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Compilações : No Limiar da Paz - At the Dawn of Peace
No Limiar da Paz

Compilado pelo Departamento de Pesquisa da Casa Universal de Justiça

Editora Bahá'í
Assembléia Nacional dos Bahá'ís do Brasil

Tradução dos textos ainda não publicados em português

Foad Saikhzadeh
Editora Bahá'í
Extratos dos Escritos de Bahá'u'lláh

Este é o Dia em que os mais excelentes favores de Deus manaram sobre os homens, o Dia em que Sua graça suprema se infundiu em todas as coisas criadas. Todos os povos do mundo devem reconciliar suas diferenças e, em paz e união perfeitas, se abrigar à sombra da Árvore de Seu cuidado e Sua benevolência. É mister aderirem a tudo o que, neste Dia, lhes possa elevar a condição e promover os melhores interesses.

(Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh, 17)

O desígnio de Deus em mandar Seus Profetas aos homens é duplo. O primeiro é livrar da escuridão da ignorância os filhos dos homens, e guiá-los à luz da verdadeira compreensão. O segundo é assegurar a paz e tranqüilidade do gênero humano, provendo todos os meios pelos quais podem ser estabelecidas.

(Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh, 58/59)

Ó vós que habitais na terra! A feição distintiva que assinala o preeminente caráter desta Revelação Suprema consiste em havermos, por um lado, apagado das páginas do sagrado Livro de Deus, tudo o que tenha sido causa de contenda, malícia e dano entre os filhos dos homens e, por outro, estabelecido os requisitos essenciais da concórdia, da compreensão, da união completa e duradoura. Bem-aventurados aqueles que guardam Meus estatutos.

(Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh)

O Grande Ser, desejando revelar os requisitos da paz e tranqüilidade do mundo e do progresso de seus povos, escreveu: Há de vir o tempo em que se compreenda universalmente a necessidade imperiosa de se convocar uma vasta assembléia de homens - assembléia essa, que a todos abranja. Os governantes e reis da terra devem forçosamente assisti-la e, participando de suas deliberações, considerar tais meios e modos que possam lançar entre os homens os alicerces da Grande Paz do mundo. Tal paz exige que as Grandes Potências resolvam, para a tranqüilidade dos povos da terra, reconciliar-se plenamente entre si. Se algum rei empregar armas contra outro, todos unidos deverão levantar-se e impedi-lo. Se isto for feito, as nações do mundo não mais precisarão de armamentos, exceto a fim de preservar a segurança de seus domínios e manter ordem interna dentro de seus territórios. Isto assegurará a paz e sossego de cada povo, governo e nação. Esperaríamos que os reis e governantes da terra, espelhos que são do benévolo e onipotente nome de Deus, possam atingir este grau e proteger a humanidade contra a investida da tirania... Aproxima-se o dia em que todos os povos do mundo terão adotado um idioma universal e uma escrita comum. Quando isto for realizado, não importa a que cidade um homem viajar, será como se estivesse entrando em sua própria casa. Estas coisas são obrigatórias e absolutamente essenciais. Incumbe a todo homem de percepção e compreensão esforçar-se por traduzir para a realidade e ação aquilo que foi escrito... É homem, verdadeiramente, quem hoje se dedica ao serviço da humanidade inteira. Diz o Grande Ser: Bem-aventurado e feliz é aquele que se levanta para promover os melhores interesses dos povos e raças da terra. Em outra passagem, Ele proclamou: Que não se vanglorie quem ama seu próprio país, mas sim, quem ama o mundo inteiro. A terra é apenas, um país, e o gênero humano, seus cidadãos.

(Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh, 158)

Ó vós governantes da terra! Por que anuviastes o esplendor do Sol e o impedistes de se irradiar? Escutai o conselho que vos foi dado pela Pena do Altíssimo, para que talvez tanto vós como os pobres, possam atingir tranqüilidade e paz. Suplicamos a Deus que ajude os reis da terra a estabelecerem nessa terra, a paz. Ele, verdadeiramente, faz o que deseja.

Ó reis da terra! Nós vos vemos aumentardes, todos os anos, vossos gastos, cujo peso pondes sobre vossos súditos. Isso, em verdade, é flagrante e inteiramente injusto. Temei, os suspiros e as lágrimas deste Injuriado e não ponhais encargos excessivos sobre vossos povos. Não lhes roubeis a fim de erguerdes palácios para vós; não, antes, escolhei para eles o que escolheis para vós mesmos. Assim desdobramos ante vossos olhos o que vos é proveitoso - se apenas o percebêsseis. Vossos povos são vossos tesouros. Acautelai-vos para que vosso governo não viole os mandamentos de Deus, e não entregueis vossos tutelados as mãos do ladrão. Por eles é que governais, por meio deles subsistis, pela sua ajuda ganhais vossas vitórias. No entanto, com que desdém olhais para eles! Que estranho, muito estranho!

Agora que recusastes a Paz Maior, segurai-vos a essa, a Paz Menor, a fim de que talvez possais melhorar em algum grau vossa própria condição e a daqueles que de vós dependem.

Ó governantes da terra! Sede reconciliados entre vós, para que não mais necessiteis de armamentos, salvo na medida precisa a fim de proteger vossos territórios e domínios. Guardai-vos de desatender o conselho do Onisciente, do Fiel.

Uni-vos, ó reis da terra, pois assim a tempestade da discórdia se aquietará entre vós e vosso povo encontrará sossego - se sois dos que compreendem. Se alguém dentre vós lançar mão de armas contra outro, levantai-vos todos contra ele, pois isso nada mais é que justiça manifesta.

(Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh, 160/161)

O bem-estar da humanidade, sua paz e segurança, são irrealizáveis, a não ser que, primeiro, se estabeleça firmemente sua unidade. E essa unidade jamais será atingida enquanto se deixar de atender aos conselhos que a Pena do Altíssimo revelou.

(Bahá'u'lláh, Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh, 180)

Oramos a Deus - excelsa seja Sua glória - e acalentamos a presença de que Ele possa bondosamente ajudar os manifestantes de afluência e poder e os alvoreceres de soberania e glória, os reis da terra - possa Deus ajudá-los através de Sua graça fortalecedora - a estabelecer a Paz Menor. Esta, de fato, é o maior meio para assegurar a tranqüilidade das nações. Incumbe aos Soberanos do mundo - possa Deus ajudá-los - firmarem-se unidos a esta Paz, que é o principal instrumento para a proteção de toda a humanidade. É Nossa esperança que eles se ergam para alcançar aquilo que irá conduzir ao bem-estar do homem. É seu dever convocar uma assembléia geral, à qual comparecerão eles próprios ou seus ministros, e pôr em vigor todas as medidas necessárias para estabelecer a unidade e a concórdia entre os homens. Eles devem renunciar às armas de guerra e voltar-se aos instrumentos da reconstrução universal. Caso um rei venha a erguer-se contra outro, todos os demais reis devem levantar-se para detê-lo. E então as armas e armamentos não mais serão necessários além daquilo que é preciso para garantir a segurança interna de seus respectivos países. Se alcançarem esta incomparável bênção, os povos de cada nação irão se dedicar, com tranqüilidade e contentamento, às suas próprias ocupações, e os gemidos e lamentações da maioria dos homens serão silenciados. Imploramos a Deus que os ajude a cumprir Sua vontade e Seu desejo. Ele, em verdade, é o Senhor do trono nas alturas e da terra abaixo, e o Senhor deste mundo e do mundo vindouro. Seria preferível e mais adequado se os mui dignos reis comparecessem em pessoa àquela assembléia e proclamassem seus éditos. Em verdade, qualquer rei que se erguer e cumprir esta tarefa tornar-se-á, aos olhos de Deus, o centro de atração de todos os reis. Feliz será ele e grande sua bem-aventurança!

(Epístola ao Filho do Lobo)

A sexta Boa-Nova é a realização da Paz Menor, da qual os detalhes foram anteriormente revelados por Nossa Mais Exaltada Pena. Grande é a bem-aventurança daquele que a sustenta e que observa qualquer coisa que tenha sido ordenada por Deus, o Onisciente, o Sapientíssimo.

(Epístolas de Bahá'u'lláh, 31)

Em todos os assuntos a moderação é desejável. Se uma coisa for levada ao excesso, provará ser fonte de mal. Consideremos a civilização do Ocidente, quanto tem agitado e alarmado os povos do mundo. Inventou-se uma máquina infernal que se tem mostrado ser arma de destruição tão cruel como jamais se viu outra semelhante, nem se ouviu falar em outro igual. A fim de efetivarem sua purificação de corrupções tão profundamente arraigadas e sobrepujantes, os povos do mundo deverão unir-se em seus esforços para atingirem um objetivo comum e abraçarem uma fé universal. Inclinais vossos ouvidos ao Chamado deste Ser Oprimido e aderi firmemente à Paz Menor.

(Epístolas de Bahá'u'lláh, 80)

Primeiro: Incumbe aos ministros da Casa de Justiça promoverem a Paz Menor, de modo que o povo da Terra seja aliviado do cargo dos desembolsos exorbitantes. Esse assunto é imperativo e absolutamente essencial, desde que hostilidades e conflito são a origem da aflição e das calamidades.

(Epístolas de Bahá'u'lláh, 102)

Na abundância de Nossa graça e benevolência, temos revelado especialmente para os governantes e ministros do mundo aquilo que conduz à segurança e proteção, à tranqüilidade e paz; talvez possam os filhos dos homens ser protegidos dos males da opressão. Ele, em verdade, é Quem protege, ampara e concede vitória. Incumbe os homens da Casa de Justiça, instituída por Deus, fixarem o olhar, dia e noite, naquilo que irradiou da Pena de Glória para o ensino dos povos, a edificação das nações, e a fim de proteger o homem e lhe salvaguardar a honra.

(Epístolas de Bahá'u'lláh, 138)

Os que possuem riqueza e são investidos de autoridade e poder devem mostrar a mais profunda consideração para com a religião. Em verdade, a religião é uma luz radiante e uma inexpugnável cidadela para a proteção e o bem-estar dos povos do mundo, pois o temor a Deus impele o homem a segurar-se àquilo que é bom e a evitar todo o mal. Se a lâmpada da religião se obscurecesse, caos e confusão sucederiam e as luzes da eqüidade e justiça, da tranqüilidade e paz, deixariam de brilhar. Disso dará testemunho todo homem de verdadeira compreensão.

(Epístolas de Bahá'u'lláh, 139)

Temos ordenado a todo gênero humano que estabelecesse a Paz Maior - o mais seguro de todos os meios para a proteção da humanidade. De comum acordo devem os soberanos do mundo a isso se segurar, pois é o instrumento supremo que pode garantir a segurança e o bem-estar de todos os povos e nações. São eles, realmente, as manifestações do poder de Deus e os alvoreceres de Sua autoridade. Suplicamos ao Todo-Poderoso que benevolamente os ajude naquilo que conduza ao bem-estar de seus súditos. Uma explicação completa desse assunto foi dada anteriormente pela Pena de Glória; felizes aqueles que agem desta maneira.

(Epístolas de Bahá'u'lláh, 139)

O objetivo da religião, assim como é revelado do céu da santa Vontade de Deus, é estabelecer unidade e concórdia entre os povos do mundo; não a façais a causa de dissensão e contendas. A religião de Deus e Sua lei divina são os mais poderosos instrumentos e os mais seguros de todos os meios para o alvorecer da luz da unidade entre os homens. O progresso do mundo, o desenvolvimento das nações, a tranqüilidade dos povos, e a paz de todos os que habitam na terra, figuram entre os princípios e preceitos de Deus. A religião confere ao homem a mais preciosa de todas as dádivas, oferece o cálice da prosperidade, concede a vida eterna e sobre a humanidade faz manarem benefícios imperecíveis. Cumpre aos dirigentes e governantes do mundo e, em especial, aos Membros da Casa de Justiça instituída por Deus, envidarem os máximos esforços para salvaguardar a posição da religião, lhe promover os interesses e exaltar o prestígio aos olhos do mundo. De modo igual lhes incumbe informarem-se das condições de seus súditos e se familiarizarem-se com os interesses e as atividades das diversas comunidades em seus domínios. Apelamos para as manifestações do poder de Deus - os soberanos e governantes na terra - para que se esforcem e tudo a seu alcance façam, a fim de que, porventura, possam banir deste mundo a dissensão e iluminá-lo com a luz da concórdia.

(Epístolas de Bahá'u'lláh, 143-144)

Nossa esperança é que os dirigentes religiosos e os governantes do mundo se levantem, unidos, para a reforma desta era e a reabilitação de seus destinos. Que eles, depois de meditarem sobre aquilo que isso exige, se consultem juntos e, mediante plena e assídua deliberação, administrem a um mundo enfermo, penosamente aflito, o remédio do qual necessita.

Diz o Grande Ser: O céu da sabedoria divina recebe luz de dois luminares: a consulta e a compreensão. Consultai-vos em todos os assuntos, pois a consulta é a lâmpada que guia, que mostra o caminho e confere compreensão.

(Bahá'u'lláh, Epístolas de Bahá'u'lláh)

Deliberai em conjunto, e deixai que vossos cuidados sejam somente por aquilo que beneficie a humanidade e melhore sua condição;... Vede o mundo como o corpo humano, o qual, embora fosse criado integral e perfeito, foi por várias causas vítima de doenças e males graves. Nem por um só dia teve repouso; antes, suas enfermidades tornaram-se mais severas, desde quando foi tratado por médicos inábeis, que se deixaram levar pelos seus desejos mundanos e erraram gravemente. E se em algum tempo, através dos cuidados de um médico perito, um membro desse corpo foi curado, os outros continuaram aflitos como antes. Assim vos informa o Onisciente, a Suma Sabedoria... O que o Senhor ordenou como o remédio soberano e o mais poderoso instrumento para a cura do mundo inteiro é a união de todos os seus povos em uma Causa Universal, em uma Fé comum. Isso de modo algum se há de realizar, salvo através do poder de um Médico hábil, onipotente e inspirado. Isto, deveras, é a verdade, e tudo mais não é senão erro... Considerai estes dias nos quais a Abençoada Beleza, Ele, que é o Máximo Nome, foi enviado para regenerar e unificar a humanidade. Observai como, com espadas em punho, se levantaram contra Ele, cometendo aquilo que fez tremer o Espírito Fiel. E sempre que Ele lhes dizia: 'Vede, o Reformador do Mundo já veio!', eles respondiam: 'Ele, em verdade, é dos que incitam a injúria.

