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AEN Brazil : Paz Mundial - Passos Decisivos
Paz Mundial - Passos Decisivos

Homenagem ao 41º aniversário de Fundação da Organização das Nações Unidas

1986 - Ano Internacional da Paz
ALGUNS CONCEITOS BAHÁ'ÍS SOBRE A PAZ MUNDIAL
INTRODUÇÃO:

O mundo inteiro está comemorando este ano, promulgado pela Organização das Nações Unidas, o ANO INTERNACIONAL DA PAZ. Em 24 de outubro a O.N.U. completa seu 41º ano de vida. Seus esforços pela paz, apesar dos poucos resultados até agora obtidos, consolidam-se dia a dia e os povos do mundo começam a clamar pela paz em altos brados, cansados e horrorizados que estão por todas as guerras pelas quais a humanidade vem passando. A paz é, hoje, o maior anseio de todos os povos. Inevitável, para a perpetuação da espécie humana, ameaçada que está de destruição pelo holocausto nuclear.

Atendendo apelos da O.N.U., em sua campanha mundial pela PAZ neste ano de 1986, a COMUNIDADE BAHÁ'Í INTERNACIONAL, organização não-governamental integrante do Conselho Econômico e Social e do Unicef, tem promovido, ao longo dos últimos meses, no mundo inteiro onde existem comunidades de Fé Bahá'í, em cerca de 120 países, várias atividades apoiando a iniciativa das Nações Unidas em sua promoção pela paz mundial.

Um estudo profundo foi realizado sobre o problema da paz mundial e divulgado aos povos do mundo, sob o título A PROMESSA DA PAZ MUNDIAL, uma publicação já entregue à maioria dos chefes de Estado e a todas as representações nacionais participantes da Assembléia Geral da O.N.U. Esta série de artigos focaliza alguns aspectos daquele importante estudo, acrescentando fatos que corroboram as afirmativas feitas pela Fé Bahá'í, em cujos ensinamentos foram baseados os textos da publicação em questão.

1. A BUSCA DA PAZ:

"A Grande Paz - para a qual as pessoas de boa vontade orientaram os seus corações através dos séculos, acerca da qual inúmeras gerações de profetas e poetas expressaram as suas visões, e cuja promessa foi continuamente reafirmada ao longo das eras nas escrituras sagradas da humanidade - encontra-se agora, finalmente, ao alcance das nações." No Velho Testamento, em Isaias 2:4 e nos Salmos 34:14, bem como no Novo Testamento, em Mateus 5:9 - a paz é citada elogiosamente. Existem muitas outras referências em ambos estes Livros Sagrados. Lau Tseu, 500 anos antes de Cristo, já dizia: "As armas, embora como ornamento, não são uma fonte de felicidade, e sim temidas por todos. Portanto, o homem de Tao não residirá onde existem tais coisas..." Buda, em seus Diálogos, também afirmou:

"Portanto, façamos o bem agora. Que podemos fazer que seja bom?

Abstenhamo-nos de tirar a vida...". Cícero disse: "Prefiro a paz mais injusta à guerra embora justificada". No Talmud está escrito: "Os discípulos do sábio aumentam a paz no mundo." Einstein, em "Notas sobre Pacifismo", escreveu: "A paz não pode ser mantida pela força. Poderá ser alcançada apenas pelo entendimento". E Franklin D. Roosevelt afirmou: "Mais que um fim às guerras, desejamos um fim para o início de todas as guerras".

2. O ESPECTRO DA GUERRA:

Janez Stanovnik, em um trabalho para a UNESCO, em 1978, Paris, escreveu:

"... desde a Segunda Guerra Mundial, 199 guerras já ocorreram no mundo... 69 países estão diretamente no Teatro da Guerra e não menos que 81 países estão direta ou indiretamente envolvidos em guerras, desde 1945" A Primeira Guerra Mundial causou a morte de 8,5 milhões de soldados e cerca de 5 milhões de civis. A Segunda Guerra Mundial foi ainda mais destruidora, causando a morte de 35 a 60 milhões de seres humanos. S6 na guerra Irã-Iraque, desde 1980 a 1984, cerca de 250 mil pessoas já foram sacrificadas. Apesar de todo esse horror, ainda assim as guerras têm continuado, como em Camboja, 1970 (4 milhões de mortos); na Indonésia, 1975 (250 mil mortos); no Afeganistão, 1978 (100 mil mortos); no Líbano, 1978 (85 mil mortos); nas Filipinas, 1972 (50 mil mortos); no Vietnam, 1979 (47 mil mortos); na Eti6pia, 1962; em EI-Salvador; na Guatemala (dezenas de milhares de mortes).

