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Compilações : Uma Nova Raça de Homens - A New Race of Men
UMA NOVA RAÇA DE HOMENS

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá´ís do Brasil

Editora Bahá´í do Brasil
Tradução de Rolf von Czékus
Índice
Obedecendo a Lei de Deus em Nossas Vidas
Proibição de Bebidas Intoxicantes
O Uso do Fumo
Ensinamentos sobre Castidade e Sexo
OBEDECENDO A LEI DE DEUS
EM NOSSAS VIDAS

Extrato de uma carta datada de 06 de fevereiro de 1973, escrita pela Casa Universal de Justiça, em resposta a perguntas feitas por um crente individual.

"Da mesma maneira como existem leis governando nossas vidas físicas, exigindo que devamos suprir nossos corpos com certas comidas, mantê-los dentro de certos limites de temperatura, e assim por diante, se desejamos evitar incapacidades físicas, também existem leis governando nossas vidas espirituais. Estas leis são reveladas à humanidade, em cada época, pela Manifestação de Deus, e obediência a elas é de vital importância, se cada ser humano, e a humanidade como um todo, deve se desenvolver correta e harmoniosamente. Além disso, estes diversos aspectos são interdependentes. Se um indivíduo infringe as leis espirituais para seu próprio desenvolvimento, causará dano não somente a si mesmo mas à sociedade em meio vive. De maneira semelhante, a condição da sociedade tem um efeito direto sobre os indivíduos que têm que viver em seu meio.

"Como, você destaca, é particularmente difícil seguir as leis de Bahá´u´lláh na sociedade de hoje em dia, cujas práticas aceitas estão em desacordo com os padrões da Fé. Entretanto, existem certas leis que são fundamentais para o funcionamento saudável da sociedade humana que devem ser preservadas, não importa as circunstâncias. Percebendo a extensão da fragilidade humana, Bahá´u´lláh estabeleceu que outras leis só deverão ser colocadas em vigor, gradualmente, mas, também, estas, uma vez colocadas em vigor, devem ser obedecidas, ou então, a sociedade não será reformada, mas, sim, submergirá em uma condição cada vez pior. É a tarefa desafiadora dos bahá´ís de obedecer a lei de Deus em suas próprias vidas e, gradualmente, conseguir a aceitação desta pelo resto da humanidade."

"Ao considerar o efeito da obediência às leis em vidas individuais, deve-se ter em mente que o propósito desta vida é o preparar a alma para a próxima. Aqui, deve-se aprender a controlar e direcionar os seus impulsos animais, e não, de ser um escravo eles. A vida neste mundo é uma sucessão de testes e realizações, de não se alcançar e de realizar novos progressos espirituais. Algumas vezes o caminho pode parecer muito difícil, mas pode-se testemunhar, muitas vezes, que a alma que obedece firmemente à lei de Bahá´u´lláh, por mais difícil que possa parecer, cresce espiritualmente, enquanto que aquela que transige a lei no interesse de sua própria aparente felicidade, vê-se que perseguiu uma quimera: não alcança a felicidade que procurou, retarda seu progresso espiritual e, muitas vezes, atrai para si mesma novos problemas."

"Para dar um exemplo muito óbvio: a lei bahá´í que exige o consentimento dos pais para o casamento. Freqüentemente, hoje em dia, tal consentimento é negado por pais não-bahá´ís por razões de fanatismo ou preconceito racial; no entanto, vimos muitas vezes o profundo efeito, naqueles mesmos pais, da firmeza dos filhos na lei bahá´í, a ponto de, não só ser concedido o consentimento em muitos casos, mas o caráter dos pais ser influenciado e seu relacionamento com o seu filho tornar-se muitíssimo fortalecido."

"Assim, através da preservação da lei bahá´í, apesar de todas as dificuldades, não só fortalecemos nosso próprio caráter mas, também, influenciamos aqueles ao nosso redor."

"A instrução bahá´í a respeito da relação sexual é muito clara. É tão somente permissível entre homem e mulher que é a sua esposa. Neste contexto, compartilhamos consigo os extratos de quatro cartas escritas em nome do guardião e que esclarece vários aspectos do assunto. Um deles contém o parágrafo que você cita em sua carta."

'Com referência a sua cata a respeito da atitude bahá´í quanto a questão do sexo e sua relação ao casamento.

Os Ensinamentos Bahá´ís sobre o assunto, que é de tão vital importância e sobre o qual há uma divergência tão grande de pontos de vista, são muito claros e enfáticos. Resumidamente, a concepção bahá´í sobre sexo é baseada na crença de que a castidade deveria ser estritamente observada por ambos os sexos, não só por ser em si mesma eticamente muito louvável, mas, também, por ser a única maneira para uma vida conjugal feliz e bem sucedida. Portanto, relações sexuais, de qualquer tipo, fora do casamento, não são permissíveis e, quem quer que infrinja esta regra não só será responsável perante Deus, mas incorrerá também, na punição necessária por parte da sociedade.

A Fé Bahá´í reconhece o valor do impulso sexual, mas condena suas expressões ilegítimas e impróprias tais como, o amor livre, o amaziamento e outras, todas as quais considera definitivamente prejudiciais ao homem e à sociedade na qual ele vive. I uso apropriado do instinto sexual é direito natural de cada indivíduo e é precisamente por esta razão, que a instituição do casamento foi estabelecida. Os bahá´ís não crêem na supressão do impulso sexual, mas, sim na sua regularização e controle.´

(De uma carta datada de 5 de setembro de 1938, a um crente individual)

'A pergunta que você faz, quanto ao lugar que possa ter em nossa vida um profundo laço de amor com alguém que encontramos, além de nosso esposo ou esposa, é facilmente definida em vista dos ensinamentos. Castidade implica em uma vida sexual pura e casta tanto antes como depois do casamento. Antes do casamento, absolutamente casta; após o casamento, absolutamente fiel ao nosso companheiro escolhido. Fiel em todos os atos sexuais, fiel em palavras e ações.

O mundo hoje em dia está submerso, em outras coisas, em uma exageração excessiva da importância do amor físico e uma carência de valores espirituais.Na medida do possível, os crentes deveriam tentar se conscientizar disto e elevar-se acima do nível de seus concidadãos, que estão dando uma ênfase demasiada ao lado puramente físico da união, o que é típico de todos os períodos decadentes da história. Fora de sua vida conjugal normal e legítima, deveriam procurar estabelecer laços de companheirismo e amor, em sua vida física. Este é um dos muitos campos em que incumbe aos bahá´ís de dar o exemplo e assumir a liderança para um padrão de vida verdadeiramente humana, quando a alma do homem é exaltada e, seu corpo, tão somente, a ferramenta para seu espírito esclarecido. Desnecessário é dizer, eu isto não impede que se viva uma vida sexual perfeitamente normal, através da legítima via do casamento.´

(De uma carta datada de 28 de setembro de 1941, a um crente individual)

'No que se refere a sua pergunta, se existem quaisquer formas legítimas de expressão do instinto sexual fora do casamento, de acordo com os Ensinamentos Bahá´ís, nenhum ato sexual pode ser considerado lícito, a menos que seja realizado entre pessoas legitimamente casadas. Fora de vida conjugal, não pode haver uso lícito ou saudável, do impulso sexual. Por um lado, deveria ser ensinado à juventude bahá´í a lição do autocontrole que, quando exercitada, indubitavelmente tem um efeito salutar no desenvolvimento, deveria ser aconselhada, não só isso, mas até contrair matrimônio enquanto ainda jovem e de posse de seu tal vigor físico. Fatores econômicos, sem dúvida, são freqüentemente um empecilho sério ao casamento quando se jovem mas, na maioria dos casos, são somente uma desculpa e, como tais, não deveriam ser excessivamente enfatizados.'

