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AEN Brazil : Homenagem ao Centenário da Ascenção de Bahá'u'lláh
CÂMADA DOS DEPUTADOS

HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DA ASCENSÃO DE BAHÁ'U'LLÁH

Brasília, 28 de maio de 1992
MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
49a Legislatura - 2a Sessão Legislativa
1992
Presidente: IBSEN PINHEIRO (PMDB-RS)
1º Vice-Presdiente: GENÉSIO BERNARDINO (PMDB-MG)
2º Vice-Presidente: WALDIR PIRES (PDT-BA)
1º Secretário: INOCÊNCIO OLIVEIRA (PFL-PE)
2º Secretário: ETEVALDO NOGUEIRA (PFL-CE)
3º Secretário: CUNHA BUENO (PDS-SP)
4º Secretário: MAX ROSENMANN (PRN-PR)
SUPLENTES DE SECRETÁRIO:
1º Suplente: JAIRO AZI (PDC-BA)
2º Suplente: ROBSON TUMA (PL-SP)
3º Suplente: LUIZ MOREIRA (PTB-BA)
4º Suplente: JOÃO PAULO (PT-MG)
DIRETORIA GERAL:
Diretoria Geral: ADELMAR SILVEIRA SABINO
SECRETARIA-GERAL DA MESA
Secretário-Geral: MOZART VIANNA DE PAIVA
CÂMARA DOS DEPUTADOS

HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DE ASCENSÃO DE BAHÁ'U'LLÁH

Discursos pronunciados em homenagem
ao centenário de ascensão de Bahá'u'lláh na

sessão solene de 28 de maio de 1992, e mensagens de agradecimento ao Presidente da

Câmara dos Deputados.
Centro de Documentação e Informação
Coordenação de Publicações
BRASÍLIA - 1992
CÂMARA DOS DEPUTADOS
DIRETORIA LEGISLATIVA
Diretor: Anderson Braga Horta
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO
Diretoria: Suelena Pinto Bandeira
COORDENAÇÃO DE PUBLICAÇÕES
Diretora: Carlos Roberto Maranhão Coimbra
Série Comemorativa. Homenagem
no. 32

Homenagem ao centenário de ascensão de Bahá'u'lláh. - Brasília:

Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 1992.

82 p. - (Brasil. Congresso. Câmara dos Deputados.
Série comemorativa. Homenagem; no. 32)

Discursos pronunciados na sessão de 28 de maio de 1992.

1. Bahá'u'lláh, 1817-1892 - homenagem. 2. Bahaísmo. 3. Fé Bahá'í. I. Série

CDU 298
SUMÁRIO
Pág.

REQUERIMENTO DE CONVOCAÇÃO DA SESSÃO SOLENE ................ 5

DISCURSOS:

- Ibsen Pinheiro, Presidente da Câmara dos Deputados ...................... 13

- Luiz Gushiken .................................................................................. 17

- Rita Camata ...................................................................................... 23

- Ricardo Izar ................................................................................... 31

- Amaury Müller .................................................................................. 35

- Jabes Ribeiro ...................................................................................... 41

- Avenir Rosa ....................................................................................... 45

- Aldo Rebelo ....................................................................................... 49

- Elísio Curvo ....................................................................................... 55

MENSAGEM DA CASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA À CÂMARA

DOS DEPUTADOS ........................................................................................ 61

TRADUÇÃO DE MENSAGENS ENVIADAS AO PRESIDENTE DA

CÂMARA DOS DEPUTADOS PELAS ASSEMBLÉIAS ESPIRITUAIS

NACIONAIS BAHÁ'ÍS DE DIVERSOS PAÍS .............................................. 67

REQUERIMENTO DE CONVOCAÇÃO
DA SESSÃO SOLENE
REQUERIMENTO
(Do Deputado Luiz Gushiken e outros)

Requer a convocação de Sessão Solene da Câmara dos Deputados

para o dia 29 de maio de 1992, às horas.
Senhor Presidente:

Representando um décimo da composição da Câmara dos Deputados, requeremos a V. Exa com fundamento no art. 68, do Regimento Interno, e ouvido o Plenário, a convocação de Sessão Solene desta Casa para o dia 29 de maio de 1992, às horas, com o fito de render homenagens a Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í, por ocasião do centenário de Seu falecimento.

Justificação

Nascido na antiga Pérsia, atual Irã, em 12 de novembro de 1817, com o nome de Mirzá Husayn-Alí, Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í, constitui uma das mais preeminentes figuras do século XIX.

O nascimento de uma nova crença numa região historicamente marcada por graves conflitos de natureza étnico-religiosa gerou, como não poderia deixar de se supor, sangrentos confrontos entre os seguidores dos ensinamentos de Bahá'u'lláh e os demais cidadãos adeptos das religiões ditas oficiais.

Em menor número, os bahá'ís foram e permanecem sendo, até os dias atuais, perseguidos, discriminados e martirizados em decorrência de suas convicções, a ponto de provocar a reação das Nações Unidas que, em algumas ocasiões, chegou mesmo a condenar, com veemência, a atitude do Governo iraniano, incompatível com os ideais protegidos pelos direitos humanos.

Entre os inúmeros fatores que acirraram as incompatibilidades entre os bahá'ís e os iranianos, de um modo geral, destaca-se o fato de que aqueles admitem que o seu precursor, Báb, era o próprio verbo encarnado, enquanto que os muçulmanos pregam que o processo de Revelação Divina havia se findado com Maomé.

A terrível onde de perseguições e de mortes contra os bahá'ís culminou com o assassinato do próprio Báb. Bahá'u'lláh, seguidor e intérprete dos ensinamentos do Báb, não tardou a ser preso, escapando da morte por gozar de ilibada reputação, mesmo entre os seus perseguidores.

Preso, Bahá'u'lláh fora confinado em masmorra que não deixava margem à sobrevivência de um mínimo de dignidade humana. O próprio Bahá'u'lláh, de forma magistral, assim descreveu o Seu cativeiro:

"Fomos confinados por quatro meses em um lugar repugnante como nenhum outro... A masmorra estava imersa em espessa escuridão, e Nossos companheiros de prisão somavam aproximadamente cento e cinqüenta almas: ladrões, assassinos e salteadores. Embora superlotada, não tinha outra saída a não ser a passagem pela qual entráramos. Nenhuma pena pode retratar aquele lugar, nem língua alguma descrever seu odor fétido. A maioria daqueles homens não tinha roupas, nem sequer uma esteira para deitar. Só Deus sabe o que Nos sobreveio nesse mais nauseabundo e lúgubre dos lugares!"

A despeito das humilhações e privações, o cativeiro constitui local de importância ímpar na vida de Bahá'u'lláh. Foi exatamente nesse local onde, segundo os seus escritos, recebeu o primeiro sinal divino de Sua missão:

"Uma noite, em sonho, estas exaltadas palavras foram ouvidas de todos os lados: Verdadeiramente, Nós Te faremos vitorioso por Ti mesmo e por Tua pena. Não lamentes pelo que Te tem sobrevindo, nem temas, pois estás em segurança. Em breve, Deus fará que se ergam os tesouros da Terra - homens que hão de ajudar-Te por Ti e por Teu nome, por meio do qual Deus ressuscitou o coração dos que O reconheceram."

Passado o período de privações, Bahá'u'lláh passou a se firmar como o legítimo líder e sucessor das pregações iniciadas por Báb. Muitos outros fatos ainda adviriam na vida do líder: exílio, perseguições, entre outros. Nenhum, porém, fora capaz de abalar a profunda convicção religiosa Sua e de seus seguidores, que a cada dia iam se expandindo.

Dentre os inúmeros e copiosos ensinamentos deixados por Bahá'u'lláh, é digno de relevo aquele que prega aos seus seguidores a obediência à autoridade civil local, mesmo durante um período de sangrentos eventos:

"Em qualquer país onde algum membro deste povo resida, cumpre-lhe agir em relação ao Governo desse país com lealdade, honestidade e veracidade."

Cumpre ainda ressaltar que os ensinamentos e escritos bahá'ís encontram-se hoje difundidos em todos os quadrantes do planeta, em mais de oitocentos idiomas.

O Britannica Yearbook, de 1988, informa que, apesar de o número de membros da comunidade bahá'í não ultrapassar cinco milhões de indivíduos, a Fé é a religião mais difundida na Terra depois do cristianismo.

No Brasil, segundo dados colhidos junto à própria comunidade, vivem cerca de quarenta mil bahá'ís adultos. Os seus empreendimentos, no Brasil, além das sedes dos cultos, compreendem a manutenção de diversas instituições de ensino e filantrópicas, distribuídas nas mais variadas unidades da Federação, tais como: o Lar Linda Tanure, em Manaus; a Escola de Salvaterra, no Pará, e a Escola das Nações, em Brasília, dentre outras.

Em sinal de respeito à fé religiosa e em homenagem aos prestimosos serviços que os integrantes da Fé Bahá'í têm prestado ao Estado brasileiro, conclamamos nossos pares na Câmara dos Deputados a se unir e a prestar homenagens a esse Povo, na importante data do centenário do falecimento de seu líder, Bahá'u'lláh.

Sala das Sessões, de de 1991. - Deputado Luiz Gushiken.

Local onde está sepultado Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í, Bahjí,

ao norte de "'Akká", em Israel
Discurso do Presidente da
Câmara dos Deputados
Ibsen Pinheiro
Sessão de 29-5-92

O SR. PRESIDENTE (Ibsen Pinheiro) - Convido a integrar a Mesa o Dr. Farhad Shayani, Presidente da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil.

Dr. Farhad Shayani, Presidente da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil; Dr. Lawrence Arturo, Diretor da Comunidade Internacional Bahá'í, órgão consultivo junto às Nações Unidas em Nova Iorque; Dr. Roberto Iradj Eghrari, Secretário Geral da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil; Sra Maria Giovanni Franco de Carvalho, representante do Corpo Continental de Conselheiros, instituição internacional bahá'í; Sras e Srs. Deputados; senhoras e senhores, sente-se honrada esta Casa com a presença de ilustres visitantes que hoje recebe para a homenagem que a partir de agora prestaremos à memória de Mirzá Husayn-Alí, Bahá'u'lláh, no primeiro centenário de seu passamento.

O alto significado desta reunião não reside apenas nesta homenagem em si, mas sobretudo nos seus ensinamentos, e se aqui lembramos os passos que marcaram sua vida neste mundo é tão somente porque esta soube refletir plenamente toda a sua mensagem.

A universalidade, a perenidade e a abrangência da Fé Bahá'í é que justificava virmos a este plenário enaltecer a figura de Bahá'u'lláh, cuja mensagem coincide com as doutrinas e os sentimentos religiosos mais lídimos de todos os povos, independentemente de distinções de origem ou denominação.

Na verdade, o que mais se destaca, nos princípios da Fé Bahá'í, é o espírito de tolerância, compreensão e, mais, reconhecimento para com todas as religiões. Essas, junto com a Revolução Bahá'í, têm para o Bahá'u'lláh a única missão de aperfeiçoar o homem e auxiliá-lo na busca de seu crescimento e plenitude interior.

Trago, por oportunas, as palavras de Shoghi Effendi, bisneto de Bahá'u'lláh, designado guardião da Fé, que define um dos pilares do pensamento de Bahá'u'lláh:

"A fé que se identifica com o nome de Bahá'u'lláh não admite qualquer intenção de menosprezar um profeta anterior, de lhe diminuir um ensinamento ou ofuscar, no mínimo grau, o brilho de sua revelação, de desarraigá-lo dos corações de seus adeptos, de ab-rogar os fundamentos de sua doutrina, de rejeitar qualquer dos livros revelados ou suprimir as legítimas aspirações de seus adeptos."

Assim, ao invés de combater as crenças que lhe precederam, Bahá'u'lláh pretende enriquecê-las, pois, para ele, a verdade religiosa é um processo em constante evolução, impulsionada, de tempos em tempos, por mensageiros de Deus, profetas enviados a este mundo para transmitirem ensinamentos, revelações divinas que se completam.

Quis o destino que seu último exílio fosse na Terra Santa, solo sagrado para três grandes religiões monoteístas, com as quais o Bahaísmo mantém estreita afinidade. Aí mesmo faleceu, e aí repousam seus restos mortais, e também os de seu precursor, o Báb, e de seu filho e sucessor, 'Abdu'l-Bahá. É como que uma recompensa divina para si e ao mesmo tempo um sinal para a humanidade.