Tudo isso se deve ao fato da presente ordem prevalecente no mundo ser defeituosa, não podendo atender aos interesses comuns das nações, e apesar dos Estados soberanos estarem organizados numa entidade internacional como a O.N.U. ainda assim não encontram a solução, nem as formas pelas quais poderiam exorcizar o espectro da guerra.

3. TECNOLOGIA, PARA A PAZ OU PARA A GUERRA:

"Os avanços científicos e técnicos que têm ocorrido durante este século invulgarmente abençoado, pressagiam um grande impulso para o progresso na evolução social do planeta, e apontam os meios através dos quais se poderão resolver os problemas práticos da humanidade. Não obstante, as barreiras persistem." Hossein Danesh, em seu livro "Unidade, a base criativa para a paz", informa que em 1978, 20 bilhões de dólares foram gastos em "novas formas de matar o homem". Parte desse valor foi para pagar os salários de 500 mil cientistas que trabalham para essa finalidade bélica.

A ciência e a tecnologia têm condições de prover no planeta as condições de vida que permitiriam uma cooperação mútua a nível mundial, para resolver problemas econômicos, sociais, de saúde e sobrevivência, em paz e fraternidade. Mas, infelizmente, as dúvidas, os equívocos, os preconceitos, as suspeitas e os interesses mesquinhos dominam as nações e os povos em suas relações uns com os outros.

4. CRESCIMENTO COLETIVO DA HUMANIDADE:

"A Fé Bahá'í encara a atual confusão que reina no mundo e o estado calamitoso em que se encontram os assuntos humanos, como uma fase natural num processo orgânico que conduzirá, final e irresistivelmente, à unificação do gênero humano sob uma ordem social única, cujos únicos limites serão os do planeta."

A finalidade da vida humana na terra não é a guerra e sim a paz. No entanto, como as agressões e os conflitos têm de tal forma caracterizado os nossos sistemas sociais, econômicos e religiosos, muitas pessoas já se entregaram à noção de que tal comportamento é intrínseco à natureza humana e, conseqüentemente, inextirpável. Basicamente, o homem seria um ser belicoso, o que não é verdade. Mas tal ponto de vista está ocasionando no mundo uma contradição paralisante. De um lado, as pessoas de todas as nações proclamam não s6 o seu anseio de paz e harmonia, mas também mostram-se dispostas a estabelecê-las e terminar com as apreensões devastadoras que atormentam as suas vidas diárias. Mas, por outro lado, concede-se aceitação indiscriminada à noção de que os seres humanos são incorrigivelmente egoístas e agressivos e, portanto, incapazes de erigirem um sistema social simultaneamente progressivo e pacífico, dinâmico e harmonioso - um sistema que dê liberdade à iniciativa e à criatividade individuais, mas baseado na cooperação e na reciprocidade.

Quando examinadas com imparcialidade, porém, as provas existentes revelam que tal conduta, agressiva, egoísta, longe de expressar a verdadeira essência do homem, representa, na verdade, uma distorção do espírito humano. A aceitação deste conceito, comprovável inclusive ao longo da História, permitirá a todos os povos mobilizar forças sociais construtivas, que, por serem congruentes com a verdadeira natureza humana, encorajarão a harmonia e a cooperação, em vez da guerra e do conflito. A guerra é anormal, não natural ao ser humano individual. E muito menos à coletividade.

A humanidade, vista como um todo distinto e orgânico,passou por estágios evolucionários análogos aos estágios de infância e adolescência que ocorrem nas vidas dos seus membros individuais. E agora está atravessando o período culminante em que a sua adolescência turbulenta se abeira da tão longamente aguardada maturidade. Os preconceitos, as guerras e a exploração têm sido expressões de estágios imaturos num vasto processo histórico. Compreendendo isso, estaremos em condições de empreender a estupenda tarefa da construção de um mundo pacífico.