(Trechos da Epístola à Rainha Vitória, A Ordem Mundial de Bahá'u'lláh)

Extratos das Palavras de Bahá'u'lláh

Louvado seja Deus por teres alcançado! ... Vieste ver um prisioneiro e exilado... Só desejamos o bem do mundo e a felicidade das nações; não obstante, consideram-Nos provocador de luta e sedição, digno de cativeiro e exílio...Que todas as nações tornem-se uma só em fé e todos os homens, irmãos; que os laços de afeição e unidade entre os filhos dos homens sejam fortalecidos; que cesse a diversidade de religião, e as diferenças de raça sejam anuladas - que mal há nisto? ... E assim será; essas lutas infrutíferas, essas guerras ruinosas, hão de passar e a "Paz Máxima" virá... Vós, na Europa, não precisais disso também? Não é o que Cristo predisse?... Vemos, entretanto, vossos reis e governantes gastarem seus tesouros mais livremente com meios de destruição da humanidade do que com aquilo que lhe pudesse conduzir à felicidade... Estas lutas, esta carnificina e discórdia devem cessar e todos os homens serem como uma família... Que o homem não se vanglorie pelo amor à sua pátria e, sim, pelo amor à sua espécie..."

(Palavras proferidas por E. G Browne, da sua descrição de Bahá'u'lláh e a Nova Era, p. 44)

Extratos dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá

Sabe tu que todos os poderes conjugados são impotentes para estabelecer a paz universal, e tampouco têm o poder de resistir ao subjugador e ininterrupto domínio dessas guerras infindas. Em breve, todavia, o poder do céu, o domínio do Espírito Santo, haverá de hastear nos elevados cumes as insígnias do amor e da paz, e lá, sobre os castelos de majestade e poder, haverão de tremular aqueles estandartes ao sabor dos ventos impetuosos que sopram da terna mercê de Deus.

(Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá, texto 146)

Tem tu certeza de que, nesta era do espírito, o Reino da Paz erguerá seu tabernáculo nos píncaros do mundo, e os mandamentos do Príncipe da Paz tanto dominarão as artérias e nervos de cada povo, que atrairão todas as nações da Terra ao abrigo de Sua sobra. É dos mananciais do amor, da verdade e da unidade que o verdadeiro Pastor dará de beber às suas ovelhas.

Ó serva de Deus! A paz tem de ser estabelecida, primeiro, entre os indivíduos, para que resulte, afinal, na paz entre as nações. Portanto, ó vós bahá'ís, lutai com todas as vossas energias para criardes, mediante o poder do Verbo de Deus, amor genuíno, comunhão espiritual e liames duradouros entre as pessoas. Eis a vossa tarefa.

(Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá, nº 201)

Presentemente, a paz universal é uma questão de grande importância, mas a unidade de consciência é essencial, de modo que se tornem seguros os alicerces desta questão, firme seu estabelecimento e robusto seu edifício.

Por essa razão, há cinqüenta anos, Bahá'u'lláh esclareceu esse assunto - a paz universal - num tempo em que Se encontrava confinado na fortaleza de 'Akká, vítima de iniqüidade, mantido como prisioneiro...

Entre Seus ensinamentos figurava a proclamação da paz universal... os princípios de Bahá'u'lláh não se limitavam ao estabelecimento da paz universal; compreendiam muitos preceitos que suplementavam e sustentavam esse da paz universal...

Em suma, tais ensinamentos são numerosos. Esses múltiplos princípios, que constituem a maior base para a felicidade da humanidade, e provêm da graça do Misericordioso, têm de ser adicionados à questão da paz universal e com esta combinados, a fim de se obterem resultados. Do contrário, difícil é a concretização da paz universal no mundo se tomada isoladamente. Os ensinamentos de Bahá'u'lláh, combinados com a paz universal, assemelham-se a uma mesa provida de toda sorte de alimento fresco e delicioso. Nessa mesa de generosidade infinita, cada alma pode encontrar o que deseja. Restringindo-se a questão exclusivamente à paz universal, os notáveis resultados esperados e desejados não serão atingidos. O escopo da paz universal deve ser tal que todas as comunidades e religiões nele vejam a realização de sua mais elevada aspiração. Os ensinamentos de Bahá'u'lláh são tais que todas as comunidades do mundo, quer religiosas, políticas ou éticas, quer antigas ou modernas, neles encontram a expressão de seu mais alto desiderato...

Consideramos, por exemplo, a questão da paz universal, acerca da qual Bahá'u'lláh afirma ser imperioso o estabelecimento do Supremo Tribunal: conquanto já tenha sido instituída a Liga das Nações, esta é incapaz de estabelecer a paz universal. O supremo Tribunal que Bahá'u'lláh descreve, porém, levará a cabo essa tarefa sagrada com a máxima pujança e poder. Eis o Seu plano: as assembléias nacionais de cada país e nação - ou seja, os parlamentos - devem eleger duas ou três pessoas que sejam as mais excelentes da nação - homens que estejam bem informados no que concerne às leis internacionais e às relações entre os governos, e conscientes das necessidades essenciais do mundo atual. O número desses representantes deve ser proporcional à população de cada país. A eleição dessas almas escolhidas pela assembléia nacional, isto é, pelo parlamento, tem de ser confirmada pela câmara alta, pelo congresso e pelo ministério, bem como pelo presidente ou monarca, de modo que essas pessoas sejam os eleitos de toda a nação e do governo. Dentre essas almas o Supremo Tribunal será eleito, e assim toda a humanidade nele terá participação, pois cada um desses delegados é plenamente representativo de sua nação. Ao tomar o Supremo Tribunal uma deliberação sobre qualquer questão internacional, seja por unanimidade, seja por maioria, não mais haverá pretexto para o querelante nem fundamento para objeção por parte do réu. Se qualquer governo ou nação for negligente ou dilatório no cumprimento da irrefutável decisão do Supremo Tribunal, contra ele erguer-se-ão todas as demais nações porquanto todos os governos e nações do mundo são os apoiadores dessa Corte Máxima. Considerai que alicerce forte é esse! A uma Liga limitada e restrita, porém, não será possível levar a efeito este propósito como cumpre e é necessário. Eis a verdade a respeito da situação, aqui exposta...

(Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá, n. 227)

A verdadeira civilização desfraldará sua bandeira no íntimo do coração do mundo onde quer que um certo número de seus distinguidos e magnânimos soberanos - os brilhantes exemplares de devoção e determinação - erguerem-se, pelo bem-estar e a felicidade de toda humanidade, com resolução firme e visão clara, a fim de estabelecerem a Causa da Paz Universal. Eles devem fazer da Causa da Paz o objeto de consulta geral e buscar, por todos os meios em seu poder, estabelecer uma União das nações do mundo. Eles devem concluir um tratado obrigatório e estabelecer um convênio cujas provisões sejam sólidas, invioláveis e definidas. Eles devem proclamá-lo ao mundo inteiro e obter para ele a sanção de toda raça humana. Este supremo e nobre empreendimento - a verdadeira fonte da paz e bem-estar do mundo todo - deve ser considerado como sagrado por todos os que habitam a terra. Todas as forças da humanidade devem ser mobilizadas para assegurar a estabilidade e a permanência deste Maior Convênio. Neste Pacto todo-abrangente devem ser claramente determinados os limites e fronteiras de cada nação, definitivamente formulados os princípios que fundamentam as relações dos governos entre si e averiguados todos os acordos e obrigações internacionais. De igual modo, o volume dos armamentos de cada governo deve ser estritamente limitado, pois se os preparativos para guerra e as forças militares de qualquer nação fossem permitidos a aumentar, eles despertariam a suspeita das demais. O princípio fundamental que forma a base deste Pacto solene deve ser tão estável que, se qualquer governo violar posteriormente alguma de suas provisões, todos os governos da terra devem levantar-se para reduzi-lo à absoluta submissão, mais ainda, a raça humana como um todo deve decidir, com todo o poder à sua disposição, destruir aquele governo. Se este maior de todos os remédios for aplicado ao corpo enfermo do mundo, ele indubitavelmente se recuperará de suas doenças e permanecerá eternamente salvo e seguro.

Observai que, se tal feliz situação se apresentasse, nenhum governo necessitaria acumular armamentos de guerra nem sentir-se obrigado a produzir continuamente novos armamentos militares para conquistar a raça humana. Uma pequena força para os propósitos de segurança interna, a punição de elementos criminosos e desordeiros, e a prevenção de distúrbios locais, seria necessária - não mais. Desta forma, toda a população seria, primeiramente, aliviada da carga esmagadora de gastos atualmente impostos para fins militares e, em segundo lugar, grande número de pessoas cessaria em devotar seu tempo à invenção continuada de novos armamentos de destruição - aquelas testemunhas de voracidade e sede de sangue tão inconsistentes com a dádiva da vida - e, em vez disso, direcionaria seus esforços à produção de tudo o que promovesse a existência e a paz e o bem-estar humanos, e tornar-se-ia a causa de desenvolvimento e prosperidade universais. Então toda nação na terra reinará com honra e cada povo será acalentado em tranqüilidade e contentamento.

Poucos, inconscientes do poder latente no esforço humano, consideram esta questão altamente impraticável, ainda mais, até mesmo além dos extremos esforços do homem. Contudo, este não é o caso. Pelo contrário, graças à infalível graça de Deus, à amorosa bondade de Seus favorecidos, aos esforços incomparáveis de almas sábias e capazes, e aos pensamentos e idéias dos inigualáveis líderes desta era, nada absolutamente pode ser considerado inatingível. Esforço, incessante esforço é necessário. Nada menos do que uma indomável determinação pode concebivelmente alcançá-la. Numerosas causas que eras passadas consideraram puramente visionárias, neste dia já se tornaram, em sua maioria, acessíveis e praticáveis. Por que deveria esta maior e mais elevada Causa - a estrela d'alva do firmamento da verdadeira civilização e a causa da glória, do avanço, do bem-estar e do sucesso de toda humanidade - ser considerada uma façanha impossível? Certamente, dia virá quando sua bela luz irradiará esplendor sobre a assembléia do homem.

Enquanto os preparativos continuarem na marcha atual, o mecanismo de conflito atingirá o ponto em que a guerra tornar-se-á algo intolerável para a humanidade.

É claro, a partir do que já foi dito, que a glória e grandeza do homem não consistem em ele ser ávido por sangue e garras afiadas, em demolir cidades e espalhar devastação, em massacrar forças armadas e civis. O que significaria um futuro brilhante para ele seria sua reputação pela justiça, sua bondade para com toda população, seja rica ou pobre, sua atitude de edificar países e cidades, aldeias e distritos, de tornar a vida cômoda, pacífica e alegre para seus semelhantes, de formular princípios fundamentais para o progresso, de elevar os estandartes e incrementar a riqueza de toda a população...

Nenhum poder na terra pode prevalecer contra os exércitos da justiça, e toda cidadela deve tombar diante deles; pois os homens desejosamente caem sob os golpes triunfantes desta lâmina decisiva e lugares desolados florescem e vicejam sob a marcha desta hoste.

Existem duas poderosas bandeiras que, quando lançam sua sombra sobre a coroa de qualquer rei, farão com que a influência deste governo penetre rápida e facilmente toda a terra, como se fosse a luz do sol: a primeira destas duas bandeiras é a sabedoria; a segunda é a justiça. Contra estas duas mais poderosas forças as montanhas de ferro não podem prevalecer e a muralha de Alexandre romper-se-á diante delas. É claro que a vida neste mundo que se desvanece rapidamente é fugaz e inconstante como o vento matinal e, assim sendo, quão afortunados são os grandes que deixam um bom nome atrás de si e a memória de um tempo de vida despendido na senda do beneplácito de Deus...

Uma conquista pode ser algo louvável, e existem momentos em que a guerra torna-se a poderosa base da paz, e a ruína, o próprio meio de reconstrução. Se, por exemplo, um magnânimo soberano dispõe suas tropas para bloquear o ataque do insurgente e do agressor, ou ainda, se ele entra no campo de batalha e distingue-se em uma luta para unificar um estado e um povo divididos, se, em resumo, ele está travando guerra por um propósito justo, então esta aparente fúria é a própria mercê, e esta aparente tirania, a própria essência da justiça, e esta guerra, a pedra angular da paz. Hoje, a incumbência condizente aos grandes governantes é estabelecer a paz universal, pois nisto jaz a liberdade de todos os povos.

(O Segredo da Civilização Divina)

Em ciclos passados, embora a harmonia tenha sido estabelecida, ainda assim, devido à falta de meios, a unidade de todo o gênero humano não poderia ter sido conquistada. Os continentes permaneciam separados por grandes distâncias - até mais, mesmo entre os povos do mesmo continente a associação e o intercâmbio de idéias eram praticamente impossíveis. Em conseqüência disso, as relações mútuas, o entendimento e a unidade entre todas as nações e raças da Terra eram irrealizáveis. Nos dias atuais, entretanto, os meios de comunicação têm-se multiplicado, e os cinco continentes da Terra fundiram-se virtualmente num só...

