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Compilações : Juventude
Juventude

Excertos dos Escritos de Bahá'u'lláh, 'Abdu'l-Bahá

e de Cartas de Shoghi Effendi e da Casa Universal de Justiça.

Uma compilação preparada pelo Departamento de Pesquisa da Casa Universal de Justiça.

Título Original: Youth
Editora Bahá'í do Brasil

Tradução: Osmar Mendes, salvo textos publicados anteriormente

Introdução
CARTA À JUVENTUDE BAHÁ'Í
O que é ser bahá'í?
Outro dia um homem perguntou a Shoghi Effendi:
-- Qual a finalidade da vida para um bahá'í?

Já que o Guardião repetiu sua resposta para mim (eu não estava com o visitante), na verdade, antes dele responder - me questionei interiormente, qual teria sido a resposta - seria que o nosso objetivo de vida era conhecer Deus ou aperfeiçoar nosso caráter? Realmente, não tinha idéia de qual seria sua resposta.

-- A finalidade da vida dos bahá'ís - respondera ele - está totalmente relacionada com a vida de todos os seres humanos; não é a salvação pessoal que estamos procurando, porém a universal. Não é olhar para dentro de nós mesmos e dizer: trate de salvar sua alma e de reservar um leito confortável no "Outro Mundo!" Não, nós temos que nos ocupar em trazer o Céu para o planeta. Este é o enorme conceito.

O Guardião passou, então, a explicar que a nossa meta é produzir uma civilização mundial que por sua vez reagirá no caráter do indivíduo.

Isso de certa maneira, é o inverso do cristianismo que iniciou com o indivíduo para através desta unidade, alcançar a vida aglomerada dos homens. Isto não quer dizer que negligenciemos em aparar as arestas de nossas personalidades, nossas faltas e fraquezas. Significa isto sim, que devemos irradiar aos outros o que sabemos sobre a verdade através do estudo dos ensinamentos de Bahá'u'lláh. Parece-me que isto quer dizer, também, que nossa "Ordem Administrativa", nossas Assembléias Espirituais, comitês, Festas de Dezenove Dias e convenções, nos apresentam um íntimo e muito desafiador campo de testes se nós não quisermos trabalhar com nossos companheiros de fé - como devemos - em nossa vida comunitária, então não podemos esperar que o mundo vá nos ouvir e seguir nosso exemplo: nós somos propensos a achar nossa administração como "regras de procedimentos", uma forma de conduzir o "Negócio Bahá'í". Talvez seja devido a isso que não tenhamos os resultados que deveríamos obter. Não é um punhado de regras, é um molde de unidade, um molde de vida conjunta. Cada uma das coisas que conhecemos como sendo bahá'í: amor, justiça, eliminação de preconceitos, imparcialidade, liberdade, compreensão, etc. - deveriam encontrar suas próprias personificações em nossa forma de conduzir nossos afazeres como um grupo. Quando temos união em nossas Assembléias, com certeza a teremos ou seremos capazes de consegui-la em nossas comunidades. Indo assim tão longe, as pessoas começarão a entrar na Causa em multidões. E por que não? O que é que o mundo espera a não ser isso mesmo? Não seria algo que capacite as pessoas a trabalhar e viver harmoniosamente uns com os outros? Até que nós assim o façamos, por que deveríamos acreditar que qualquer pessoa ficaria realmente interessada em nossas idéias? Dizem, que 'Abdu'l-Bahá falava que o segredo do auto-controle é o altruísmo. Se há qualquer coisa errada com nosso trabalho administrativo, é porque nós simplesmente não esquecemos de nós mesmos. Nosso próprio pequenino ego - ou talvez o grande ego - vai junto conosco para a reunião de Assembléia ou qualquer outra reunião: e lá estamos com nosso complexo de superioridade ou nosso complexo de inferioridade ou simplesmente nossa individualidade normal, esperando afim de impor nosso ponto de vista ou ficar aborrecido(a) com um insulto imaginário, ou então, monopolizar inconscientemente o tempo ou estar cansado(a) demais para fazer o esforço de contribuir com nossa cota legítima.

Tenho que admitir com toda humildade e profunda simpatia para com meus companheiros bahá'ís, que servindo em muitos comitês, e uma vez numa Assembléia, olho com horror e diversão para as minhas loucuras e atitudes passadas. Lembro-me quão importante era meu ponto de vista para mim mesmo, quão ofendida ou aborrecida ficava se o mesmo não fosse avaliado com grande consideração; e também, como às vezes sentia que era a única bahá'í firme dentre os presentes que estavam prestes a afundar a Causa devido a uma decisão majoritária, da qual eu não partilhava.

Precisamos ser pacientes, não somente com os outros, mas também conosco. Devemos, no entanto, esforçar-nos muito mais para sermos bahá'ís quando for mais importante: em nossa vida bahá'í conjunta. Não há nada mais fácil neste mundo do que dizer aos outros o que deva ser feito; o tormento começa quando você tenta dizer a si mesma o que você deveria fazer e começar a fazê-lo. Nós bahá'ís, também compartilhamos desta mais comum fraqueza humana.