(De uma carta datada de 13 de dezembro de 1940, a um crente individual)

' A respeito de sua pergunta, se seria aconselhável e útil você se casar novamente; ele se sente incapaz de lhe dar qualquer resposta explícita a respeito deste assunto, uma vez que isso é essencialmente um assunto particular, que você e os amigos ao seu redor ou sua Assembléia Local, têm condições muito melhores de julgar. Naturalmente, sob circunstâncias normais, toda pessoa deveria considerar como sendo o seu dever moral de se casar. E isto é o que Bahá´u´lláh encorajou os crentes a fazerem. Mas, casamento, de modo algum, é uma obrigação. Em última instância, compete ao indivíduo decidir se ele deseja levar uma vida doméstica ou viver em estado de celibato.'

(De uma carta datada de 3 de maio de 1936, a um crente individual)

"Você expressa surpresa sobre a referência do Guardião à 'punição necessária por parte da sociedade'. No Kitáb-i-Aqdas, Bahá´u´lláh proíbe a imoralidade sexual e, nos Anexos àquele Livro, declara que os vários graus de ofensas sexuais e suas punições, serão decididas pela Casa Universal de Justiça. Neste contexto, descer-se-ia compreender que na Fé é feita uma distinção entre as atitudes que devem caracterizar os indivíduos em relações com outras pessoas, isto é: amoroso, perdão, paciência, e preocupar-se com os próprios erros, não os erros dos outros, e aquelas atitudes que devem sr demonstradas pelas Assembléias Espirituais, cujo dever é o de administrar a lei de Deus com justiça."

"Muitos problemas sexuais, tais como homossexualidade e transsexualidade, muito bem podem ter aspectos médicos, e, em tais casos, certamente se deveria recorrer à melhor assistência médica. Porém, de acordo com a instrução de Bahá´u´lláh, é evidente que homossexualidade não é uma condição com a qual alguém deva reconciliar, mas, sim, é uma distorção da natureza dele ou dela, que dever ser controlada e superada. Isso pode exigir uma árdua luta, mas assim também pode ser a luta de uma pessoa heterossexual para controlar seus desejos. O Exercício do autocontrole nisso, como em tantos outros aspectos da vida tem um efeito benéfico sobre o progresso da alma. Além disso, deve se ter em mente que, embora seja altamente desejável que se seja casado, o que Bahá´u´lláh enfaticamente recomendou, não é o propósito central da vida. SE uma pessoa tem que esperar um período considerável antes de encontrar um esposo, ou se, finalmente, ele ou ela têm que permanecer solteiro, não significa que desse modo ele ou ela seja incapaz de cumprir com seu propósito na vida."

"Em tudo isso, estivemos falando da atitude que os bahá´ís devem ter em relação a lei de Bahá´u´lláh. Você, entretanto, como um médico trabalhando principalmente como um conselheiro em problemas familiares e sexuais, estará principalmente ocupado em aconselhar não-bahá´ís, que não aceitam e não vêem razão para seguir as leis de Bahá´u´lláh. Você já é um clínico qualificado em seu campo, e, sem dúvida, dá conselhos baseados no que aprendeu através do estudo e da experiência - uma estrutura completa de conceito sobre a mente humana, seu crescimento, desenvolvimento e funcionamento apropriado, que aprendeu e desenvolveu sem referência aos ensinamentos de Bahá´u´lláh. Agora, como um bahá´í, você sabe que o que Bahá´u´lláh ensina a respeito do propósito da vida humana, a natureza do ser humano e a conduta apropriada de vidas humanas, é divinamente revelado e, portanto, verdadeiro. Entretanto, inevitavelmente levará tempo para você não só estudar os ensinamentos bahá´ís, para assim poder entendê-los claramente, não é uma situação fora do comum para um cientista. Quão freqüentemente no decurso de pesquisas, é descoberto um fator que exige uma revolução na maneira de pensar sobre um vasto campo do empenho humano. Em cada caso você terá que ser guiado pela sua própria experiência e julgamento profissional, assim como, iluminado pelo seu crescente conhecimento dos ensinamentos bahá´ís. Você descobrirá, sem dúvida, que sua própria compreensão do problema humano, com o qual seu trabalho lida, se modificará e desenvolverá e você verá novas e melhores maneiras de ajudar as pessoas que o procuram. Psicologia ainda é uma ciência muito jovem e inexata, e à medida que os anos passam, os psicólogos bahá´ís, que conhecem através dos ensinamentos de Bahá´u´lláh o verdadeiro modelo da vida humana, serão capazes de fazer grandes progressos no desenvolvimento desta ciência, e ajudarão profundamente no alívio do sofrimento humano. "

PROIBIÇÃO DE BEBIDAS INTOXICANTES
EXTRATOS DAS ESCRITURAS DE BAHÁ´U´LLÁH

"É proibido a uma pessoa inteligente de beber aquilo que o prive de sua inteligência; convém que se empenhe naquilo que é digno do homem e não no ato de todo cético negligente"

(Do Kitáb-i-Aqdas)
"Ó Filho do Pó!

Não afastes teus olhos do vinho incomparável do Bem-Amado imortal, nem os abras para a escória vil e mortal. Das mãos do Servo divino, sorve o cálix da vida eterna, a fim de que toda a sabedoria seja tua e tu possas escutar a voz mística que chama do reino do invisível. Clamai, vós que tendes desígnios ignóbeis! Por que recusastes Meu vinho santo e imortal e volvestes à água que esvaece? "

(As Palavras Ocultas de Bahá´u´lláh - Parte 2 - do Persa, p. 62)

"Temei a Deus, ó povo da terra, e não penseis que o vinho que mencionamos em Nossas Epístolas é o vinho que os homens bebem e que provoca extinção de sua inteligência, a perversão de sua natureza humana, a alteração de sua luz, e o enlameamento de sua pureza. Nosso intento é na realidade aquele vinho que intensifica o amor do homem por Deus, pelos Seus Escolhidos e pelos Seus amados, e acende nos corações o fogo de Deus, pelos Seus Escolhidos e pelos Seus amados, e acendo nos corações o fogo de Deus e amor por Ele, e glorificação e louvor dEle. Tão potente é este vinho que uma gota dele atrairá a quem a beber à corte de Sua santidade e proximidade, e o capacitará a alcançar a presença de Deus, o Rei, o Glorioso, o Mais Formoso. É um vinho que apaga dos corações dos verdadeiros amantes todas sugestões de limitações, estabelece a verdade dos sinais de Sua unicidade e unidade divina, e os guia ao Tabernáculo do Bem-Amado, na presença de Deus, o Senhor Soberano, O que Subsiste por Si Próprio, o que tudo Perdoa, O Todo Generoso. Por este Vinho denotamos o Rio de Deus, e Seu favor, a fonte de Suas águas vivificadoras, e o Vinho Místico e sua graça divina. Da mesma forma foi revelado no Alcorão, se sois daqueles que têm compreensão. Ele disse, e quão verdadeira é Sua elocução: 'Um vinho delicioso para os que o bebem.´ E não tinha Ele outro intento a não ser o Vinho de Deus por vosso próprio vinho que mencionamos a vós, Ó povo da certeza!

