera caiu para amaciar o solo e o sol brilhou para aquecer a terra. A sementinha começou a crescer. Primeiro um fino talo que se envergava com o vento, depois minúsculas folhas verdes, como asas mágicas. Ela cresceu até ficar mais alta que a grama e então um dia, no começo do verão, ela abriu suas belas pétalas cor de rosa para balançar-se e dançar na brisa do sol. A sementinha cresceu e transformou-se numa flor.

Deus colocou uma sementinha de amor em nossos corações. Quando nós ajudamos uns aos outros o amor começa a crescer. Quando nós dizemos coisas bonitas, o amor cresce ainda mais. Quando nós oramos a Deus, aquela sementinha de amor enche nossos corações de alegria. Bahá'u'lláh escreveu esta oração para as criancinhas dizerem:

"Eu sou, ó meu Deus, uma sementinha que Tu plantaste no solo do Teu amor, e fizeste florescer pelas mãos de Tua Generosidade"

O Floco de Neve e o Gatinho

Um gatinho amarelo estava brincando na neve. De repente um pequeno e leve floco de neve, caiu do céu e parou sobre seu nariz.

"Puxa", disse o floco de neve, "foi um longo caminho até chegar aqui embaixo".

O gatinho piscou seus olhinhos e agitou o floco de neve do seu nariz para o chão, onde ele podia vê-lo melhor. "O que você pôde ver durante sua jornada até aqui embaixo?, perguntou delicadamente o gatinho, esticando sua patinha para poder sentir a suavidade do floco de neve.

"Eu vi o mundo" disse o floco de neve colocando-se mais confortavelmente na neve.

"E como era ele?" perguntou o gatinho, enquanto seus olhos se moviam maravilhados.

"Como um jardim", disse o floco de neve, com a cabeça balançando de sono. "Como um jardim muito bonito".

"Havia flores de diversas cores, com faces alegres?" perguntou o gatinho.

"As pessoas eram como flores" disse o floco de neve. "Nos lugares quentes eram pretas, nos lugares frios eram brancas, nos lugares mornos mulatas. Todas eram diferentes, como as flores em um jardim".

"O que mais você viu?" perguntou o gatinho rolando sobre suas costas para dar uma olhada no sol.

"Alguns deles tinham faces alegres, cheias de amor á Deus e às outras", disse o floco de neve derretendo devagarinho enquanto o sol ia ficando mais quente.

"O mundo parece maravilhoso", suspirou o gatinho, e olhou ao seu redor surpreso, procurando o floco de neve que se derretera.

O Tesouro Oculto

Chovia e as crianças pensavam em algo para fazer enquanto olhavam pela janela.

"Por que vocês não procuram por um tesouro oculto?" disse a mamãe.

"Onde?" perguntou Tereza.

"Todo lugar", disse mamãe, "o mundo está cheio de tesouros, basta vocês procurarem".

Tereza, João, Marcos e Maria, olharam-se entre si pensativamente.

"As gotas de chuva que caem na janela, brilhantes e claras como pérolas?" perguntou João.

"O luar brilhando como prata sobre o mar à noite?" perguntou Tereza, fechando os olhos para pensar melhor".

"O Sol do amanhecer brilhando como ouro, e à noite, vermelho, reluzindo como rubi?" perguntou Marcos.

"E as flores em um jardim, como contas vermelhas, azuis e amarelas, formando um lindo colar só para mim", acrescentou a pequena Maria.

"O mundo está realmente cheio de tesouros ocultos", disse João pensativamente.

"E o melhor de tudo", disse mamãe com um sorriso, "é que Deus fez todos os tesouros. Não importa se você é rico ou pobre, pois todos podem apreciar as belas coisas que Deus criou".

"Olhem" gritou Tereza repentinamente. "Olhem pela janela! O sol está brilhando através da chuva para fazer um arco-íris cheio de todas as cores dos tesouros do mundo."

A Coroa da Pastora

Uma pequena pastora estava cuidando das ovelhas da montanha. Seu vestido era velho e seus pés estavam descalços. Algumas vezes ela desejava ser rica, ter um vestido de seda e sapatos prateados e um palácio para morar e uma porção de brinquedos. Até que um dia seu avô lhe disse:

"Algumas menininhas são princesas reais, com coroas de ouro e uma centena de servos. Mas todo mundo pode usar uma coroa que é muito, mais muito melhor que uma de uma princesa. Ela é feita de coisas boas, como ser gentil, ser sábio, dizer a verdade e amar os outros; como ver as ovelhas aquecidas durante o inverno e se tem grama suficiente para comer e se estão sendo bem cuidadas. Toda coisa boa que você fizer é como uma bela jóia colocada em sua coroa".

A pequena pastora sentou na montanha e olhou as pequenas nuvens brancas e o vôo alto dos pássaros e o sol brilhando no céu. E ninguém via que seu vestido era velho, que seus pés estavam descalços porque sobre sua cabeça brilhava uma coroa de luz, amor, verdade e alegria.