De modo igual, todos os membros da família humana, quer povos, quer governos, cidades ou aldeias, têm-se tornado cada vez mais interdependentes. A auto-suficiência não mais é possível a nenhum deles, pois que todos os povos e nações estão unidos por laços políticos e cada dia mais se fortalecem as relações de comércio e indústria, de agricultura e educação. Portanto, a unidade de todo o gênero humano pode ser conseguida na época atual. Em verdade, isso não é senão uma das maravilhas desta admirável era, deste século glorioso. Disso, as eras passadas foram privadas, pois este século - o século da luz - foi dotado de glória, poder e iluminação incomparáveis. Daí a miraculosa revelação de nova maravilha a cada dia. Há de vir o dia em que se verá quão intensamente ardem suas velas na Assembléia da humanidade.

Vede como sua luz agora alvorece no tenebroso horizonte do mundo. A primeira vela é a unidade no reino da política, da qual podem agora ser discernidos os primeiros clarões. A segunda vela é a unidade de pensamento em atividades mundiais, cuja consumação dentro em breve se haverá de testemunhar. A terceira vela é a unidade na liberdade, a qual seguramente se realizará. A quarta vela é a unidade na religião, sendo esta a pedra angular do próprio alicerce; através do poder de Deus será revelada em todo seu esplendor. A quinta vela é a unidade das nações - unidade esta que será seguramente estabelecida neste século, fazendo com que todos os povos do mundo considerem-se cidadãos da mesma pátria. A sexta vela é a unidade das raças: todos os que habitam a Terra haverão de tornar-se povos de uma só raça. A sétima vela é a unidade de idioma, isto é, a escolha de uma língua universal a ser ensinada a todos os povos, e na qual todos poderão conversar. Tudo isso, sem exceção, haverá de se realizar, inevitavelmente, porque o poder do Reino de Deus ajudará e facilitará tal consumação.

(Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá, n.16)

...tão grande causa neste mundo da existência encontra-se visível através de três meios; primeiro, intenção; segundo, confirmação; terceiro, ação. Hoje nesta terra há muitas almas que são promotoras da paz e reconciliação e que estão desejando o estabelecimento da união do mundo da humanidade mas esta intenção necessita de um poder dinâmico, de modo que ela se possa manifestar no mundo do ser. Neste dia as instruções divinas e exortações senhoris promulgam este objetivo máximo, e as confirmações do Reino também apóiam e ajudam a realização desta intenção. Deste modo, embora as forças e pensamentos conjuntos das nações do mundo não possam alcançar este exaltado propósito, o poder da Palavra de Deus está penetrando em todas as coisas e a assistência do Reino divino é contínua.

Logo se tornará evidente e claro que a insígnia da Paz Máxima são os ensinamentos de Bahá'u'lláh e a tenda da união e harmonia entre as nações é o Tabernáculo do Reino Divino, pois nela a intenção, o poder e a ação, todos os três são reunidos. A realização de qualquer coisa no mundo do ser depende destes três elementos.

(Extratos de uma Epístola recém traduzida de 'Abdu'l-Bahá)

Tanto quanto possível, não descansa nem por um momento, viaja para o Norte e Sul do país e convoca todos os homens para a unidade do mundo da humanidade e para a paz universal, dizendo: Ó povo! Bahá'u'lláh estabeleceu a base da paz universal há cinqüenta anos atrás. Ele até mesmo dirigiu Epístolas aos Reis nas quais declarou que a guerra destruiria o alicerce do mundo da humanidade, que a paz conduz à vida eterna e que um terrível perigo aguarda a raça humana. Também, três anos antes do início da guerra mundial, 'Abdu'l-Bahá viajou pela América e a maior parte da Europa, onde Ele ergueu sua voz perante todas as reuniões, sociedades e igrejas, apelando: Ó Vós, Assembléia de homens! O continente da Europa tem se tornado virtualmente um arsenal repleto de explosivos. Há vastos depósitos de material destrutivo escondidos em subterrâneos, capazes de incendiarem com uma simples faísca, fazendo toda a terra tremer. Ó vós homens de entendimento! Moveis-vos para que talvez este acúmulo de material volátil não possa explodir. Mas o apelo foi despercebido e deste modo a guerra assassina eclodiu.

A maioria da humanidade da humanidade agora compreende que grande calamidade é a guerra e com ela transforma o homem em um animal feroz, fazendo com que prósperas cidades e vilas sejam reduzidas a ruínas e que os alicerces do edifício humano desintegrem-se. Agora uma vez que todos os homens foram despertados e os seus ouvidos estão atentos, é a hora para a promulgação da paz universal - uma paz baseada na retidão e justiça, que a humanidade não possa ser exposta a mais perigos no futuro. Agora é o amanhecer da paz universal, os primeiros lampejos de sua luz estão começando a aparecer. Nós sinceramente esperamos que a sua orbe efulgente possa brilhar amplamente e inundar o Oriente e Ocidente com a sua residência. O estabelecimento da paz universal não é possível salvo através do poder da Palavra de Deus...

(Extrato de uma Epístola de 'Abdu'l-Bahá não traduzida anteriormente)

O caos e a confusão estão aumentando diariamente no mundo. Eles alcançarão tal intensidade que farão com que o corpo da humanidade não possa suportá-los. Então o homem despertará e perceberá que a religião é a fortaleza inexpugnável e a luz manifesta do mundo, e as leis, exortações e ensinamentos a fonte da vida da terra.

(Palavras de 'Abdu'l-Bahá citadas em uma carta datada de 10 de fevereiro de 1980)

Extratos das Palavras de 'Abdu'l-Bahá

Hoje o mundo humano tem carência de unidade internacional e conciliação. Para estabelecer estes grandes princípios fundamentais necessita-se de uma força propulsora. É intrinsecamente evidente que a unidade do mundo humano e a Suprema Paz não podem ser atingidos através de meios materiais. Não podem ser estabelecidos por meio de poder político, pois os interesses políticos das nações são variados e as políticas dos povos, divergentes e conflitantes. Não podem ser criadas através de poder racial ou patriótico, pois estes são poderes humanos, egoístas e fracos. A própria natureza das diferenças raciais e preconceitos patrióticos impede a realização dessa unidade e acordo. É evidente, portanto, que a promoção da unicidade do reino humano, que é a essência dos ensinamentos de todos os Manifestantes de Deus, é impossível a não ser por intermédio do poder divino e dos sopros do Espírito Santo. Outros poderes são excessivamente fracos e incapazes de tal realização.

(A Promulgação da Paz Universal)

Oraremos para que a insígnia da paz internacional possa ser erguida e que a unicidade do mundo humano possa ser alcançada e cumprida. Tudo isto se torna possível e praticável através de vossos esforços. Que esta democracia americana seja a primeira nação a estabelecer os fundamentos do entendimento internacional. Que seja a primeira nação a proclamar a universalidade do gênero humano. Que seja a primeira a erguer o estandarte da Suprema Paz e que através dessa nação democrática as intenções e instituições filantrópicas se difundam amplamente por todo o mundo. Em verdade, esta é uma grande e respeitável nação. Aqui a liberdade atingiu seu mais elevado grau. As intenções de seu povo são mais dignas. Eles de fato merecem ser os primeiros a construir o Tabernáculo da Suprema Paz e proclamar a unicidade do gênero humano. Em vosso nome, suplicarei a Deus auxílio e confirmação.

(A Promulgação da Paz Universal)

Hoje a maior necessidade do mundo humano é cessar os desentendimentos existentes entre as nações. Isto pode ser conseguido através da unidade de idioma. A menos que a unidade de línguas seja realizada, a Suprema Paz e a unicidade das nações não podem ser efetivamente organizadas e estabelecidas, pois a função da língua é retratar os mistérios e segredos dos corações humanos. O coração é como uma caixa e a língua é a chave. Somente com a chave podemos abrir a caixa e observar as gemas que ela contém. Por isso, a questão de um idioma internacional auxiliar é da maior importância. Por seu intermédio, a educação e o treinamento internacional se tornam possíveis; as evidências e a história do passado podem ser resgatadas. A difusão dos fatos conhecidos do mundo humano depende da linguagem. A explicação dos ensinamentos divinos só pode ser feita por esse meio. Enquanto persistir a diversidade de línguas e a falta de compreensão de outras línguas continuar, este glorioso objetivo não poderá ser realizado. Por isso, o primeiro serviço ao mundo humano é estabelecer este meio de comunicação internacional auxiliar. Ele se tornará causa de tranqüilidade da comunidade humana. Por seu intermédio, as ciências e artes se difundirão entre as nações, e ela se tornará o meio de progresso e desenvolvimento de todas as raças. Devemos nos esforçar com todas as nossas capacidades para estabelecer esta língua internacional auxiliar em todo o mundo. É minha esperança que ela possa ser aperfeiçoada através das graças de Deus e que homens capazes sejam escolhidos de vários países do mundo para organizar um congresso internacional cujo objetivo primordial será a promoção desse meio universal de comunicação.

(A Promulgação da Paz Universal)

. . .por achar a nação americana tão capaz de realizações e este governo o mais justo dos governos ocidentais, suas instituições superiores às outras, meu desejo e esperança é que a bandeira da reconciliação internacional possa ser primeiramente erguida neste continente e o estandarte da Suprema Paz seja desfraldado aqui. Que o povo americano e seu governo se unam em seus esforços a fim de que esta luz possa alvorecer a partir deste ponto e se espalhar a todas as regiões, pois esta é uma das maiores dádivas de Deus. Para que a América possa aproveitar esta oportunidade, rogo que vos esforceis e oreis de coração e alma, devotando todas as vossa energias a este fim: que a bandeira da paz internacional possa ser erguida aqui e que esta democracia possa ser a causa da eliminação da guerra em todos os outros países.

(A Promulgação da Paz Universal)

Em épocas passadas, a humanidade foi deficiente e incapaz porque estava incompleta. A guerra e sua devastação arruinavam o mundo; a educação da mulher será um poderoso passo para sua abolição e extinção, pois ela utilizará toda a sua influência para combater a guerra. A mulher cria o filho e educa o jovem até a maturidade. Ela se recusará a entregar seus filhos em sacrifício no campo de batalha. Na verdade, ela será o mais poderoso agente no estabelecimento da paz universal e arbitramento internacional. A mulher seguramente abolirá a guerra do seio da humanidade.

(A Promulgação da Paz Universal)

Isso veio a acontecer. Os poderes da terra não podem se opor aos privilégios e dádivas que Deus ordenou para este grande e glorioso século. É uma necessidade e exigência do tempo. O homem pode impedir qualquer coisa exceto aquilo que é divinamente intencionado e indicado para a época e suas exigências. . . Que este século seja o sol dos séculos anteriores, cujas fulgências durarão para sempre, de modo que no futuro se glorifique o século vinte, dizendo que o século vinte foi o século de luzes, que o século vinte foi o século de vida, que o século vinte foi o século da paz internacional, que o século vinte foi o século das dádivas divinas, e que o século vinte deixou sinais que jamais se extinguirão.

(A Promulgação da Paz Universal)

A mais significativa questão atual é a paz e o arbitramento internacional, e a paz universal é impossível sem o sufrágio universal. As crianças são educadas pelas mulheres. A mãe é que suporta o sofrimento e as ansiedades da criação do filho, passa pelas provações de seu nascimento e desenvolvimento. Por isso, é mais difícil à mãe mandar para o campo de batalha aqueles a quem ela dispensou tanto amor e cuidado. Considerai um filho criado e treinado durante vinte anos por uma mãe dedicada. Quantas noites insones e sem descanso, quantos dias de ansiedade ela passou! Como é agonizante para ela sacrificá-lo no campo de batalha depois de tê-lo feito chegar, através de dificuldades e perigos, até a idade da maturidade! Por isso, as mães não sancionarão a guerra, nem ficarão satisfeitas com ela. Assim, quando as mulheres participarem completa e igualmente nos assuntos do mundo, quando entrarem com confiança e capacidade na grande arena das leis e da política, a guerra há de cessar; pois as mulheres serão obstáculos e impedimentos para ela. Esta é uma verdade indubitável.

(A Promulgação da Paz Universal)

Agora, o glorioso e brilhante século vinte alvoreceu, e as graças divinas se irradiam universalmente. . . Este realmente pode ser chamado o milagre dos séculos, pois está repleto de manifestações miraculosas. Já chegou o tempo em que toda a humanidade deve se unir, quando todas as raças devem ser leais a uma só pátria, o tempo de todas as religiões se tornarem uma só e os preconceitos raciais e religiosos serem eliminados. Este é o dia em que a unicidade da humanidade deve erguer seu estandarte e a paz internacional, como o próprio amanhecer, iluminar o mundo com sua luz.

(A Promulgação da Paz Universal)

Ele proclamou a adoção da mesma trajetória educacional para homens e mulheres. Filhos e filhas devem seguir o mesmo currículo escolar, promovendo assim a unidade entre os sexos. Quando toda a humanidade tiver as mesmas oportunidade de educação e a igualdade entre homens e mulheres for realizada, os fundamentos da guerra serão completamente destruídos. Sem igualdade isto será impossível, pois todas as diferenças e distinções levarão à discórdia e contenda. Igualdade entre homens e mulheres resultará na abolição da guerra porque as mulheres jamais aceitarão sancioná-la. Mães não entregarão seus filhos como sacrifícios nos campos de batalha depois de vinte anos de ansiedade e devotado amor para criá-los desde a infância, não importa qual a causa a que são chamados para defender. Não há dúvida de que, quando as mulheres obtiverem igualdade de direitos, a guerra cessará completamente entre o gênero humano.

(A Promulgação da Paz Universal)

O mundo tem a maior necessidade de paz internacional. Até que ela seja estabelecida a humanidade não atingirá compostura e tranqüilidade. É necessário que as nações e governos organizem um tribunal internacional ao qual sejam referidas todas as suas disputas e divergências. A decisão desse tribunal será final. Controvérsias individuais serão julgadas por um tribunal local. Questões internacionais serão submetidas ao tribunal universal, e assim a causa da guerra será removida.

