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Compilações : Liberando o Poder da Ação Individual - Unlocking The Power of Action
Liberando o Poder da Ação Individual

Preparado pelo Departamento de Pesquisa da Casa Universal de Justiça

Título Original
Unlocking "The Power of Action"
Editora Bahá'í do Brasil
Tradução: Merle Scoss
Editora Bahá'í do Brasil
Parte I
A Iniciativa Individual e a Administração Bahá'í

(Excerto de uma carta, datada de 19 de maio de 1994, da Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional)

. . . a importância da administração bahá'í está em seu valor como agente que facilita a emergência e manutenção da vida comunitária de um modo inteiramente novo, bem como supre as exigências dos relacionamentos espirituais que fluem do amor e da unidade entre os amigos. Isso está relacionado a uma característica peculiar da vida bahá'í que é promovida por esses relacionamentos espirituais: o espírito de servidão a Deus, expresso no serviço à Causa, aos amigos e à humanidade como um todo. A atitude cujo exemplo mais sublime é a vida e a pessoa de 'Abdu'l-Bahá, constitui uma dinâmica que permeia as atividades da Fé e a faz adquirir uma força transformadora coletiva no funcionamento normal de uma comunidade. A esse respeito, as instituições da Fé representam canais para a promoção desta notável característica. É nesta moldura de referência que os conceitos de governança, liderança, autoridade e poder são adequadamente compreendidos e postos em prática.

O surgimento de uma comunidade unida, firmemente embasada e auto-sustentada deve estar entre os principais objetivos de uma Assembléia. Composta de um quadro de membros que reflete a diversidade de personalidades, talentos, habilidades e interesses, tal comunidade exige um certo nível de interação interna entre a Assembléia e o corpo de fiéis, nível esse que se baseia no compromisso, aceito por todos, com o serviço, e no qual um senso de parceria, fundado na apreciação mútua da esfera de ação específica de cada um, é plenamente reconhecido e inabalavelmente apoiado, e que não dá lugar para o surgimento de qualquer ilusão de dicotomia entre as partes. Em tal comunidade, a liderança é a expressão do serviço pelo qual a Assembléia Espiritual solicita e encoraja o uso dos múltiplos talentos e capacidades de que a comunidade é dotada, estimulando e orientando os diversos elementos da comunidade em direção a objetivos e estratégias através dos quais se podem perceber os efeitos de uma força coesa para o progresso.

A manutenção de um clima de amor e unidade depende em grande parte do sentimento, entre os indivíduos que compõem a comunidade, de que a Assembléia é uma parte deles mesmos, de que sua interações cooperativas com aquele órgão divinamente designado permite-lhes uma razoável margem de iniciativa e de que a qualidade de seus relacionamentos, tanto com a instituição quanto com os outros fiéis, encoraja um espírito de empreendimento que é fortalecido pela percepção do propósito revolucionário da Revelação de Bahá'u'lláh, pela consciência do grande privilégio de estarem associados aos esforços para realizar aquele propósito e pelo sempre presente senso de alegria daí decorrente. Em tal clima, a comunidade se transforma deixando de ser a simples soma de suas partes e assumindo uma personalidade inteiramente nova, como uma entidade cujos membros se fundem sem perder a singularidade individual. As possibilidades para manifestar esta transformação existem mais imediatamente ao nível local, mas é uma das grandes responsabilidades da Assembléia Nacional nutrir as condições para que elas possam florescer.

A autoridade para dirigir os assuntos da Fé a nível local, nacional e internacional, é divinamente conferida a instituições eleitas. No entanto, op poder para realizar as tarefas da comunidade reside basicamente na massa dos fiéis. A autoridade das instituições é uma necessidade irrevogável para o progresso da humanidade; seu exercício é uma arte que deve ser dominada. O poder da ação nos fiéis é liberado ao nível da iniciativa individual e vai se avolumando ao nível da vontade coletiva. Em seu potencial, este poder de massa, esta mistura de potencialidades individuais, existe sob uma forma maleável que é sensível às múltiplas reações dos indivíduos diante das várias influências em ação no mundo. Para realizar seu propósito mais elevado, este poder necessita expressar-se através de caminhos ordenados de atividade. Mesmo que os indivíduos procurem guia. suas ações por seu entendimento pessoal dos Textos Divinos, e muito pode ser realizado desta forma, tais ações desprovidas da orientação geral proporcionada por instituições autorizadas, são incapazes de ganhar o ímpeto necessário para o livre avanço da civilização.

A iniciativa individual é um aspecto preeminente deste poder; portanto, é uma imensa responsabilidade das instituições salvaguardá-la e estimulá-la. Do mesmo modo, é importante que os indivíduos reconheçam e aceitem que as instituições devem agir como uma influência orientadora e moderadora sobre a marcha da civilização. Neste sentido, a exigência divina dd que os indivíduos obedeçam às decisões de suas Assembléias pode claramente ser vista como um fator indispensável para o progresso da sociedade. De fato, os indivíduos podem ficar inteiramente à mercê de seus próprios recursos em relação ao bem-estar da sociedade como um todo, nem devem ser sufocados por posturas ditatoriais assumidas pelos membros das instituições.

O exercício bem-sucedido da autoridade na comunidade bahá'í implica no reconhecimento de direitos e responsabilidades, distintos porém mutuamente fortalecedores, entre as instituições e os amigos em geral; reconhecimento esse que, por sua vez, aceita de bom grado a necessidade de cooperação entre estas duas forças interativas da sociedade. Como aconselhou Shoghi Effendi: "Os indivíduos e as Assembléias devem aprender a cooperar, e a cooperar de modo inteligente, se desejam cumprir adequadamente seus deveres e obrigações em relação à Fé. E nenhuma cooperação é possível sem fé e confiança mútuas."

E quanto às preocupações a respeito de controle excessivo dos amigos: ao apreciar a natureza do poder da ação que eles possuem vocês serão capazes de avaliar o melhor meio de guiá-los e dirigí-los. Uma larga amplitude de ação deve ser-lhes permitida, o que significa também permitir uma ampla margem de erro. Sua Assembléia Nacional e suas Assembléias Locais não devem reagir automaticamente a todos os erros, mas sim diferenciar entre os erros que se autocorrigem como o passar do tempo, sem causar dano específico à comunidade, e os erros que exigem a intervenção da Assembléia. Relacionada a este ponto está a tendência dos amigos a fazerem críticas mútuas à menor provocação, embora os Ensinamentos lhes peçam para encorajarem uns aos outros. Tais tendências, é claro, são motivadas por um profundo amor pela Fé, por um desejo de vê-la livre de qualquer imperfeição. Mas os seres humanos não são perfeitos. As Assembléias Locais e os amigos devem ser ajudados através do exemplo pessoal e do conselho amoroso pra que se abstenham desse padrão de crítica que atrofia o crescimento e o desenvolvimento da comunidade.