5. O CAMINHO DA PAZ

A proscrição das armas nucleares, a proibição do uso de gases venenosos ou a interdição da guerra bacteriológica não eliminarão as causas básicas das guerras. Também não será somente através de acordos e tratados de paz entre nações litigantes. Há que se adotar uma estrutura universal genuína. Todos os povos devem participar. As soluções devem atender aos interesses de todas as nações, mas num contexto de cooperação, entendimento e participação supra-nacionais. O planeta como uma grande nação, e todos os seres humanos como seus cidadãos.

6. BARREIRAS À PAZ:

Hoje, pelo menos quatro grandes barreiras são sérios empecilhos no caminho da paz: o racismo, a disparidade entre ricos e pobres, o nacionalismo desenfreado e as lutas religiosas.

* O racismo, um dos males mais funestos e mais persistentes, retarda o desenvolvimento das potencialidades ilimitadas das suas vítimas, corrompe os seus perpetradores, e desvirtua o progresso humano. O reconhecimento da unidade da humanidade, implementada através de disposições jurídicas apropriadas, tem de ser universalmente sustentado para que este problema possa ser superado.

* A disparidade desmesurada entre ricos e pobres, uma fonte de intenso sofrimento para milhões de seres humanos, mantém o mundo num estado de instabilidade, virtualmente à beira da guerra. A sua solução requer a aplicação combinada de meios espirituais, morais e práticos. É necessária uma nova abordagem do problema, a nível mundial, e que inclua não somente a eliminação dos extremos de riqueza e pobreza, mas que trate também daquelas verdades espirituais cuja compreensão pode engendrar uma nova atitude universal. A promoção de tal atitude é, em si mesma, uma parte importante da solução.

* O nacionalismo desenfreado, distinto de um patriotismo são e legítimo, deve ceder lugar a uma lealdade mais ampla - o amor à humanidade como um todo. O conceito de cidadania mundial é uma conseqüência direta da contração do mundo através dos avanços tecnológicos e da incontestável interdependência das nações. O amor a todos os povos do mundo não exclui o amor de cada pessoa ao seu país.

* Ao longo da história, as lutas religiosas têm sido a causa de inúmeras guerras e conflitos, uma praga para o progresso, e são hoje cada vez mais repugnantes - tanto às pessoas de diferentes fés, como àquelas que não professam fé alguma.

"A religião", como diz Bahá'u'lláh, "é o maior de todos os meios para o estabelecimento da ordem no mundo e para o contentamento pacífico de todos os que nele habitam." Referindo-se ao eclipse ou à corrupção da religião, escreveu o Fundador da Fé Bahá'í: "Se a lâmpada da religião for obscurecida, reinarão o caos e a confusão, e as luzes da eqüidade, justiça, tranqüilidade e paz deixarão de brilhar."

Por isso os adeptos de todas as religiões devem se dispor a encarar as questões básicas suscitadas por tais disputas que mantém entre si - e que ocorrem unicamente por razões de preconceitos e nos aspectos não essenciais de seus objetivos fundamentais - e chegar a conclusões claras, resolver as diferenças entre elas, tanto em teoria como na prática, e buscar servir à humanidade como um todo, em nome de seu Deus, que é um só.

7. IMPORTANTES PRÉ-REQUISITOS À PAZ

* A igualdade dos sexos. A emancipação da mulher - a concretização da plena igualdade entre os sexos - é um dos pré-requisitos mais importantes, embora dos menos reconhecidos, para o estabelecimento da paz. A negação dessa igualdade é uma injustiça contra metade da população do mundo e promove entre os homens atitudes e hábitos nocivos, que são transportados do ambiente familiar para o local de trabalho, para a vida política, e, em última análise, para a esfera das relações internacionais. Não existem quaisquer fundamentos morais, práticos ou biológicos que justifiquem essa privação. Só quando as mulheres forem bem recebidas em todos os campos de atividade humana, em condições de igualdade, é que se criará o clima moral e psicológico do qual poderá emergir a paz internacional.