Fica, portanto, óbvio que a mensagem de Bahá'u'lláh não se destinava apenas a um grupo de adeptos que devessem renegar suas crenças. Fica, portanto, nítido o porquê da aceitação da Fé Bahá'í em pontos tão distantes do planeta, por povos tão diversos.

A presença da Fé Bahá'í nos cinco continentes, aceita por representantes de praticamente todas as raças neles existentes, atesta quanto foram sábios os ensinamentos contidos nas cartas que Bahá'u'lláh enviou aos líderes das grandes religiões e aos reis e dirigentes das grandes nações de seu tempo, concitando-os a uma reflexão sobre a necessidade de se estabelecer uma nova ordem mundial, uma nova era dominada pela harmonia universal.

Não considerada na devida medida à sua época, a mensagem de Bahá'u'lláh já encontra hoje no seio das nações o reconhecimento que seus contemporâneos lhe negaram. Hoje, a Comunidade Internacional Bahá'í pode orgulhar-se de estar entre as organizações não-governamentais que mais valiosamente colaboram com o trabalho das Nações Unidas no fomento dos direitos humanos e da paz mundial.

A Casa, portanto, saúda toda a comunidade bahá´í mundial, e, em particular, os bahá'ís do Brasil, e a eles se une nas celebrações deste Ano Santo bahá'í. Representantes do povo, temos consciência de que nossa missão nesta Casa é basicamente pugnar pela melhoria das condições de vida de nosso povo, pelo engrandecimento da Nação e, em conseqüência, para a consecução de um mundo melhor para todos os homens.

Grande é, pois, nossa responsabilidade, e é por isso que, a cada início de nossos trabalhos neste plenário, cientes de nossa imperfeição humana, e traduzindo o espírito altamente religioso do povo brasileiro, invocamos a proteção de Deus, pois sabemos, como disse o Bahá'u'lláh, que:

"A religião é o maior de todos os meios para o estabelecimento da ordem no mundo e para o contentamento de todos os que nele habitam". (Palmas.)

Discurso do Deputado
Luiz Gushiken
Sessão de 28-5-92

O SR. PRESIDENTE (Ibsen Pinheiro) - Concedo a palavra ao autor da proposição que originou esta sessão solene, Deputado Luiz Gushiken. (Palmas.)

O Sr. Luiz Gushiken (PT - SP) - Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, Ilmos Srs. representantes da Fé Bahá'í e demais autoridades presentes, subo a esta tribuna investido da mais alta honra, pois a mim foi concedida a oportunidade de falar sobre uma preeminente figura que se tornou objeto de estudo, em várias partes do mundo, em face do seu legado de idéias, de incomparável potência transformadora.

Há muitos anos, Sr. Presidente, venho dedicando-me ao estudo das religiões, motivos por interesse intelectual e também espiritual. Conhecer um Baghavat Gita, o Velho e o Novo Testamento, bem como o Alcorão e os vários textos búdicos, tem fortalecido em mim a convicção de que os impulsos provocados por estas Revelações, ditas Sagradas, constituem as raízes mais fortes dos processos verdadeiramente civilizatórios da humanidade.

E eis, Sr. Presidente, que deparo, perplexo, com a mais colossal obra religiosa escrita pela pena de um só homem, elaborada em condições inimagináveis, e capaz de concentrar em um só tempo vigor estilístico, autoridade majestática, força moral incomparável, generosidade abundante, admoestação severa, beleza artística e tom profético.

Bahá'u'lláh, Sr. Presidente, é o nome do autor desta obra.

Filho de família da alta nobreza da corte persa, desde jovem abandonou as vaidades da corte para defender os pobres e aflitos que gemiam ante a tirania da Igreja e do Estado. Crítico severo da manipulação do nome de Deus, da corrupção e suborno que grassavam pelo país, participante ativo de um pujante movimento religioso que, na época, eletrizava todo o Irã, cedo conheceu a ira e o ódio do clero e da realeza da época. O resultado dessa contenda foi a mais ignominiosa atrocidade cometida contra uma fé religiosa. No decurso de poucos anos, mais de vinte mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças, foram assassinadas. A Pérsia inteira foi devastada impiedosamente.

O Sr. Presidente, na história das religiões, tamanha barbarização, tamanhos massacres e torturas só são comparáveis ao martírio dos cristãos do século I.

A partir desses momentosos acontecimentos, durante quarenta anos, Bahá'u'lláh só viveu em exílios e prisões, e neste ambiente escreveu suas mais belas obras. Em 1867 proclama publicamente sua missão, reafirma sua condição de Profeta predito por revelações anteriores e, nesta condição, dirige-se aos "Reis e Governantes do Mundo" através de uma série de declarações que se inscrevem entre os mais extraordinários documentos da história da religião.

Sr. Presidente, o vigor do pensamento de Bahá'u'lláh é tão forte que o iminente escritor russo Leon Tolstoy, humildemente, afirma:

"Passamos nossas vidas nos esforçando por desvendar os mistérios do universo; e é um prisioneiro persa, Bahá'u'lláh, em 'Akká, na Terra Santa, quem possui a chave... Os ensinamentos de Bahá'u'lláh nos apresentam, agora, a forma mais elevada e pura do ensinamento religioso."

O escritor brasileiro Érico Veríssimo também registra o sabor do Vinho Seleto de Bahá'u'lláh:

"Gostaria de caminhar sem pressa por suas ruas e subir um dia, à hora do poente, os degraus de mármore que, por entre solenes ciprestes, me levariam até a porta do Templo Bahá'í... e talvez à salvação espiritual."

Sr. Presidente, é impossível comentar em um só fôlego e mesmo de forma resumida a vastidão das idéias deste que se diz profeta. Quero centrar-me em algumas que considero verdadeiramente revolucionárias.

Sr. Presidente, Srs. Deputados, o ponto focal dos escritos de Bahá'u'lláh é a Unidade do Gênero Humano, expresso na célebre frase "A terra é um só país, e os seres humanos seus cidadãos."

Desta simples frase decorre o mais ambicioso projeto político jamais imaginado: um Estado supranacional, legitimado mundialmente, dotado de poder coercitivo, expressando a cúpula de uma organização mundial em que todas as nações, raças e crenças estejam unidas num só corpo, livres das influências belicistas de governos e povos, com seus recursos econômicos organizados e explorados, seus mercados coordenados e desenvolvidos, e a distribuição dos produtos regulada segundo princípios eqüitativos. Um sistema federado de países, com Poder Legislativo, Executivo e Judiciário em nível mundial, dotado de uma Força Militar Internacional, sem prejuízo de forças armadas internas em cada país, organizada para a defesa e manutenção das normas de um novo código internacional e que se baseia no princípio da cooperação mútua, na solidariedade entre os povos e na proteção da humanidade.

Para Bahá'u'lláh os grandes problemas do mundo contemporâneo têm suas raízes nas estruturas sociais e no sistema de valores. Um novo convênio entre as nações, o estabelecimento de novas instituições, o ordenamento de novas cláusulas objetivas e bem definidas sobre os direitos e obrigações de cada governo, o estabelecimento das fronteiras e limites de cada país, e igualmente os armamentos de cada país severamente limitados e controlados, eis o esforço supremo a que os governantes do mundo e a raça humana devem se dedicar para o advento de uma nova era da humanidade. E enquanto tudo isso não acontecer, de acordo com as profecias de Bahá'u'lláh, a tranqüilidade do mundo estará impossibilitada de se estabelecer, e a humanidade estará fadada a imensas tribulações.

Esta nova ordem mundial, prescrita por Bahá'u'lláh como o único remédio para os males da humanidade, não parte da crença de que os homens e as nações são perfeitos em sua conduta moral e desprovidos de interesse material. Não intenta qualquer uniformização de povos e indivíduos, antes considera as diversidades étnicas, culturais, de língua, pensamento e hábitos como expressão natural e fecunda das diferenças do gênero humano. Nesta nova ordem, nenhum conflito deve haver com os nobres e inteligentes sentimentos de um patriotismo sadio, mas a fúria nacionalista e os ódios raciais deverão ser definitivamente sustados.

Os imperativos de um mundo unificado em novas bases, portanto, enaltece a autonomia dos países até o ponto em que se evitem os excessos de centralismo exagerado.

O princípio da Unidade do Gênero Humano, eixo central da Revelação profética de Bahá'u'lláh não é um simples apelo emocional aos princípios de fraternidade humana, ou uma mera proposição idealística, antes é a expressão objetiva da atual etapa da humanidade, que, neste momento, clama por unidade orgânica no plano da política, já que, no domínio do econômico e das comunicações, a interdependência está definitivamente fincada.

O Estado nacional, baluarte de uma etapa da humanidade, esgotou-se como uma forma determinada de organização da humanidade. Agora, os Estados nacionais soberanos deverão evoluir para um novo sistema que os agregue num corpo federado mundial, em que o conceito de cidadão nacional é estendido para o conceito de cidadão do mundo.

Para Bahá'u'lláh a religião e a ciência devem estar em harmonia. Fé e razão devem estar postas na mesma balança, e se alguma idéia religiosa estiver em conflito com a ciência, aquela não é senão uma superstição. Por outro lado, a ciência sem guarda dos valores espirituais poderá transformar-se em poderosa arma contra o próprio homem. Para Bahá'u'lláh o fenômeno do milagre jamais pode ser utilizado como argumento de prova ou de convencimento.

Em oposição frontal às tradições que afirmam, cada qual, que a Revelação de seu respectivo profeta é uma revelação final e única, Bahá'u'lláh introduz um conceito revolucionário acerca das revelações: A Revelação Divina é progressiva, complementar e contínua, como uma espécie de Lei da Relatividade governando o mundo do espírito. De cada profeta emanaram-se leis de conduta moral e ensinamentos espirituais, de conformidade com as necessidades da época, daí os diferentes ensinamentos que encontramos nas escrituras das distintas religiões. E como os profetas possuem igual essência, necessário se faz o respeito e a veneração a todas as religiões reveladas.

Muito antes do Ocidente, no âmago do mundo mulçumano, Bahá'u'lláh erigia o princípio da igualdade entre o homem e a mulher como uma necessidade deste tempo. Pregou a exemplaridade da conduta pelos atos em detrimento das palavras.

Concedeu destaque especial à noção de justiça, considerando-a como o mais importante valor nas relações humanas e transcendente a qualquer adjetivação. A seu ver, somente o cultivo do senso de justiça, tanto no nível dos indivíduos como no das instituições, poderá edificar uma sociedade sem os extremos de riqueza e pobreza e limpá-la da degeneração moral. Ouçamos as próprias palavras de Bahá'u'lláh:

"O que educa o mundo é a Justiça, pois este é sustentado por dois pilares: a recompensa e a punição. Esses dois pilares são fontes de vida para o mundo."

Para que todos os princípios sejam concretizados, Bahá'u'lláh estabelece a Educação Universal Obrigatória como condição vital para a liberação das potencialidades espirituais e intelectuais do homem.

Sr. Presidente, Srs. Deputados, após esta apresentação, quero agora finalizar meu discurso, antes, porém, informando aos meus pares e distintas figuras aqui presentes que não sou membro da Fé Bahá'í. Aceitei vir a esta tribuna porque já conhecia este monumento do pensamento religioso que é Bahá'u'lláh. Quando tratamos de assuntos religiosos não podemos nos esquecer da marca do nosso tempo: o fanatismo e a intolerância religiosa, a decadência da estrutura clerical, o vazio de espiritualidade, o colapso moral de grande parte dos governantes do mundo, a dissiminação de messianismo e misticismos de toda espécie. Tudo isso impõe a mais severa e criteriosa investigação das verdades ditas divinas.

Em se tratando de Bahá'u'lláh, pela primeira vez na História, uma religião independente e seu inspirador têm registros desde o nascimento. Pela primeira vez, uma revelação considerada sagrada é emanada pelo punho do próprio profeta. Tudo está à mostra para exame geral.

Muitos já fizeram este exame. O famoso historiador Arnold J. Toynbee assim se referiu:

"A Fé Bahá'í não é uma seita derivada de alguma outra religião. É uma religião independente a par com o Islamismo, o Cristianismo e outras religiões mundiais."