Evitem também, a todo custo, estabelecer um número excessivo de regras e regulamentos. A Causa não é tão frágil a ponde de não poder tolerar um grau de erros. Quando sentirem que certas ações podem se transformar em tendência com conseqüências nocivas, vocês devem, em vez de criar uma nova regra, discutir o assunto com os Conselheiros e obter o apoio deles para educar os amigos de uma maneira que irá melhorar sua compreensão e sua conduta.

Um novo ímpeto de energia traria benefícios adicionais à operação do Plano de Três anos e se os amigos, tanto a nível individual como coletivo, pudessem sentir a maior liberdade para se engajarem numa ampla gama de atividades nascidas de sua própria iniciativa. Mesmo que vocês nada estejam fazendo deliberadamente para desencorajar ta liberdade, o exercício da iniciativa por parte dos amigos é até certo ponto inibido pela impressão de desaprovação institucional, mesmo que apenas inferida, e pelo medo da crítica. Neste exato momento da História, quando os povos do mundo são oprimidos por terríveis dificuldades e a sombra do desespero ameaça eclipsar a luz da esperança, é preciso fazer reviver entre os fiéis individuais um sentido de missão, um sentimento de que estão autorizados a atender à necessidade urgente da humanidade por orientação e assim conquistar vitórias para a Fé na própria esfera de vida de cada um. A comunidade como um todo deve envolver-se nos esforços para desenvolver estes assuntos. Uma única resposta seria, é claro, inadequada, visto existirem tantos elementos e interesses diversos na comunidade. Estas questões exigem de vocês não apenas a própria consulta independente, mas também a consulta com os Conselheiros. Embora as Assembléias Espirituais sejam competentes para especificar metas, elas ainda mão dominaram a arte de fazer uso dos talentos individuais e de levantar a massa dos amigos para agirem pelo cumprimento de tais metas. Sanar esta deficiência seria um marco da maturidade destas instituições. (...)

Este é o momento em que os amigos devem lançar mão de novas oportunidades para ampliar o alcance e a influência da Fé, e para atingir um novo nível de ação através da expansão da comunidade e do fortalecimento de seus alicerces. É, com efeito, o momento para a ação audaciosa, não inibida pelo medo de errar, impelida pela urgência de atender às necessidades prementes da humanidade.

Parte II
Desenvolvimento de Temas

2.1 "...o espírito de servidão a Deus" - A Importância da Iniciativa Individual

Dos Escritos de Bahá'u'lláh

Levantai-vos, sob todas as condições, para prestar serviço à Causa, pois Deus seguramente vos assistirá através do poder de Sua soberania que domina os mundos.

(Kitáb-i-Aqdas, par. 74) [1]

Esta não é uma Causa que possa ser joguete das vossas vãs fantasias, tampouco é campo para tolos e timoratos. Por Deus! esta é a arena da perspicácia e do desprendimento, da visão e do enaltecimento, onde cavaleiro algum pode galopar, exceto os valorosos paladinos do Misericordioso, os quais romperam todos os laços com o mundo da existência. São eles, de fato, que tornam Deus vitorioso na terra, e são a manifestação de Seu poder soberano entre a humanidade.

(O Kitáb-i-Aqdas, par. 178) [2]

Cinge-te de esforços redobrados, a fim de que possas, acaso, guiar teu próximo à lei de Deus, o Mais Misericordioso. Este ato, em verdade, excede todos os outros atos, aos olhos de Deus, O Que a Tudo Possui, o Altíssimo. Tal deve ser tua constância na Causa de Deus, que coisa alguma desta terra te poderá impedir de teu dever. Embora se coliguem contra ti os poderes da terra, ainda que todos os homens contigo disputem, inabalável tu te deverás manter.

Sê irrestrito como o vento, enquanto levares a Mensagem dAquele que fez romper a Aurora da Guia Divina. Considera como o vento, fiel àquilo ordenado por Deus, sopra sobre todas as regiões da terra, sejam habitadas ou desertas. Nem o espetáculo da desolação, nem as evidências da propriedade, lhe podem causar dor ou prazer. Sopra por todos os lados, como foi ordenado pelo seu Criador. Assim deveria ser cada um que se diz amante do Deus Uno e Verdadeiro. Cumpre-lhe fixar o olhar nos fundamentos de Sua Fé e laborar diligentemente em propagá-la.

(Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh - seção CLXI, p.210) [3]

Este servo apela para cada alma diligente e de iniciativa que faça o máximo esforço e se levante para reabilitar as condições em todas as regiões e ressuscitar os mortos com as águas vivificadoras da sabedoria e da expressão, em virtude do amor que dedica a Deus, o Uno, o Incomparável, o Todo-Poderoso, o Benéfico.

(Epístolas de Bahá'u'lláh, p. 191) [4]
Dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá

...compete a (...) todos os amigos e amados - a todos, sem exceção - despertarem e levantarem-se de coração e alma e, de comum acordo, difundir as doces fragrâncias de Deus, promovendo Sua Causa e disseminando Sua Fé. Não devem descansar, nem que seja por um momento; não devem procurar repouso. Cumpre-lhes dispersar-se por todas as terras, passar por todas as plagas e viajar através de todas as regiões.

Nestes dias, a mais importante de todas as coisas consiste em guiar as nações e raças do mundo. Divulgar a Causa é da máxima importância, pois é a pedra angular do próprio alicerce. Este servo injuriado tem passado os dias e as noites a promover a Causa e a exortar os povos a servi-la. Nem por um momento sequer, pôde ele descansar, enquanto não difundisse pelo mundo a fama da Causa de Deus e despertasse Oriente e Ocidente com as melodias celestiais do Reino de Abhá. Os amados de Deus devem seguir esse exemplo. Este é o segredo da fidelidade; é o requisito da servidão ao Limiar de Bahá!