(A Promulgação da Paz Universal)

Vejo estas duas grandes nações americanas (os Estados Unidos e Canadá) altamente capazes e avançadas em todos os aspectos de progresso e civilização. . . tenho a esperança de que estas respeitosas nações possam se tornar fatores proeminentes no estabelecimento da paz internacional e da unicidade do mundo humano. . .

(A Promulgação da Paz Universal)

O mundo humano possui duas asas: o homem e a mulher. Enquanto estas duas asas não tiverem forças equiparadas o pássaro não voará. Até que a mulher atinja o mesmo grau do homem, até que ela desfrute da mesma arena de atividade, não haverá realizações maravilhosas para a humanidade; a humanidade não poderá percorrer seu caminho às alturas da verdadeira realização. Quando as duas asas ou partes se tornam equivalentes em força, gozando das mesmas prerrogativas, o vôo da humanidade será extremamente sublime e extraordinário. Por isso, a mulher deve receber a mesma educação que o homem e todas as desigualdades serem ajustadas. Assim, imbuído das mesmas virtudes que o homem, galgando todos os graus de realização humana, a mulher se igualará ao homem e, até que esta igualdade seja estabelecida, o verdadeiro progresso e realização não serão fáceis para a raça humana.

As razões evidentes por trás disso são as seguintes: por natureza, a mulher se opõe à guerra; ela é a advogada da paz. As crianças são criadas e cuidadas pelas mães que lhes dão os primeiros princípios da educação e se dedicam diligentemente a elas. Considerai, por exemplo, uma mãe que ternamente criou um filho durante vinte anos, até a idade da maturidade. Certamente ela não consentirá que esse filho seja dilacerado e morto em campo de batalha. Por isso, à medida que a mulher se equipara ao homem em poder e privilégios, com direito ao voto e controle no governo humano, com a máxima certeza a guerra cessará; pois a mulher é naturalmente a mais devotada e firme defensora da paz internacional.

(A Promulgação da Paz Universal)

Um Supremo Tribunal será eleito pelos povos e governos de todas as nações, no qual membros de cada país e governo reunir-se-ão em unidade. Todas as disputas serão submetidas a esta Corte, cuja missão será evitar a guerra.

(Palestras de 'Abdu'l-Bahá, p. 107)

Um Supremo Tribunal será estabelecido pelos povos e governos de todas as nações, composto de membros eleitos de cada país e governo. Os componentes desse Grande Conselho reunir-se-ão em unidade. Todas as disputas de caráter internacional serão submetidas a essa Corte, cuja tarefa será conciliar por arbitragem tudo quanto, de algum modo, possa ser a causa de guerra. A missão desse Tribunal será prevenir a guerra.

(Palestras de 'Abdu'l-Bahá, p. 125)

Quanto à questão do desarmamento, todas as nações devem se desarmar ao mesmo tempo. Não adiantará nada, e não se espera isso, que algumas nações desarme-me enquanto outras, seus vizinhos, continuem armados. A paz no mundo deve ser obtida por meio de um acordo internacional. Todas as nações devem concordar em se desarmar simultaneamente... Nenhuma nação pode ter uma política de paz enquanto os eu vizinho permanecer belicoso...Não há justiça nisto. Ninguém sonharia, em sugerir que a paz do mundo pudesse ser alcançada através de um acordo internacional e geral de compreensão e de nenhum outro modo...

Ação simultânea - ele continuou - é necessária em qualquer esquema de desarmamento. Todos os governos do mundo devem transformar os seus navios de combate e frotas de guerra em navios mercantes. Mas nenhuma nação pode iniciar tal política por si só e seria tolice se alguma tentasse fazê-lo...ela simplesmente convidaria a destruição...

Há algum sinal de que a paz permanecendo do mundo será estabelecida em um período de tempo razoável? foi perguntado a 'Abdu'l-Bahá.

As pressões econômicas determinarão?

Sim, as nações serão forçadas a chegar à paz e concordar com a abolição da guerra. Os terríveis encargos de impostos com o propósito de guerra ultrapassarão os limites humanos...

Não - disse 'Abdu'l-Bahá concluindo - Eu repito que nenhuma nação pode se desarmar nestas circunstâncias. O desarmamento certamente está chegando, mas ele deve vir, e virá, através da concordância universal das nações civilizadas da Terra. Por um acordo internacional eles abandonarão as suas armas e a grande era da paz será inaugurada.

Por este e por nenhum outro meio a paz poderá ser estabelecida na Terra.

(Extratos de uma entrevista com um repórter de jornal citado em " 'Abdu'l-Bahá in Canadá", págs. 50-51)

Uma vez que o Parlamento esteja estabelecendo e as suas partes constituintes organizadas, os governos do mundo tenham entrado em um convênio de amizade eterna, não haverá mais necessidade de se manter grandes exércitos e marinha. Uns pequenos batalhões para preservar a ordem interna, e uma Política Internacional pra manter os caminhos do modo aberto, são tudo o que será necessário. Então estas altas somas serão redigidas para outros canais mais benéficos, a miséria desaparecerá, o conhecimento aumentará, a sabedoria melhorará as condições de vida e a humanidade estabelecer-se-á em um berço de alegria e felicidade. E então, qualquer governo, seja constitucional ou republicano, monarquia hereditária ou democracia, terá os seus governantes devotando o seu tempo para a prosperidade de suas nações, a legislação de leis justas e sábias e a promoção de relações mais íntimas e cordiais com seus vizinhos - assim o mundo da humanidade tornar-se-á um espelho refletindo as virtudes e atributos do Reino de Deus.

...Por um acordo geral todos os governos do mundo devem se desarmar simultaneamente... Não adiantará ser um depuser as suas armas e outro se recusar a fazê-lo.

As nações do mundo devem concordar umas com as outras sobre este assunto de suprema importância, assim elas poderão abandonar juntas as mortíferas armas de destruição humana. Enquanto uma nação estiver aumentando o seu orçamento militar e naval, outra nação será forçada a permanecer nesta louca competição devido aos seus supostos interesses naturais...

Agora a questão do desarmamento deve ser posta em prática por todas as nações e não apenas por uma ou duas. Conseqüentemente os defensores da paz, que a opinião pública possa ter uma base forte e permanente, e que dia após dia possa aumentar o exército da Paz internacional, que o desarmamento completo seja estabelecido e que a Bandeira da Conciliação Universal possa tremular no cume das montanhas da terra.

Os ideais de Paz devem ser nutridos e divulgados entre os habitantes do mundo; eles devem ser instruídos na escola de Paz sobre os males da guerra. Primeiro: os financistas e banqueiros devem desistir de emprestar dinheiro para qualquer governo que tencione empreender uma guerra injusta sobre uma nação inocente. Segundo: os presidentes e gerentes de estradas de ferro e companhias de navegação devem se recusar a transportar munições de guerra, máquinas infernais, armas, canhões e pólvora de um país para outro. Terceiro: os soldados devem requerer através de seus representantes, aos Ministros de Guerra, políticos, congressistas e generais quais tem sido as razões e causas que têm levado à beira de tal calamidade nacional. Os soldados devem pedir isto como uma de suas prerrogativas. Demonstrem-nos - eles devem dizer - que esta é uma guerra justa, e então nós iremos para a batalha, caso contrário, nós não tomaremos nenhum passo...Saiam dos seus esconderijos, entrem no campo de batalha, caso contrário, nós não tomaremos nenhum passo...Saiam dos seus esconderijos, entrem no campo de trabalho de batalha se vocês querem atacar um ao outro e se despedacem entre si, se vocês desejam fomentar as suas contendas.

A discórdia e a disputa são entre vocês, porque vocês fazem de nós, pessoas inocentes, uma parte dela? Se a luta e o derramamento de sangue são coisas boas, então venham nos guiar para o combate com sua presença!

Em resumo, todos os meios que produzem a guerra devem ser reprimidos e as causas que impedem a ocorrência de guerra devem ser estimuladas - de modo de que conflito físico possa ser impossível. Por outro lado, suas fronteiras exatas marcadas, sua integridade nacional garantida, a sua independência permanentemente protegida e os seus interesses vitais honrados pela família das nações. Estes serviços devem ser executados por uma comissão internacional imparcial. Deste modo, todos os motivos de conflito e diferença serão removidos. E no caso de surgirem algumas disputas entre eles, eles poderiam apresentá-las ao Parlamento do Homem, cujos representantes seriam escolhidos entre os homens mais sábios e mais justos de todas as nações do mundo.

(Star of the West, volume V, págs. 115-117)

Cada século tem a solução para um problema predominante. Embora possam haver muitos problemas, ainda um dos inúmeros problemas haverá de se tornar grande e ser o mais importante de todos... Neste século luminoso a maior dádiva do mundo da humanidade é a Paz Universal, que deve ser estabelecida de modo que o reino da criação possa ter felicidade, que o Oriente e o Ocidente, os quais tem em seus exércitos os cinco continentes do globo, possam se abraçar um ao outro, que a humanidade possa descansar sob a tenda de unidade do mundo e que a bandeira da paz universal possa tremular sobre todas as regiões...

Hoje o verdadeiro dever de um poderoso rei é estabelecer a paz universal, pois verdadeiramente ela significa a liberdade de todos os povos do mundo. Algumas pessoas que são ignorantes do mundo da verdadeira humanidade e de suas elevadas ambições pelo bem-estar geral, crêem que tão gloriosa condição de vida seja muito difícil, ou ainda mais, até impossível de se alcançar. Mas não é assim, longe disto.

(Star of the West, volume VII, pág. 136)

Ó vós indivíduos da humanidade, encontrai meios para terminar esta matança e derramamento de sangue indiscriminados. Agora é a época oportuna! Levantai-vos, mostrai esforço, apresentai uma força extraordinária e desfraldai a Bandeira da Paz Universal e impedi a fúria irresistível desta torrente selvagem que está espalhando ruína e destruição por todos os lugares.

(Star of the West, volume V, págs. 115-117)

"Por que processo", continuou o indagador, "esta paz haverá de ser estabelecida na terra? Virá imediatamente após a declaração universal da Verdade?"

Não, ela acontecerá gradualmente - disse 'Abdu'l-Bahá. Uma planta que cresce muito rapidamente dura apenas pouco tempo. Vós sois minha família - e Ele lançou um olhar sorridente - meus novos filhos! Se uma família viver em harmonia, grandes resultados serão obtidos. Ampliai o círculo; quando uma cidade vive em íntimo acordo, maiores resultados surgirão, e um continente perfeitamente unido unirá igualmente todos os outros continentes. Então virá a época do maior de todos os frutos, pois todos os habitantes da Terra pertencem a uma mesma terra natural.

('Abdu'l-Bahá in London)
Extratos dos Escritos de Shoghi Effendi

Ternamente amados amigos! A humanidade quer vista à luz da conduta individual do homem, quer nas relações existentes entre as comunidades e nações organizadas, já se desviou demais, infelizmente, e sofreu um declínio muito grande, para se redimir, sem outro apoio, simplesmente através dos esforços dos melhores entre seus reconhecidos governantes e estadistas, por mais desinteressados que sejam seus motivos, por mais unida que seja sua ação e ainda que seu entusiasmo e devoção à sua causa sejam incondicionais. Nenhum plano ainda realizável através dos cálculos da mais alta estadística; nenhuma doutrina que os mais ilustres expoentes de teorias econômicas possam ter esperança de promulgar; nenhum princípio que o mais ardente dos moralistas se possa esforçar por incutir, pode, em último recurso, fornecer alicerces adequados para sustentar o futuro de um mundo desvairado.

Nenhum apelo para a tolerância mútua que os sábios do mundo possam erguer, por mais persuasivo e insistente que seja, poderá lhe acalmar as paixões ou ajudar a restaurar seu vigor. Nem qualquer esquema geral de simples cooperação internacional organizada, em qualquer esfera de atividade humana, por mais engenhoso que seja em concepção ou alcance, conseguirá remover a causa primária do mal que tão bruscamente destruiu o equilíbrio da sociedade hodierna. Aventuro-me, ainda, a dizer que nem o próprio ato de inventar o mecanismo necessário para a unificação política e econômica - um princípio que tem sido cada vez mais defendido nos tempos recentes - traz em si o antídoto ao veneno que constantemente mina o vigor das nações e povos organizados. De nenhum outro modo, poderíamos afirmar com confiança, senão pela adoção incondicional do Programa Divino - há sessenta anos enunciado por Bahá'u'lláh com tanta simplicidade e força, e que em sua essência incorpora o plano delineado por Deus para a unificação do gênero humano nesta era - acompanhado por uma indomável convicção da eficácia infalível de cada uma e todas as suas provisões, é finalmente capaz de enfrentar as forças da desintegração interna, as quais, se não detidas, haverão de continuar a corroer as vísceras de uma sociedade desesperada. É para essa meta - a meta de uma Nova Ordem Mundial, divina em origem, de âmbito irrestrito, eqüitativa em seus princípios, e de características desafiadoras - que a humanidade atribulada deve dirigir seus esforços.

Alegar que se haja inteirado de todos os significados implícitos do prodigioso plano de Bahá'u'lláh para a solidariedade humana universal, ou que se tenha penetrado no âmago de seu intuito, seria presunçoso mesmo por parte dos declarados aderentes de Sua Fé. Tentar conceber todas as suas possibilidades, avaliar seus futuros benefícios, descrever sua glória, seria prematuro mesmo numa etapa tão adiantada na evolução da humanidade.