De minha parte só posso dar o testemunho de admiração ante a potência das palavras de Bahá'u'lláh e a sua exemplar conduta, repleta de sacrifícios em prol dos pobres e aflitos. Espero, com esse testemunho, estar contribuindo para a elucidação de uma das mais belas páginas da histórica religiosa.

Muito obrigado.
Discurso da Deputada
Rita Camata

O SR. PRESIDENTE (Ibsen Pinheiro) - Para falar em nome da bancada do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, com a palavra a Sra Deputada Rita Camata. (Palmas.)

A Sra Rita Camata (PMDB - ES) - Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, Sr. Presidente da Assembléia Espiritual Bahá'í, demais presentes, estamos acostumados a homenagear grandes vultos da história nacional e mundial e datas que marcaram o desenvolvimento do nosso e de outros povos. Assim, é comum, neste plenário, saudarmos líderes políticos e personagens preeminentes que se destacaram no cenário brasileiro e internacional por feitos grandiosos, conquistas notáveis e celebramos acontecimentos sensíveis ao patrimônio cultural de nosso país e de outros.

Este encontro, contudo, difere das demais sessões solenes, pois aquele a quem dedicamos nossa homenagem neste momento não foi um grande líder político, nem a data que lembramos amanhã registra alguma grande conquista para uma nação ou um povo específico.

No entanto, esta sessão, tenho certeza, ficará na memória desta Casa como uma das mais significativas entre todas as que neste plenário já se realizaram. E isso porque a homenagem que agora prestamos é o preito de reconhecimento ao trabalho que, transcendendo fronteiras ou conquistas materiais, atinge a humanidade como um todo, sem mesquinhas distinções de nacionalidade, raça, limites ou crenças.

Mirzá Husayn-Alí, por sua ascendência nobre e família influente na corte, poderia ter-se tornado figura política de relevo na Pérsia do século XIX, a exemplo do pai, Ministro do Xá. A relevância que alcançou, no entanto, foi como Ministro do Deus Supremo, que dele se serviu para transmitir a todos os povos uma mensagem de união, de fraternidade, de compreensão, de respeito mútuo e tolerância.

Ao se tornar o Bahá'u'lláh, a Glória de Deus, viu-se despojado de todas as riquezas, de todos os bens materiais, passadouros, para dedicar-se à divulgação de um bem maior, perene, que foi sua mensagem, hoje denominada Fé Bahá'í. Esta Fé, iniciada em 1844 por seu precursor, Siyyid (Seied) Ali Muhammad, o Báb, teve em Bahá'u'lláh o Profeta prometido pelo Báb, o mensageiro da palavra de Deus, o arauto da revelação do novo credo.

A perseguição que sofreram, ele, sua família e seus seguidores, o tempo provou não ter sido em vão. Os altos princípios que apresentou por onde quer que passou em seu exílio, sua mensagem e ensinamentos aos simples e aos poderosos, hoje os vemos disseminados pelos cinco continentes. É reconfortante saber estar a Fé Bahá'í presente em todos os quadrantes do globo, por sua ênfase na paz mundial, na unidade das raças e na harmonia entre todos os povos.

A comunidade Bahá'í pode hoje se orgulhar de sua presença marcante em praticamente todos os países do mundo, já tendo organizada 165 Assembléias Espirituais Nacionais. Resultado dos princípios de unidade da humanidade e do abandono de todas as formas de preconceitos, encontram-se representados na Fé Bahá'í mais de 2.000 grupos étnicos de todos os pontos da Terra. A literatura de informação sobre a Fé já se encontra traduzida em mais de oitocentas línguas e dialetos, publicada em grande parte por mais de 20 editoras próprias.

Na promoção do ser humano, destacam-se os bahá'ís por seu trabalho na área social, sobretudo na educação. Hoje, já passa de 740 o número de escolas bahá'ís no mundo; os projetos de alfabetização e outros projetos educacionais já são mais de 200 e ainda há mais de 600 outros projetos de desenvolvimento sócio-econômico e de natureza diversas.

É notável ainda o trabalho que desenvolvem junto à Organização das Nações Unidas, desde 1948. A Comunidade Internacional Bahá'í é organismo consultivo junto ao Conselho Econômico e Social e junto ao UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância, e mantém representantes em todas as cidades que sediam órgãos da ONU. Em sua agenda, uma vasta gama de temas de interesse mundial, como direitos humanos, desenvolvimento social, status da mulher, meio ambiente, ciência e tecnologia, prevenção do crime, desarmamento, entre tantos outros.

A Comunidade Internacional Bahá'í já tem confirmada sua presença no grande encontro mundial do Rio de Janeiro na próxima segunda-feira. Não poderia estar ausente de um evento dessa envergadura e dessa natureza, que pretende estudar a questão ecológica do planeta numa visão abrangente o mais possível. Por sinal, é característica da Fé Bahá'í essa visão holística do ser humano, que só pode se aperfeiçoar se considerado no seu todo, na inter-relação de todos os aspectos que lhe dizem respeito.

A agenda da participação da Comunidade Internacional Bahá'í no Fórum Global reflete esse modo de ver o homem e o meio que o cerca. Dela constam, entre outros pontos, debates sobre "Liderança para uma nova ordem mundial sustentável", "Paz e segurança", além de exposições e concursos infantis em cooperação com o UNICEF. Na ocasião, será inaugurado um monumento extremamente significativo, que guardará a terra de todos os países participantes da reunião do Rio, e no qual se inscreverá a máxima de Bahá'u'lláh sobre o homem no mundo: "A terra é uma só e todos os seres humanos seus cidadãos".

Em nosso país, especificamente, os bahá'ís também desenvolvem intensa atividade cultural, social e humanística. A comunidade bahá'í está presente em nosso território, inclusive como integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, e em mais de mil e trezentas localidades, sejam capitais, grandes cidades ou apenas pequenas vilas. As assembléias Espirituais Locais, órgãos de administração da comunidade para assuntos temporais ou espirituais, já montam a mais de 200, responsáveis pelo gerenciamento de duas dezenas de instituições de ensino e uma dezena de projetos de desenvolvimento sócio-econômico.

Entre estes, destacam-se a Associação para o Desenvolvimento Coesivo da Amazônia, entidade civil sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade pública pelo Governo amazonense, que coordena as atividades do Lar Linda Tanure e do Instituto Politécnico Rural Djalal Eghrari, em Manaus. Tanto um como o outro, voltados para o atendimento à criança e ao jovem carente e seus familiares no campo da educação básica e profissional, refletem o pensamento de Bahá'u'lláh, que afirmou:

"O conhecimento é como asas para a vida do homem, uma escada para a sua aquisição incumbe a todos. O conhecimento de tais ciências, porém, deve ser adquirido para proveito de todos os povos da Terra."

Poderia me alongar por muito tempo em comentar programas sociais da comunidade bahá'í brasileira em prol do bem-estar material e espiritual de tantos compatriotas nossos. O que mencionei, porém, já é suficiente para que se tenha uma idéia da valiosa contribuição dos bahá'ís ao progresso social de nosso país e de como as mensagens de Bahá'u'lláh estão sendo interpretadas em termos concretos e atuais.

Bahá'u'lláh, na verdade, sempre ensinou que o homem está em constante evolução, e que, portanto, é imperativo para o ser humano acompanhar essa evolução e a ela se adaptar. A Fé Bahá'í provou ser perfeitamente compatível com a evolução por que sempre passou e passa a humanidade. E isso talvez explique a aceitação tão grande da Fé e sua difusão em tão pouco tempo. Bahá'u'lláh não foi um profeta de seu tempo. Pelo contrário, adiantou-se a ele, e mostrou como a Fé que difundia deveria se adaptar a outros tempos e lugares.

Prova-o, por exemplo, a importância que a Fé Bahá'í devota à mulher, sobre quem Bahá'u'lláh deixou ensinamentos memoráveis. Idéias que hoje são ainda consideradas com restrição em boa parte do mundo ocidental, como a igualdade de direitos entre o homem e a mulher, e a participação da mulher na vida social, religiosa, política e cultural da nação, já eram defendidas por Bahá'u'lláh. Bem antes, em muitos pontos ocidentais, elas eram aceitas.

Entende-se, assim, vistos o seu tempo e o seu meio, como Bahá'u'lláh terá chocado seus contemporâneos, como essas novas idéias terão sido consideradas heréticas. E, assim, poder-se-á avaliar com mais precisão a coragem de Bahá'u'lláh em divulgá-las, em defendê-las, onde quer que estivesse, e mais, em pô-las em prática. Só mesmo um iluminado, um mensageiro divino, para suportar as privações por que passou, por causa de idéias, se hoje óbvias e naturais, à época revolucionárias. E considere-se que, ainda em nossos dias, em grande parte do globo, não aceitas, ou, se aceitas em tese, nem sempre realizadas.

O pensamento de Bahá'u'lláh sobre o papel da mulher na sociedade ainda hoje é revolucionário. Defendia ele, por exemplo, que a educação deve ser dada prioritariamente à mulher. Esta, como mãe, tem sempre mais condições de passar aos filhos a educação recebida, pois é sempre com a mãe que a criança aprende os primeiros conhecimentos sobre o mundo. A mãe, enfim, é sempre e naturalmente a primeira educadora.

A educação, por sinal, mereceu especial ênfase nos ensinamentos de Bahá'u'lláh. Disse ele:

"Considerai o homem como mina rica de jóias de inestimável valor. A educação tão somente pode fazê-la revelar seus tesouros e habilitar a humanidade a extrair dela algum benefício".

E quem, senão a mulher - a mãe - para melhor garimpar essas jóias rudes e lapidá-las para que o ser humano, desde a mais tenra idade, descubra os grandes tesouros que traz latentes dentro de si, os aprimore e aprenda a usá-los em benefício de si e de todos? E que método melhor para se conseguir isso do que a educação?

A educação, podemos constatar, é um dos esteios da Fé Bahá'í. Educação aqui tomada não apenas como a simples transmissão de cultura ou de conhecimentos; educação, para a comunidade bahá'í, é o prolongamento da Fé. Não é por acaso que os templos bahá'ís, mais do que servirem de local de oração, se caracterizam como centros de difusão educacional e de assistência social, pois Bahá'u'lláh pregava que a devoção deve estar sempre unida a atos concretos, ou seja, a fé deve vir sempre junto do serviço. Para ele, servir é o maior privilégio de que pode gozar o ser humano.

E é no servir que mais se destaca a comunidade bahá'í, como provam os dados e exemplos que apresentei. É apenas uma pequena amostra de como aquela semente que foram os sábios ensinamentos de Bahá'u'lláh, lançada à terra e regada com seu próprio sangue e com o sangue de seus seguidores e continuadores, ao encontrar o solo fértil no coração de homens de boa vontade, conseguiu germinar e se desenvolver.

Hoje, os frutos oriundos dessa primeira semente espalham-se por todo o mundo. E em todo o mundo a comunidade bahá'í se une espiritualmente para rememorar o passamento do Fundador e iniciar o Ano Santo em sua glória. Também os não-bahá'ís se unem à grande comunidade dos seguidores de Bahá'u'lláh, e com sentimento muito especial, dada a ênfase que Bahá'u'lláh sempre deu à compreensão, à tolerância e à convivência pacífica e harmoniosa de raças, nações e religiões.

E é por isso que, repito, esta sessão ficará na memória desta Casa como poucas que aqui já se realizaram. Em nome do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, saúdo a comunidade bahá'í e em especial aos bahá'ís brasileiros, com os quais queremos compartilhar as alegrias desta data.

Era o que tínhamos a dizer.
Discurso do Deputado
Ricardo Izar
Sessão de 28-5-92

O SR. PRESIDENTE (Ibsen Pinheiro) - Para falar em nome da Bancada do PL, concedo a palavra ao nobre Deputado Ricardo Izar. (Palmas.)

O Sr. Ricardo Izar (PL - SP) - Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, caros amigos, membros da comunidade bahá'í no Brasil, estamos aqui para homenagear Bahá'u'lláh um homem muito especial que, em meados do século passado, já falava de uma nova ordem mundial. A data de 29 de maio de 1992 assinala o centenário de seu passamento, e esta Casa se reúne, na data de hoje, para prestar-lhe a justa e devida homenagem.

Bahá'u'lláh nasceu na Pérsia, atualmente Irã e, ainda em 1863, contava a alguns de seus companheiros a missão que lhe fora confiada: a vontade primordial de Deus, afirmava, é a de efetuar uma transformação no caráter da humanidade e desenvolver, no íntimo dos que respondem ao seu chamado, as qualidades morais e espirituais latentes na natureza humana.