Os discípulos de Cristo esqueceram-se de si mesmos e de todas as coisas terrenas, abandonaram toda preocupação e tudo o que lhes pertencia, purificaram-se do egoísmo e da paixão e, com desprendimento absoluto, espalharam-se por toda parte, ocupando-se em chamar os povos do mundo para a Guia Divina, até que conseguiram, finalmente, transformar o mundo em outro mundo, e iluminar a face da terra. Até sua última hora, deram provas de sua abnegação no caminho daquele Amado de Deus, e por fim, em várias terras, transformar o mundo em outro mundo e iluminar a face da terra. Até sua última hora, deram provas de sua abnegação no caminho daquele Amado de Deus, e por fim, em várias terras, sofreram um martírio glorioso. Os homens de ação, que sigam suas pegadas!

(A Última Vontade e Testamento, pp. 12-13) [5]

O trabalho de ensino deve, sob todas as circunstâncias, ser ativamente levado avante pelos crentes, pois disso dependem as confirmações divinas. Se um bahá'í não se dedicar plena e vigorosamente e de todo o coração, ao trabalho de ensino, ele, sem sombra de dúvida, será privado das bênçãos do Reino de Abhá. Ainda assim, essa atividade deve ser realizada com sabedoria - não, porém, a sabedoria que exige que se guarde silêncio e negligencie de tal obrigação, mas antes a que manda exibir tolerância divina, amor, bondade, paciência, caráter virtuoso e atos santos. Em suma, encoraja os amigos individualmente a ensinar a Causa de Deus e chama-lhes a atenção para este significado de sabedoria mencionado nas Escrituras, que é em si a essência do ensino da Fé; mas tudo isso deve ser feito com a máxima tolerância, de forma que a assistência celestial e a confirmação divina auxiliem os amigos.

(Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá, seção 213, p.244) [6]

Por conseguinte, ó amigos de Deus, redobrai os esforços e empenhai-vos ao máximo, até triunfardes em vossa servitude à Beleza Antiga, a Luz Manifesta, e vos tornardes a causa da difusão universal dos raios do Sol da Verdade(...)

Despendei cada sopro de vida nesta grandiosa Causa e dedicai todos os vossos dias ao serviço de Bahá, para que no fim, salvos de perda e privação, herdeis os tesouros acumulados dos reinos no alto. Pois os dias do homem são repletos de perigo e nem sequer em um momento mais de vida pode ele se fiar. (...)

Portanto, não repouseis nem de dia nem à noite e tampouco busqueis conforto. Manifestai os segredos da servitude e trilhai a vereda do serviço, até obterdes o auxílio prometido proveniente dos reinos de Deus.

(Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá, seção 218, p. 247) [7]

De cartas escritas por Shoghi Effendi e em seu nome

Ensinar a Causa de Deus, proclamar suas verdades, defender seus interesses, mostrar por palavras, bem como por ações, o quanto ela é indispensável; provar sua potência e sua universalidade. Incumbe a todos participarem, por mais humilde que seja sua origem, por mais limitada sua experiência ou restritos seus recursos; ainda que seja deficiente sua educação, prementes suas responsabilidades e preocupações e desfavorável o ambiente em que vivem.

(Carta de 25 de dezembro de 1938 em O Advento da Justiça Divina, pp 69-70) [8]

É o inescapável dever de todo crente americano (...) iniciar, promover e consolidar, dentro dos limites fixados pelos princípios administrativos da Fé, qualquer atividade que julgue conveniente iniciar para a promoção do Plano. (...) Que ele não espere quaisquer instruções ou qualquer encorajamento especial por parte dos representantes eleitos de sua comunidade, nem seja detido por quaisquer obstáculos que parentes ou concidadãos possam querer por em seu caminho, nem se importe com a censura de seus críticos ou inimigos.

(Carta de 25 de dezembro de 1938 em O Advento da Justiça Divina, p77) [9]

Este desafio, tão severo e insistente, e ainda assim tão glorioso apresenta-se, sem dúvida, em primeiro lugar ao fiel individual de quem depende, em última análise, o destino de toda a comunidade. É ele que constitui a trama e urdidura das quais dependem a qualidade e o padrão de todo o tecido. É ele que age como um dos incontáveis elos da poderosa cadeia que agora envolve o globo. É ele que serve como um dos numerosos tijolos que sustentam a estrutura e asseguram a estabilidade do edifício administrativo que hoje está erigido em todas as partes do mundo. Se sua sustentação, a um só tempo sincera, contínua e generosa, todas as medidas adotadas e todos os planos formulados pelo órgão que atua como representante nacional da comunidade à qual ele pertence estão fadados ao fracasso. O próprio Centro Mundial da Fé ficará paralisado se essa sustentação por parte das fileiras da comunidade lhe for negada. O próprio Autor do Plano Divino encontrará obstáculos em Seu desígnio estiverem ausentes. A força sustentadora do próprio Bahá'u'lláh, o Fundador da Fé, será retirada de todo e qualquer indivíduo que, a longo prazo, deixe de erguer-se para desempenhar sua parte.

(Carta de 20 de junho de 1954, publicada em Citadel of Faith: Messages to America 1947-1957, pp 130-131) [10]

O Guardião sente que, se os amigos meditassem com um pouco mais de objetividade sobre o relacionamento que mantêm com a Causa e o imenso público não-bahá'í a quem esperam influenciar, veriam as coisas com mais clareza. (...) O estado em que se encontra o mundo traz-nos à mente muitas questões. Talvez seja impossível encontrar, nos dias de hoje, uma nação ou um povo que não esteja em crise. O materialismo, a falta de verdadeira religião e a conseqüente liberação das forças mais baixas da natureza humana trouxeram o mundo todo à beira da maior crise que ele talvez já tenha enfrentado ou venha a enfrentar. Os bahá'ís são uma parte do mundo. Eles também sentem as grandes pressões que são dirigidas sobre todos os povos nos dias de hoje, sejam eles quem forem e estejam onde estiverem. Por outro lado, o Plano Divino, que é o método direto de trabalhar pelo estabelecimento da paz e da ordem mundial, forçosamente alcançou um ponto importante e desafiador em seu desenvolvimento; devido às desesperadas necessidades do mundo, os bahá'ís - embora tão limitados em número, poder financeiro e prestígio - se vêem chamados a assumir uma grande responsabilidade. (...) Cada um deve avaliar qual pode e deve ser sua própria resposta; ninguém poderá fazer isto por ele. (...) Ele percebe plenamente que as exigência feitas aos bahá'ís são imensas e que eles muitas vezes se sentem inadequados, cansados e talvez assustados dia te das tarefas com quem se defrontam. Isto é muito natural. Por outro lado, eles precisam perceber que o poder de Deus pode e vai ajudá-los; e que o próprio privilégio de aceitarem a Manifestação de Deus para esta época lançou sobre eles uma grande responsabilidade moral em relação a seus semelhantes.