Tudo que razoavelmente podemos nos aventurar a fazer é nos esforçar por obter um pálido vislumbre dos primeiros traços da prometida Aurora, a qual, na plenitude dos tempos, há de dissipar as trevas que envolvem a humanidade. Tudo que podemos fazer é indicar, em seu mais amplo esboço, aquilo que nos parece ser os princípios norteadores que alicerçam a Ordem Mundial de Bahá'u'lláh, segundo desenvolvido e enunciado por 'Abdu'l-Bahá, o Centro de Seu Convênio com toda a humanidade e o nomeado Intérprete e Expositor de Sua Palavra.

Só uma mente parcial pode negar que o desassossego e sofrimento que afligem a generalidade da raça humana são em grande parte conseqüências diretas da Guerra Mundial e atribuíveis também à falta de sabedoria e visão daqueles que formularam os Tratados de Paz... Seria fútil, entretanto, alegar que a guerra, mesmo com todos os prejuízos que causou, todas as paixões que incitou e todos os desgostos que deixou em seu rastro, tenha sido a causa única da confusão sem precedentes em que quase todo o mundo civilizado está atualmente submerso. Não será um fato - e esta é a principal idéia que desejo focalizar - que a causa fundamental dessa inquietação que prevalece no mundo não seja tanto a conseqüência daquilo que se há de reconhecer, cedo ou tarde, como um desequilíbrio transitório nos assuntos de um mundo sempre em transformação, mas, antes, a incapacidade daqueles em cujas mãos foram entregues os destinos imediatos dos povos e nações, de adaptar seus sistemas de instituições econômicas e políticas às necessidades imperativas de uma era em rápida evolução? Essas crises intermitentes que convulsionam a sociedade hodierna - não serão devidas primariamente à lamentável incapacidade dos reconhecidos líderes do mundo de entenderem corretamente os sinais dos tempos, de se livrarem, de uma vez para sempre, de suas idéias preconcebidas e seus credos sufocantes, e de remodelarem o mecanismo de seus respectivos governos de acordo com aqueles padrões implícitos na declaração suprema de Bahá'u'lláh, a da Unidade do Gênero Humano - a principal característica distintiva da Fé por Ele proclamada?

Dignos de lástima são, de fato, os esforços daqueles líderes das instituições humanas que, não levando em consideração o espírito da época, lutam para aplicar processos nacionais, próprios dos tempos antigos em que cada nação era auto-suficiente, a uma época que tem de atingir a unidade do mundo, conforme prenunciada por Bahá'u'lláh, ou perecer. Numa hora tão crítica na história da civilização, cumpre aos líderes de todas as nações do mundo, tanto pequenas como grandes, orientais como ocidentais, quer vencedoras ou vencidas, atenderem ao chamado de clarim que Bahá'u'lláh fez soar e, inteiramente imbuídos de um senso de solidariedade mundial, o "sine qua non" de lealdade à Sua Causa, levantarem-se corajosamente para pôr em prática integralmente o remédio único que Ele, o Médico Divino, prescreveu para uma humanidade enferma. Que afastem de si, definitivamente, toda idéia preconcebida, todo preconceito nacional, e atendam ao conselho sublime de 'Abdu'l-Bahá, o autorizado Expositor de Seus ensinamentos. A um alto oficial no serviço do governo federal dos Estados Unidos da América, que Lhe havia interrogado a respeito da melhor maneira de promover os interesses de seu governo e do povo, 'Abdu'l-Bahá respondeu: "Podeis melhor servir a vosso país se, em vossa capacidade de cidadão do mundo, envidardes esforços para facilitar a aplicação final do princípio do federalismo, no qual se baseia o governo de vosso próprio país, às relações que atualmente existem entre os povos e nações do mundo."

Alguma forma de super-estado mundial há de ser desenvolvida, em cujo favor todas as nações do mundo de boa vontade cederão todo e qualquer direito de fazer guerra, certos direitos de cobrar impostos e todos os direitos de ter armamentos além do necessário para a manutenção da ordem interna em seus respectivos domínios. Tal estado terá que incluir dentro de seu campo de ação um Executivo Internacional capaz de exercer autoridade suprema e inquestionável sobre qualquer membro recalcitrante da comunidade mundial; um Parlamento Mundial, cujos membros serão eleitos pelos povos de seus respectivos países, e cuja eleição será confirmada pelos respectivos governos; e um Supremo Tribunal cuja decisão terá autoridade mesmo nos casos em que os envolvidos não consintam voluntariamente em submeter seu caso à sua consideração. Uma comunidade mundial em que todas as barreiras econômicas tenham sido permanentemente demolidas, em que se haja reconhecido definitivamente a interdependência entre Capital e Trabalho; em que o clamor do fanatismo e da contenda religiosa tenha cessado para sempre; em que a chama da animosidade de raça esteja finalmente apagada; em que um só código de lei internacional - o resultado do juízo ponderado dos representantes federados do mundo - tenha como sua sanção a intervenção instantânea e coerciva das forças combinadas das unidades federadas; e finalmente, uma comunidade mundial em que a fúria de um nacionalismo caprichoso e militante tenha sido transmutada em uma consciência duradoura de cidadania mundial - isto de fato parece ser, em seu esboço mais abrangente, a Ordem prenunciada por Bahá'u'lláh, uma Ordem que virá a ser considerada como o fruto mais belo de uma era em lento amadurecimento...

Que não haja dúvida quanto ao propósito animador da Lei Universal de Bahá'u'lláh. Longe de mirar à subversão dos alicerces existentes da sociedade, ela visa lhe alargar a base, remodelar as instituições de maneira consoante com as necessidades de um mundo sempre em transformação. Não pode estar em conflito com nenhuma fidelidade legítima, nem pode minar lealdades essenciais. Sua finalidade não é abafar a chama de um patriotismo são e inteligente no coração do homem, nem abolir o sistema de autonomia nacional tão indispensável para evitar os males da centralização excessiva. Não deixa de levar em consideração, nem tenta suprimir, a diversidade de origem étnica, de clima, de história, de idioma e tradição, de pensamento e hábito, que diferencia os povos e as nações do mundo. Clama por uma lealdade mais ampla, uma aspiração maior que qualquer outra que já tenha animado a raça humana. Insiste em que os impulsos e interesses nacionais sejam subordinados às necessidades imperativas de um mundo unificado. Repudia a centralização excessiva por um lado e, por outro, rejeita todas as tentativas de uniformidade. O seu lema é a unidade na diversidade, como explicou o próprio 'Abdu'l-Bahá:

...Ele (o princípio da unidade da Humanidade) Suas implicações são mais profundas, suas reivindicações maiores que as de qualquer um dos profetas da antiguidade. Sua mensagem é aplicável não só ao indivíduo, mas trata primariamente da natureza daquelas relações essenciais que hão de ligar todos os estados e nações como membros de uma única família humana. Não constitui simplesmente a enunciação de um ideal; está inseparavelmente associado a uma instituição capaz de incorporar sua verdade, demonstrar sua validade e perpetuar sua influência. Implica uma transformação orgânica na estrutura de nossa sociedade hodierna, uma transformação como o mundo jamais presenciou. Constitui um desafio, a um tempo audaz e universal, aos critérios obsoletos de credos nacionais - credos que já tiveram seu dia e devem, no decurso normal dos acontecimentos, segundo moldados e dirigidos pela Providência, ceder seu lugar a um novo evangelho que difere fundamentalmente de qualquer conceito que já existe no mundo, e lhe é infinitamente superior. Exige nada menos que a reconstrução e a desmilitarização de todo o mundo civilizado - um mundo organicamente unificado em todos os aspectos essenciais de sua vida - seu mecanismo político, sua aspiração espiritual, seu comércio e suas finanças, sua escrita e língua, e, ainda assim, de uma diversidade infinita nas características nacionais de suas unidades federadas.

Este princípio representa a consumação da evolução humana - uma evolução que teve seus primórdios no despontar da vida em família, desenvolveu-se posteriormente ao alcançar a solidariedade tribal, que por sua vez levou à constituição da cidade-estado, e cuja expansão subseqüente resultou na instituição das nações independentes e soberanas.

Para citar apenas um exemplo. Quão confiantes eram as afirmações feitas nos dias que precederam a unificação dos estados do continente norte-americano com respeito às barreiras insuperáveis que impediam sua federação final! Não foi ampla e enfaticamente declarado que os interesses conflitantes, a desconfiança mútua, as diferenças de governo e hábito que dividiam os estados, eram tais que nenhuma força, quer temporal ou espiritual, jamais poderia esperar harmonizar ou controlar? Quão diferentes, no entanto, eram as condições que prevaleciam há cento e cinqüenta anos das que caracterizam a sociedade hodierna! Na realidade, não seria exagero dizer que a ausência daquelas facilidades que o moderno progresso científico colocou a serviço da humanidade, em nossos dias, fez do problema de unificar os estados americanos em uma única federação, por similares que fossem em certas tradições, uma tarefa infinitamente mais complexa do que aquela que se apresenta a uma humanidade dividida, em seus esforços para alcançar a unificação de toda a humanidade.

Quem sabe se, para concretizar tão elevado conceito, a humanidade não terá que passar por um sofrimento mais intenso do que qualquer que já lhe tenha experimentado? Poderia algo a não ser o fogo de uma guerra civil, com toda a sua violência e vicissitudes - uma guerra que quase destruiu a grande república norte-americana - ter fundido os estados, não apenas numa União de unidades independentes, mas sim numa Nação, apesar de todas as diferenças étnicas que caracterizavam suas partes componentes? Parece pouco provável que uma revolução tão fundamental, envolvendo mudanças tão imensas na estrutura da sociedade, possa ser realizada pelos processos comuns da diplomacia e da educação. Basta contemplarmos as páginas sangrentas da história da humanidade para verificarmos que nada, a não ser uma agonia intensa, tanto mental como física, tem podido precipitar aquelas transformações que constituem os mais notáveis marcos na história da civilização humana.

Por grandes que tenham sido essas transformações no passado, e por maior que tenha sido seu âmbito, quando vistas em sua perspectiva apropriada, não podem ser consideradas senão como ajustes subsidiários a preludiar a transformação, de majestade e âmbito sem precedentes, pela qual a humanidade haverá de passar nesta época atual. Torna-se, infelizmente, cada vez mais claro, que só as forças de uma catástrofe mundial podem precipitar essa nova fase do pensamento humano. Os acontecimentos futuros haverão de demonstrar, cada vez mais, que nada senão o fogo de uma tribulação severa, sem paralelo em sua intensidade, poderá fundir e unir as entidades discordantes que constituem os elementos de nossa civilização hodierna em componentes integrantes da comunidade mundial do futuro.

A voz profética de Bahá'u'lláh, nas passagens finais de As Palavras Ocultas, advertindo "os povos do mundo" de que "uma calamidade imprevista os segue e penosa punição os espera", lança uma luz realmente lúgubre sobre o destino imediato da humanidade aflita. Nada a não ser uma provação flamejante, da qual a humanidade emergirá, purificada e preparada, conseguirá implantar aquele senso de responsabilidade que os líderes de uma era recém-nascida deverão erguer sobre seus ombros.

Gostaria de chamar vossa atenção novamente para aquelas palavras ominosas de Bahá'u'lláh que já citei: "E quando soar a hora marcada, aparecerá de súbito o que fará tremerem os membros do gênero humano."

Não afirmou o próprio 'Abdu'l-Bahá em linguagem inequívoca que "outra guerra, mais feroz que a última, seguramente irromperá"?

Da consumação deste colossal, deste indizivelmente glorioso empreendimento - um empreendimento que fez malograr os recursos da estadística romana e que os esforços desesperados de Napoleão não conseguiram alcançar - dependerá a realização final daquele milênio do qual poetas de todos os tempos cantaram e visionários há muito sonham. Dele dependerá o cumprimento das profecias proferidas pelos Profetas de antanho quando espadas serão transformadas em arados e o leão e o cordeiro deitar-se-ão juntos. Somente ele pode introduzir o Reino do Pai Celestial segundo antecipado pela Fé de Jesus Cristo. Só ele pode colocar as bases da Nova Ordem Mundial visualizada por Bahá'u'lláh - uma Ordem Mundial que refletirá sobre este plano terrestre, mesmo que tenuemente, os indizíveis esplendores do Reino de Abhá.

Ainda uma palavra em conclusão. A proclamação da Unidade do Gênero Humano - pedra fundamental do domínio todo-abrangente de Bahá'u'lláh - não pode, em absoluto, ser comparada com as expressões de esperança piedosa que foram pronunciadas no passado. Não é um mero apelo feito por Ele, só e sem apoio, em face da implacável e coligada oposição de dois dos mais poderosos potentados orientais de Seu tempo - enquanto Ele próprio se encontrava preso e exilado nas mãos deles. Trata-se, ao mesmo tempo, de uma admoestação e uma promessa - a admoestação de que nela se encontra o único meio de salvação para um mundo severamente atribulado, e a promessa de que está próxima a sua realização.

Feita numa época em que a possibilidade de sua realização ainda não havia sido seriamente considerada em nenhuma parte do mundo, em virtude da potência celestial nela insuflada pelo Espírito de Bahá'u'lláh, veio finalmente a ser considerada, por um crescente número de pessoas ponderadas, não apenas como uma possibilidade iminente, mas como a conseqüência inevitável das forças atualmente em ação no mundo.

Certamente o mundo, contraído e transformado em um só organismo altamente complexo em conseqüência do admirável progresso realizado no campo da ciência física, da expansão universal do comércio e da indústria, lutando sob a pressão de forças econômicas mundiais, e ameaçado pelas armadilhas de uma civilização materialista, tem urgente necessidade de uma nova exposição da Verdade que é a base de todas as Revelações do passado e em uma linguagem adequada às suas necessidades essenciais. E qual voz senão a de Bahá'u'lláh - o Porta-Voz de Deus para esta era - será capaz de efetivar na sociedade uma transformação tão radical como aquela que Ele já realizou nos corações de homens e mulheres, tão diversificados e aparentemente irreconciliáveis, que constituem o corpo de Seus declarados seguidores no mundo inteiro?