Sr. Presidente, esse é um dos pontos centrais dos ensinamentos de Bahá'u'lláh. A humanidade hoje já se encontra madura o suficiente para caminhar, sob a luz divina, em direção à superação de suas diferenças. Já existem as condições para a organização de uma nova ordem mundial. Paradoxalmente, só atingindo a verdadeira unidade é que esta humanidade poderá cultivar, em sua plenitude, a sua própria diversidade e individualidade.

Os bahá'ís, Srs. Deputados, conseguiram definir a nova ordem com a propriedade de poucos. Para eles - e tomo a liberdade de dizer que também para mim - a nova sociedade deverá ser capaz de englobar toda a diversidade do gênero humano e de beneficiar-se de toda a gama de talentos e conhecimentos que milênios de cultura têm refinado.

Entretanto, nem todos compreendem o que Bahá'u'lláh disse sobre a justiça, a maturidade humana, a tolerância e a igualdade. Os mesmos que o perseguiram, o prenderam e o exilaram, no século passado, continuam cometendo atrocidades atualmente. Os 300 mil bahá'ís do Irã são privados de todo e qualquer amparo legal e sofrem violações de seus direitos humanos fundamentais.

A perseguição aos bahá'ís se baseia na intolerância religiosa. Apesar de ser isoladamente a maior minoria religiosa do país, a Constituição iraniana sequer reconhece a sua existência. Os bahá'ís são iranianos dedicados ao bem-estar de sua nação e de seus compatriotas. Formam uma comunidade pacífica, amante da paz, sustentam a origem divina de todas as grandes religiões mundiais, abstêm-se de política partidária, evitam envolvimento em todas as formas de atividades subversivas e demonstram a mais completa lealdade e obediência ao Governo do país, seguindo ensinamentos do próprio Bahá'u'lláh.

Já no século passado, no início da Fé Bahá'í, mais de 20 mil fiéis foram acusados de heresia e executados em circunstâncias de pavorosa crueldade. Em momento algum, os bahá'ís tiveram o reconhecimento oficial do governo persa ou iraniano, inclusive na dinastia Pahalvi.

Mais recentemente, em agosto de 1980, todos os nove membros da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Irã, juntamente com dois servidores nomeados da Fé, foram presos por guardas revolucionários. O Governo negou posteriormente a prisão, e até hoje os 11 bahá'ís estão desaparecidos, certamente mortos. A lista de atrocidades e arbitrariedades contra os bahá'ís é longa. É extremamente absurda a ação fanática contra os bahá'ís. Não podemos deixar de registrar nosso protesto, em nome do Partido Liberal e em meu próprio, contra a chacina perpetrada no Irã contra os bahá'ís.

Sr. Presidente, Srs. Deputados, quero encerrar meu pronunciamento nesta sessão solene ressaltando a coragem e a dedicação dos bahá'ís à sua Fé. Eles são um exemplo vivo para toda a humanidade no que se refere à Justiça, ao respeito ao homem e à possibilidade de uma unidade entre todos. Nos 150 anos da religião nunca houve qualquer cisma. Os ensinamentos de Bahá'u'lláh se constituem efetivamente um guia para a humanidade, na busca dos caminhos de sua verdade e na construção de uma nova ordem mundial.

Muito obrigado. (Palmas.)
Discurso do Deputado
Amaury Müller
Sessão de 28-5-92

O SR. PRESIDENTE (Ibsen Pinheiro) - Para falar em nome da bancada do Partido Democrático Trabalhista, tem palavra o Sr. Deputado Amaury Müller.

O Sr. Amaury Müller (PDT - RS) - Sr. Presidente, Sr. Farhad Shayani, Presidente da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil, demais membros da Mesa, Sras e Srs. Deputados, ilustres dirigentes e membros da comunidade Bahá'í do Brasil, "a luz dos homens é a justiça. Não a apagueis com os ventos contrários da opressão e tirania. O objetivo da justiça é fazer aparecer entre os homens a unidade".

Gostaria que esta máxima do pensamento de Bahá'u'lláh servisse de epígrafe ao meu pronunciamento nesta sessão dedicada ao centenário de seu falecimento. Este tem sido o meu ofício: a justiça. É, portanto, com muita satisfação, que presto aqui minha homenagem a este profeta que, há mais de um século, anteviu que a humanidade caminha para a unidade e colocou a justiça como guia fundamental para esse tortuoso caminho.

Pode parecer estranho, em nossa época de grandes confrontos e conflitos, falar em unidade entre homens, em paz mundial, ou em "Grande Paz", como Bahá'u'lláh. Mas é dessa matéria intangível, Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, uma fusão entre esperança e fé, de que são feitos os profetas, os mensageiros de Deus. Esperança e fé são também matéria-prima da justiça, particularmente neste nosso mundo de flagrantes injustiças.

Esperança e fé para um bahá'í não é discurso que se perde no vazio ou que está alheio à realidade do seu país e do mundo. Na oportunidade da Assembléia Nacional Constituinte, os bahá'ís apresentaram aos parlamentares propostas que expressam o sentimento de justiça como amálgama para o entendimento fraterno entre a humanidade. A condenação da violação dos direitos fundamentais, da tortura e da discriminação por sexo, raça ou credo religioso estava impressa, com todas as letras, em artigo que sugeria a interdição de relações diplomáticas com países que violassem tais preceitos.

No âmbito interno da sociedade brasileira, teria provocado grande polêmica a proposta do Estado de promover a eliminação de extremos de riqueza e pobreza através de mecanismo de tributação e distribuição de renda. Da mesma forma seria vista a proposição de todo recém-diplomado em curso superior prestar serviços que visem ao desenvolvimento econômico e social das populações carentes.

Por polêmicas que sejam, as sugestões entregues aos Constituintes trazem a sinceridade de quem se dedica, de corpo e alma, à sua fé e aos ensinamentos de seu Mestre. Expressam, ainda, a preocupação bahá'í com os menos favorecidos e os perseguidos ou agredidos em seus direitos básicos, sejam políticos, econômicos, sociais ou filosóficos. Demonstram, in limine, uma "Regra de Ouro": deveríamos tratar os outros tal como gostaríamos de ser tratados. Ensinamento encontrado em diversas religiões é ressaltado pela Fé Bahá'í como um anúncio da atitude moral e pacifista que sobressai dessas religiões. Mais uma vez, a homenagem a Bahá'u'lláh se faz no elogio de sua tolerância e universalidade ao promover a fraternidade como instrumento de aproximação dos homens e mulheres de todo o mundo, não importando a qual religião pertençam.

A Fé Bahá'í como religião não nega os outros credos; ao contrário reforça-os e, assim, incorpora-os aos seus ensinamentos. Condena, entretanto, Sr. Presidente, de forma incisiva, o fanatismo e o dogmatismo. O fanatismo, ressalta os seus ensinamentos, "não pode ser visto senão como um derradeiro espasmo" antes da extinção da religiosidade que o incrementa e incentiva.

Da mesma forma, critica as "ideologias que promoveram o aumento da discórdia entre os diversos povos, manifestaram tendência a deificar o Estado, a sujeitar o resto da humanidade ao domínio de uma nação, raça ou classe, que suprimiram toda discussão e intercâmbio de idéias ou, ainda, aquelas que abandonaram desumanamente milhões de pessoas famintas à sorte de um sistema de mercado que, de forma mais patente, está agravando as agruras em que se encontra a maioria da humanidade, ao mesmo tempo em que permite que parcelas vivam em condições de riqueza com que nossos antepassados dificilmente poderiam sonhar."

Os ideais há muito nutridos, as instituições honradas pelo tempo, certos postulados sociais ou fórmulas religiosas que já não promovem o bem-estar geral da humanidade devem ser repelidos e relegados ao limbo das doutrinas obsoletas e esquecidas, afirmam os bahá'ís. Por que todos deveriam ficar perenes "num mundo sujeito à lei imutável da transformação e da decadência? Por que deveriam ficar isentos da deterioração que há necessariamente de alcançar todas as instituições humanas?", perguntam eles.

Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, os bahá'ís têm diversas obras filantrópicas em todo o mundo, dedicando-se a melhorar a vida de homens, mulheres e crianças, como forma de possibilitar o crescimento espiritual e a evolução coletiva da humanidade. Este é outro dos ensinamentos de Bahá'u'lláh. O crescimento e a busca individual se deve dar no sentido de desenvolver atributos divinos. A preocupação com as condições materiais não é um fim em si; é, na verdade, a condição necessária para o pleno desenvolvimento individual e coletivo da humanidade no caminho da divindade e do sagrado.

Nada mais atual, portanto, mais necessário e mais presente no mundo materialista de hoje do que as palavras de Bahá'u'lláh. Poderíamos usar uma palavra tão em voga hoje para dizer que, apesar de ter 150 anos, os ensinamentos bahá'ís são muito modernos e trazem a sensibilidade de quem conseguiu enxergar através do espelho do tempo e vislumbrou a humanidade não como uma massa informe de indivíduos. Vê a humanidade como uma unidade que se desenvolve a caminho do seu encontro definitivo com a Verdade. A Verdade que lhe deu origem, que concebe o homem como fruto do seu próprio caminhar na direção do divino e do eterno.

Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, homenagear Bahá'u'lláh, creio eu, seria dedicarmo-nos a esses preceitos de justiça, paz e igualdade defendidos por ele há mais de 100 anos, mesmo quando injustiçado, agredido ou discriminado, a exemplo do ilustre Deputado Luiz Gushiken, autor do requerimento para que, nesta sessão solene, a Casa homenageie o centenário da morte de Bahá'u'lláh.

Não professo a religião Bahá'í, mas tenho por ela o mais profundo respeito, como tenho igualmente idêntico respeito por todos os que crêem e pelos que não crêem. Sou um deísta. Entendo que Deus está ao meu lado e acima do mundo, como supremo censor de todos os meus atos.

Deus abençoe os membros da Comunidade Internacional Bahá'í do Brasil.

Muito obrigado. (Palmas.)
Discurso do Deputado
Jabes Ribeiro
Sessão de 28-5-92

O SR. PRESIDENTE (Ibsen Pinheiro) - Para falar em nome da bancada do PSDB, concedo a palavra ao nobre Deputado Jabes Ribeiro.

O Sr. Jabes Ribeiro (PSDB-BA) - Sr. Presidente, Deputado Ibsen Pinheiro; Sr. Segundo Vice-Presidente, Deputado Waldir Pires; Sr. Presidente da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil; Sras e Srs. Deputados, senhoras e senhores membros da Fé Bahá'í em nosso país, nos próximos dias, terá início a Conferência Mundial Rio 92, sobre meio ambiente e ecologia. Representantes de todo o mundo, inclusive governantes e autoridades civis e militares, estarão presentes ao evento. Aqueles que passarem pelo Aterro do Flamengo, mais precisamente no cruzamento das avenidas Marechal Câmara e General Justo, terão oportunidade de ver o monumento criado pelo artista Siron Franco com patrocínio e inspiração da comunidade bahá´í.

"A Terra é um só pais, e os seres humanos, seus cidadãos." Esta frase vai estar escrita no monumento que reunirá 20 toneladas de terra dos mais diferentes países do mundo. Cada representante trará um quilo de terra de seu país para colocar no interior da obra, uma elegia à fraternidade e à paz mundial.

A iniciativa bahá'í é de extrema importância e traz, como têm sido todas as suas ações, o germe benevolente da irmandade entre os povos, do fim da discriminação e da intolerância e da construção de uma nova sociedade baseada na igualdade e na paz. Os bahá'ís estão hoje em 130 mil localidades em todo o mundo, atuando de forma a contribuir para a transformação básica nos valores e entendimentos do ser humano. Sua missão é exatamente demonstrar a eficácia e a possibilidade de um relacionamento de novo tipo na humanidade, é provar que as pregações de Bahá'u'lláh são perfeitamente possíveis e viáveis. Este exemplo é dado através de suas próprias comunidades e de sua dedicação e seu trabalho em benefício da humanidade.