Acautelai-vos para não trocardes o Vinho de Deus por vosso próprio vinho, porque este entorpecerá vossas mentes e afastará vossas faces do Semblante de Deus, o Todo-Glorioso, o Imaculado, o Inatingível. Não vos aproximeis dele porque vos foi ele proibido por injunção de Deus, o Exaltado, o Todo-Poderoso."

(De uma Epístola de Bahá´u´lláh)

"O Vinho Místico do Deus Uno e Verdadeiro inebria de modo diferente e confere outra alegria. Um diminui a inteligência do homem, o outro a aumenta. Um leva a morte, o outro confere vida."

(De uma Epístola de Bahá´u´lláh)

"Bebei, ó servas de Deus, o Vinho Místico do cálix de Minhas palavras. Rejeitai, pois o que vossas mentes abominam, pois isso vos foi proibido em Suas Epístolas e Suas Escrituras. Guardai-vos de trocardes o Rio que é a vida verdadeira por aquilo que as almas dos puros de coração detestam. Inebriai-vos com o vinho do amor de Deus e não com aquilo que vos enfraquece as mentes, ó vós que O adorais! Verdadeiramente, isto foi proibido a todo crente, quer seja homem ou mulher. Assim brilhou o sol de Meu mandamento acima do horizonte das Minhas palavras, para que as servas que crêem em Mim possam ser iluminadas."

(Citado em "O Advento da Justiça Divina", p. 51-52)

EXTRATOS DAS ESCRITURAS DE ´ABDU´L-BAHÁ

"O uso do vinho é proibido, segundo o texto do Sacratíssimo Livro, porque é a causa de enfermidades crônicas, enfraquece os nervos e consome a mente."

(Citado em "O Advento da Justiça Divina", p. 51-52)

"Quanto ao uso de bebidas alcoólicas: De acordo com o texto do Livro do Aqdas, são proibidas tanto as bebidas fracas como as fortes. A razão para esta proibição é que o álcool desencaminha a mente e causa o enfraquecimento do corpo. Se o álcool fosse benéfico, teria sido trazido ao mundo por criação divina e não pelo esforço do homem. O que quer que seja benéfico para o homem existe na criação. Já foi provado e demonstrado pela medicina e pela ciência que bebidas alcoólicas fazem mal.

Quanto ao significado daquilo que está escrito nas Epístolas: 'Escolhi para ti tudo quanto está no céu e na terra, isso significa aquelas coisas que estão de acordo com o propósito divino e não as coisas que são prejudiciais. Por exemplo: uma das coisas existentes é veneno. Podemos afirmar que o veneno deve ser utilizado, desde que foi criado por Deus? Não obstante, bebidas inebriantes são permissíveis, caso sejam prescritas por um médico a um paciente e seu uso seja absolutamente necessário.

Em resumo, espero que possas vir a te inebriar com o vinho do amor de Deus, encontrar êxtase eterno e receber alegria e felicidade inebriantes são permissíveis, caso sejam prescritas por um médico a um paciente e seu uso seja absolutamente necessário.

Em resumo, espero que possas vir a ter inebriar com o vinho do amor de Deus, encontrar êxtase eterno e receber alegria e felicidade inexaustíveis. Todo vinho tem como efeito secundário a depressão, exceto o vinho do Amor de Deus"

(De uma Epístola a um crente individual - traduzida do persa para o inglês)

"O intelecto e a faculdade de compreensão são dons de Deus pelos quais o homem é diferenciado de outros animais. Desejará um homem sábio perder esta Luz na escuridão da embriagues? Não, por Deus! Isto não o satisfará! Preferivelmente fará aquilo que desenvolverá seus poderes de inteligência e compreensão e não o que aumentará sua negligência, desatenção e decadência. Este é um texto explícito no livro Perspícuo, Onde Deus tem revelado toda virtude apreciável e exposto todo ato repreensível."

(De uma Epístola a um crente individual - traduzida do persa)

EXTRATOS DE CARTAS ESCRITAS EM NOME
DE SHOGHI EFFENDI

"Quanto a sua primeira pergunta sobre álcool e o ato de beber, Bahá´u´lláh totalmente cônscio da grande miséria que resulta disso, o proíbe, uma vez que expressamente afirma que tudo que transforma a mente, ou em outras palavras, faz com que se fique bêbado, é proibido."

(De uma carta de 15 de fevereiro de 1926, a um crente individual)

"O Vinho mencionado nas Epístolas indubitavelmente tem um significado espiritual, pois no Livro do Aqdas somos categoricamente proibidos de beber não somente vinho, mas qualquer coisa que desordena a mente. Em poesia, de um modo geral, o vinho é tido como tendo uma conotação diferente que o líquido inebriante comum. O vemos assim usado pelos poetas persas tais como Saadi, Umar Khayyam e Hafiz para significar aquele elemento que aproxima o homem de seu amado divino, que o faz esquecer-se de seu eu material para melhor dedicar-se à busca de seus desejos espirituais. É muito necessário que se diga às crianças o que este vinho significa, a fim de que não o confundam com o vinho comum."

(De uma carta de 4 de novembro de 1926, a um crente individual)

"Com relação a sua pergunta quanto a venda de bebidas alcoólicas pelos amigos; ele deseja que lhes informe que negociar com tais bebidas, em qualquer forma, é altamente desencorajado nesta Causa. Os crente devem, assim, considerar como sua obrigação espiritual a se absterem de empreender qualquer negócio que os possa envolver no comércio de bebidas alcoólicas".

(De uma carta de 6 de novembro de 1935, a uma Assembléia Espiritual Nacional)

"Com referência à terceira pergunta (a venda de bebidas alcoólicas em prédios e restaurantes de propriedade de bahá´ís), o amado Guardião me pediu para salientar que esta prática é sumamente imprópria e repreensível, e seria equivalente a encorajar atos que são proibidos na Fé. Realmente é o dever consciencioso de todo verdadeiro bahá´í de abandonar tais práticas. Contudo, se um proprietário bahá´í alugar sua propriedade, sem que ele mesmo participe de qualquer forma no negócio, ou dê ajuda ao inquilino , então não incorreria em qualquer responsabilidade. Não, obstante, o proprietário deveria se valer de todos os meios possíveis para livrar sua propriedade da aviltação deste degradante negócio; quão mais injurioso, s ele próprio estivesse em um assunto tão repugnante."

(De um extrato de uma carta datada de 6 de novembro de 1935, à uma Assembléia Espiritual Nacional)

"Quanto a sua pergunta a respeito do uso de álcool para massagem; os crentes podem fazer total uso de álcool para qualquer destes tratamentos, desde que não o bebam, ao menos que, naturalmente, sejam compelidos a faze-lo sob a recomendação de um médico competente e consciencioso, que necessite prescreve-lo pra a cura de alguma doença especial".