(Carta de 19 de julho de 1956, escrita em nome de Shoghi Effendi a uma Assembléia Espiritual Nacional) [11]

De cartas da Casa Universal de Justiça

O que faz necessário agora é o despertar de todos os fiéis para a urgência do desafio, a fim de que cada um possa assumir sua parte da responsabilidade de levar os Ensinamentos a toda a humanidade. A participação universal (...) deve ser exigida com vistas a se alcançar todos os continentes, países e ilhas do globo. Todo bahá'í, por humilde ou inarticulado que seja deve concentrar-se em cumprir seu papel de portador da Mensagem Divina. Com efeito como poderia um verdadeiro fiel permanecer em silêncio quando à nossa volta os homens gritam angustiados para que a verdade, o amor e a unidade desçam sobre este mundo?

(Carta de 16 de novembro de 1969, publicada em Messages from the Universal House of Justice, 1968-1974, p.34) [12]

Todo fiel - homem, mulher, jovem e criança - é chamado a este campo de ação; pois é da iniciativa, da vontade resoluta do indivíduo de ensinar e servir, que depende o sucesso de toda a comunidade. Embasado no poderoso Convênio de Bahá'u'lláh, sustentado pela prece diária e leitura da Palavra Sagrada, fortalecido por um contínua luta para obter ma constante tentativa de relacionar estes Ensinamentos aos assuntos correntes, nutrido pela observância das leis e princípios de Sua maravilhosa Ordem Mundial, todo indivíduo pode alcançar um crescente grau de sucesso no ensino. Em suma, o triunfo último da Causa é assegurado por aquela "uma e única coisa" enfatizada com tanta emoção por Shoghi Effendi: "o ponto até o qual nossa vida interior e nosso caráter particular espelham em seus múltiplos aspectos o esplendor dos princípios eternos proclamados por Bahá'u'lláh".

(Ridván 1993, aos bahá'ís do mundo) [14]

2.2 "um senso de parceria" - O Indivíduo e a Assembléia Nacional"

Dos Escritos de Bahá'u'lláh

Em todas as cosias é necessário consultar. (...) A intenção daquilo que foi revelado pela Pena do Altíssimo é que a consulta seja plenas conduzida entre os amigos, pois ela é e sempre será uma casa de percepção e despertar, uma fonte de bem e felicidade.

(A Lâmpada que Guia, p. 12) [15]
Dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá

Compete a todos não tomar qualquer passo sem consultar a Assembléia Espiritual e certamente obedecer de corpo e almas suas ordens e ser-lhe submissos, para que as coisas possam ser organizadas de modo apropriado e em boa ordem. Caso contrário, cada pessoa irá agir independentemente e segundo seu próprio julgamento, irá seguir seu próprio desejo e causar dano à Causa.

(Bahá'í Administration: Selected Messages 1922-1932 - p.21) [16]

De cartas escritas por Shoghi Effendi em seu nome

Deles - os membros da Assembléia Espiritual Nacional - é o dever, enquanto detêm em suas mãos o sagrado e exclusivo direito da decisão final, de convidar à discussão, proporcionar informação, examinar as queixas, acolher conselhos até mesmo do mais humilde e insignificante membro da família bahá'í, expor seus motivos, estabelecer seus planos, justificar suas ações, revisar, se necessário, seu veredicto, promover o espírito de iniciativa e empreendimento individuais e fortalecer o senso de interdependência e co-participação, de compreensão e confiança mútua entre eles próprios, de um lado, e, de outro, todas as Assembléias Locais e fiéis individuais.

(Carta de 18 de outubro de 1927, publicada em Bahá'í Administration: Selected Messages 1922-1932, pp. 143-44) [17]

O princípio da consulta, que constitui uma das leis básicas da Administração, deveria ser aplicado a todas as atividades bahá'ís que afetam os interesses coletivos da Fé, pois é através da cooperação mútua e da contínua troca de idéias e pontos de vista que a Causa pode melhor salvaguardar e promover seus interesses. A iniciativa individual e a capacidade e engenhosidade pessoais, embora indispensáveis, são, a menos que apoiadas e enriquecidas pelas experiências coletivas e pela sabedoria do grupo, totalmente incapazes de realizar tão imensa tarefa.

(Carta de 30 e agosto de 1933, escrita em nome de Shoghi Effendi a um fiel) [18]

Não existe tarefa mais urgentemente necessária do que a de assegurar a perfeita harmonia e companheirismo entre os amigos, em especial entre as Assembléias Locais e os fiéis individuais. As Assembléias Locais devem inspirar confiança aos fiéis individuais e estes, por sua vez, devem expressar sua disposição para obedecer plenamente às decisões e orientações da Assembléia Local. Ambos precisam aprender a cooperar e a perceber que somente através de tal cooperação podem as instituições da Causa funcionar de modo efetivo e permanente. Embora a obediência à Assembléia Local deva ser absoluta e restrita, ainda assim aquele órgão deve fazer cumprir suas decisões de um modo que evite dar a impressão de ser animado por motivos autoritários. O espírito da Causa é o espírito de mútua cooperação e não de autoritarismo.

(Carta de 28 de outubro de 1935, escrito em nome de Shoghi Effendi a um fiel) [19]

Que cada um que participar na campanha continental (...) tenha sempre em mente a necessidade do contato estreito e constante com aquelas entidades responsáveis, incumbidas de dirigir, coordenar e facilitar as atividades de ensino da comunidade inteira.

(Carta de 25 de dezembro de 1938, publicada em O Advento da Justiça Divina, p. 80) [20]

De cartas da Casa Universal de Justiça

A unidade da raça humana é o princípio crucial de Sua Revelação; as comunidades bahá'ís precisam, portanto, tornar-se renomadas por sua demonstração dessa unidade. Num mundo que se torna a cada dia mais dividido por facciosismos e interesses grupais a comunidade bahá'í deve distinguir-se pela concórdia e harmonia e seus relacionamentos. A maioridade da raça humana deve ser prenunciada pela compreensão madura e responsável dos problemas humanos e pela sábia administração de seus assuntos por essas mesmas comunidades bahá'ís são de responsabilidade a um só tempo dos bahá'ís individuais e das instituições e das instituições administrativas.