O diagnóstico que os bahá'ís fazem dos problemas do meio ambiente nos leva a pensar em soluções globais, que envolvam o conjunto da humanidade. Com extrema propriedade, eles indicam as fragilidades nas estruturas sociais do mundo e no sistema de valores do homem como as causas da doença que se manifestam no meio ambiente. Se não houver soluções globais para o homem e a sociedade, dificilmente conseguiremos resolver os problemas da humanidade e, em particular, os que afetam o meio ambiente.

Não foram outros os motivos que levaram homens e povos a organizarem o Fórum Global e a Conferência Rio 92. Exatamente a compreensão de que as soluções para os problemas da humanidade precisam e devem ser unificadas. As escrituras bahá'ís são enfáticas e não deixam dúvidas: em ciclos passados, não teria sido possível a unidade de toda a humanidade; os continentes permaneciam largamente separados, e mesmo o intercâmbio entre povos do mesmo continente era quase impossível. Hoje, entretanto, se multiplicaram os meios de comunicação, e os cinco continentes da terra se fundiram, virtualmente, em um só. A vida humana é interdependente. Assim, pois, se pode realizar hoje a união de toda a humanidade. "Disso as épocas passadas foram privadas, pois este século - o século da luz - foi dotado de glória, poder e iluminação incomparáveis, sem precedentes", afirmou Bahá'u'lláh.

As soluções deverão ser mesmo unificadas e em conjunto com toda a humanidade. O homem atingiu o estágio em que um novo relacionamento com o meio ambiente e com seu semelhante é indispensável à sua sobrevivência. Os avanços científicos e tecnológicos entregaram ao homem o poder de controlar e modificar as forças da natureza, pelo menos parte significativa delas. Esta conquista da humanidade precisa ser utilizada para a construção de uma nova ordem mundial.

Este, também, Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, é o tema da Rio 92 e a preocupação de todos os homens e mulheres conscientes do mundo de hoje. Estabeleceu novos parâmetros, novos valores humanos que apontem para as necessidades da unidade da raça humana. Novos valores que demonstrem, na prática cotidiana, o fim da discriminação por raça, credo religioso, origem étnica, convicção política. Novos valores que indiquem aos homens o seu caminho rumo a uma relação diferente consigo mesmo e com o próprio planeta Terra, que o abriga e lhe dá carinho, calor e amor.

Neste momento particular em que o mundo inteiro estará com seus olhos voltados para o Brasil e para o Rio de Janeiro, ganha dimensão universal o monumento à paz mundial edificado pelos seguidores de Bahá'u'lláh. É a simbologia perfeita de um mundo onde a felicidade seja construída cotidianamente por todos os homens. Cada um deverá dar o seu quilo de terra por um mundo melhor. Este é o anseio de cada um de nós. Queremos viver intensamente num mundo que seja somente um país e onde os seres humanos sejam cidadãos, irmãos e amigos. (Palmas.)

Discurso do Deputado
Avenir Rosa
Sessão de 28-5-92

O SR. PRESIDENTE (Ibsen Pinheiro) - Fará uso da palavra, em nome da bancada do Partido Democrata Cristão, o Sr. Deputado Avenir Rosa.

O Sr. Avenir Rosa (PDC - RR) - Sr. Presidente desta Casa, Sr. Presidente da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil, Farhad Shayani, Sras e Srs. Deputados, prezados amigos da Comunidade Bahá'í, o dia 29 de maio de 1992 assinala o centenário do passamento de Bahá'u'lláh. Sua visão da humanidade como um só povo e da Terra como uma pátria comum, descartada pelos líderes mundiais, a quem foi primeiramente anunciada há mais de cem anos, tornou-se hoje o foco da esperança humana. Igualmente inegável é o colapso da ordem moral e social, previsto por esta mesma declaração com impressionante nitidez.

Esta Casa hoje presta justa homenagem a Bahá'u'lláh, e eu o faço em nome do Partido Democrata Cristão.

Homenagear Bahá'u'lláh é destacar a sua ação corajosa e dedicação em defesa da humanidade. É apresentar sua estrita dedicação à construção de um novo mundo, onde não haja mais preconceitos e discriminações. Esta é a essência dos ensinamentos de Bahá'u'lláh, esta é a essência da natureza humana, que se encontra escondida sob a grossa casca de valores desvirtuados e preconceitos arraigados que escondem do próprio homem sua face terna, jovial, pacífica, que lhe aproxima do Criador e de sua humanização.

Os Bahá'ís trabalham esta matéria bruta com a paciência de um artesão, esculpindo o novo homem. É um tipo de escultura especial que precisa ela própria se mexer para romper a casca que lhe aprisiona e lhe embota o desenvolvimento. É mesmo a prática do dia-a-dia, é mesmo o trabalho paciente e resignado do cotidiano que vai formando o novo homem. É mesmo a dedicação bahá'í que neste contexto ganha inspiração divina e torna o homem dirigente do homem. Consciente de sua fé e de sua opção por unir coletivamente como forma de transcender-se individualmente.

Esta concepção de romper as barreiras da individualidade e, ao mesmo tempo, fortalecer o indivíduo enquanto parte de toda a humanidade é o paradoxo que faz da filosofia bahá'í o instrumental indispensável ao homem para superar os preconceitos que o reprimem e o impedem de crescer.

Este é o meu tema e a vontade que embala meus sonhos. Uma humanidade unificada, pacificada, organizada em função de bem-estar geral, sem qualquer tipo de preconceito que oprima o desenvolvimento humano, que impeça sua proximidade ao Divino.

O estabelecimento de uma nova organização mundial da qual participem governos e nações pode ser uma forma inteligente de o homem deixar de ser inimigo de si mesmo. A compreensão de que a raça humana é única e de que não existe qualquer justificativa biológica, cultural, étnica, regional que justifique a discriminação, é fator de progresso da humanidade. Romper com os preconceitos e discriminações é anseio dos mais amplos setores de todos os cantos do mundo. Não é gratuita a aceitação das idéias de Bahá'u'lláh em mais de cento e trinta mil localidades. Não é gratuito o fato de as idéias de Bahá'u'lláh terem conseguido sensibilizar o coração de mais de seis milhões de seguidores espalhados por 340 países e territórios, 116 dos quais nações independentes. A literatura bahá'í está traduzida para 800 idiomas.

Esta universalização do trabalho bahá'í é condição indispensável em sua concepção de vida. As soluções, afinal, não irão ocorrer de forma isolada e restrita. Seu objetivo é transformar o homem de dentro para fora. O trabalho paciente de educação tem como objetivo despertar a humanidade que hiberna em cada indivíduo. Esse aspecto fica muito nítido quando os bahá'ís falam da paz mundial. Essencialmente a paz advém de um estado interior apoiado por uma atitude espiritual ou moral, e é principalmente através da evocação dessa atitude que se pode chegar à possibilidade de soluções duradouras.

"Existem princípios espirituais, ou aquilo a que algumas pessoas chamam valores humanos", ensinam eles, por meio dos quais é possível encontrar soluções para todos os problemas sociais. Soluções bem intencionadas podem ser apresentadas. Entretanto, o mérito essencial de um princípio espiritual reside no fato de não somente apresentar uma perspectiva que se harmoniza com aquilo que é inerente à natureza humana, mas, também, incutir uma atitude, uma dimensão, uma vontade e uma aspiração que facilitem a identificação e a implementação de medidas práticas.

A ordem mundial que vai abrir caminho para a plenitude humana só pode ser estabelecida sobre uma consciência inabalável da unidade da humanidade, uma verdade espiritual que todas as ciências humanas confirmam. O reconhecimento desta verdade requer o abandono dos preconceitos, e de todos os tipos de preconceitos relacionados com raça, classe social, cor da pele, crença religiosa, nacionalidade, sexo e grau de civilização material, enfim, de tudo que faz com que as pessoas se considerem superiores umas às outras. A aceitação da unidade da humanidade é o requisito fundamental para a reorganização e administração do mundo como um só país, como o lar da humanidade.

Com estas palavras proféticas encerro meu pronunciamento, em homenagem a Bahá'u'lláh e a seus seguidores: nascimento de uma nova revelação.

Muito obrigado. (Palmas.)
Discurso do Deputado
Aldo Rebelo
Sessão de 28-5-92

O SR. PRESIDENTE (Ibsen Pinheiro) - Tem a palavra, neste momento, para falar em nome da bancada do PC do B, o Sr. Deputado Aldo Rebelo.

O Sr. Aldo Rebelo (PC do B - SP) - Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Ibsen Pinheiro, Sr. Presidente da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil, Sras e Srs. Deputados, minhas amigas, meus amigos, esta sessão especial em homenagem a Bahá'u'lláh sem dúvida é um momento especial para trazer a público a grave denúncia de perseguição que o Governo do Irã exerce contra os seguidores da Fé Bahá'í. Eles são perseguidos, presos, torturados e mortos por forças paramilitares ou mesmo fanáticos religiosos. As acusações formais, quando existem, são as mais grosseiras falsificações.

A perseguição, a prisão, o seqüestro e o assassinato de bahá'ís no Irã não podem ser admitidos por qualquer cidadão que defenda a plena liberdade em nosso país e em todo o mundo. Desde sua fundação no século passado, a Fé Bahá'í é perseguida. Os bahá'ís nunca tiveram sua condição reconhecida, apesar de serem iranianos. Até o seu direito fundamental a ter religião não é admitido na Constituição. Somente no início do atual regime iraniano, 198 bahá'ís foram executados pelo simples fato de professarem sua fé, e 15 estão desaparecidos, provavelmente assassinados.

Depois de três anos de suspensão das execuções de bahá'ís, novamente em 17 de março último, foi executado mais um eminente membro da Comunidade Bahá'í: Bahman Samandari. Intimado a comparecer diante das autoridades, foi detido e executado secretamente. Somente no dia 5 de abril, quando foi visitá-lo na prisão, sua viúva ficou sabendo da execução. Seu enterro aconteceu também de forma secreta no cemitério dos infiéis (não muçulmanos). Nenhuma acusação formal. Apenas o mais mesquinho e condenável arbítrio. Na verdade, mais um assassinato.

O Partido Comunista do Brasil não se pode calar diante de absurdos como este. Aceitar a execução sumária de um inocente é negar o seu direito à liberdade de crença e opção religiosa.

Ao assim procedermos, Sr. Presidente, Srs. Deputados, damos prosseguimento a uma tradição de coerência do Partido Comunista do Brasil, que, já na Constituição de 1946, fez inserir, em um de seus artigos, a garantia de que todos os brasileiros, todos os cidadãos deste país pudessem exercer, de forma livre, o supremo direito da liberdade política, da liberdade de culto, da liberdade de crença e da opção religiosa. Condeno, em meu nome e no de meu partido, este crime do Governo do Irã.

Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, é importante ressaltar a coragem dos bahá'ís, que não renegam suas convicções diante das ameaças e arbitrariedades do Governo. Não o fazem ainda diante da morte iminente, seguindo justamente a tradição dos antigos cristãos, que tratavam de manter sua fé nas circunstâncias mais adversas, mesmo diante da ameaça de serem devorados pelos leões. Talvez por isso tenham conseguido torná-la mias duradoura.

Logo eles, que se destacam na defesa da paz mundial, são belicosamente tratados no país onde teve origem sua religião. Merece destaque, nos ensinamentos de Bahá'u'lláh, a defesa intransigente dos direitos básicos do ser humano. Particularmente gostaria de abordar dois aspectos especiais da doutrina bahá'í: a defesa da igualdade de direitos entre homens e mulheres e a condenação ao racismo. A profissão de fé dos bahá'ís em relação à vida os coloca numa situação de admiração. Particularmente a sua concepção de relacionamento entre raças diferentes, entre homens e mulheres e a de sociedade, reclamando uma nova ordem mundial, são de extrema felicidade.

Bahá'u'lláh defendeu o fim da discriminação da mulher, reconhecendo sua condição de membro ativo da sociedade. A emancipação da mulher, segundo suas concepções, é condição indispensável para a realização da paz mundial, e a presença de tantas mulheres nesta sessão solene é a demonstração na prática da fertilidade desta doutrina.

Ele admite que a igualdade entre os sexos não é normalmente vista como um caminho necessário e indispensável a ser trilhado na construção de uma nova ordem mundial. Este é um aspecto muito interessante em sua doutrina, pois as religiões em geral dedicam um papel muito diminuto às mulheres, às vezes até reduzindo sua condição humana, na medida em que não lhes reconhece o direito de plena realização como ser material e espiritual.