* A causa da educação universal merece o maior apoio que os governos do mundo lhe possam dispensar. Afinal, a ignorância é indiscutivelmente a principal razão para o declínio e a queda dos povos, e para a perpetuação dos preconceitos. Nenhuma nação pode ter pleno êxito e se considerar realizada enquanto não facultar meios de ensino a todos os seus cidadãos. Atendendo aos imperativos de nossos dias, deveria ser dada atenção especial ao ensino do conceito de cidadania mundial, como elemento integral da educação normal de cada criança.

* Uma falta básica de comunicação entre os povos debilita sensivelmente os esforços para o estabelecimento da paz no mundo. A adoção de uma língua auxiliar internacional poderia contribuir muito para a solução desse problema, sendo um assunto que merece a mais urgente consideração.

8. UNIDADE - O PRINCÍPIO BÁSICO PARA A PAZ:

A ordem mundial - um mundo onde prevaleçam a harmonia e a cooperação - só pode ser fundada sobre uma consciência inabalável da unidade da humanidade, uma verdade espiritual que todas as ciências humanas confirmam. A Antropologia, a Fisiologia e a Psicologia reconhecem uma só espécie humana, ainda que infinitamente variada no que se refere aos aspectos secundários da vida. O reconhecimento desta verdade requer o abandono dos preconceitos - de todos os tipos de preconceitos - relacionados com a raça, a classe social, a cor da pele, a crença religiosa, a nacionalidade, o sexo e o grau de civilização material. Em suma, de tudo aquilo que faz com que as pessoas se considerem superiores umas às outras.

A aceitação da unidade da humanidade é o pré-requisito fundamental para a reorganização e a administração do mundo como um só país - como o lar da humanidade. A aceitação universal deste princípio espiritual é essencial para o êxito de qualquer tentativa de estabelecimento da paz mundial.

Deveria, portanto, ser universalmente proclamado, ensinado nas escolas, e constantemente reafirmado em todas as nações como preparação para a transformação orgânica da estrutura da sociedade que isso implica.

9. O PASSO FINAL

A Liga das Nações, a Organização das Nações Unidas, e os diversos organismos e acordos por elas produzidos, têm sido indubitavelmente úteis na atenuação de alguns dos efeitos negativos dos conflitos internacionais, mas têm se revelado incapazes de evitar a guerra.

Bahá'u'lláh indicou que "Chegará o tempo em que será universalmente reconhecida a necessidade imperiosa da convocação de uma vasta e ampla assembléia de homens: Os governantes e os reis da terra terão de tomar parte nela, e, participando nas suas deliberações, deverão considerar métodos e meios capazes de assentar os fundamentos para a Paz Maior, mundial, entre todos os homens."

A coragem, a determinação, a pureza de motivos e o amor desinteressado de um povo por outro - qualidades espirituais e morais necessárias para a efetivação desse passo supremamente importante em direção à paz - devem ser colocadas em prática através de consultas francas, serenas e cordiais. A própria tentativa de alcançar a paz mediante a ação consultiva proposta por Bahá'u'lláh pode produzir um espírito tão salutar entre os povos da Terra, que nenhum poder se oporia a um resultado final triunfante.

A realização desta poderosa convocação já deveria ter ocorrido há muito tempo. Todas as forças da História impelem a humanidade para este ato, que assinalará para todo o sempre o alvorecer da sua tão longamente aguardada maturidade. Não irão as Nações Unidas, com o pleno apoio dos seus membros, erguer-se à altura dos desígnios desse acontecimento culminante?

Que os homens e as mulheres, os jovens e as crianças em toda parte reconheçam o mérito eterno desta ação imperiosa em prol de todos os povos, e ergam as suas vozes em assentimento voluntário. Melhor ainda, que seja esta a geração a inaugurar este estágio glorioso na evolução da vida social do planeta.

TEXTOS OFICIAIS DAS FIGURAS CENTRAIS DA FÉ BAHÁ'Í CITADOS NA DECLARAÇÃO SOBRE A PAZ, "A PROMESSA DA PAZ MUNDIAL" - OUTUBRO DE 1985.