(De um uma carta datada de 25 de julho de 1938, a um crente individual)

"Com referência a sua pergunta se aquelas comidas que foram condimentadas com bebidas alcoólicas tais como conhaque, rum, etc, deveriam ser classificadas na mesma categoria bebidas inebriantes e, conseqüentemente, serem evitadas pelos crentes, o Guardião deseja que os amigos saibam que tais comidas ou bebidas são rigorosamente proibidas."

(De um uma carta datada de 9 de janeiro de 1939, a um crente individual)

"A razão pela qual Bahá´u´lláh proibiu o consumo de bebidas alcoólicas é porque fazem mal à saúde, mais especificamente à mente. Naturalmente você pode salientar o fato ao Sr. ... e ao Sr. ... e também orar para que eles mesmos sintam a necessidade de absterem-se do seu uso; todavia, este são hábitos que Ada indivíduo deveria procurar superar para seu próprio bem".

(De um uma carta datada de 23 de fevereiro de 1946, a um crente individual)

"Qualquer atividade que ajude as pessoas a superarem o terrível hábito de beber é excelente e deveria ser encarada com simpatia e aprovação pelos bahá´ís. Ele lhe agradece pelo panfleto do A. A. que você anexou e ficou feliz em ver o mesmo".

(De um uma carta datada de 26 de julho de 1946, a um crente individual)

"Ele acha que ao ensinar, você certamente não deveria começar com um ponto tão difícil como a abstinência de vinho; todavia, quando a pessoa deseja ingressar na Fé, deve-lhe ser dito".

(De um uma carta datada de 7 de março de 1947, a um crente individual)

"Naturalmente nenhum bahá´í deveria beber e se ele persiste nisso, recusando-se a fazer um esforço para o superar, a Assembléia tem que tomar medidas. Todavia, nestes centros recentemente estabelecidos, deve-se ser paciente, a fim de que o grupo inteiro não se desfaça por causa de uma ação demasiadamente forte ou repentina."

(De um uma carta datada de 19 de julho de 1947, a um crente individual)

"Quando nos conscientizamos que Bahá´u´lláh diz...que beber destrói a mente, e que nem ao menos nos devemos aproximar da bebida, vemos quão óbvios são nossos ensinamentos sobre estes assuntos".

(De um uma carta datada de 30 de setembro de 1949, a um crente individual)

"Contudo, beber é proibido no Livro de Leis e, ainda que o Guardião não o tenha feito uma questão a ser imediatamente considerada quando as pessoas solicitam se tornarem membros, nenhum dos bahá´ís deveria beber e, se persistirem, a Assembléia deveria tomar medidas."

(De um uma carta datada de 7 de agosto de 1950, a um crente individual)

"De sua carta pode-se deduzir que alguns de seus crentes sentem que a lei do Aqdas concernente ao uso de bebidas inebriantes é de ordem pessoal e poderá ou não se seguida, de acordo com os desejos do indivíduo. Isso não é correto. A Lei do Aqdas concernente a não usar bebidas inebriantes é obrigatória para todos os bahá´ís, que estão ingressando na Fé, deveria se ser leniente; mas acha que quando uma pessoa é bahá´í há algum tempo, o seu relacionamento bahá´í e o espírito dos Ensinamentos que estuda e se esforça por exemplificar, realizarão uma transformação no caráter e o indivíduo parará de beber. Contudo, bahá´ís antigos e firmes devem por em prática a lei de não tomar bebidas alcoólicas."

(De um uma carta datada de 19 de agosto de 1952, a um crente individual)

"Ao tratar de tais casos (aqueles que tomam bebida alcoólicas) as Assembléias devem ser sábias e gentis, mas ao mesmo tempo não devem tolerar um prolongado e flagrante pouco caso dos Ensinamentos Bahá´ís a respeito do álcool."

(De um uma carta datada de 26 de junho de 1956, a um crente individual)

"Quanto às perguntas que você fez: sob nenhuma circunstância os bahá´ís deveriam beber. Isto é tão inequivocadamente proibido nas Epístolas de Bahá´u´lláh , que não existe desculpa até para o tocar em forma de um brinde ou de um pudim de ameixas flamejante; de fato, sob nenhuma forma.

Não há razão porque um bahá´í não possa servir alguma bebida alcoólica a seus hospedes, se sinceramente ele sente que isso ajudará o seu trabalho de ensino. E puderem alcançar os seus objetivos sem o fazerem, seria melhor; mas não desejamos dar a impressão às pessoas de que somos peculiares sob todos os aspectos."

(De um uma carta datada de 3 de março de 1957, a um crente individual)

EXTRATOS DE CARTAS ESCRITAS PELA
CASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA

"Quanto àqueles crentes que continuam a beber, deveriam ser amorosamente exortados, depois firmemente admoestados e eventualmente privados de seus direitos de votante. O número de vezes que uma pessoa é exortada e admoestada, é uma questão deixada a critério de cada Assembléia Espiritual Local, em consulta com a Assembléia Espiritual Nacional. A diretriz que adotem, não deveria ser uma de remover os direitos administrativos dos crentes de uma maneira burocrática e automática, porque isto não seria sábio nem justo. Sua Assembléia , assim como todas as Assembléias Espirituais Locais, deveria ser corajosa e continuamente lembrar os amigos de sua obrigação a este respeito, tratar firmemente todos os casos flagrantes e usar tais casos de uma maneira que através da força do exemplo, exerçam sua influência sobre os outros crentes. Deve ser esclarecido às Assembléias Locais que elas deveriam estar propensas a cooperar com os crentes afetados por tais hábitos de beber, quando qualquer um destes crentes prometer gradual e sistematicamente reduzir a bebida, tendo em mente o objetivo de totalmente abandonar este hábito.

Tenho certeza que sua Assembléia Nacional, agindo com sabedoria, amorosa bondade e determinação, será bem sucedida em extirpar este mal de suas fileiras e trazer à tona o progresso e elevação espiritual dos crentes sob sua área de jurisdição."

(De uma carta datada de 12 de novembro de 1965, a uma Assembléia Espiritual Nacional)

"Existem certas finalidades científicas para as quais o álcool pode ser usado; no entanto, cremos que um bahá´í não deveria se submeter espontaneamente a experiências científicas que lhe exijam beber bebidas alcoólicas."

(De uma carta datada de 13 de julho de 1966, a uma Assembléia Espiritual Nacional)

"Em qualquer recepção da qual você seja anfitrião, quer em casa ou em lugar público, não se deveria servir álcool... Cremos que não deveria usar o termo 'cocktail´. A designação de chá ou então recepção seria preferível."

(De uma carta datada de 31 de dezembro de 1967, a um crente individual)

"... é óbvio que em todas as ocasiões oficialmente promovidas por Instituições Bahá´ís ou onde o anfitrião está agindo como um representante da Causa, não se deveria servir álcool. Servir bebidas alcoólicas a não-bahá´ís, em casa particulares ou no decorrer de atividade comercial ou profissional, permanece a cargo da consciência dos próprios bahá´ís, mas a obrigação de observar a proibição ordenada por Bahá´u´lláh é muito enfática."

(De uma carta datada de 8 de fevereiro de 1968, a uma Assembléia Espiritual Nacional)

"... jamais uma instituição bahá´í deveria servir bebidas alcoólicas e, igualmente, achamos que não seria apropriado um bahá´í servir tais bebidas em uma festa social dada por ele."