Quando Bahá'u'lláh indica que a igualdade entre homem e mulher é pré-requisito importante para a paz mundial, está dando um justo e verdadeiro tratamento à luta pela libertação da mulher. Traz para o centro do debate um assunto que normalmente é tratado marginalmente, secundariamente.

A igualdade entre raças é também outro aspecto fundamental para qualquer novo ordenamento da sociedade dos homens. Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, mais do que a defender a igualdade, é necessário condenar de forma veemente a discriminação racial, o racismo. Isto os bahá'ís fazem com propriedade.

"Sua prática perpetra uma violação demasiado ultrajante da dignidade humana para ser tolerada sob qualquer pretexto. O racismo retarda o desenvolvimento das potencialidades ilimitadas de suas vítimas, corrompe os seus executores e desvirtuam o progresso humano.", afirmam os bahá'ís com muito acerto.

Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, os bahá'ís acreditam no princípio da unidade e da igualdade racial. Trabalham no sentido de uma civilização mundial guiada pelo princípio fundamental da unidade da humanidade, que pode, perfeitamente, ser alcançada apesar de suas adversidades. Tais princípios implicam o reconhecimento da dignidade de cada ser humano e da importância de sua contribuição à sociedade, independente de sua raça, cor, origem étnica ou cultural.

Neste contexto de igualdade de direitos entre homens e mulheres e de condenação da discriminação racial, gostaria de assinalar a concepção de Bahá'u'lláh de uma nova sociedade com mais justiça social e igualdade. Particularmente no Brasil, assume importância a crítica à desmesurada disparidade entre ricos e pobres, fonte de intenso sofrimento e que mantém o mundo em estado de instabilidade virtualmente à beira da guerra. Poucas sociedades, reconhecem os bahá'ís, têm tratado eficazmente esta questão.

Eles não ficam, entretanto, no discurso. A ação da comunidade tem mostrado sua disposição de contribuir eficazmente para que esta realidade cruel seja alterada. Sua ação assistencial é uma forma de buscar, na sua concepção, a alteração desta situação. Mas, apesar de não atuar particularmente, os bahá'ís não estão desatentos ao que acontece na sociedade. Durante os trabalhos constituintes, eles encaminharam aos deputados uma série de propostas sobre organização da sociedade, justiça social e direito dos trabalhadores. Merece destaque a que previa e determinava ação eficaz do Estado para reduzir disparidades entre grandes riquezas e pobrezas.

Encerro meu pronunciamento, Sr. Presidente, ressaltando a coragem dos bahá'ís e particularmente sua vontade e determinação de construir uma sociedade nova, baseada na justiça, na tolerância, na igualdade e no bem-estar de todos. Este, sem dúvida, é o sonho que todo ser humano acalenta no seu íntimo. Quebrar as barreiras para uma sociedade nova, baseada nesses princípios, é o caminho que nos une e nos coloca lado a lado com os bahá'ís.

Concluo dizendo que Bahá'u'lláh e os bahá'ís seguem na trilha de um antigo poeta e líder espiritual iraniano, Omar Kayam, que, muito antes dos bahá'ís, muito antes de Bahá'u'lláh, também, via, na sociedade voltada apenas para o consumo e para as coisas materiais, a possibilidade da tragédia da humanidade. E hoje, neste mundo e nesta sociedade em que se ergue como filosofia a sociedade do consumo, viver deixou de ser lutar pela dignidade e passou a ser consumir.

Gostaria de saudá-los com uma breve passagem de um dos poemas mais famosos do maranhense Gonçalves Dias, que dizia no século passado diante das dificuldades:

"Não chores, meu filho,
Não chores que a vida
É luta renhida,
E viver é lutar.
A vida é combate
Que os fracos abate,
Que os fortes e bravos
Só pode exaltar."
Era o que tinha a dizer. (Palmas.)
Discurso do Deputado
Elísio Curvo
Sessão de 28-5-92

O SR. PRESIDENTE (Ibsen Pinheiro) - Para falar em nome da bancada do Bloco Parlamentar, tem a palavra o Sr. Deputado Elísio Curvo.

O Sr. Elísio Curvo (Bloco - MS) - Exmo Sr. Presidente, Deputado Ibsen Pinheiro, Exmo Sr. Presidente da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil, nobres colegas parlamentares, senhoras e senhores, hoje é um dia feliz para mim por poder participar desta sessão solene em que todos os partidos aqui representados vieram render suas homenagens a um líder religioso. E só recebe homenagem um verdadeiro homem, uma pessoa que faz algo pela humanidade.

Aprendi, no meu Pantanal, que Deus é um só; é indivisível. Deus é de todos nós, de todas as religiões, e só escolhemos a forma de chegarmos a Ele. O homem é produto do meio. Alguns, já na sua infância, são induzidos a seguir determinada religião, mas, depois, quando se tornam adultos, se, com discernimento, escolhem uma religião, é porque sentem, dentro de si, necessidade dela para chegar a Deus. O verdadeiro religioso não discute religião, respeita-as. Sou católico, mas respeito as outras, porque todas nos levam a Deus.

Há 175 anos, nasceu, nas terras da Pérsia, atual Irã, Mirzá Husayn-Alí. Mirzá era filho de um dos poderosos ministros do Xá da Pérsia e, ainda na juventude, viria a ser conhecido como Bahá'u'lláh. Em persa tal nome significa Glória de Deus - que beleza de significado! - e garanto que os persas do século passado, tão temerosos de Alá, não dariam um nome destes a quem não merecesse.

Embora o nome do nosso homenageado soe exótico aos nossos ouvidos, certamente sua mensagem, pelo que tem de amorosa, não é nem um pouco exótica para o povo brasileiro.

Bahá'u'lláh costumava dizer que todos os homens são frutos de uma só árvore e folhas de um mesmo ramo, e, por idéias como estas, tão próximas de algumas idéias do cristianismo e do budismo, ele foi perseguido, preso e despojado de todas as suas riquezas.

Eu sempre digo que a miséria é indivisível. Ninguém quer a outra metade. Mas ele quis toda a pobreza. É o exemplo que deu a todos nós, inclusive a todos os que o seguem.

Leon Tolstoy, o grande humanista russo, seu contemporâneo, escreveu:

"Passamos nossas vidas esforçando-nos por desvendar os mistérios do universo; e é um prisioneiro persa, Bahá'u'lláh, quem tem a chave."

Pois a influência daquele que um dia foi prisioneiro da intolerância cresceu muito, desde quando, antes dos vinte anos de idade, recusou a carreira ministerial que lhe fora oferecida pelo governo. Bahá'u'lláh preferiu dedicar suas energias a uma série de atividades filantrópicas, as quais lhe renderam, por volta de 1840, o renome de Pai dos Pobres. Em 1844 iniciou um movimento destinado a mudar a história de seu país, inspirado pelas palavras do profeta Báb, seu antecessor filosófico.

Assim como João Batista previu o aparecimento de Jesus Cristo, Báb previu o aparecimento de Bahá'u'lláh. Mas as autoridades muçulmanas não podiam tolerar outro profeta depois de Maomé, e por isso nosso homenageado quase foi morto, em nome de Deus.

Bahá'u'lláh foi levado acorrentado e descalço para as autoridades de Teerã, onde permaneceu encarcerado com trinta de seus companheiros no calabouço conhecido como a Cova Negra, um antigo e profundo reservatório de água infestado de insetos e cheio dos 150 bandidos mais perigosos do reino persa. O lugar não tinha nenhuma iluminação e a porta era a única entrada de ar. Não havia mobília nem banheiro. Ao pescoço daquele que fundaria a mais nova das grandes religiões, foi presa uma pesada corrente, conhecida no meio penal por apressar a morte daqueles que a usavam. Mas ele não morreu, nem mesmo após uma tentativa de envenenamento.

Todos os dias, três dos prisioneiros da Cova Negra eram executados. Os milhares de companheiros de Fé de Bahá'u'lláh, moradores do Irã, eram lançados de bocas de canhão, retalhados com machados, ou forçados a marchar com tochas incandescentes presas a feridas que eram abertas em seus corpos.

Enquanto aguardava sua morte, Deus se revelou, pela primeira vez, àquele prisioneiro capaz de levar à loucura as autoridades islâmicas, iniciando a revelação de uma nova corrente religiosa, congregadora de alguns dos melhores ensinamentos das religiões precedentes.

Salvaram-no da morte, entretanto, os protestos das embaixadas ocidentais, seus milhares de seguidores e a simpatia internacional de figuras como Leon Tolstoy e Sarah Bernhardt. Sua reputação como homem de bem e pensador religioso era elevadíssima dentro e fora da Pérsia. Um príncipe persa posteriormente descreveria sua presença como capaz de criar um paraíso à sua volta, sensação partilhada por muitos.

Mesmo sem julgamento, direito a recurso ou advogados, apesar de sua influente família, a graça divina transformou a pena de Bahá'u'lláh em exílio perpétuo. Suas enormes riquezas foram confiscadas. O embaixador russo, seu amigo pessoal, lhe ofereceu o asilo de Moscou. Bahá'u'lláh, entretanto, optou pelo abrigo do Império Otomano, nas terras do atual Iraque.

Iniciam-se então quarenta anos de exílio, prisões e uma perseguição implacável, do mesmo tipo que certos governos ainda hoje usam contra seus desafetos. A comunidade seguidora dos ensinamentos do profeta Báb se reunia na capital iraniana, mas o clima de tensão ainda permanecia. Nosso homenageado desta sessão se retira para meditar, seguindo o exemplo de Buda, Jesus e Maomé. Fica dois anos nas montanhas, não tendo o retorno em vista. Dedica-se a meditar sobre as escrituras e sobre as revelações divinas que ele próprio recebia.

Entretanto, os membros de sua comunidade finalmente descobrem seu esconderijo e lhe imploram a liderança. Bahá'u'lláh volta, então, com dois livros de profunda e poética sabedoria: As Palavras Ocultas e O Livro da Certeza.

Estavam criadas as bases da Fé Bahá'í, a última das religiões monoteístas nascidas no Oriente Médio e mais uma fonte de ensinamentos úteis a todos os homens de boa vontade, não importa de quais países ou crenças.

Era o que tinha a dizer. (Palmas.)
Mensagem da Casa Universal de Justiça
enviada à Câmara dos Deputados
Sessão de 28-5-92

O SR. PRESIDENTE (Ibsen Pinheiro) - Esgotado o rol dos oradores, registro que o Sr. Deputado autor do requerimento para a sessão solene, Deputado Luiz Gushiken, falou também em nome da bancada do Partido dos Trabalhadores.

Antes de encerrar os trabalhos, permitam-me reproduzir, para conhecimento do Plenário e pela sua significação, a tradução de mensagem que esta Casa recebeu da Casa Universal de Justiça, importante instituição bahá'í internacional:

"Excelentíssimo Senhor
Ibsen Pinheiro
Digníssimo Presidente da Câmara dos Deputados
Brasília
Brasil
Excelência,

Com profunda emoção e sincera estima, transmitimos a Vossa Excelência e ilustres colegas nossas saudações fraternais por ocasião da Sessão Solene da Câmara dos Deputados que celebra o centésimo aniversário do passamento de Bahá'u'lláh, Profeta-Fundador da Fé Bahá'í, que transcorre no dia 29 de maio de 1992.

Nossos corações estão repletos de amor e de apreço por essa ação da Câmara dos Deputados, uma iniciativa que sentimos ter profunda significação espiritual e social para o povo brasileiro. Trata-se também de um arrebatador lembrete da importância que Bahá'u'lláh atribui aos corpos legislativos e aos representantes eleitos pelo povo, os quais deveriam, conforme Ele escreveu, 'considerar a si próprios como os representantes de todos os que habitam na Terra'.

A mensagem trazida por Bahá'u'lláh é uma luz brilhante que ilumina o caminho estendido à frente da humanidade, um tesouro de princípios que guiam à solução dos problemas de nosso tempo. A unidade do gênero humano, princípio e meta central de sua fé, é um chamamento aos povos do mundo, não apenas para que reconheçam que são em essência um só povo, mas também para que efetuem uma mudança de tal magnitude como a sociedade humana jamais experimentou - uma mudança cujas implicações de vasto alcance são transmitidas em sua asserção que diz: 'A Terra é um só país, e os seres humanos são seus cidadãos'.