"Dize: Ò Deus, meu Deus! Adorna minha cabeça com a coroa da justiça, e minha fronte com o ornamento da equidade. Tu, verdadeiramente, és o possuidor de todas as virtudes e dádivas".

Bahá'u'lláh
A Terra do Sol da Meia-Noite

Era noite e Rikki estava dormindo em sua cama. Mas lá fora o sol estava brilhando, porque esta era a terra do sol meia-noite.

Quando ele acordou, correu para o sol. Tudo parecia muito bonito. Lá longe as montanhas de gelo brilhavam ao sol, enquanto que lá embaixo, nas planícies, flores rosas e amarelas empurravam suas cabeças, através da neve que derretia. Focas pretas e brilhantes mergulhavam na água e pingüins brancos e pretos brincavam na praia à beira do mar.

O sol brilhava e brilhava, durante dias inteiros e durantes todas as noites. E todas as pessoas e todos os animais e todos os pássaros estavam felizes na terra do sol da meia-noite.

Entretanto, quando o inverno chegava, o sol não brilhava mais, nem durante o dia. Ficava escuro durante todo o tempo. A terra ia ficando cada vez mais fria e coberta de neve, enquanto o céu ia ficando preto como uma longa, longa noite. Mas Rikki estava feliz ainda, porque em seu coração um outro tipo de sol estava brilhando. Era o sol do amor de Deus, e o amor de Deus esta sempre brilhando, mesmo quando está frio e escuro lá fora.

Quando o sol brilha no céu nós nos sentimos felizes, e quando nós amamos a Deus, nos sentimos felizes também. 'Abdu'l-Bahá diz:

"Quando um homem volve sua face à Deus, ele
encontra o sol brilhando em toda parte".
O Belo Dia

A chuva caiu, e o milho nos campos cresceu verde e alto. "Que belo dia," disse o milho.

A chuva caiu, e as lagoas de peixes que eram rasas, ficaram fundas e grandes. "Que belo dia", disseram os peixes.

A chuva caiu, lavando a poeira seca e quente dos camelos no deserto de areia, e as lagoas de peixes que eram rasas, ficaram fundas e grandes. "Que belo dia", disseram os camelos.

A chuva caiu, e formou pequenas poças para os pássaros se banharem. "Que belo dia", disseram os pássaros.

A chuva caiu, e as pessoas na rua andaram depressa, querendo chegar em casa. Uma senhora idosa parou na calçada, sentindo-se cansada, até que um menininho parou e lhe deu um sorriso. "Que belo dia", disse a velhinha.

'Abdu'l-Bahá diz:

"Ò Deus...Cultiva esta planta fresca no jardim de rosas do Teu amor e nutre- a com chuva das nuvens da Tua Generosidade.

O Jardineirinho e o Reizinho

Um reizinho sentou-se triste sobre seu trono. Quando ele queria beber chamava os servos, quando ele queria escrever pedia uma caneta, quando ele queria sair chamava um cocheiro, quando ele queria roupas novas, a costureira as costurava, quando ele queria mais brinquedos, o construtor de brinquedos os fazia. O reizinho tinha todas as pessoas para fazerem o que ele queria. Ainda assim não estava contente.

Fora do palácio um menino jardineiro, estava cantando. Seu pai era velho e facilmente cansava-se, então o jovem ajudava-o a fazer o trabalho. Ele cavava a terra e empurrava o carrinho e cortava a grama. Ele regava as flores e olhava-as crescerem, e as pessoas que passavam por ali olhavam por cima do muro, sorrindo ao verem a bela vista do jardim. O jardineirinho cantava enquanto colhia as mais belas flores para dar ao reizinho.

O reizinho sorriu, assim que ouviu a canção, mas novamente sentiu-se triste quando a canção terminou.

"Por que eu não sou feliz como você?" perguntou o reizinho.

O jardineirinho gentilmente disse, "Você tem todos para fazerem tudo para você. Para ser feliz, você tem que fazer algo para outra pessoa. Eu ajudei as flores a crescerem fragrantes e altas, para as pessoas poderem vê-las por sobre o muro; eu ajudei meu pai que é velho e sentir-se um pouco menos cansado; eu ajudei você a sorrir quando cantei minha canção, assim como os pássaros me ajudam quando eles cantam suas canções."

Os olhos do reizinho começaram a brilhar. Ele sentiu seu coração aquecer-se dentro de si. "Ao invés de guardar tudo para mim mesmo, eu irei ajudar as outras pessoas, dando-lhes coisas. Ao invés de todos terem de ficar olhando por sobre o muro, eu abrirei os portões do jardim, e os deixarei entrar. Ao invés de meus servos trabalharem tanto, eu os pouparei sempre que puder".

O reizinho estava feliz quando sentou-se em seu trono.

O jardineirinho estava feliz quando voltou ao seu trabalho no jardim.


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