(Naw-Rúz 1974, aos bahá'ís do mundo) [21]

O funcionamento adequado destas instituições - as Assembléias Espirituais Locais - depende em grande parte dos esforços de seus membros em se familiarizarem com seus deveres e em aderirem escrupulosamente aos princípios em sua conduta pessoal e na condução de suas responsabilidades oficiais. De importância relevante, também, são sua resolução de remover de seu meio todos os traços de alienação e tendências sectárias, bem como sua capacidade de conquistar a afeição e o apoio dos amigos sob seus cuidados e de envolver-se com tantas pessoas quanto possível no trabalho da Causa. Devido ao constante esforço para aperfeiçoar o próprio desempenho, as comunidades por eles guiadas irão refletir um padrão de vida que trará honra à Fé e irá, com grata conseqüência, reacenderão a esperança entre os membros casa vez mais desiludidos da sociedade.

(Ridván 1993, aos bahá'ís do mundo) [22]

2.3 "...poder de ação" - O Papel das Instituições da Fé

Dos Escritos de Bahá'u'lláh

O Senhor vosso Deus ordenou que em cada cidade se estabeleça uma Casa de Justiça onde se reúnam conselheiros em número de Bahá, Compete-lhes ser os fidedignos do Misericordioso entre os homens, e considerar a si mesmos como os guardiães, nomeados por Deus, de todos os habitantes da terra. Incumbe-lhes consultar em conjunto e cuidar dos interesses dos servos de Deus, por amor a Ele, da mesma forma como cuidam dos seus próprios interesses, e devem escolher o que for digno e apropriado.

(O Kitáb-i-Aqdas, par. 30) [23]
Dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá

Tais Assembléias Espirituais são lâmpadas radiantes e jardins celestiais, donde as fragrâncias da santidade difundem-se por todas as regiões e as luzes do conhecimento irradiam-se sobre todas as coisas criadas. Delas emana em todas as direções o espírito da vida. Elas, em verdade, são as poderosas fontes do progresso do homem, em todos os tempos e sob todas as condições.

(Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá, seção 38, p. 72) [74]

De cartas escritas por Shoghi Effendi e em seu nome

É dever e privilégio das Assembléias Nacionais e Locais (...) iniciar e conduzir, com o conhecimento e consentimento dos fiéis, quaisquer empreendimentos que possam servir para ampliar o trabalho que ele eles se dispuseram a realizar. (...) Elas devem, por todos os meios de que dispõem, estimular o espírito de empreendimento entre fiéis a fim de favorecer o ensino e também o trabalho administrativo da Causa. Elas devem esforçar-se, através de contatos pessoais e apelos escritos, para imbuir o corpo de fiéis com um profundo senso de responsabilidade pessoal, e exortar cada fiel, seja de seus representantes, em poder e no bom nome desta Causa sagrada.

(Carta de 20 de fevereiro de 1927, em Bahá'í Administration, p. 128) [25]

O trabalho da Assembléia deve ser o de capitalizar a energia e a devoção que existem entre os amigos e direcioná-las pelos canais apropriados, de modo a que um bom trabalho seja realizado e nenhum dano feito à Causa. A primeira qualidade para a liderança tanto entre os indivíduos como nas Assembléias, é a capacidade de usar a energia e a competência existentes nas fileiras de seus seguidores.

(Carta de 30 de agosto de 1930, escrita em nome de Shoghi Effendi a uma Assembléia Espiritual Nacional) [26]

A Assembléia Espiritual Nacional, bem como todos os comitês nacionais, devem acolher de bom grado todas as sugestões deste tipo que os fiéis individuais se sintam impelidos a fazer, a fim de abrir novos caminhos e adotar novos métodos para a difusão e consolidação da Causa.

(Carta de 4 de junho de 1934, escrita em nome de Shoghi Effendi a um fiel) [27]

Quando a Assembléia Espiritual Nacional proporciona serviço competente e rápido, em seu próprio trabalho e no de seus Comitês, ela verá uma manifestação bem maior de entusiasmo e empreendimento por parte dos fiéis.

(Carta de 28 de maio de 1945, escrita em nome de Shoghi Effendi a uma Assembléia Espiritual Nacional) [28]

Seus Comitês precisam encorajar todos os fiéis a ensinarem e tentar e constantemente vislumbrar formas novas e estimulantes de participação a fim de sugeri-las aos amigos - pois o Guardião sabe que todos os amigos estão intensamente preocupados com o estado da sociedade, e ansiosos, todos eles, para desempenhar um papel ativo no trabalho de neutralizar a onda de materialismo, amargura e egoísmo que assola o mundo.

(Carta de 30 de dezembro de 1945, escrita em nome de Shoghi Effendi a uma Comitê Nacional de Ensino) [29]

...ele acha que as Assembléias Nacionais devem evitar cuidadosamente essa acentuada tendência de estabelecer novas regras e regulamentos o tempo todo, que ele considera desnecessária e injuriosa. Ela acabaria por amortecer o zelo e suprimir a espontaneidade dos fiéis, dando a impressão de que a Fé Bahá'í e cristalizou em formas rígidas. Princípios é preciso haver; mas eles devem ser aplicados com sabedoria a cada caso que for surgindo, em vez de se cobrir todos os casos, antes de surgirem, com um conjunto codificado de regras. Este é todo o espírito do sistema de Bahá'u'lláh: rígida conformidade às grandes leis essenciais; flexibilidade, e até mesmo um certo elemento necessário de diversidade, nos assuntos secundários.

(Carta de 18 de maio de 1948, escrita em nome de Shoghi Effendi a uma Assembléia Espiritual Nacional) [30]

As dificuldades, e as evidências de imaturidade, que você mencionou em sua carta (...) parecem ser uma fase inevitável no crescimento da nossa Administração, que é muito mais perfeita que os fiéis chamados a criá-la! Fatalmente ocorrerão muitos mal-entendidos, e alguns pequenos abusos, na construção de um sistema que é tão diferente dos caminhos aos quais os homens estão habituados. Mas não devemos dar uma importância indevida a essas coisas, e sim vê-las como a mãe vê os erros dos filhos, percebendo que com a maturidade virá a capacidade de lidar com as situações de um modo mais adequado e com um julgamento mais sólido.