Poucas pessoas, em verdade, podem duvidar do fato de que esse conceito tão poderoso esteja rapidamente germinando nas mentes dos homens, ou de que vozes estão se levantando em seu apoio, ou ainda, que suas características mais marcantes em breve haverão de se cristalizar na consciência de pessoas que exercem autoridade. Somente quem tiver o coração maculado pelo preconceito deixará de perceber que seu início modesto já se manifestou na Administração de âmbito mundial à qual estão associados os aderentes da Fé de Bahá'u'lláh...

("The Goal of a New Word Order", 28 de novembro de 1931, publicado em The Word Order of Bahá'u'lláh)

Nenhuma maquinaria que os esforços coletivos da humanidade possam vir a conceber, que não se harmonize com o padrão inculcado pela Revelação Bahá'í, e que esteja em desacordo com o padrão sublime ordenado em Seus ensinamentos, jamais poderá conseguir algo superior ou além daquela "Paz Menor" que o próprio Autor de nossa Fé aludiu em Seus escritos. Ele adverte por escrito aos reis e governantes da terra: "Agora que recusastes a Paz Maior, segurai-vos a essa, a Paz Menor, a fim de que talvez possais melhorar em algum grau vossa própria condição e a daqueles que de vós dependem."

Discorrendo sobre esta Paz Menor, Ele assim se dirige, naquela mesma Epístola, aos governantes da terra: "Sede reconciliados entre vós, para que não mais necessiteis de armamentos, salvo na medida precisa a fim de proteger vossos territórios e domínios... Uni-vos, ó reis da terra, pois assim a tempestade da discórdia se aquietará entre vós e vosso povo encontrará sossego - se sois dos que compreendem. Se alguém dentre vós lançar mão de armas contra outro, levantai-vos todos contra ele, pois isso nada mais é que justiça manifesta."

A Paz Máxima, por outro lado, conforme concebida por Bahá'u'lláh - uma paz que inevitavelmente ocorrerá como conseqüência prática da espiritualização do mundo e da fusão de todas as suas raças, credos, classes e nações - não poderá ser estabelecida sobre nenhuma outra base, nem preservada através de nenhum outro meio senão pelos mandamentos divinos reveladas e que estão implícitos na Ordem Mundial associada ao Seu Santo Nome...

A Revelação de Bahá'u'lláh, cuja suprema missão outra não é senão a realização desta unidade orgânica e espiritual de todas as nações, deve ser considerada, se formos fiéis às suas implicações, como sinalizando, com seu advento, a idade de maturidade da inteira raça humana. Ela deve ser vista não apenas como mais uma renovação espiritual nos destinos sempre em transformação da humanidade, nem apenas como um estágio superior em uma corrente de Revelações progressivas, nem mesmo como a culminação de uma série de renovados ciclos proféticos, mas como a certeza do último e mais elevado estágio na estupenda evolução da vida coletiva do ser humano neste planeta. A emergência de uma comunidade mundial, a consciência da cidadania mundial, a fundação de uma civilização e de uma cultura mundiais - tudo isso deve se sincronizar com os estágios iniciais do desenvolvimento da Idade Áurea da era bahá'í - devendo, em virtude de sua natureza, ser considerada, no que concerne a esta vida planetária, como as fronteiras mais avançadas na organização da sociedade humana, embora o homem, como indivíduo, continue, e até mesmo como resultado desta consumação, indefinidamente a progredir e se desenvolver.

A humanidade inteira está se lamentando, desejando ardentemente ser levada à unidade e terminar seu martírio de longa data. E apesar disso teimosamente recusa abraçar a luz e reconhecer a autoridade soberana do único Poder que poderá tirá-la de seus embaraços e evitar a terrível calamidade que ameaça engolfá-la.

Ominosa é, em verdade, a voz de Bahá'u'lláh que ressoa através destas proféticas palavras:

"Ó vós povos do mundo! Sabei, em verdade, que uma calamidade imprevista vos segue e severa retribuição vos espera."

E ainda:

"Temos um tempo marcado para vós, ó povos. Se, na hora designada, deixardes de vos volver a Deus, Ele, verdadeiramente, porá as mãos em vós com violência e fará com que penosas aflições vos acometam de todas as direções. Como é severo, em verdade, o castigo com o qual vosso Senhor, então, vos castigará..."

Deve a humanidade, atormentada como está agora, ser ainda afligida por tribulações mais severas para que sua influência purificadora a prepare para entrar no Reino celestial que deverá ser estabelecido na terra? Deve a inauguração de tão grandiosa, tão singular, tão iluminada era na história humana ser introduzida por tão grande catástrofe nos assuntos humanos que lembre, ou melhor, supere o terrível colapso da civilização romana nos primeiros séculos da era cristã? Deve uma série de profundas convulsões agitar e abalar a raça humana até que Bahá'u'lláh possa ser entronizado nos corações e nas consciências das massas, até que Sua ascendência indiscutível seja universalmente reconhecida e o nobre edifício de Sua Ordem Mundial seja erigido e estabelecido?

As longas eras da infância e puberdade, através das quais a raça humana teve de passar, ficaram no passado. A humanidade está atualmente experimentando as comoções invariavelmente associadas ao estágio mais turbulento de sua evolução, o estágio da adolescência quando a impetuosidade da juventude e sua veemência atingem seu clímax, e deve gradualmente ser superada pela calma, pela sabedoria e pela maturidade que caracterizam o estágio adulto. Então a raça humana irá alcançar o grau de maturidade que lhe permitirá adquirir todos os poderes e capacidades dos quais, em última instância, depende seu desenvolvimento.

A unificação da humanidade inteira é o distintivo da etapa da qual a sociedade humana atualmente se aproxima. A unidade de família, a de tribo, a de cidade-estado e a de nação, foram sucessivamente tentadas e completamente estabelecidas. A unidade do mundo é agora a meta à qual a humanidade, em sua aflição, dirige seus esforços. O processo de formar nações já chegou ao fim. A anarquia inerente à soberania estatal aproxima-se de um clímax. Um mundo marchando para a maturidade deve abandonar esse ídolo, reconhecer a unicidade e a integridade das relações humanas e estabelecer, de uma vez por todas, os instrumentos que melhor possam concretizar este princípio fundamental de sua vida...

A unidade do gênero humano, assim como Bahá'u'lláh a concebeu, compreende o estabelecimento de uma comunidade mundial em que todas as nações, raças, crenças e classes estejam estreita e permanentemente unidas, e em que a autonomia dos estados que a compõem, e a liberdade e iniciativa pessoal dos seus membros individuais, sejam garantidas de um modo definitivo e completo. Tal comunidade mundial, deve abranger, segundo nosso conceito, uma legislatura mundial, cujos membros, os representantes de todo o gênero humano, virão a controlar todos os recursos das respectivas nações componentes e criar as leis que forem necessárias para regular a vida, satisfazer as necessidades e ajustar as relações de todas as raças e povos entre si. Um executivo mundial, apoiado por uma força internacional, executará as decisões dessa legislatura mundial, aplicará as leis por ela criadas, e protegerá a unidade orgânica da inteira comunidade mundial. Um tribunal mundial deverá adjudicar toda e qualquer disputa que surja entre os vários elementos que constituem esse sistema universal, sendo irrevogável a sua decisão. Um sistema de intercomunicação mundial será adotado que abranja todo o planeta, e, livre de qualquer embaraço ou restrição nacional, funcionará com admirável rapidez e perfeita regularidade. Uma metrópole mundial será o centro de uma civilização mundial, o foco para onde convergirão as forças unificadoras da vida e da qual hão de irradiar as suas influências vigorantes. Um idioma mundial será criado ou escolhido dentre as línguas existentes e será ensinado em todas as escolas de todas as nações federadas como auxiliar à língua nativa. Uma escrita mundial, uma literatura mundial, um sistema uniforme de moeda, de pesos e medidas simplificarão e facilitarão o intercâmbio e entendimento entre as nações e raças da humanidade. Em tal sociedade mundial, a ciência e a religião, as duas forças mais potentes da vida humana, serão reconciliadas, assim cooperando e desenvolvendo-se harmoniosamente. Não mais será a imprensa, sob tal sistema, perniciosamente dominada por interesses, quer particulares, quer públicos, embora dê plena expressão às várias opiniões e convicções do gênero humano; e será livrada da influência de governos e povos querelantes. Os recursos econômicos do mundo serão organizados, suas fontes de matérias-primas serão exploradas e completamente utilizadas, seus mercados serão coordenados e desenvolvidos e a distribuição de seus produtos será regulada de um modo eqüitativo.

As rivalidades entre as nações, os ódios e as intrigas cessarão, e os preconceitos e animosidades de raça serão substituídos por amizade, entendimento mútuo e cooperação. Não mais existirão os motivos de contenda religiosa; abolir-se-ão as barreiras e restrições econômicas e a desmedida distinção entre as classes será eliminada. Desaparecerão a pobreza extrema, por um lado e, por outro, a excessiva acumulação de bens. A quantidade enorme de energia que se desperdiça com a guerra, quer econômica ou política, será dedicada a fins como estes: a extensão do alcance das invenções humanas e do desenvolvimento técnico, o aumento da capacidade produtiva da humanidade, o extermínio das moléstias, a ampliação das pesquisas científicas, a adoção de mais altos padrões de saúde física, a refinação do cérebro humano, a exploração dos recursos do planeta que ainda não foram utilizados ou descobertos, o prolongamento da vida do homem, a promoção de qualquer outro meio de estimular a vida intelectual, moral e espiritual da humanidade inteira.

A meta para qual a força unificadora da vida impele a humanidade é um sistema federal mundial que regerá a Terra, exercendo uma autoridade inquestionável sobre seus recursos inimaginavelmente vastos, harmonizando e incorporando os ideais de Leste e Oeste, liberto do flagelo da guerra e suas tristes conseqüências, esforçando-se por aproveitar todas as fontes de energia existentes na superfície do planeta - um sistema em que a Força se subordina à Justiça, e cuja vida é sustentada por seu reconhecimento universal de um só Deus e sua lealdade a uma Revelação comum.

(The Unfoldment of World Civilization, 11 de março de 1936, em A Ordem Mundial de Bahá'u'lláh).

A tribulação que há de abalar o mundo, tão graficamente profetizado por Bahá'u'lláh - como citamos nas páginas precedentes - talvez a veja repuxada para seu vórtice, num grau sem precedentes. Do contrário de suas reações ao último conflito mundial, emergirá - é provável - conscientemente determinada a aproveitar sua oportunidade de aplicar o pleno peso de sua influência aos problemas gigantescos que tamanha tribulação haverá de deixar em seu rasto e, em conjunto com suas nações irmãs, tanto do Oriente como do Ocidente, exorcismar para sempre a maior maldição que, desde os tempos imemoriais, aflige e degrada a espécie humana.

Então, e somente então, a nação americana, amoldada e purificada no crisol de uma guerra comum, habituada a seus rigores e disciplinada pelas suas lições, estará na posição de poder levantar sua voz no concílio das nações, lançar, ela mesma, a pedra angular de uma paz universal e duradoura, proclamar a solidariedade, a unidade e a maturidade do gênero humano e ajudar a estabelecer o prometido reinado da justiça na terra. Então, e somente então, a nação americana - enquanto a comunidade dos bahá'ís americanos em seu seio estiver consumando sua missão que Deus lhe determinou - poderá cumprir o destino indizivelmente glorioso que lhe foi designado pelo Onipotente e que os escritos de 'Abdu'l-Bahá consagraram imortalmente. Então, e somente então, a nação americana atingirá "aquilo que há de adornar as páginas da história," e tornar-se-á "objeto da inveja do mundo, abençoada tanto no Oriente como no Ocidente."

(O Advento da Justiça Divina, 25 de dezembro de 1938, págs. 137-139)

O mundo, em verdade, move-se para seu destino. A interdependência dos povos e nações da terra, - não obstante o que digam ou façam os que incentivam as forças divisoras do mundo - já é fato consumado. Compreende-se e reconhece-se agora sua unidade na esfera econômica. O bem-estar da parte significa o bem-estar do todo, e o sofrimento da parte traz sofrimento ao todo. A Revelação de Bahá'u'lláh - para usarmos Suas próprias palavras - "prestou um novo impulso e fixou uma direção nova" a esse vasto processo que opera atualmente no mundo. Os fogos ateados por essa grande provação são as conseqüências da falha dos homens, por não haverem-na reconhecido. Ainda mais, apressam sua consumação. A longa adversidade mundial, aflitiva, aliada aos caos e à destruição universal, há de convulsionar as nações, despertar a consciência do mundo, desiludir as massas, precipitar uma transformação radical no próprio conceito da sociedade, e coligar, afinal, os membros desunidos e sangrentos da humanidade num só corpo organicamente unido e indivisível.

Ao caráter geral, às implicações e feições dessa comunidade mundial, destinada a emergir, cedo ou tarde, da carnificina, agonia e destruição dessa grande convulsão mundial, já me referi em comunicações anteriores. Basta dizer que esta consumação, por sua própria natureza, há de ser um processo gradativo e deve primeiro, como o próprio Bahá'u'lláh antecipou, levar à realização daquela Paz Menor que as nações da terra por si mesmas estabelecerão, pois embora despercebendo ainda Sua Revelação, estão executando, no entanto, os princípios gerais por Ele enunciados. Esse passo momentoso e histórico, envolvendo a reconstrução da humanidade, em conseqüência do reconhecimento universal de ser ela uma só, de formar um todo, conduzirá à espiritualização das massas, uma vez reconhecido o caráter da Fé introduzida por Bahá'u'lláh e admitida a verdade de suas declarações - condição esta essencial àquela fusão final de todas as raças, crenças, classes e nações, o que deve assinalar o surgir de Sua Nova Ordem Mundial.