(De uma carta datada de 19 de dezembro de 1968, a um crente individual)

"Quanto a pergunta número 6, relativa a venda de álcool por um crente, como vocês mesmos afirmam, 'Ele, obviamente, deveria parar de negociar com a venda de álcool em sua loja'. Entretanto, como ele é um crente novo e estava ocupado neste negócio antes de se tornar um bahá´í, lhe deveria ser dada uma oportunidade razoável para encontrar outra maneira pela qual possa ganhar sua vida e a Assembléia Espiritual Nacional lhe deveria dar todas ajuda para assim fazê-lo. Deveria ser tratado com paciência e compreensão, especialmente se estiver se esforçando para dispor deste negócio e de procurar outro emprego. Contudo, se depois de decorrido um tempo razoável e não tiver sido feito um esforço para cumprir com a lei bahá´í, então, como último recurso, a Assembléia não teria alternativa a não ser suspender seus direitos administrativos."

(De uma carta datada de 13 de março de 1974, a uma Assembléia Espiritual Nacional)

"não encontramos quaisquer textos proibindo os amigos de usarem essência aromáticas em sua comida. Isso pode ser uma questão de legislação posterior a Casa Universal de Justiça, mas por enquanto, os amigos deveriam ter liberdade para agir como desejassem. O mesmo princípio se aplica aqueles que estão empregados em fábricas produzindo tais essências."

(De uma carta datada de 7 de Abril de 1974, a uma Assembléia Espiritual Nacional)

"Violação flagrante por membros da Assembléia Espiritual Nacional da exigência bahá´í de abstenção de bebidas inebriantes, certamente terá um efeito debilitante sobre a comunidade nacional. Estas violações deveriam ser vigorosamente impedidas através de consulta franca do assunto pelos Conselheiros com a Assembléia Espiritual nacional, de modo a que além de admoestações, fossem dadas firmes advertências ao membro ou membros envolvidos, e sanções impostas, se o descaso pelas leis bahá´ís tiver continuidade."

(De um memorando datado de 10 de fevereiro de 1975, ao Centro Internacional de Ensino)

"Tais empregos (bahá´ís que estão empregados por não-bahá´ís e cujo emprego implica em servir ou vender bebidas alcoólicas) cobrem um campo muito amplo de envolvimento, por isso é deixando a critério do indivíduo a decisão sobre se ele acha ou não que seu emprego viola o espírito da lei bahá´í. Em caso de dúvida ele pode, naturalmente, consultar sua Assembléia Espiritual pedindo orientação...

Não encontramos qualquer texto explícito ou instrução do amado Guardião a respeito de tal situação (a venda de bebidas alcoólicas por um negócio onde um bahá´í é sócio com não-bahá´ís) e achamos que é um caso em que não deveria introduzir regras duras e inflexíveis no presente momento... Achamos que isso é um assunto em que cada casão necessita de ser decidido à luz do espírito dos ensinamentos e das circunstâncias do caso, e a menos que a situação seja de ordem a colocar em jogo o bom nome da Fé ou é obviamente um ardil de parte do crente para evadir a lei bahá´í, deveria ser deixado a cargo da consciência do crente envolvido, o qual naturalmente deveria ser informado dos ensinamentos bahá´ís a respeito do álcool e deveria fazer todo esforço para desassociar-se de tal atividade.

O parágrafo acima se refere a bahá´ís que já fazem parte de sociedades negociando em tais coisas. Contudo, é óbvio que um bahá´í que não se encontra nesta situação não deveria começá-la."

(De um memorando de 15 de janeiro de 1976, ao Centro Internacional de Ensino)

EXTRATOS DE CARTAS ESCRITAS EM NOME DA
CASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA

"O futuro batismo de uma criança não deveria ser um problema, pois o pai bahá´í não deveria ter objeção ao batismo de seu filho se a mãe católica o deseja. De maneira semelhante, o uso de champanhe nesta ocasião é um assunto no qual ela tem liberdade de ação, mas naturalmente, os bahá´ís não compartilhariam das bebidas alcoólicas."

(De uma carta datada de 7 de dezembro de 1977 de 1977, a uma Assembléia Espiritual Nacional)

"A Casa Universal de Justiça...salienta que, no que se refere a anúncios, o bahá´í deve ter sabedoria ao decidir o que é permissível ou não. Por exemplo: enquanto que a publicação de um anúncio especificante para vinhos parecia ser inadmissível, não haveria objeção de um agente publicitário bahá´í publicar um anúncio relacionando os preços antigos à venda em um supermercado, mesmo que vinhos e bebidas alcoólicas estivessem incluídas. É portanto uma questão de ênfase e sabedoria. Em primeira instância a Casa Universal de Justiça deseja que a decisão em tais assuntos seja deixada a julgamento do indivíduo envolvido, mas onde houver qualquer dúvida, ou onde a Assembléia Espiritual Nacional acha que o bom nome da Fé está sendo ferido, a Assembléia deveria, naturalmente ser consultada e poderia decidir em casos específicos.

Um agente publicitário bahá´í, em vista das exigências de sua consciência à luz da lei bahá´í, faria bem incluir a cláusula, em qualquer contrato que assine no qual dificuldades deste tipo possam surgir, protegendo seus direitos de interpor exceções."

(De uma carta datada de 20 de dezembro de 1977, a um crente individual)

"A respeito das perguntas que você fez sobre (fazer) ilustrações para o manual de uma companhia de vinhos a Casa Universal de Justiça acha que isto fica a seu critério decidir."

(De uma carta datada de 20 de dezembro de 1978 a um crente individual)

"Quanto a suas perguntas com referência a bahá´ís servirem álcool a seus hospedes não bahá´ís, a Casa Universal de Justiça acha que em virtude das muitas circunstâncias diferentes relacionadas com este assunto, não deseja fazer quaisquer declarações definitivas no presente momento. É óbvio que os próprios bahá´ís não devem beber álcool e o restante, por enquanto, deve ser deixado a cargo de suas próprias consciências.

Quanto a sua pergunta a respeito de um bahá´í guardar conhaque em seu lar, para uso de emergência a conselho do médico, a Casa de Justiça acha que não há objeção a isso."

(De uma carta datada de 2 de março de 1978, a uma Assembléia Espiritual Nacional)

"No caso de um crente que continua a tomar bebidas alcoólicas a Assembléia deveria decidir se a falta é notória e, se assim for, deveria tentar ajuda-lo a compreender a importância de obedecer a lei bahá´í. Se ele não reagir, deve ser repetidamente advertido e, se isto não tiver resultado, ele está sujeito à perda de seus direitos de voto. No caso de um alcoólatra que está tentando superar sua franqueza, a Assembléia deve mostrar paciência especial, e poderá ter que sugerir recomendação e ajuda profissional. Se a falta não for flagrante, a Assembléia não necessita de tomar qualquer ação."

(De uma carta de 26 de setembro de 1978, a uma Assembléia Espiritual Nacional)

O USO DO FUMO
EXTRATOS DAS ESCRITURAS DE BAHÁ´U´LLÁH

"No Kitáb-i-Aqdas, nenhum regulamento foi revelado a respeito do narguilé. Deus, o Verdadeiro e Uno, exaltada seja a Sua glória, por razões de Sua total sabedoria e para proteção de Seus servos não fez menção desse assunto, a fim de que os amados de Deus não se tornassem vítimas da tirania. Entretanto, ouviu-se a Língua Abençoada dizer que as crianças deveriam ser educadas desde o início deu m modo tal que fosse evitado de criarem esse hábito. Além dessa, nenhuma outra elocução de Sua parte sobre o assunto foi ouvida. Os amigos todos eles, são atualmente ordenados a seguirem as provisões de Mais Sagrado Livro e de não cometerem atos que sejam a causa de separação e tumulto entre as pessoas."