(Carta de 23 de outubro de 1949, escrita em nome de Shoghi Effendi a um fiel) [31]

Ele espera que vossa Assembléia se devote, com uma atenção especial e constante, a encorajar os amigos em seu trabalho de ensino e a facilitar suas tarefas. À medida que novas Assembléias Nacionais vão sendo formadas, ele sente que lhe compete emitir-vos uma palavra de alerta no sentido de evitar regras e regulamentos e de obstruir o trabalho dos fiéis com entraves burocráticos. O excesso de administração pode ser ainda pior para a Fé, neste momento, do que a falta de administração. Os fiéis, em sua grande maioria são novos na Causa e, se cometerem erros, isso é bem menos importante do que oprimir-lhes o espírito com a constante repetição dos "Faça isto!" e "Não faça aquilo". O novo Corpo Nacional deveria ser como um pai amoroso que zela por seus filhos e os ajuda;não como um juiz severo que só espera por uma oportunidade de demonstrar seus poderes forenses. (...)

Os amigos devem ser ajudados a superar seus problemas, a se aprofundar na Fé e a aumentar sua unidade e seu amor uns pelos outros. Deste modo, descobrireis que vosso trabalho progride com rapidez e que o Corpo Nacional é como o pulsar de um coração saudável no seio da Comunidade, bombeando amor virtual, energia e encorajamento para todos os seus membros.

(Carta de 30 de junho de 1957, escrita em nome de Shoghi Effendi a uma Assembléia Espiritual Nacional) [32]

Ele exorta vossa Assembléia, agora que ela inicia seu grande trabalho, a abster-se de introduzir regras e regulamentos que não servem a nenhum propósito útil neste momento em que as comunidades são pequenas e subdesenvolvidas, e que apenas sufocam o espírito dos amigos e os confundiriam. Como um sábio e amoroso, a Assembléia deve conduzir os assuntos bahá'ís com constância e paciência, encorajando-os e neles instilando entusiasmo pelo trabalho a ser feito.

(Carta de 29 de julho de 1957, escrita em nome de Shoghi Effendi a uma Assembléia Espiritual Nacional) [33]

De cartas da Casa Universal de Justiça

É a este nível local da vida comunitária bahá'í, o próprio alicerce da estrutura administrativa da Fé, que tão freqüentemente encontramos a falta da força e eficiência adequadas. É a este mesmo nível que o nosso amado Guardião exortou os Membros do Corpo Auxiliar a estabelecerem contato com as Assembléias Espirituais Locais, grupos, centros isolados e fiéis individuais, e, através de visitas periódicas e sistemáticas a localidades, bem como por correspondência, ajudar a promover os interesses do Plano, assistir na execução pronta e eficiente de metas, zelar pela segurança da Fé, estimular e fortalecer o ensino e o trabalho pioneiro, incutir nos amigos a importância do esforço individual, da iniciativa e do sacrifício, e encorajá-los a participar das atividades bahá'ís e se unirem sob todas as circunstâncias.

(Carta de 17 de novembro de 1971 aos Corpos Continentais de Conselheiros, em The Local Spiritual Assembly, excerto 11) [34]

A instituição divinamente designada da Assembléia Espiritual Local opera aos primeiros níveis da sociedade humana e é a unidade administrativa básica da Ordem Mundial de Bahá'u'lláh. Ela se ocupa com os indivíduos e famílias, a quem deve constantemente encorajar a se unirem numa sociedade bahá'í distintiva, vitalizada e protegida pelas leis, estatutos e princípios da Revelação de Bahá'u'lláh. Ela protege a Causa de Deus; ela age como o amoroso pastor do rebanho bahá'í.

(Naw-Rúz, aos bahá'ís do mundo) [35]

As mulheres e meninas bahá'ís devem ser encorajadas a tomar parte nas atividades sociais, espirituais e administrativas de suas comunidades. A juventude bahá'í, agora prestando um serviço exemplar e devotado na vanguarda do exército da vida, deve ser encorajada, mesmo enquanto se prepara para o futuro serviço, a elaborar e executar seus próprios planos de ensino entre seus contemporâneos.

(Ridván 1984, aos bahá'ís do mundo) [36]

Uma expansão de pensamento e ação em certos aspectos do nosso trabalho ampliaria nossas possibilidades de sucesso no cumprimento de nossos (...) compromissos. Já que a mudança, cada vez mais rápida, é uma característica constante da vida nesta época, e já que nosso crescimento, tamanho e relações externas exigem muito de nós, nossa comunidade deve estar pronta para adaptar-se. Em certo sentido, isso significa que a comunidade deve aumentar sua capacidade de conciliar uma ampla gama de ações sem deixar de se concentrar nos objetivos básicos do ensino: expansão e consolidação. O que se pede é uma unidade na diversidade de ações: uma condição na qual pessoas diferentes se concentrarão em diferentes atividades avaliando o efeito salutar do conjunto sobre o crescimento e desenvolvimento da Fé; pois uma pessoa não pode fazer tudo e todas as pessoas não podem fazer a mesma coisa. Esta compreensão é importante para a maturidade que, devido às muitas exigências que lhe são feitas, a comunidade está sendo forçada a atingir.

(Ridván 1990, aos bahá'ís do mundo) [37]

A educação dos amigos e seus esforços, através de sérios estudos individuais, para adquirir conhecimento da Fé, aplicar seus princípios e administrar seus assuntos são indispensáveis para o desenvolvimento dos recursos humanos necessários ao progresso da Causa. Mas, o conhecimento, por si só, não é suficiente; é vital que a educação seja dada de modo a inspirar amor e devoção, favorecer a firmeza no Convênio e impelir o indivíduo a participar ativamente do trabalho da Causa e a tomar sólidas iniciativas parar promover Seus interesses. Os esforços especiais no sentido de atrair pessoas de capacidade para a Fé também ajudarão a suprir os recursos humanos tão necessários nesta época.