A longa e multifacetada histórica do Brasil e a rica diversidade da composição étnica do país dotam vossa nação com um potencial capaz de dar expressão exemplar à perspectiva gloriosa que é prometida pelo princípio central de Bahá'u'lláh. E sentimos que não poderia haver maior contribuição para o progresso futuro do planeta do que a consumação da unidade do povo na Terra, objetivo que a iluminada visão de seu país tem almejado desde que o Brasil se proclamou uma república em 1889, durante o período em que Bahá'u'lláh ainda vivia.

Em verdade, um grande sinal da capacidade que o Brasil compartilha com suas nações-irmãs nas Américas - do Sul, Central e do Norte - é que Bahá'u'lláh escolheu dirigir-se coletivamente aos "Governantes da América e Presidentes de suas Repúblicas" em seu livro mais sagrado, orientando-se a aderir aos princípios da justiça não apenas para seu próprio bem, mas como um meio de ajudar toda a humanidade a alcançar um destino pacífico e de progresso. O fato de ser o Brasil o recipiente de uma tão ampla representação da humanidade - como é refletido por sua dinâmica população - é um sinal do grande papel que está destinado a cumprir na unificação dos povos do mundo.

A cruel rejeição que Bahá'u'lláh teve de enfrentar pode ser ainda hoje percebida nas perseguições de que são vítimas seus seguidores na terra de seu nascimento. Seu Governo não tem hesitado em levantar a voz na defesa daquela comunidade assediada, e, por esse ato de compaixão, aproveitamos a oportunidade para expressar nossa mais profunda gratidão.

Iremos orar no Sagrado Santuário de Bahá'u'lláh em nome dos membros de sua eminente Câmara de Deputados, e o faremos no contexto desta prece que ele revelou para uso individual dos representantes de uma assembléia eleita:

'Ó Meu Deus! Peço-te, por Teu Nome mais glorioso, que me ajudes naquilo que faça com que os interesses de Teus servos prosperem e Tuas cidades progridam. Tu, verdadeiramente, tens poder sobre todas as coisas!'

Asseguramos a Vossa Excelência os nossos melhores votos de estima e consideração.

(Assina) A Casa Universal de Justiça"

Antes do encerramento dos nossos trabalhos, convido todos para a cerimônia de lançamento, no Salão Verde, contíguo a este plenário, pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, do carimbo comemorativo da ascensão de Bahá'u'lláh.

Consigno, por fim e reiteradamente, em nome da nossa instituição, os agradecimentos da Câmara dos Deputados, e de todos os seus partidos àqueles que, com sua presença, asseguraram o brilho desta sessão solene.

TRADUÇÃO DE MENSAGENS ENVIADAS AO PRESIDENTE
DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PELAS ASSEMBLÉIAS
ESPIRITUAIS NACIONAIS BAHÁ'ÍS DE DIVERSOS PAÍSES
- BOTSUANA
- BOLÍVIA
- QUÊNIA
- AUSTRÁLIA
- ALEMANHA
- JAPÃO
- FRANÇA
- BURKINA
- GABÃO
- NORUEGA
- ÁFRICA DO SUL
- CANADÁ
- SUÍÇA
- FINLÂNDIA
- HAVAÍ
- PORTO RICO
- MALÁSIA
- DINAMARCA
- CHILE
- ÍNDIA
- TURQUIA
- GUINÉ-BISSAU
- COMUNIDADE INTERNACIONAL BAHÁ'Í
- ILHAS FIJI
- BENIN
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DE BOTSUANA
Data: 22 de maio de 1992
Para: Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
De: Assembléia Espiritual dos Bahá'ís de Botsuana

Excelentíssimo Presidente da Câmara dos Deputados,

A Comunidade da Fé Bahá'í em Botsuana soube com grande satisfação que a Câmara dos Deputados, em 28 de maio, comemorará o centésimo aniversário do passamento de Bahá'u'lláh. Nesta oportunidade, gostaríamos de transmitir a essa Casa nossas mais sinceras saudações e preces. Os bahá'ís de Botsuana, das regiões de Okavango, no norte, até os rincões do Deserto, de Kalahari, foram informados da nobre intenção dessa instituição e estão tomados por sentimentos de gratidão e júbilo. Sua iniciativa contribui para aproximar os nossos países e acelerar a chegada da época, vaticinada por Bahá'u'lláh, em que a terra será verdadeiramente "... um só país, e os seres humanos, seus cidadãos".

ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA BOLÍVIA
23 de maio de 1992
Exmo Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasil
Mui estimado Presidente da Câmara dos Deputados

A Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Bolívia, fazendo chegar-lhe suas mais respeitosas saudações, deseja expressar a V. Exa as sinceras felicitações da Comunidade Bahá'í da Bolívia por sua valiosa e inestimável colaboração para a aprovação pela Câmara dos Deputados do justo tributo a Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í, por ocasião do centenário de seu falecimento, e espera que aceite a gratidão de todos os amigos bahá'ís da Bolívia.

Nada mais havendo, despedimo-nos com a mais distinta consideração e uma vez mais expressamos a V. Exa nossa sincera gratidão por seu gentil apoio a esta causa.

Respeitosamente,
Dr. E. Ouladi, Secretário Nacional
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DO QUÊNIA
Data: 22 de maio de 1992
Para: Câmara dos Deputados
At.: Exmo Sr. Ibsen Pinheiro

Estamos profundamente felizes em saber que essa Câmara dos Deputados estará comemorando o centésimo aniversário do falecimento de Bahá'u'lláh e prestará tributo a ele durante a Sessão Solene que se realizará no dia 28 de maio de 1992.

Congratulamo-nos calorosamente com V. Exa e com os nobres Deputados por estarem reconhecendo esse grande e extraordinário evento, que também estaremos comemorando aqui no Quênia. V. Exa estará presente nos nossos pensamentos positivos e ardorosas preces.

Cordialmente,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Quênia

p/ Charles Mungonye, Secretário
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA AUSTRÁLIA
Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Exmo Sr. Ibsen Pinheiro,

A Comunidade Bahá'í da Austrália gostaria de expressar sua gratidão à Câmara dos Deputados do Brasil por celebrar o centésimo aniversário do passamento de Bahá'u'lláh em 28 de maio de 1992.

Estamos felizes em saber que essa Casa juntou-se aos bahá'ís de todo o mundo para observar essa importante ocasião, que assinala a inauguração da mensagem de Bahá'u'lláh à humanidade, direcionada à unificação do mundo.

Sentimo-nos tocados pelo espírito magnífico que animou sua decisão e agradecemos-lhe o apoio aos bahá'ís do mundo inteiro.

Queira aceitar nossos melhores votos pelo progresso e prosperidade de seu país.

Cordialmente,
Pieter de Vogal, Secretário
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA ALEMANHA
Câmara dos Deputados,
Exmo Sr. Ibsen Pinheiro

É com profunda satisfação que nos congratulamos com os estimados e respeitados membros da Câmara dos Deputados, da ocasião de comemoração do Centenário de Ascensão de Bahá'u'lláh, dia 28 de maio. Esta solenidade tem uma importância notável e ímpar. Tal tributo a Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í, comove-nos imensamente.

Em nome dos bahá'ís da Alemanha, expressamos nossa profunda gratidão e agradecimento a essa Câmara. Que seu país receba as bênçãos e o apoio de Deus.

Cordialmente,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Alemanha

Christopher Sprung, Secretário.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DO JAPÃO
Exo Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasil
Data: 19 de maio de 1992
Senhor Presidente,

Em nome dos bahá'ís do Japão, gostaríamos de congratular-nos com essa Câmara pelo histórico tributo a ser prestado por ocasião do centésimo aniversário da ascensão de Bahá'u'lláh.

Futuros historiadores não deixarão de notar que o Brasil destacou-se entre os primeiros países no mundo a levantar a voz em tributo ao Fundador e a uma religião que tem provado sua aplicabilidade e aceitação universal.

A V. Exa, Senhor Presidente, nossos calorosos cumprimentos, nossa mais profunda gratidão e profundo respeito.

Com nossas humildes preces por V. Exa., por essa Casa e pelo Brasil, firmamo-nos.

Cordialmente,
Dr. T. Susuki, Secretário.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA FRANÇA
22 de maio de 1992
Excelentíssimo Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Ed. Principal
70160 Brasília, DF
Brasil
Excelência,

A Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da França deseja expressar, em nome da inteira comunidade, o seu profundo reconhecimento pela comemoração da cerimônia que celebrará o centésimo aniversário do falecimento de Bahá'u'lláh, na Câmara dos Deputados.

Esse ato histórico que estará ocorrendo em algumas semanas, antes da Cúpula da Terra, é ainda outro sinal da liderança espiritual que seu estimado país está assegurando nas Américas.

Queira aceitar, Sr. Presidente, os nossos melhores votos pela prosperidade de seu país, pelo bem-estar de seu povo.

Cordialmente,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da França

Dr. S. Rouhani, Secretário-Geral.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DE BURKINA
01 B.P. 977 Ouagadougou Tel.: 30-23-73
Ouagadougou, 2 de julho de 1992
Ao
Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
Brasília, Brasil
Sr. Presidente,

A Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís de Burkina tomou conhecimento, com grande alegria, da celebração da Ascensão de Bahá'u'lláh, no dia 28 de maio passado, pela Câmara dos Deputados do Brasil, de uma reunião solene convocada pela ocasião deste importante evento.

Apesar do atraso em encaminharmos esta semana, a Assembléia Espiritual Nacional decidiu dirigir, a Vossa Excelência e a todos os Deputados, as suas congratulações e os seus mais profundos e sinceros sentimentos de gratidão.

Queira aceitar, Sr. Presidente, os nossos votos de profundo reconhecimento.

Pela Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís de Burkina

Jean-Pierre Swedy, Secretário Nacional.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DO GABÃO
Registro de Declaração de Associação
No 186 / MI / DGAT / DAG de 8 de abril de 1977
Libreville, 3 de julho de 1992
Centro Nacional Akébeville
B:P. 5455
Libreville - Gabon
Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasil

a/c Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil

Sr. Presidente,

É com grande emoção e alegria que recebemos a vossa decisão de realizar uma sessão especial em homenagem a Bahá'u'lláh, para comemorar o Centenário de Sua Ascensão.

Os Bahá'ís de nossa comunidade nacional estão muito comovidos por esta decisão corajosa e altamente meritória.

Desejamos agradecer muito sinceramente por vossa iniciativa e por esta cerimônia e expressamos, Senhor Presidente, a nossa profunda gratidão. Apresentamos também nossos agradecimentos aos honrados Srs. Deputados também presentes na ocasião.

No fundo de nosso coração, desejamos, ao povo brasileiro, nossos votos de paz e de felicidade.

Asseguramos, Sr. Presidente, as nossas mais elevadas considerações.

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Gabão

Secretário Dr. F. Maher.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA NORUEGA
Oslo, 26 de maio de 1992
Presidente da Câmara dos Deputados
Sr. Ibsen Pinheiro
Honorável Sr. Ibsen Pinheiro,

A Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Noruega gostaria de congratular de todo o coração Vossa Excelência e enviar as nossas mais calorosas saudações e gratidão com referência à sessão solene de comemoração do Centenário da Ascensão de Bahá'u'lláh, a ser realizada em 28 de maio de 1992.

Profundamente agradecemos a iniciativa de tornar este evento oficialmente reconhecido.

Cordialmente,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Noruega

Britt Strandlie Thorese, Secretário.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA ÁFRICA DO SUL
20 de maio de 1992
Excelentíssimo Sr. Presidente da
Câmara dos Deputados
Sr. Ibsen Pinheiro
Prezado Senhor,

A Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da África do Sul gostaria de aproveitar esta oportunidade para expressar a sua gratidão e congratulações, em seu nome e em nome dos Bahá'ís da África do Sul, pela comemoração que a Câmara dos Deputados estará realizando para marcar o centésimo aniversário do passamento de Bahá'u'lláh, em 28 de maio.

Tanto nós como os milhões de outros Bahá'ís e seus amigos através do mundo estaremos unidos a Vossa Excelência nessa ocasião solene, e expressamos a nossa esperança de que as orações oferecidas para essa comemoração irão ligar e unir os corações ainda mais fortemente e irão envolver a Terra com tamanhos poderes espirituais de modo a auxiliar a cura dos males da humanidade.