Esta Epístola está sob a forma de uma carta, escrita em nome de Bahá´u´lláh por Seu amanuense (veja "Epístolas de Bahá´u´lláh", p. 159).

Esta é uma referência à injunção do Báb proibindo o uso do fumo, revelada tanto em Seu "Khasá´il-i-Sab´ih" (veja "The Dawn-breakers", p. 143-4) como no "Bayán" Persa. Com os primeiros bábís se recusassem a fumar, eram facilmente reconhecidos como tais e perseguidos.

EXTRATOS DAS ESCRITURAS DE ´ABDU´L-BAHÁ

"Em verdade, são evidentes o prejuízo e o desperdício deste infrutífero ato de fumar. Prejudica o corpo, enfraquece os nervos e impede o cérebro de nutrir pensamentos nobres. Desperdiça-se o próprio tempo e esbanja-se os próprios recursos. Nem mata a sede nem sacia a fome. Alguém dotado de inteligência certamente abandonará este hábito prejudicial e irá ao encalço daquilo que promova sua saúde e seu bem-estar."

É minha esperança que os amigos, gradualmente abandonarão o uso do fumo, quanto mais o uso do ópio.

Um dos significados da 'Árvore Maldita é tabaco. É insípido, repugnante, nocivo e tóxico. Dissipa nossos bens e atrai doença e cansaço."

EXTRATOS DE CARTAS ESCRITAS EM NOME
DE SHOGHI EFFENDI

"Quanto a fumar, ainda que seja desaprovado e repugnante, não é considerado como uma das proibições."

(De uma carta de Shoghi Effendi a um crente individual - traduzida do persa)

"Porém fumar, ainda que permitido, é desencorajado."

(De uma carta datada de 27 de dezembro de 1933, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente individual)

"Mas quanto a fumar, embora não seja proibido, é muito desencorajado por Bahá´u´lláh."

(De uma carta datada de 17 de março de 1935, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente individual)

"O uso de cigarros, charutos e rapé não é proibido, nem mesmo nos Hazíratu´l-Quds."1

(De uma carta datada de 6 de julho de 1935, escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual Nacional da Índia)

"Como você corretamente afirma, a Epístola do Mestre a respeito de fumar, é meramente uma exortação e não uma ordem."

(De uma carta datada de 14 de março de 1939, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente individual)

"Fumar não envolve um problema moral e não é proibido; por razões de saúde e de asseio é vigorosamente desacreditado."

(De uma carta datada de 19 de dezembro de 1943, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente individual)

"Fumar não é proibido, mas tão somente desaconselhado nos ensinamentos. Você não é obrigado a deixar de fumar."

(De uma carta datada de 23 de fevereiro de 1946, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente individual)

"Fumar não é proibido por ´Abdu´l-Bahá; Ele desaconselha que se o faça por razões de saúde, mas não temos direito de impedir qualquer pessoa de fumar."

(De uma carta datada de 26 de fevereiro de 1947, escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual Nacional da Alemanha e Áustria)

"fumar não é proibido nos ensinamentos, mas vigorosamente desaconselhado, não por razões morais, mas de saúde. Os bahá´ís têm liberdade de fumar, mas, desnecessário dizer, é preferível que não o façam. O fato não deve ser motivo de discussão."

(De uma carta datada de 7 de agosto de 1950, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente individual)

"Sem dúvida, seria melhor para você que parasse de fumar, mais isto não é proibido aos bahá´ís"

(De uma carta datada de 30 de novembro de 1950, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente individual)

"Uma vez que fumar não é proibido em nossa Fé, não podemos insistir que os amigos não fumem; não obstante, eles certamente não deveriam fumar durante a parte espiritual de uma reunião, especialmente nas Festas."2

(De uma carta datada de 23 de julho de 1951, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente individual)

"Ele considera que não devemos enfatizar, a novos bahá´ís, a necessidade de se deixar de fumar, especialmente já que iss é puramente opcional e muitos bahá´ís ainda fumam. Há muitas coisas nos Ensinamentos que demandam um grande esforço da parte de um novo crente e não deveríamos aumentar a corrida de obstáculos, por assim dizer, logo no início."

(De uma carta datada de 4 de dezembro de 1954, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente individual)

EXTRATOS DE CARTAS ESCRITAS PELA
CASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA OU EM SEU NOME

"Como você corretamente menciona em sua carta de 27 de fevereiro, ´Abdu´l-Bahá desaconselha que se fume tabaco. Embora os Ensinamentos fortemente condenem o seu uso, não o proíbem. As cartas inquirindo a respeito deste assunto, o amado Guardião, através de um secretário, respondeu que não cabia o direito de impedir qualquer pessoa de fumar; que os bahá´ís eram livres para fumar, mas que era preferível que não o fizessem; e, que esta questão não deveria ser motivo de discussão."

O uso do fumo, assim como outros costumes pessoais, deveria subordinar-se às ponderações de cortesia. O bahá´í em sua vida diária, quer seja ele fumante ou não, deveria sempre ser consciente dos direitos daqueles que estão à sua volta e evitar fazer qualquer coisa que fosse ofensivo a outros.

Quanto a fumar durante os vários tipos de reuniões bahá´ís que você menciona3, é responsabilidade da Assembléia, local ou nacional, no que tange as reuniões diretamente sob seu controle de decidir a respeito do assunto."

(De uma carta datada de 8 de abril de 1965, escrita pela Casa Universal de Justiça a um crente individual).

"Quanto a sua pergunta sobre quem deveria baixar regulamentos a respeito de fumar, reportem-se a nossa carta de 27 de junho; onde, no último parágrafo da 1ª página é citado: ´Quanto a fumar durante os vários tipos de reuniões bahá´ís que você menciona, é responsabilidade da Assembléia, local ou nacional, no que tange às reuniões diretamente sob seu controle, de decidir a respeito do assunto.' Desde que os Ensinamentos não proíbem fumar tabaco, ainda que fortemente condenando o seu uso, sentimos que poderia ser útil que sua Assembléia salientasse a seus jovens bahá´ís o nosso comentário daquela mesma carta, de que: 'O uso do fumo, assim como outros costumes pessoais, deveria subordinar-se às ponderações de cortesia fossem enfatizadas, os regulamentos, sem dúvida, poderiam ser mínimos."

(De uma carta datada de 11 de agosto de 1970, escrita pela Casa Universal de Justiça à Assembléia Espiritual Nacional do México)

"Quanto à questão de fumar nas reuniões da Assembléia Nacional, a própria Assembléia Nacional tem autoridade para proibí-lo em suas reuniões."

(De um memorandum datado de 29 de julho de 1971, escrito pela Casa Universal de Justiça às Mãos da Causa residentes na Terra Santa)

"Muitas coisas que são toleradas em nossas relações diárias com os amigos, não deveriam ser permitidas em reuniões bahá´ís. Por exemplo: se a conduta pessoal de um indivíduo nesta espécie de reunião cria uma situação desagradável para os outros e, conseqüentemente, interfere com a participação deles na reunião, a Assembléia tem a responsabilidade e a autoridade de tratar do assunto.