Então o amadurecimento de todo o gênero humano será proclamado e celebrado por todos os povos e nações da terra. Içar-se-á, então, a bandeira da Maior Paz. Então a soberania mundial de Bahá'u'lláh - Aquele que estabeleceu o Reino do Pai predito pelo Filho e antecipado pelos Profetas de Deus antes e depois Dele - será reconhecida, aclamada e firmemente estabelecida. Nascerá, então, uma civilização mundial, fadada a florescer e a perpetuar-se, uma civilização com uma plenitude de vida que o mundo jamais viu nem pode ainda conceber. Então se cumprirá completamente o Convênio eterno. Redimir-se-á a promessa encerrada em todos os Livros de Deus, cumprindo-se todas as profecias pronunciadas pelos Profetas de antanho, e sendo assim realizada a visão de videntes e poetas. Então o planeta, galvanizado pela crença universal de seus habitantes em um só Deus, e pela sua lealdade a uma Revelação comum, espelhará, dentro dos limites que lhe forem impostos, as fulgentes glórias da soberania de Bahá'u'lláh, brilhando na plenitude de seu esplendor no Paraíso de Abhá, e se fará os escabelo de Seu Trono no alto; será aclamado como o céu terrestre, capaz de cumprir aquele destino infalível que lhe foi determinado desde tempos imemoriais, pelo amor e sabedoria de seu Criador.

(O Dia Prometido Chegou, 28 de março de 1941)

Ele encarece sem reservas o princípio da segurança coletiva; recomenda a redução dos armamentos das nações; e proclama como necessária e inevitável a convocação de uma assembléia mundial em que os reis e chefes de estado deliberem sobre o estabelecimento da paz entre as nações.

(A Presença de Deus, p.299)

Durante esta Idade Formativa da Fé, e durante o presente período e os futuros, o último estágio e o clímax da ereção da estrutura da Ordem Administrativa da Fé de Bahá'u'lláh - a eleição da Casa Universal de Justiça - terá sido realizada, o Kitáb-i-Aqdas, o Livro Mater da Sua Revelação, terá sido codificado e as suas leis promulgadas, a Paz Menor terá sido alcançada e a sua maturidade atingida, o Plano concebido por 'Abdu'l-Bahá terá sido executado, a emancipação da Fé dos grilhões da ortodoxia religiosa terá de ser obtida, e o seu status de independência religiosa terá sido universalmente reconhecido.

...Nós não podemos falhar em perceber o trabalho de dois processos simultâneos gerados desde os anos finais da idade Heróica de nossa Fé, cada um claramente definido, cada um bem distinto, ainda que intimamente relacionados e destinados a culminar no final dos tempos, em uma única consumação gloriosa.

Um destes processos associa-se com a missão da Comunidade Bahá'í Americana, o outro com o destino da nação americana. O primeiro serve diretamente os interesses da Ordem Administrativa da Fé de Bahá'u'lláh...

O outro processo data do romper da primeira Guerra MUndial a qual lançou a grande república do Ocidente no vórtice do primeiro estágio de um levante mundial. Ele recebeu o seu ímpeto inicial através da formulação dos Quatorze Pontos do Presidente Wilson, os quais pela primeira vez associaram intimamente aquela República com o destino do Velho Mundo. Ele sofreu o seu primeiro revés recém do desligamento daquela república da recém nascida Liga das Nações, cuja criação foi devida aos esforços daquele presidente. Ele cresceu com o romper da Segunda Guerra Mundial, infligindo sofrimentos sem precedentes naquela república, e envolvendo-a ainda mais nos afazeres de todos os continentes do globo. Ele foi reforçado através da declaração existente na Carta do Atlântico, como apresentado por um de seus principais criadores Franklin D. Roosevelt. Ele assumiu i, delineamento definitivo através do nascimento das Nações Unidas na Conferência de São Francisco. Ele adquiriu um significado ainda maior com a escolha da própria Cidade do Convênio com o a sede da recém criada organização, através das declarações feitas recentemente pelo presidente americano na Grécia e Turquia, com relação às responsabilidades de seu país como também através das discussão pela Assembléia Geral das Nações Unidas do desafiante e espinhoso problema da Terra Santa, o centro espiritual de Bahá'u'lláh.Porém, ele deve atravessar um caminho longo e tortuoso até atingir, através de uma série de vitórias e reverses, a união política dos hemisférios ocidental e oriental, o nascimento de um governo mundial e o estabelecimento da Paz Menor, como prenunciado por Bahá'u'lláh e predito pelo Profeta Isaías. Ele deve finalmente culminar no desfraldar da bandeira da Paz Maior, na Idade Áurea da Dispensação de Bahá'u'lláh.

(Citadel of Faith, 05 de junho de 1947, p. 6 - pp.32-33)

A construção deste edifício (o Arquivo Internacional Bahá'í) por sua vez anunciará a construção, no decorrer dos sucessivos períodos da Idade Formativa da Fé, de diversos outros períodos que servirão como sedes administrativas daquelas instituições divinamente indicadas como a Guardiania, as Mãos da Causa, e a Casa Universal de Justiça. Estes edifícios envolverão em uma forma de arco aberto e com um estilo arquitetônico harmonioso os túmulos da Folha Mais Sagrada, distinta como a pessoa mais proeminente do seu sexo na Dispensação Bahá'í, do Irmão dela, oferecido como um resgate por Bahá'u'lláh para despertar do mundo e a sua unidade e da Mãe deles, proclamada por Ele como a sua consorte escolhida "em todos os mundos de Deus". O término deste estupendo empreendimento marcará a culminação do desenvolvimento de uma Ordem Administrativa Mundial devidamente indicada, cujo início pode ser determinado nos anos finais da Idade Heróica da Fé.

Este vasto e irresistível processo, inigualável na história espiritual da humanidade, e que será sincronizado com dois outros desenvolvimentos não menos significativos - o estabelecimento da Paz Menor e a evolução das instituições Bahá'ís locais e nacionais - atingirá a sua consumação na Idade Áurea da Fé, através do hasteamento da bandeira da Paz Máxima e da emergência na plenitude de seu poder e glória do Centro focal das instituições que constituem a Ordem Mundial de Bahá'u'lláh. O estabelecimento final desta sede da futura Comunidade Mundial Bahá'í assinalará imediatamente a proclamação imediatamente a proclamação da soberania do Fundador de nossa Fé e o advento do Reino da Paz, repetidamente enaltecido e prometido por Jesus Cristo.

Esta Ordem Mundial, por sua vez, durante as sucessivas dispensações do Ciclo Bahá'í, dará o seu mais belo fruto através do nascimento e desabrochar de uma civilização divinamente inspirada em suas características, de âmbito mundial em sua abrangência e fundamentalmente espiritual em seu caráter - uma civilização destinada durante o seu desenvolvimento a derivar o seu impulso inicial do espírito animador das próprias instituições que agora, em seu estado embrionário, estão em movimento no ventre da atual Idade Formativa da Fé.

(Messages to the Bahá'í World, 1950-1957 - 27 de novembro de 19854, pp.74-75)

Extratos de Cartas Escritas
em Nome de Shoghi Effendi

O mundo está muito agitado, e o que é mais patético é o fato de ele ter aprendido a se manter longe de Deus, que é o único que pode salvá-lo e aliviar os seus sofrimentos. É nosso dever, nós que fomos incumbidos de ministrar o remédio divino dado por Bahá'u'lláh, concentrar nossa atenção na realização desta tarefa, e não descansar até que a paz predita pelos Profetas de Deus tenha sido permanentemente estabelecida.

(9 de dezembro de 1931)

Shoghi Effendi escreveu sua última carta geral (The Goal of a New Order) - A meta de uma Nova Ordem Mundial) para os amigos ocidentais porque ele sentia que se deveria esclarecer ao público a atitude mantida pela Fé Bahá'í em relação aos dias atuais problemas econômicos e políticos. Não devemos fazer o mundo conhecer qual era o verdadeiro objetivo de Bahá'u'lláh. Até agora a Unidade da Humanidade era um assunto de importância apenas acadêmica. AGora ele está se tornando cada vez mais um tema de interesse dos governantes. Conseqüentemente esta é uma oportunidade maravilhosa para que nos destaquemos e apresentemos o ensinamento que é o objetivo e a meta dos preceitos sociais de Bahá'u'lláh. Shoghi Effendi espera que os amigos façam ressonar este chamado pela união orgânica da humanidade até que ele seja parte da consciência de cada ser humano no mundo. Porém um grande cuidado deve ser tomado para que não sejamos mal entendidos e a nossa Fé não seja classificada como um movimento radical.

(28 de janeiro de 1932)

Shoghi Effendi pediu-me que informe o recebimento de sua carta datada de 26 de fevereiro de 1932 a qual tinha anexa uma cópia impressa da última carta geral (The Goal of a New Order - A meta de uma Nova Ordem Mundial)... Ele ficou muito feliz em saber que os amigos a acharam suficientemente interessante para fazê-la o tema de sua campanha de ensino. Ele também espera sinceramente que isto desperte alguns dos amigos para a importância deste ensinamento da Causa e que os estimule a uma maior aprofundação e estudo sobre o assunto. Pois ele é indubitavelmente o objetivo dos preceitos sociais da Fé. Não há nenhuma razão porque os bahá'ís não deveriam ser os primeiros a pleitear tal Federação Mundial, para a qual o mundo está sendo dirigido por forças que ele não pode controlar.

(16 de fevereiro de 1932)

As diversas nações do mundo nunca atingirão a paz a não ser que reconheçam o significado dos ensinamentos e os observem de todo o coração, pois através daqueles preceitos todos os problemas internacionais serão resolvidos e todo homem terá o ambiente espiritual no qual a sua alma poderá evoluir e produzir os seus ensinamentos.

(15 de janeiro de 1933)

O Guardião também leu com muito interesse todos os papéis anexos. Ele está firmemente convencido de que através de perseverança e a ação contínua a causa da Paz finalmente triunfará sobre todas as forças negras que ameaçam o bem estar e o progresso do mundo atual. Porém, certamente tais ações puramente humanas não terão nenhum efeito caso não sejam inspiradas e guiadas pelo poder da Fé. SEm a ajuda de Deus, que foi dada através da mensagem segura e adequadamente estabelecida. Desconsiderar a solução bahá'í para a paz mundial é construir em cima de alicerces de areia. Aceitá-la e aplicá-la é fazer com que a paz não seja apenas um sonho, ou um ideal, mas uma realidade ativa. Este é o ponto que o Guardião deseja que você desenvolva, que enfatize sempre e que apóie através de argumentos convincentes. O programa bahá'í de paz não é, em última instância, único instrumento efetivo para o estabelecimento do reino da paz neste mundo. Esta atitude não implica em um repúdio geral das outras soluções apresentadas por diversos filantropistas. Ela apenas mostra a ineficácia delas perante o Plano Divino para a unificação do mundo. Nós não podemos escapar do fato de que qualquer coisa mundana pode não durar para sempre, a menos que seja apoiada e mantida pelo poder de Deus

(25 de setembro de 1933)

Não importa quais possam ser nossas limitações e que formidáveis sejam as forças da escuridão que nos sitiam atualmente, a unificação da humanidade como prescrita e assegurada pela Ordem Mundial de Bahá'u'lláh, e nenhum poder na terra pode por muito tempo impedir ou até mesmo retardar a sua devida realização. Deste modo, os amigos não devem perder a esperança, e bem cientes de seu poder e responsabilidade eles devem perseverar em seus grandes esforços para a extensão e consolidação do domínio universal de Bahá'u'lláh na Terra.

(06 de novembro de 1933)

Quanto ao Executivo Internacional mencionado pelo Guardião em seu (The Goal of a New Order - A meta de uma Nova Ordem Mundial), deve-se destacar que isto não se refere de modo algum à Comunidade Bahá'í do futuro, mas sim ao governo mundial que anunciará o advento e conduzirá ao estabelecimento final da Ordem Mundial de Bahá'u'lláh. A formação deste Executivo Internacional, que corresponde ao chefe ou conselho de estado dos atuais governos nacionais é apenas um passo em direção ao governo mundial bahá'í do futuro, e assim não deve ser identificado com a instituição da Guardiania ou da Casa Universal de Justiça.

(17 de março de 1934)

O que o Guardião deseja, com relação ao seu trabalho de ensino, é que você em todas as suas palestras enfatize particularmente a suprema necessidade de todas as nações e indivíduos adotarem neste dia em sua integridade o programa social dado por Bahá'u'lláh pra a reconstrução da vida religiosa, econômica e política da humanidade. Ele deseja que você explique e analise os elementos que ajudam a erguer esta Ordem Mundial Divina à luz dos eventos e condições atuais do mundo. Ele crê que deve ser dada ênfase especial à preemente necessidade de se estabelecer um estado mundial soberano e supra-nacional conforme descrito por Bahá'u'lláh. Quanto mais o mundo torna-se sujeito a tumultos e convulsões nunca vistos anteriormente, a compreensão de tal necessidade não é somente percebida pelos sábios e instruídos como também pelo povo em geral. Os crentes deveriam, portanto aproveitar esta oportunidade e fazer um esforço para apresentar em uma linguagem convincente e eloqüente, aqueles ensinamentos sociais e humanitários da Fé que acreditamos serem a única panacéia para as inúmeras doenças que afligem o nosso mundo atual.

(15 de novembro de 1935)

Com referência à sua pergunta em relação à menção de 'Abdu'l-Bahá sobre a "unidade no campo político", esta unidade deve ser claramente distinguida da "unidade das nações". A primeira é a unidade obtida entre estados soberanos e politicamente independente; enquanto que a segunda é realizada entre nações. A diferença entre um estado e uma nação é que o primeiro, como você sabe, é uma entidade política que não necessariamente tem homogeneidade racial, enquanto que a segunda implica tanto em homogeneidade política quanto nacional.