(Ridván 1993, aos bahá'ís do mundo) [38]

Os recursos humanos da Causa estão sendo aumentados de dois modos. Pessoas de capacidade estão sendo movidas a abraçar a Fé, assim reforçando as fileiras daqueles que já estão servindo. (...). No ano vindouro, é preciso que estes dois processos complementares - atrair pessoas de capacidade e multiplicar nossas próprias aptidões - sejam ativados ainda mais, estimulando a ação individual e o desenvolvimento harmonioso de uma ampla gama de atividades parar a promoção a Fé.

À medida que as potencialidades dos fiéis individuais forem se desenvolvendo, as instituições bahá'ís locais e nacionais ganharão condições para promover a qualidade da vida de suas comunidades e para conceber e implementar programas imaginativos. (...)

A evolução das instituições bahá'ís locais e nacionais tornou possível um maior grau de descentralização na administração do trabalho. Para que este processo benéfico se expanda, no entanto, o pré-requisito crucial, na maioria dos países, é a rápida melhora do funcionamento das Assembléias Espirituais Locais. Isso pede a atenção rigorosa de todos os fiéis. Estas instituições locais bahá'ís, designadas no próprio Kitáb-i-Aqdas, constituem um reservatório de força e orientação que irá ampliar a eficácia do trabalho da Causa à medida que elas forem amadurecendo.

(Ridván 1994, aos bahá'ís do mundo) [39]

2.4 "...um clima de amor e unidade" - O Papel da Comunidade Bahá'í

Dos Escritos de Bahá'u'lláh

Com a maior unidade e em espírito perfeitamente fraternal, esforçai-vos, a fim de que sejais capacitados a realizar o que for digno deste Dia de Deus. Em verdade, digo, a luta e a dissensão, e qualquer coisa que a mente do homem abomine, são inteiramente indignas de sua posição. Concentrai vossas energias na propagação da Fé de Deus.

(Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh, seção XCVI, p. 127) [40]

É Nossa vontade e Nosso desejo que cada um de vós se torne uma fonte de toda bondade para os homens e um exemplo de retidão para o gênero humano. Acautelai-vos para que não considereis a vós mesmos acima de vosso próximo. Fixai vosso olhar n'Aquele que é o Templo de Deus entre os homens. (...)Se algumas diferenças surgirem entre vós, vede-Me diante de vossa face e não olheis as faltas uns dos outros, por consideração a Meu Nome e como sinal de vosso amor por Minha Causa manifesta e resplendente. Em todos os tempos gostamos de vos ver associardes uns aos outros em amizade e concórdia dentro do paraíso de Meu beneplácito, e de inalar de vossos atos a fragrância da amizade e união, da benevolência e do amor fraternal.

(Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh, seção CXLVI, p. 196) [41]

Os que estão imbuídos de sinceridade e fidelidade devem associar-se com todos os povos e raças da terra, jubilosa e radiantemente, desde que a harmoniosa associação com as pessoas tem promovido e continuará a promover unidade e concórdia, as quais por sua vez conduzem à manutenção, da ordem no mundo e à regeneração das raças. Bem-aventurados aqueles que se seguram à corda da benevolência e da terna misericórdia e estão livres de animosidade e ódio.

(Epístolas de Bahá'u'lláh, p.44)[42]

Ó vós, os bem-amados do Senhor! Não cometais o que possa poluir a corrente límpida do amor ou destruir a doce fragrância da amizade. Pela justiça do Senhor! Fostes criados a fim de mostrardes amor uns aos outros, e não perversidade e rancor. Orgulhai-vos, não do amor a vós próprios, e sim, do amor a vossos semelhantes. Não vos glorieis do amor à vossa pátria, mas sim, do amor a toda a humanidade. Que sejam castos vossos olhos, fiel vossa mão, veraz vossa língua e esclarecido, vosso coração. Não rebaixeis a posição dos eruditos de Bahá, nem menosprezeis o grau de tais governantes que administram justiça entre vós. Ponde vossa confiança no exército da justiça, muni-vos da armadura da sabedoria, seja vosso adorno a clemência, a misericórdia e aquilo que possa alegrar os corações dos favorecidos de Deus.

(Epístolas de Bahá'u'lláh, pp.154-5)[43]
Dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá

Esforçai-vos, dia e noite, por cultivar vossa unidade até o grau máximo. Concentrai os pensamentos em vosso próprio desenvolvimento espiritual e cerrai os olhos às deficiências de outras almas. Agi de modo tal, manifestando atos puros e virtuosos, modéstia e humildade, que sejais a causa do despertar de outrem.

Jamais será desejo de 'Abdu'l-Bahá ver qualquer ser magoado, e tampouco fará Ele com que qualquer uma sofra, porquanto não há dádiva maior para o ser humano que regozijar o coração de alguém. Rogo a Deus sejais portadores de júbilo, como o são os anjos do Céu.

(Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá,seção 174, pp. 184-5) [44]

Ó Amados do Senhor! Se qualquer alma falar mal duma outra ausente, o único resultado será evidentemente este: ela fará desanimar o zelo dos amigos, tendendo a torná-los apáticos; pois a fofoca causa a divisão e é o principal fator a gerar nos amigos a disposição de afastar-se. Se qualquer indivíduo começar a falar mal de alguém ausente, incumbe a seus ouvintes, de uma maneira espiritual e amigável, detê-lo, e dizer-lhe com efeito: servirá essa difamação a algum fim benéfico? Traria prazer à Abençoada Beleza? Contribuirá para a honra duradoura dos amigos? Promoverá a Fé sagrada? Apoiará o Convênio? Trará, enfim, qualquer possível benefício a qualquer alma? Não, jamais! Ao contrário, fará com que assente tão espessa camada de pó sobre o coração que os ouvidos não mais ouvirão, nem os olhos contemplarão mais a luz da verdade.

Se uma pessoa, porém, puser-se a falar bem de outra, abrindo os lábios em louvor, ela tocará uma corda sensível no recôndito de seus ouvintes, e estes se sentirão comovidos pelas brisas de Deus. Seus corações e almas regozijar-se-ão por saber que, graças a Deus, eis aí uma alma na Fé que é um foco de perfeições humanas, autêntica personificação das graças do Senhor; alguém cuja língua é eloqüente, cuja face é radiante em qualquer reunião em que esteja presente, um ser que traz a vitória no semblante e aufere alento dos doces eflúvios de Deus.

(Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Bahá,seção 193, pp. 210-1) [45]

De cartas escritas por Shoghi Effendi e em seu nome

Não é pela mera imitação dos excessos e complacências da era extravagante em que vivem, nem pela fútil negligência das responsabilidades sagradas com as quais têm o privilégio de arcar, nem pelo compromisso silencioso com os princípios ternamente nutridos por 'Abdu'l-Bahá e nem por medo da impopularidade ou horror à crítica que eles podem esperar acordar a sociedade de sua letargia espiritual e servir de exemplos para uma civilização cujos alicerces a corrosão do preconceituoso já quase solapou. Pela sublimidade de seus princípios, o calor de seu amor, a límpida pureza de seu caráter e a profundidade de sua devoção e piedade, que eles demonstrem a seus compatriotas a dignificante realidade de uma força que irá unir um mundo dilacerado.

Só provemos que somos dignos de nossa Causa se, em nossa conduta individual e vida coletiva, imitarmos diligentemente o exemplo de nosso amado Mestre, a Quem os terrores da tirania, as tempestades do abuso incessante e a opressão da humilhação nunca fizeram desviar-se um milímetro sequer da Lei revelada por Bahá'u'lláh.

(Carta de 12 de abril de 1927, publicada em Bahá'í Administration: Selected Messages 1922-1932, pp. 131-3) [46]

Shoghi Effendi gostaria que você também fizesse todo o esforço possível para aumentar entre os amigos o espírito de unidade e cooperação, e para encorajar os jovens fiéis a entrarem em contato mais íntimo com a geração mais velha de amigos, a fim de que, através desta cooperação harmoniosa, a Causa ganhe uma oportunidade adicional de desenvolver-se e se expandir. A fé precisa da experiência e sabedoria dos idosos tanto quanto do entusiasmo e energia dos jovens. Quando todas estas qualidades estiverem harmoniosamente combinadas, grandes resultados serão alcançados.

(Carta de 8 de agosto de 1933, escrita em nome de Shoghi Effendi a um fiel) [47]

Os fiéis devem ser tolerantes em relação às fraquezas e erros uns dos outros, e estar sempre prontos a perdoar e esquecer o passado, pois a desarmonia - qualquer que seja sua causa - certamente impede o crescimento da comunidade.

(Carta de 26 de setembro de 1943, escrita em nome de Shoghi Effendi a um fiel) [48]

Todos os bahá'ís, tanto jovens quanto idosos, devem devotar-se na medida do possível ao ensino da Fé; e também perceber que a atmosfera de verdadeiro amor e unidade que manifestarem no seio da comunidade bahá'í irá afetar diretamente o público, e será o maior imã para atrair as pessoas à Fé e confirmá-las.

(Carta de 4 de abril de 1947, escrita em nome de Shoghi Effendi a uma Assembléia Espiritual Local) [49]

Um dos maiores problemas da Causa é a relação entre os fiéis; pois sua imaturidade (compartilhada com o resto da humanidade) e imperfeições retardam o trabalho, criam complicações e desencorajam-nos mutuamente. E, ainda assim, precisamos aceitar estas coisas e tentar combatê-las através do amor da paciência e do perdão, a nível individual, e, a nível coletivo, através da ação administrativa adequada.

(Carta de 26 de março de 1948, escrita em nome de Shoghi Effendi a um fiel) [50]

Quando a crítica e as palavras ásperas surgem no seio de uma comunidade bahá'í, não há outro remédio senão pôr do lado o passado e persuadir todos os envolvidos a virarem uma nova página, e, por amor a Deus e à Sua Fé, se absterem de mencionar os assuntos que levaram ao desentendimento e à desarmonia. Quanto mais os amigos ficarem discutindo e firmando, de ambas as partes, que o seu ponto de vista é o certo, pior se tornará toda a situação.

Quando vemos o estado em que o mundo se encontra nos dias de hoje, devemos seguramente esquecer estas ínfimas perturbações internas e nos apressar, todos unidos, em socorro da humanidade. Deveis exortar vossos companheiros bahá'ís a adotarem este ponto de vista e vos apoiarem num intenso esforço parar suprimir todos os pensamentos críticos e todas as palavras ásperas, a fim de que o espírito de Bahá'u'lláh possa fluir em toda a comunidade e uni-la em Seu amor e em Seu serviço.

(Carta de 16 de fevereiro de 1951, escrita em nome de Shoghi Effendi a um fiel) [51]

De cartas escritas da Casa Universal de Justiça

Em qualquer lugar onde existir uma comunidade bahá'í, seja grande ou pequena, que ela se caracterize por seu permanente senso de certeza e fé, por seus altos padrões de retidão, por sua completa isenção de quaisquer formas de preconceito, pelo espírito de amor entre seus membros e pelo tecido intimamente entrelaçado de sua vida social. A nítida distinção entre ela e a sociedade dos dias atuais irá inevitavelmente despertar o interesse das mentes mais esclarecidas e, à medida que as sombras do mundo se aprofundam, a luz da vida bahá'í brilhará cada vez mais intensa até que seu fulgor venha a atrair as massas desiludidas e as faça entrar no porto do Convênio de Bahá'u'lláh, pois só Ele pode trazer-lhes a paz, a justiça e uma vida ordenada.

(Wellspring Guidance: Messages 1963-1968, p. 147) [52]

. . .os amigos devem amar uns aos outros, encorajar-se constantemente, trabalhar juntos, ser como uma única alma e um único corpo e, ao fazê-lo, tornarem-se um verdadeiro corpo orgânico e saudável, animado e iluminado pelo espírito. Em tal corpo, todas as partes receberão vitalidade e saúde espiritual do próprio organismo e as mais perfeitas flores e frutos irão desabrochar.

(Wellspring Guidance, p. 39) [53]

. . ."a comunidade bahá'í" é um organismo social único, representativo da diversidade da família humana, que conduz os seus afazeres através de um sistema de princípios consultivos aceitos por todos, e que valoriza igualmente todas as grandes efusões de orientação divina da História da humanidade. Sua existência é mais uma prova convincente da praticabilidade da visão de um mundo unido exposta pelo seu Fundador, mais uma evidência de que a humanidade pode viver como uma única sociedade global, à altura de quaisquer desafios que a sua maioridade posso suscitar. Se a experiência bahá'í puder contribuir em qualquer media a esperança na unidade humanidade, será com grande satisfação que a oferecemos como modelo de estudo.

(Outubro de 1985, aos povos do mundo, em A Promessa da Paz Mundial) [54]


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