Como todos nós sabemos, fumar é ofensivo para alguns e não é justo que os amigos suscetíveis a isso tenham que suportá-lo em reuniões bahá´ís, às quais são convocados ou se espera que participem. Se certos indivíduos sentem que têm de fumar, então providências deveriam ser tomadas para a sua comodidade, tais como uma interrupção da reunião."

(De uma carta datada de 26 de dezembro de 1972, escrita pela Casa Universal de Justiça a um crente individual).

"É de se esperar que a ampla publicidade que está sendo dada aos maléficos efeitos do ato de fumar, tanto nos fumantes como naqueles que têm que respirar o ar carregado de fumar, tanto nos fumantes como naqueles que têm que respirar o ar carregado de fumaça, ajudará a convencer a todos da sabedoria de ´Abdu´l-Bahá em desencorajar vigorosamente os bahá´ís de fumar. Os bahá´ís, contudo, devem ser cuidadosos a respeito do assunto para não irem além do que está dito nos Ensinamentos e tentarem colocar em vigor como uma lei uma questão não deveria ser motivo de discussão. O uso do fumo, assim como o outros costumes pessoais, deveria subordinar-se às ponderações de cortesia. O bahá´í em sua vida diária, quer seja ele fumante ou não, deveria sempre ser consciente dos direitos daqueles que estão à sua volta e evitar fazer qualquer coisa que fosse ofensivo aos outros."

Quanto a reuniões bahá´ís, está totalmente dentro da esfera de autoridade das Assembléias Espirituais Locais e Nacionais de proibirem que se fume em reuniões sob seus auspícios. Uma Assembléia pode muito bem achar que não deseja criar uma barreira adicional aos interessados, proibindo que se fume em reuniões públicas, numa sociedade onde isso é a prática aceita. Por outro lado, poderá ser sábio que a Assembléia previna os bahá´ís para restringirem o uso do fumo em reuniões de ensino e de contatos, na eventualidade de que seja ofensivo a alguns interessados. Além do mais, no caso das Festas de Dezenove Dias, ou reuniões de Assembléia ou de comitês, não é justo que os amigos que acham o fumo ofensivo tenham que suportá-lo em reuniões bahá´ís, às quais são convocados ou se espera que participem. Se certos indivíduos sentem que têm fumar, então providências deveriam ser tomadas para a sua comodidade, tais como uma interrupção da reunião. Seria, naturalmente, totalmente inapropriado de se fumar durante a parte devocional de uma Festa ou em qualquer outra reunião devocional."

(De uma carta datada de 18 de Março de 1973, escrita pela Casa Universal de Justiça a um crente individual.)

"Ao mesmo tempo que é verdadeiramente desolador ver-se qualquer um se tornar escravo de um hábito - especialmente um tão desencorajado pelo Mestre - a decisão de fumar ou não, na Fé Bahá´í, é um assunto pessoal e não pode ser colocado em vigor por lei. Apesar disso, ainda que não possamos impedir que um indivíduo fume se assim o deseja, nossos ensinamentos certamente o tornam claro de que é um hábito indesejável. Ao mesmo tempo, fumar não é razão para um crente permanecer inativo, nem deveriam seus companheiros de crença serem críticos.

Se seu filho realmente deseja se livrar do hábito ao qual está tão sujeito, deveria, além de orar e de suplicar, consultar um médico qualificado e seguir o conselho dele ou dela. Com a ajuda de sua amorosa família e com confiança em Bahá´u´lláh, deveria ser capaz de se livrar deste hábito."

(De uma carta datada de 20 de fevereiro de 1974, escrita pela Casa Universal de Justiça a um crente individual)

"Quanto à questão de desunião provocada pelo fumo, é claro que o assunto concerne tanto àqueles que fumam como àqueles que não o fazem. Assim sendo, cortesia e consideração são necessárias por e para cada um dos grupos. Embora nenhum bahá´í individualmente possa impedir outro de fumar, é de competência da Assembléia Nacional de solicitar os amigos a não fumarem durante as reuniões ou em prédios sob sua jurisdição."

(De uma carta datada de 16 de dezembro de 1975, escrita em nome da Casa Universal de Justiça a Assembléia Espiritual Nacional das Ilhas Leeward e Virgens).

"...a Casa Universal de Justiça nos instruiu a dizer que a proibição de fumar, como um dos aspectos do jejum, conforme explicado na Nota 16 da 59ª página da 'Sinopse e Codificação do Kitáb-i-Aqdas', ainda não foi aplicada ao Ocidente e, portanto, os amigos não deveriam fazer disto um ponto de discussão."

(De uma carta datada de 24 de fevereiro de 1978, escrita em nome da Casa Universal de Justiça à Assembléia Espiritual Nacional da República da Irlanda)

ENSINAMENTOS BAHÁ´ÍS SOBRE CASTIDADE E SEXO

"Cumpre a cada um de vós manifestar os atributos de Deus e de exemplificar por vossas ações e palavras, os sinais de Sua justeza, Seu poder e glória".

(O Báb citado em ´Nabil-A´zam, The Dawbreakers, p. 92)

Bahá´u´lláh ensina que as qualidades espirituais interiores devem encontrar expressão em ações executadas no mundo físico. A castidade, a santidade e o desprendimento, são três qualidades espirituais que devem desempenhar um papel ativo na vida da vida de um bahá´í. Neste contexto, Bahá´u´lláh exorta todos os bahá´ís a demonstrarem os mais altos padrões:

"Meu verdadeiro seguidor é aquele que, se vier a um vale de puro ouro, o atravessará diretamente, tão de parte como uma nuvem e nem se virará para trás nem fará pausa. Tal homem, seguramente, a Mim pertence. De suas vestes, a Assembléia no alto pode inalar a fragrância da santidade... E se ele encontrasse a mais bela e formosa das mulheres, não sentiria seu coração seduzido pela mais tênue sombra de desejo da sua beleza. Tal pessoa é, em verdade, a criação da imaculada castidade. Assim vos instruí a Pena do Ancião dos Dias, segundo ordenado por vosso Senhor, o Onipotente, o Todo-Generoso".

(O Advento da Justiça Divina, p. 50)

Shoghi Effendi destacou a esmagadora importância da castidade com as seguintes palavras:

"Uma vida casta e santa deve vir a ser o princípio que guie a conduta de todos os bahá'ís, tanto em suas relações com os membros de sua própria comunidade, como em seu contato com o mundo afora."

(O Advento da Justiça Divina, O, p. 50)

Na Fé Bahá´í, a castidade implica em muito mais do que só relações sexuais. Mais precisamente, se refere a atitudes, pensamentos e ações puras e santas relacionadas com o corpo humano. Isso, naturalmente, inclui uma conduta sexual apropriada, mas também, compreende tais coisas como a abstinência de álcool e drogas. Shoghi Effendi escreveu:

"Tal vida casta e santa, implicando modéstia, pureza, temperança, decoro e uma mente sadia, exige nada menos que o exercício de moderação em tudo o que diz respeito ao vestuário, à linguagem, aos divertimentos e a todas as atividades artísticas e literárias. Requer uma vigilância diária no controle dos desejos carnais e das inclinações corruptas. Não admite conduta frívola, com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal orientados. Exige abstenção total de bebidas alcoólicas, do ópio e de outras drogas semelhantes, formadoras do vício. Condena a prostituição da arte e da literatura, a prática do nudismo e do amaziamento, a infidelidade nas relações maritais e toda espécie de promiscuidade, de excessiva liberdade e de vício sexual."