Nós somos inclinados a dar atenção às falhas alheias, e pensamos que se ela (ou ele) não fosse um obstáculo, o trabalho de nosso grupo, Assembléia ou comunidade, fluiria mansamente. É lógico e provável que haja uma justificação para nossa crítica. Porém, isso não vai ajudar grande coisa; ao contrário, é mais provável a continuidade do desvio de nossa atenção das tarefas mais importantes. Ao mesmo tempo, alguma tendência, alguns de nossos defeitos, são com certeza, um teste e obstáculo aos outros, da mesma forma que os dele são para nós. Parece-me que a melhor forma para superar nossas fraquezas é dupla: tente aperfeiçoar-se, pois se você for melhor, é bem verdade que a maioria da comunidade será bem melhor; e direcione suas energias no trabalho da administração que é uma força viva e dinâmica e não uma lista do "fazer e não fazer".

Os bahá'ís ao se aquecerem perante a convicção religiosa, são na maioria, conscientes em seguir as leis e princípios de sua Fé. Eles orgulham-se de seus ensinamentos e por este motivo têm muito amor a dar, procurando sinceramente viver de acordo com eles. Os sacrifícios (assim são vistos aos olhos dos cultos e do mundo) que eles fazem, tais como: não beber, por ser o costume social mais comum da época; viver uma vida casta e nobre numa sociedade que em sua maioria acredita que qualquer restrição em sua vida sexual é desnecessária e doentia; aceitar censura e até ostracismo, em vez de ir contra a crença de que todas as raças e classes devem ser tratadas com absoluta igualdade e associar-se com liberdade e amor - tudo é aceito como formas da demonstração da realidade de sua Fé.

Não há dúvida, também, que os crentes têm uma alta reputação por seus caracteres e integridade dentre aqueles com quem têm contato. Mas por algum motivo, todas as nossas fraquezas parecem vir à tona ao trabalhar na Ordem Administrativa, talvez porque é a pedra-de-toque (avaliação) que Bahá'u'lláh aplicou para as doenças do mundo. Pensei muito sobre isto e pergunto por que? A minha conclusão, seja qual for a sua validade, ofereço-a para os outros. Talvez, não seja a resposta total, mas ajudará um pouco para encontrar-se o caminho:

Nossa tendência é pôr de lado as leis espirituais quando lidamos com problemas administrativos. Se pensarmos sobre isso, é o oposto exato de todo o conceito do governo bahá'í. Bahá'u'lláh, o "Pai", veio para estabelecer o Reino do céu na Terra. Se realmente acreditarmos nisso (e é lógico que o fazemos) então devemos analisá-lo. Implica em mundo governado pela lei, porém a lei espiritual. Implica em ordem, disciplina e organização, porém baseadas em princípios dados pelos infalíveis Profetas de Deus e não construído pela pequena e egoísta mente dos seres humanos. Entende-se que o lugar onde um bahá'í deveria ser mais ativo, vivenciando os ensinamentos na total extensão de sua capacidade, é em qualquer reunião que apresenta a Ordem Administrativa. No entanto, vê-se com freqüência um excelente bahá'í pôr de lado muitas, se não todas suas atitudes espirituais, quando entra numa reunião de Assembléia ou comitê ou uma convenção, tornando-se um empresário, um mero executivo ou até algo que vagamente lembra um político! Quando isso acontece, podemos perfeitamente supor que a guia inspiradora das Alturas foge pelo mundo afora! Nós vedamos os canais de informação, da mesma forma que os outros trôpegos conselhos do Mundo, por vários motivos: problemas de personalidade, agressividade individual, etc. Por que será? Será devido à antiga crença de que Deus está conectado somente com um estado inferior, e lá estando para a salvação da alma e o após-vida? Ou porque sentimo-nos competentes para operar quaisquer assuntos mundanos conforme nossas próprias diretrizes?

O que quer que seja, é o que está impedindo que a nossa vida bahá'í comunitária atraia grande número para a Causa: porque é isso o que está evitando que mostremos aquele amor e unidade em meio a uma sociedade de pessoas, pelos quais toda a raça humana está faminta. Pensamos demais em nossas próprias capacidades e habilidades e muito pouco do que o poder de Deus pode fazer através de qualquer pequena alma que abre-se àquele poder.

O maior exemplo, que presenciei, do que uma pessoa pode fazer quando atrela-se aos poderes de Deus foi Martha Root. Não que ela fosse insignificante - o que não era - era claramente uma virtuosa e inteligente mulher, porém o que executou estava além de seus recursos. E ela sabia disso e compreendia o processo! Costumava dizer:

-- Bahá'u'lláh o faz!

Era muito modesta para colocar o assunto ainda mais incisivo e dizer: "Eu deixo Bahá'u'lláh fazer."

Rúhíyyih Khánum,1948
JUVENTUDE
I Dos Escritos de Bahá'u'lláh

1. Abençoado é aquele que nos primórdios de sua juventude e no apogeu de sua vida levanta-se para servir a Causa do Senhor desde o início até o fim, e adorna seu coração com Seu amor. A manifestação de tal graça é maior que a criação dos céus e da terra. Abençoados os persistentes e bem estarão aqueles que são firmes em seus propósitos.