SOBRE RELIGIÃO:

Falando da religião como força social, Bahá'u'lláh disse: "A religião é o maior de todos os meios para o estabelecimento da ordem no mundo e para o contentamento pacifico de todos os que nele habitam". Referindo-se ao eclipse ou à corrupção da religião, ele escreveu: "Se a lâmpada da religião for obscurecida, reinarão o caos e a confusão, e as luzes da eqüidade, da justiça, da tranqüilidade e da paz deixarão de brilhar". Enumerando as conseqüências disso, as Escrituras Bahá'ís destacam o fato de que, "nessas circunstâncias, a perversão da natureza humana, a degradação do comportamento humano, a corrupção e a dissolução das suas instituições revelam-se em seus aspectos mais repugnantes e revoltantes. O caráter humano é aviltado, a confiança é abalada, os nervos da disciplina são relaxados, a voz da consciência humana é silenciada, o sentido da decência· e da vergonha é velado, os conceitos do dever, da solidariedade, da reciprocidade e da lealdade são distorcidos, e os próprios sentimentos de paz, alegria e esperança extinguem-se gradualmente". BAHÁ'U'LLÁH

SOBRE OBSOLETISMO:

"Se os ideais há muito nutridos, se as instituições honradas pelo tempo, se certas suposições sociais ou fórmulas religiosas já não promovem o bem-estar geral da humanidade, se deixaram de corresponder às necessidades de uma humanidade em constante evolução, que sejam, então, repelidos e relegados ao limbo das doutrinas obsoletas e esquecidas. Por que razão, num mundo sujeito à lei imutável da transformação e da decadência, deveriam ficar isentos da deterioração que há necessariamente de alcançar todas as instituições humanas? Afinal, a única finalidade das normas jurídicas, das teorias políticas e econômicas, é a salvaguarda dos interesses da humanidade em seu todo e não é a humanidade que deve ser crucificado para a preservação da integridade de qualquer lei ou doutrina particular ". SHOGHI EFFENDI

SOBRE A DESMILITARIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO MUNDO:

Do ponto de vista bahá'í, o reconhecimento da unidade "exige nada menos que a reconstrução e a desmilitarização de todo o mundo civilizado - um mundo organicamente unificado em todos os aspectos essenciais da sua vida, do seu mecanismo político, da sua aspiração espiritual, do seu comércio e das suas finanças, da sua escrita e do seu idioma, e, não obstante tudo isso, infinitamente variado quanto às características nacionais das suas unidades federadas. " - SHOGHI EFFENDI

SOBRE O PRINCIPIO DA UNIDADE MUNDIAL:

"Longe de se fundamentar na subversão dos alicerces da sociedade existente, ele procura alargar a sua base e remodelar as suas instituições de maneira consoante com as necessidades de um mundo sempre em transição. Não pode estar em conflito com nenhuma obrigação legítima, nem minar qualquer lealdade essencial. O seu fim não é abafar a chama de um patriotismo são e inteligente nos corações dos homens, nem abolir o sistema de autonomia nacional que é tão indispensável como freio dos males da centralização excessiva. Não desconsidera, tampouco tenta suprimir, a diversidade da origem étnica, dd clima, da história, do idioma e da tradição, do pensamento e dos costumes, que diferenciam os povos e as nações do mundo. Ele exige uma lealdade mais ampla, uma aspiração maior que qualquer outra que jamais animou a raça humana. Insiste em que os impulsos e os interesses nacionais sejam subordinados às necessidades de um mundo unificado. Repudia a centralização excessiva por um lado, e, ao mesmo tempo, nega qualquer tentativa de uniformidade. O seu lema é a unidade na diversidade". - SHOGHI EFFENDI

SOBRE A COMUNIDADE MUNDIAL:

"O que podem significar essas palavras poderosas", escreveu ele, "senão a limitação inevitável da soberania nacional irrestrita, como prólogo indispensável à formação da futura união de todas as nações do mundo? Alguma forma de Superestado mundial há de evoluir, a cuja autoridade todas as nações do mundo cederão de boa vontade todo e qualquer direito de fazer guerra, certos direitos de cobrar impostos, e todos os direitos de possuir armamentos, além do necessário para a manutenção da ordem interna nos seus respectivos domínios. Tal estado incluiria dentro da sua órbita um Executivo Internacional capaz de exercer autoridade suprema e indiscutível sobre qualquer membro recalcitrante da comunidade; um Parlamento Mundial, cujos membros seriam eleitos pelo povo nos seus respectivos países e cuja eleição seria confirmada pelos respectivos governos; e um Supremo Tribunal, cujas decisões teriam efeito compulsório, mesmo no caso das partes envolvidas não concordarem em submeter voluntariamente as questões à sua consideração".