(O Advento da Justiça Divina, O)

Especificamente a respeito da conduta sexual, Shoghi Effendi, por meio de uma carta escrita em seu nome a um crente individual, datada de 5 de setembro de 1938, explicou:

"Resumidamente, a concepção bahá'í sobre sexo é baseada na crença de que a castidade deveria ser estritamente observada por ambos os sexos, não só por ser em si mesma eticamente muito louvável, mas, também, por ser a única maneira para uma vida conjugal feliz e bem sucedida. Portanto, relações sexuais, de qualquer tipo, fora do casamento, não são permissíveis e, quem quer que infrinja esta regra, não só será responsável perante Deus, mas incorrerá também, na punição necessária por parte da sociedade."

A castidade, entretanto, do ponto de vista bahá´í, implica em muito mais do que simplesmente abster-se de relações sexuais antes do casamento. Requer o abandono de outros excessos de uma era corrupta e decadente. Em uma carta escrita em Seu nome e datada de 19 de outubro de 1947, Shoghi Effendi explica:

"O que Bahá´u´lláh quer dizer por castidade, certamente, não inclui os beijos que ocorrem em nossa sociedade moderna. É prejudicial à moral da juventude e, freqüentemente, a leva a ultrapassar os limites, ou desperta apetites que na época podem talvez não possam satisfazer legitimamente através do casamento, e cuja supressão exige muito deles. O padrão bahá´í é muito elevado, mais especificamente quando comparado com a moral completamente apodrecida do mundo atual. Todavia, este nosso padrão, produzirá pessoas mais saudáveis, felizes e nobres, e irá geral casamento mais estáveis."

Além disto, a Casa Universal de Justiça, em uma carta dirigida à Assembléia Espiritual Nacional da Suíça, publicada no suplemento dos Estados Unidos ao 'Bahá´í News', em julho de 1967, afirmou que entre os bahá´ís deveria se evitar os abraços e beijos indiscriminados:

"Certamente a prática de abraçar e beijar indiscriminadamente, envolvendo pessoas de sexos opostos, sem nenhum parentesco, não é desejável e é desencorajada. Especialmente nestes dias, quando as restrições estão sendo abolidas uma após outra, os bahá´ís deveriam fazer grandes esforças para preservar, tanto em suas vidas pessoais, como no relacionamento entre si, os padrões de conduta expostos nos ensinamentos."

Entretanto, é necessário que se saliente que na Fé Bahá´í a castidade é uma qualidade que encontra expressão através da conduta baseada em pureza de motivo. Não pode ser reduzida a um conjunto de regras e regulamentos rígidos.

A Casa Universal de Justiça cuidadosamente explica este princípio em uma carta datada de 17 de outubro de 1968 e escrita a um jovem bahá´í americano:

"Consideramos suas diversas cartas e tomamos conhecimento de suas perguntas e de seu sentimento de que muitos jovens bahá'ís na América estão confusos e estão pedindo orientação em linguagem simples e clara, sobre como enfrentar situações diárias, particularmente aquelas envolvendo sexo.

Não é possível, nem tampouco desejável, que a Casa Universal de Justiça determine um conjunto de regras abrangendo cada situação. Pelo contrário, é tarefa do crente determinar, de acordo com sua própria devota compreensão das Escrituras, precisamente, qual deveria ser a sua linha de conduta em relação às situações com as quais se depara em sua vida diária. A fim de que possa realizar na vida sua verdadeira missão como um seguidor da Abençoada Perfeição, ele irá moldar sua vida de acordo com os Ensinamentos. O crente não pode alcançar este objetivo meramente vivendo de acordo com um conjunto de rígidos regulamentos. Quando sua vida está orientada no sentido de serviço a Bahá'u'lláh, e quando cada ato consciente é realizado dentro desta estrutura conceitual, não falhará em alcançar o verdadeiro propósito de sua vida."

Não deveria pensar, todavia que os ensinamentos bahá´ís sobre castidade, têm a intenção de rejeitar ou negar prazeres e divertimentos da vida. Nem deveriam ser confundidos com doutrinas confusas e puritânicas, adotadas por várias religiões e seitas. Mais precisamente, os ensinamentos de Bahá´u´lláh são a maneira pela qual podemos alcançar vidas mais completas, felizes e satisfatórias. Shoghi Effendi escreve:

"Temos de lembrar, entretanto, que a manutenção de tão elevadas normas de conduta moral não deve ser associada ou confundida com qualquer forma de ascetismo ou de puritanismo excessivo, fanático. A norma inculcada por Bahá'u'lláh não visa, sob quaisquer circunstâncias, negar a pessoa alguma o legítimo direito e privilégio de derivar ao máximo as vantagens e os benefícios dos múltiplos encantos, belezas e prazeres com os quais um amoroso Criador tão abundantemente enriqueceu o mundo."

(O Advento da Justiça Divina, p. 28)

Na Fé Bahá´í o sexo não é encarado como mau ou pecaminoso. Muito pelo contrário, Bahá´u´lláh desencoraja o celibato e prescreve o casamento para todos. Dirigindo-se aos monges do mundo, Ele escreve:

"Entrai em matrimônio, a fim de que alguém depois de vós possa elevar-se em vosso lugar. Verdadeiramente, Nós vos proibimos a luxúria e não aquilo que é conducente à fidelidade."

No mesmo sentido, em uma carta escrita em seu nome, Shoghi Effendi se dirige a um crente individual com data de 5 de setembro de 1938:

"A Fé Bahá'í reconhece o valor do impulso sexual, mas condena suas expressões ilegítimas e impróprias, tais como, o amor livre e outras, todas as quais considera definitivamente prejudiciais ao homem e à sociedade na qual ele vive. O uso apropriado do instinto sexual é direito natural de cada indivíduo e é precisamente por esta razão que a instituição do casamento foi estabelecida. Os bahá'ís não crêem na supressão do impulso sexual, mas, sim, na sua regulação e controle."

O padrão de santidade e castidade, que deve desempenhar um papel tão central na vida de cada bahá´í, é claro e não dá margem a dúvida. É expressão da realidade espiritual interior - pureza e desprendimento. É a maneira para se encontrar a verdadeira liberdade e crescimento espiritual ilimitado. Bahá´u´lláh nos explica isto com o seguinte convite:

"Passai além do estreito refúgio de vossos desejos maus e corruptos e avançai até entrardes na vasta imensidão do reino de Deus e permanecei nos prados da santidade e do desprendimento, para que a fragrância de vossas ações possa conduzir a humanidade inteira ao oceano da infindável glória de Deus".

(O Advento da Justiça Divina, p.48-49)
1 Hazíratu´l-Quds: Sedes Bahá´ís
2 Festas de 19 Dias e Dias Sagrados

3 As reuniões mencionadas foram: reuniões de Assembléia, Festas de 19 Dias, Conferências, Convenções, etc.


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