(26 de julho de 1936)

O Guardião já lhe aconselhou, quanto ao seu trabalho de ensino, em enfatizar em suas palestras a idéia de um super-estado mundial, e o conceito da Unidade da Humanidade que o fundamenta. Além disso, ele deseja que você enfatize também o fato de que a humanidade, como um todo, entrou no período mais crítico e no estágio mais importante de sua evolução, o estágio da maturidade. Este conceito do amadurecimento da humanidade constitui o núcleo central dos ensinamentos bahá'ís e é a característica mais distintiva da Revelação de Bahá'u'lláh. Uma devida compreensão deste conceito dá-nos a chave para uma adequada apreciação da soberba proclamação feita pelo Autor da Fé, tanto com relação à Sua própria posição, quanto sobre a incomparável grandeza de Sua Dispensação.

(12 de outubro de 1936)

Com referência à pergunta que você fez em relação à época e os meios pelos quais a Paz Menor e a Paz Máxima, mencionados por Bahá'u'lláh, seriam estabelecidas após a vindoura Guerra Mundial. Sua visão é de que a Paz Menor virá através dos esforços políticos dos estados e nações do mundo, e independente de qualquer plano ou esforço bahá'í direto, e de que a Paz Máxima será estabelecida por meio dos crentes e pela execução direta das leis e princípios revelados por Bahá'u'lláh e o funcionamento da Casa Universal de Justiça como o órgão supremo do Super Estado Bahá'í - sua visão sobre este assunto está completamente correta e em total acordo com o pronunciamento do Guardião apresentado no "Unfoldment of World Civilization" (O Despertar da Civilização Mundial)

(14 de março de 1939)

Embora seja prematuro tentar prever em que bases as diversas nações seriam representadas em um Conselho Internacional, ou em qualquer forma internacional de Governo, é claro que do ponto de vista bahá'í isto só pode ser executado sobre uma base de verdadeira justiça; e a justiça não implica em uma raça ter um voto preponderante sobre quaisquer representantes de outras raças, e assim estar em uma posição de poder dominá-las.

(12 de abril de 1942)

O que 'Abdu'l-Bahá queria dizer sobre as mulheres erguerem-se pela paz é de que este é um assunto vital que as afeta diretamente e que quando elas formarem uma massa universal de opinião pública consciente contra a guerra não pode haver nenhuma guerra. As mulheres bahá'ís já estão organizadas através de sua participação como membros da Fé e da Ordem Administrativa. Nenhuma organização maior é necessária. Mas elas devem através do ensino e do ativo apoio moral que elas dão a todo movimento dirigido à paz, procurar exercer uma forte influência nas mentes de outras mulheres com relação à este assunto essencial.

(24 de março de 1945)

As Sete Luzes da Unidade não aparecerão necessariamente na ordem apresentada. Um produto da segunda pode muito bem ser a cultura universal

(19 de novembro de 1945)

Os ensinamentos de Bahá'u'lláh estabelecerão um novo modo de vida para a humanidade. Aqueles que são bahá'ís devem se esforçar para estabelecer este novo modo de vida tão longo quanto seja possível. Agora que está chegando a hora em que a Fé BAhá'í está ganhando proeminência, e está sendo considerada por tantas pessoas é necessário que os crentes da Fé vivam de acordo com os altos ideais da Fé sob todos os aspectos. Deste modo eles podem demonstrar que a Fé Bahá'í cria um novo modo de vida que leva o indivíduo a uma completa associação com a vontade de Deus, e deste modo para o estabelecimento de uma sociedade pacífica e universal. Ações divisórias são coisas do homem, enquanto que o serviço universal é de Deus.

O Guardião está agora ansioso para que todos os amigos obtenham uma consciência universal e um modo de vida universal.

(20 de novembro de 1955)

O governo mundial virá, mas nós não sabemos quando.

(15 de agosto de 1957)
Extratos das cartas da
Casa Universal de Justiça

Quando Bahá'u'lláh proclamou a Sua Mensagem para o mundo no século dezenove, Ele tornou bem claro que o primeiro passo essencial para a paz e o progresso da humanidade era sua unificação. Como Ele disse: "O bem-estar da humanidade, a sua paz e segurança são inatingíveis a menos que, e até que a sua unidade seja firmemente estabelecida ("The World Order of Bahá'u'lláh - A Ordem Mundial de Bahá'u'lláh - pág. 203). Porém, vocês encontrarão a maior parte da humanidade indo na direção contrária deste dia; eles consideram a unidade como um objetivo final quase inatingível e se concentram primeiramente em remediar todas as outras doenças da humanidade. Se eles apenas soubessem que estas doenças são apenas sintomas e efeitos colaterais da doença - a desunião. Além do mais, Bahá'u'lláh afirmou que a reivindicação da humanidade e a cura de todos os seus males só podem ser obtidas por meio de Sua Fé. . .

Nos é dito por Shoghi Effendi que dois grandes processos estão ocorrendo no mundo: o grande Plano de Deus, tumultuoso em seu progresso, trabalhando com toda a humanidade, derrubando as barreiras para a unidade mundial e fundindo a humanidade em um corpo unido através dos fotos do sofrimento e experiência. Este processo produzirá, no tempo determinado por Deus, a Paz Menor, a unificação política do mundo. A humanidade naquele tempo pode ser comparada a um corpo que é unido mas que não tem vida. O segundo processo, a tarefa de soprar a vida neste corpo unificado, de criar a verdadeira unidade e espiritualidade, culminando na Paz Máxima - é relativo as bahá'ís que estão trabalhando conscientemente, com instruções detalhadas e contínua guia divina para erguer a estrutura do Reino de Deus na Terra, para o qual eles convocam o resto da humanidade, conferindo-lhes assim a vida.

("Wellspring of Guidance" 8 de dezembro de 1967, pp. 131-134)

É verdade que 'Abdu'l-Bahá fez comentários relacionando o estabelecimento de unidade das nações com o século vinte. Por exemplo: ". . .A vela da unidade das nações - uma unidade que, neste século, será seguramente estabelecida, fazendo com que todos os povos do mundo se considerem como cidadãos da mesma pátria. . ." E em O Dia Prometido Chegou, após uma citação similar feita em O esplendor da Verdade Shoghi Effendi faz o seguinte comentário: "Este é o estágio para o qual o mundo está se aproximando agora, o estágio da unidade mundial, o qual como 'Abdu'l-Bahá nos assegura será certamente estabelecido neste século"

Há também esta citação de uma carta escrita em nome do Guardião pelo secretário em 1946 para um crente individual: "Tudo o que nós sabemos é que a Paz Menor e a Paz Máxima virão - as suas datas exatas nós não sabemos. O mesmo é verdade quanto à possibilidade de uma guerra futura; nós não podemos afirmar dogmaticamente que ela ocorrerá ou não - tudo o que sabemos é que a humanidade deve sofrer e ser punida suficientemente até se voltar a Deus"

(29 de julho de 1974)
Extratos de Cartas Escritas em
Nome da Casa Universal de Justiça

. . . A Fé Bahá'í tem por objetivo eliminar qualquer tipo de guerra incluindo a nuclear. O propósito fundamental de nossa Fé é a unidade e o estabelecimento da paz. Esta meta, que é a esperança do povo através de um mundo cada vez mais inseguro, somente pode ser alcançada através dos ensinamentos de Bahá'u'lláh. Uma vez que apenas os bahá'ís podem dar estes Ensinamentos à humanidade , os amigos devem considerar cuidadosamente como eles gastarão o seu tempo e energia e evitarem associar-se com atividades que os distrairão indevidamente de sua principal responsabilidade, que é compartilhar a Mensagem de Bahá'u'lláh.

(04 de junho de 1982)

Na época atual, o assunto do desarmamento nuclear tornou-se muito mais um tema político, com demonstrações ocorrendo não apenas nos Estados Unidos como também na Inglaterra e em alguns países da Europa Ocidental. Destacar apenas o desarmamento nuclear seria limitar a posição bahá'í e envolveria a Fé nas atuais controvérsias entre as nações. É evidente que os bahá'ís acreditam que o desarmamento, não apenas de armas nucleares, como também de armas biológicas, química e outras formas, é essencial.

(12 de janeiro de 1983)

Em relação à transição do atual sistema de soberania nacional para um sistema de soberania nacional para um sistema de governo mundial, a Casa de Justiça concorda plenamente com a sua opinião de que os bahá'ís devem fazer tudo o que puderem para promover esta transição. Isto requer diversas atividades correlacionadas, todas as quais são metas do atual Plano de Sete Anos. Uma é a formação tão rapidamente quanto possível de Assembléias Espirituais Locais firmemente estabelecidas e eficientemente funcionando em toas as partes do mundo, de modo que pessoas que procuram possam ter em todo os lugares um ponto de referência para onde elas possam se dirigir para ober guia e os Ensinamentos da Fé. Uma segunda é a aprofundação dos crentes, de todas as idades na sua compreensão e obediência dos Ensinamentos. Uma terceira é a proclamação da Fé a todas as camadas da sociedade e em particular às autoridades e líderes de pensamento de modo que aqueles que dirigem ao povo possam conhecer precisamente a natureza e os objetivos da Fé e aprender a respeitá-la e implementar os princípios. Uma quarta é a promoção da escolaridade bahá'í, de modo que um número maior de crentes possa analisar os problemas da humanidade e todas as áreas e demonstrar como os ensinamentos podem resolvê-los. . .Uma quinta é o desenvolvimento das relações entre a Comunidade Internacional bahá'í e as Nações Unidas, tanto diretamente com as mais elevadas instituições da ONU quanto no nível elementar em áreas de desenvolvimento rural, educação, etc...

Como você certamente sabe, o Guardião explicou que o desenvolvimento da humanidade da sua atual condição caótica até o estágio da Comunidade Mundial Bahá'í seria longo e árduo. Trazer à existência uma Autoridade Mundial e o início da Paz Menor, é uma das maiores transformações deste processo, e será seguida por outros estágios do desenvolvimento da Fé conforme descrito por Shoghi Effendi em seus escritos. Sem dúvida enquanto estas etapas estiverem ocorrendo, o conselho que instituições da Fé podem dar aos governos, o padrão de administração mundial oferecido pela Comunidade Bahá'í e os grandes projetos humanitários que serão lançados sob a égide da Casa Universal de Justiça, exercerão uma grande influência no seu devido progresso.

(19 de janeiro de 1983)

...É verdade que os bahá'ís não são pacifistas uma vez que apoiamos o uso das forças no serviço da Justiça e manutenção da lei. Mas nós não cremos que nenhuma guerra possa ser necessária e a sua abolição é um dos propósitos essenciais e uma das maiores promessas da Revelação de Bahá'u'lláh. A sua instrução específica aos reis da terra é: Se alguém dentre vós lançar mão de arma contra outro, levantai-vos contra ele, pois isso nada mais é que justiça manifesta."(Epístola à Rainha Vitória em "A Proclamação de Bahá'u'lláh, p. 26). O amado Guardião explicou que a unidade da humanidade implica no estabelecimento de uma comunidade mundial ". . . liberto do flagelo da guerra e suas misérias. . . em que a Força se subordina à Justiça..." cujo executivo mundial "protegerá a unidade orgânica da inteira comunidade mundial". Isto evidentemente não é guerra, mas manutenção da lei da ordem em uma escola mundial. A guerra é a tragédia final da desunião entre nações onde não há nenhuma autoridade internacional suficientemente poderosa para impedí-los de perseguirem os seus limitados interesses pessoais. Deste modo, os bahá'ís pedem para servir os seus países durante tais guerras através de atividades fora do combate; e sem dúvida alguma,s servirão nesta Força internacional predita por Bahá'u'lláh, quando ela vier a existir.

A principal missão de Bahá'u'lláh em aparecer neste período da história humana é a realização da unidade da humanidade e o estabelecimento da paz entre as nações; deste modo todas as forças envolvidas na realização destes fins são influenciadas por sua Revelação. Porém, nós sabemos que a paz virá em etapas. Primeiro, virá a Paz Menor, quando será obtida a unidade das nações, então gradualmente a Paz Máxima - a unidade tanto espiritual quanto política e social da humanidade, quando a Comunidade Mundial Bahá'í operando estritamente de acordo com as leis e mandamentos do Livro Mais Sagrado da Revelação Bahá'í, tiver sido estabelecida através dos bahá'ís.

Quanto à Paz Menor, Shoghi Effendi explicou que ela será uma unidade política obtida através da decisão dos governos de diversas nações; ela não será estabelecida pela ação direta da Comunidade Bahá'í. Porém, isto não significa que os bahá'ís estão esperando que a Paz Menor venha antes que eles façam algo pela paz da humanidade. Em verdade, ao promoverem princípios da Fé, que são indispensáveis para a manutenção da paz e ao modelarem os instrumentos da Ordem Administrativa BAhá'í, que como nos é dito pelo Guardião, é o padrão da sociedade futura, os bahá'ís estão constantemente envolvidos em lançarem os alicerces para uma paz permanente, sendo a Paz Máxima o seu objetivo Final.

A própria Paz Menor passará por etapas; na etapa inicial os governos agirão inteiramente por si próprio sem o envolvimento consciente da Fé; posteriormente, no devido tempo de Deus, a Fé terá influÊncia direta nos seus afazeres conforme indicado por Shoghi Effendi em "The Goal of New World Order" (A Meta de uma nova Ordem Mundial). Com passos conduzidos a esta última etapa, a Casa Universal de Justiça certamente determinará o que deve ser feito, de acordo com a guia nas escrituras, tais como a passagem que você citou de "Tablets of Bahá'u'lláh", p. 102.

Enquanto isto, os bahá'ís indubitavelmente farão tudo o que estiver ao seu alcance para promover o estabelecimento da paz.

(31 de janeiro de 1985)

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