Uma comunidade mundial em que todas as barreiras econômicas seriam permanentemente demolidas, e definitivamente reconhecida a interdependência do Capital e do Trabalho; em que o clamor do fanatismo religioso e das lutas religiosas teria sido silenciado para todo o sempre; em que a chama da animosidade racial teria sido finalmente extinta; em que um código único de direito internacional produto do juízo ponderado dos representantes federados do mundo - teria como sua sanção a intervenção imediata e coercitiva das forças combinadas das unidades federadas; e, finalmente, uma comunidade mundial em que a fúria de um nacionalismo caprichoso e militante teria sido transmutada numa consciência permanente da cidadania mundial - assim e em seus traços mais largos, a Ordem que virá a ser considerada como o mais belo fruto de uma era em lenta maturação. - SHOGHI EFFENDI

SOBRE A CONVOCAÇÃO DE UMA ASSEMBLÉIA MUNDIAL

"Haverá de chegar o tempo em que a necessidade imperiosa da convocação de uma vasta e ampla assembléia de homens será universalmente percebida. Os governantes e os reis da terra terão de tomar parte dela, e, participando nas suas deliberações, deverão considerar métodos e meios capazes de assentar os fundamentos para a Paz Maior, mundial, entre os homens"

SOBRE UM PACTO MUNDIAL PELA PAZ:

"Terão de fazer da Causa da Paz um objeto de consultas gerais e procurar por todos os meios ao seu alcance o estabelecimento de uma União de nações do mundo. Terão de celebrar um tratado vinculativo e estabelecer um convênio cujas disposições sejam sãs, invioláveis e bem definidas. Terão de proclamá-lo ao mundo inteiro e obter o seu endosso por toda a humanidade. Esse empreendimento nobre e supremo - verdadeira fonte de paz e bem-estar para todo o mundo - deveria ser considerado sagrado por todos os habitantes da Terra. Todas as forças da humanidade têm de ser mobilizadas para assegurar a estabilidade e a permanência deste Grande Convênio. Nesse Pacto todo abrangente deveriam ser claramente fixados os limites e as fronteiras de todas as nações, seriam definitivamente articulados os princípios em que se estabeleceriam as relações entre os governos, e determinadas todas as convenções e obrigações internacionais. Da mesma maneira, os armamentos de cada governo seriam estritamente limitados, pois que, caso se permitisse o aumento das forças militares e dos preparativos bélicos por parte de qualquer deles, isso suscitaria a suspeita dos outros. As bases desse Pacto solene seriam fixadas de modo a que, se qualquer governo posteriormente violasse qualquer das suas obrigações, rodos os governos da Terra se deveriam erguer e reduzí-lo à submissão total, ou, dito melhor, a humanidade como um todo resolveria empregar todos os meios à sua disposição para destruir tal governo. Se este remédio máximo for aplicado ao seu corpo enfermo, o mundo seguramente se recuperará de todos os seus males e permanecerá eternamente são e salvo " - 'ABDU 'L - BAHÁ

SOBRE A UNIFICAÇÃO DA HUMANIDADE:

O bem-estar da humanidade", escreveu Bahá'u'lláh há mais de um século, "a sua paz e segurança, são inatingíveis a não ser que, e até que, a sua unidade seja firmemente estabelecida". Ao observar que "toda a humanidade está gemendo e ansiando por ser conduzida à unificação, e assim terminar o seu martírio secular", Shoghi Effendi acrescentou ainda que "a unificação da humanidade inteira é a etapa distintiva da qual a sociedade humana atualmente se aproxima. A unidade da família, da tribo, da cidade estado e da nação foram sucessivamente tentadas e completamente estabelecidas. A unidade do mundo é agora a meta em direção à qual a humanidade aflita se encaminha. O processo de formar nações já chegou ao fim. A anarquia inerente à soberania estatal aproxima-se de um clímax. Um mundo em amadurecimento deve abandonar esse fetiche, reconhecer a unidade e a universalidade das relações humanas, e estabelecer de uma vez por todas o mecanismo que melhor possa concretizar este princípio fundamental da sua vida". - SHOGHI EFFENDI


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