Cordialmente,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da África do Sul

Sra Shohreh Rawhani, Secretária.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DO CANADÁ
20 de maio de 1992
Excelentíssimo Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasília, Brasil
Prezado Sr. Pinheiro,

A Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Canadá aproveita esta oportunidade para expressar a Vossa Excelência e à Câmara dos Deputados, a sua profunda gratidão pela decisão da Câmara em comemorar o centésimo aniversário do falecimento de Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í, em sessão solene no dia 28 de maio de 1992, às 10 horas.

O respeito que Vossa Excelência conferiu a Bahá'u'lláh, como é evidenciado por esta decisão, é profundamente reconhecido pela comunidade bahá'í canadense, e irá sem dúvida atrair bênçãos divinas a sua nação e a seu povo.

Cordialmente,
ME. Muttart, Secretário-Geral
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA SUÍÇA
25 de maio de 1992
Fax: 5561-224-1289
5561-24-5499
Ao Excelentíssimo Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da
Câmara dos Deputados do Brasil
Senhor Presidente,

Em nome dos bahá'ís da Suíça, temos a honra de expressar a Vossa Excelência a nossa mais profunda gratidão e reconhecimento à Câmara dos Deputados do Brasil pela sessão solene que estarão realizando para oferecer um tributo a Bahá'u'lláh, na ocasião do centésimo aniversário de seu falecimento.

Este evento de grande significância está sendo observado em todo o mundo, e a eminente homenagem que sua tão augusta Casa realiza faz aflorar os mais profundos sentimentos de respeito e votos de falecimento nos corações dos bahá'ís da Suíça em todos os lugares.

Queira aceitar, Sr. Presidente, nossos votos de mais elevada consideração.

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Suíça

John Paul Vader, Secretário.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA FINLÂNDIA
25 de maio de 1992
Presidente Ibsen Pinheiro
Câmara dos Deputados
Brasília, Brasil
Fax: 99055 61 224 1289
Excelência,

Expressamos a gratidão da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Finlândia pela decisão aprovada pela Câmara dos Deputados do Brasil para organizar uma sessão solene em 28 de maio para assinalar o Centenário da Ascensão do Fundador da Fé Bahá'í.

Sem dúvida, a decisão da Câmara dos Deputados de realizar esta reunião solene não somente será uma fonte de grande felicidade para a comunidade bahá'í do Brasil e para a comunidade de todo o mundo, mas, também, uma fonte de bênçãos múltiplas ao povo brasileiro de décadas e anos por virem.

Estaremos orando para o sucesso do novo evento, pela prosperidade da renomada nação do Brasil e pelo bem-estar do seu povo gentil.

Excelência, queira aceitar os nossos votos de mais ampla consideração.

Em nome da Assembléia Espiritual Nacional da Finlândia,

Matti Vesamaa

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Finlândia

ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DE PORTO RICO
PO Box 11603
Santurce, Puerto Rico 00910
Tel. (809) 727-8740; 753-9591
Fax: (809) 765 ____ 1771
23 de maio de 1992
Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Governo do Brasil
Brasília, Brasil
Prezado Senhor,

As notícias de que a Câmara dos Deputados de seu país está celebrando o Centésimo Aniversário do Falecimento de Bahá'u'lláh e que irá oferecer um tributo a ele durante uma sessão solene, a ser realizada no dia 28 de maio de 1992, foram uma fonte de imensa alegria e encorajamento aos bahá'ís de Porto Rico. Desejamos que Vossa Excelência fique ciente de quão valiosa consideramos ser essa iniciativa por parte desta distinta Casa.

Queira aceitar os nossos mais calorosos votos de congratulação, agradecimento e gratidão.

Cordialmente,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís de Porto Rico

José A. Mongo, Secretário de Correspondência.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL
DOS BAHÁ'ÍS DA MALÁSIA
4 Lorong Titiwagsa 5
Setapak, 53200 Kuala Lumpur
Malaysia
Tel: 03-4235183/4233000
Fax: 603-4226277
Cable: Natbaháí Kuala Lumpur
27 de maio de 1992
Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasil

Nós, da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Malásia e a Comunidade Bahá'í da Malásia, transmitimos nossa mais profunda gratidão a Vossa Excelência e aos honrados membros da Câmara dos Deputados, pelo tributo que está sendo dado ao Fundador da Fé Bahá'í, Bahá'u'lláh, na sessão solene de sua augusta Casa no dia 28 de maio de 1992.

Com nossos votos de gratidão e reconhecimento
Cordialmente,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Malásia

Dr. M. M. Sree Ganesh, Secretário-Geral.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA DINAMARCA
Transmitido por fax 5561 224-5499 (uma página)
21 de maio de 1992
À
Estimada Câmara dos Deputados
Brasil

A Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Dinamarca deseja congratular a Câmara dos Deputados em sua iniciativa corajosa e emocionante de celebrar o centésimo aniversário do falecimento de Bahá'u'lláh.

O tributo que Vossas Excelências irão oferecer a ele, em 28 de maio de 1992, irá evocar indelével gratidão da comunidade mundial bahá'í.

Antecipadamente agradecemos a Vossa Excelência por este histórico evento.

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Dinamarca

Ulla Rhodes, Secretária.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DE GUINÉ-BISSAU
Bissau, 23 de julho de 1992
Ao Presidente da Câmara dos Deputados
Excelentíssimo Sr. Ibsen Pinheiro
Fax Number 55612245499
CÂMARA DOS DEPUTADOS FEDERAIS

"Haverá de chegar o tempo em que necessidade imperiosa da convocação de uma vasta e ampla assembléia de homens será universalmente percebida. Os governantes e os reis da terra terão de tomar parte nela e, participando nas suas deliberações, deverão considerar métodos e meios capazes de assentar os fundamentos para a paz maior, mundial, entre os homens."

Bahá'u'lláh. Bahá'u'lláh, A Promessa da Paz Mundial - pág. 19.

Pela presente seguem nossos votos de congratulações, na pessoa de seu Presidente, Sr. Ibsen Pinheiro, à Câmara dos Deputados, pelo brilhante feito desta instituição, ao abrir espaço no plenário, para comemorar o centenário do passamento de Bahá'u'lláh, no passado dia 29 de maio de 1992.

A Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís de Guiné-Bissau facilita o gesto, desejando que homens, mulheres, jovens e crianças de todo o mundo reconheçam o mérito eterno dessa ação imperiosa em prol de todos os povos.

Com os maiores e afetuosos cumprimentos e saudações fraternais, subscrevemo-nos,

Assembléia Espiritual Nacional dos
Bahá'ís de Guiné-Bissau
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DO CHILE
Câmara dos Deputados
AT.: Sr. Ibsen Pinheiro
Fax: 5561 224-1289
Excelentíssimo Sr. Presidente da Câmara dos
Deputados, Sr. Ibsen Pinheiro
Excelentíssimo Sr. Presidente,

É uma honra para a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Chile dirigir esta carta a Vossa Excelência, em nome dos bahá'ís de nosso país, e enviar as nossas mais cordiais saudações.

Por meio da presente, agradecemos mui sinceramente a homenagem que seu Governo oferecerá ao Fundador de nossa Fé, durante uma sessão solene que será realizada na data de hoje.

Esse é um dia de grande significado para os bahá'ís em todo o mundo, e o reconhecimento dado à Figura de Bahá'u'lláh pela Câmara dos Deputados do Brasil nos enche de grande alegria.

Reiterando nosso profundo agradecimento e com as nossas orações pelo seu bem-estar pessoal e pelo êxito de suas importantes funções, subscrevemo-nos.

Atenciosamente,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Chile

Paula S. de Siegel, Secretária
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA ÍNDIA
Data: 20 de maio de 1992
Fax: 5561 224 1289 (Brasil)
Para: Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
De: Assembléia Espiritual Nacional
dos Bahá'ís da Índia
Prezado e Estimado Sr. Pinheiro,

Queira aceitar a nossa mais calorosa gratidão pela sua atenciosa atenção em oferecer um tributo à Bahá'u'lláh, Profeta Fundador da Fé Bahá'í, na ocasião do centenário de seu falecimento, em 28 de maio de 1992.

Estamos, verdadeiramente, extremamente agradecidos a Vossa Excelência e a todos os membros da Câmara dos Deputados pela honra que Vossas Excelências conferiram ao Fundador de nossa Fé.

Com os melhores votos de estima e consideração.
Cordialmente,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Índia

Ramhik Shah, Secretário-Geral.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DO HAVAÍ
Fax: Ref. 100-E/149
27 de maio de 1992
Para: Câmara dos Deputados
Sr. Ibsen Pinheiro, Presidente
Fax: 5561 224-1289

De: Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Havaí

Dr. Gary L. Morrison, Secretary

Aos Prezados Membros da Câmara dos Deputados do Brasil,

A Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Havaí, em nome das 27 comunidades bahá'ís locais dessas ilhas no meio do Oceano Pacífico, congratulam-se com Vossas Excelências e compartilham o seu mais profundo agradecimento e gratidão pelo tributo especial que Vossas Excelências estarão oferecendo a Bahá'u'lláh, na sessão solene na Câmara dos Deputados, em reconhecimento às comemorações mundiais do centenário de sua ascensão.

Sua decisão de oferecer esse tributo dessa forma à vida e aos ensinamentos de Bahá'u'lláh, a quem milhões de bahá'ís através do mundo reverenciam como a fonte de luz e guia para a construção de um mundo pacífico, baseado no princípio fundamental da unidade da humanidade, irá para sempre ser relembrada com muito amor e irá permanecer como um legado positivo, um espírito aberto, generoso e genuíno do povo brasileiro.

Com votos de profundo agradecimento,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Havaí

Dr. Gary L. Morrison, Secretário-Geral
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA TURQUIA
Estambul, 22 de maio de 1992
Tel. 22027 ISTE TR 138
Telegraf.: ROWHANI
Tel: 143 51 62
149 74 26
Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasil
Prezado Sr. Presidente,

Estamos muito honrados e felizes em tomar conhecimento de que a Câmara dos Deputados irá prestar um tributo a Bahá'u'lláh na ocasião do centenário de sua ascensão.

Gostaríamos de expressar a nossa profunda gratidão a Vossa Excelência e aos distintos membros da Câmara dos Deputados. Gostaríamos também de congratular Vossa Excelência em nome da comunidade bahá'í da Turquia por tal decisão ímpar e de tão grande importância.

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Turquia

Ieik Celme, Secretária-Adjunta.
COMUNIDADE INTERNACIONAL BAHÁ'Í
ESCRITÓRIO DA ADMINISTRADORA GERAL
27 de maio de 1992
Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasília, Brasil
Prezado Sr. Presidente,

É com grande júbilo que a Comunidade Internacional Bahá'í aguarda a realização da comemoração pela Câmara dos Deputados do centésimo aniversário do falecimento de Bahá'u'lláh. Esta ocasião tão momentosa traz um indizível prazer aos corações dos bahá'ís em todo o mundo, ao saber que sua instituição está se unindo conosco na comemoração desta ocasião solene.

Cordialmente,
Wilma Ellis, Administradora-Geral.
ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DAS ILHAS FIJI
30 de junho de 1992
Sr. Ibsen Pinheiro
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasília, Brasil
Excelência,

Nós, os representantes da Comunidade Bahá'í das Ilhas Fiji, no Pacífico Sul, recebemos com grande prazer as notícias da comemoração do centésimo aniversário do falecimento de Bahá'u'lláh, a ser observado na Câmara dos Deputados no Brasil. Ainda que tardiamente, desejamos expressar a Vossa Excelência nossa sincera gratidão e reconhecimento por ter tornado tal comemoração possível.

Cordialmente,

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís das Ilhas Fiji

ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ'ÍS DA REPÚBLICA DO BENIN
19 de junho de 1992
Excelentíssimo Senhor Presidente do Parlamento
da República do Brasil, Sr. Ibsen Pinheiro
Excelentíssimo Sr. Presidente,

Muito sensibilizados pela iniciativa que sua honrada assembléia, sob a sua grande, clara e sábia autoridade, aprovou organizar uma sessão especial por ocasião da comemoração do Centenário da Ascensão de Bahá'u'lláh, a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Benin tem a honra de expressar a V. Exa as suas calorosas felicitações e seus melhores votos por seu bem-estar, de sua família, de seus empreendimentos, do Parlamento do Governo e do povo brasileiro.

Queira Deus, o mais generoso, derramar Suas bênçãos sobre V. Exa.

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da República do Benin.


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