De uma Epístola traduzida do persa para o inglês.
II DOS ESCRITOS DE 'ABDU'L-BAHÁ

2. Incumbe à juventude seguir os passos de Hakím* e ser instruída segundo suas características, pois almas importantes como ele e seus semelhantes já ascenderam agora ao Reino de Abhá.

A juventude deve crescer, desenvolver-se e tomar o lugar de seus pais, para que esta abundante graça, na posteridade de cada um dos amados de Deus que sofreram grandes agonias, aumente dia a dia até que, finalmente, produza seus frutos na terra e no céu.

Educação Bahá'í, pp. 73-4.
*Um dos eminentes crentes de Qazvín.

3. Por esse motivo, ó vós jovens iluminados, esforçai-vos noite e dia para desvendar os mistérios da mente e do espírito e para compreender os segredos do Dia de Deus. Informai-vos das evidências do aparecimento do Nome Supremo. Abri vossos lábios em louvor. Apresentai argumentos e provas convincentes. Conduzi os sequiosos para a fonte da vida; concedei ao doente a verdadeira saúde. Sede aprendizes de Deus; sede médicos dirigidos por Deus e curai os enfermos dentre a humanidade. Trazei aqueles que foram excluídos para o círculo dos íntimos amigos. Fazei com que os desesperados se reanimem. Despertai os adormecidos; fazei atentos os negligentes.

Tais são os frutos desta vida terrena. Tal é o grau de resplandecente glória.

Educação Bahá'í, pp. 75-6

4. Ó Senhor! Torna radiante este jovem e derrama Tua graça sobre este fraco! Concede-lhe conhecimento e, a cada amanhecer, aumenta-lhe as forças. Abriga-o no refúgio de Tua proteção para que seja liberto do erro, possa servir à Tua Causa, guiar os desviados, conduzir os infelizes, livrar os cativos e despertar os letárgicos; de modo que todos sejam abençoados com Tua lembrança e louvor. És o Forte, o Poderoso.

Orações Bahá'ís, p. 169.
III DE CARTAS DE SHOGHI EFFENDI

5. O que vocês se dispuseram a realizar, sob a guia e orientação daquele infatigável servo do Limiar de Abhá, meu muito querido irmão dr. Bagdadi, é altamente louvável e de importância suprema. Jamais vacilem em seu grande empreendimento. Aprofundem seu conhecimento na Causa. Esforcem-se para ampliar a esfera de suas atividades e busquem entender e promover a harmonia que deve existir entre a verdadeira ciência e a Revelação Divina. Jamais deixarei de orar por vocês. Nutro toda a esperança no triunfo final das tarefas que têm a frente.

Manuscrito de Shoghi Effendi em adição a uma carta datada de 23 de janeiro de 1924, escrita em seu nome para a juventude bahá'í de Chicago, Illinois, EUA

6. A juventude bahá'í precisa ser ensinada sobre como ensinar a Causa de Deus. Seu conhecimento dos pontos fundamentais da Fé deve ser aprofundado e enriquecido o padrão de sua educação nas ciências e literatura. Os jovens precisam estar bem familiarizados com a linguagem usada e com o exemplo estabelecido por 'Abdu'l-Bahá em Seus pronunciamentos públicos no Ocidente. Devem também ser conhecedores daqueles requisitos essenciais do ensino conforme registrados nos Livros Sagrados e nas Epístolas.

9 de junho de 1925, à Assembléia Espiritual do Oriente, traduzido do persa para o inglês

7. Fortemente lhe recomendo a devotar, durante sua vida de estudante, o máximo tempo possível para um estudo completo da história e dos Ensinamentos de nossa Amada Causa. Esta é uma condição essencial para uma futura carreira bem-sucedida de serviços à Fé Bahá'í na qual espero e oro para que você se distinga em dias futuros.

Manuscrito de Shoghi Effendi, em adição a uma carta datada de 18 de maio de 1926, escrita em seu nome a um bahá'í

8. Os jovens e impetuosos servidores da Causa... ocupam um lugar caloroso em meu coração. Lembrarei sempre de suas esperanças, seus planos e suas atividades nas horas em que faço minhas orações nos Santuários Sagrados. Recomendo a eles que estudem profundamente as Palavras reveladas por Bahá'u'lláh e os discursos de 'Abdu'l-Bahá, não confiem excessivamente nas apresentações e interpretações dos Ensinamentos feitas por oradores e instrutores bahá'ís. Que o Todo-Poderoso lhes dê ajuda e orientação em seu trabalho.

Manuscrito de Shoghi Effendi, em adição a uma carta datada de 20 de março de 1929, escrita em seu nome a um bahá'í

9. O trabalho no qual estão engajados é precioso e está bem próximo de meu coração, constituindo-se um dos aspectos vitais dentre as inúmeras atividades de nossa amada Fé. Os padrões mais elevados de pureza, integridade, desapego e sacrifício devem ser mantidos pelos membros deste grupo, a fim de possibilitar a vocês exercerem uma parte decisiva na difusão e consolidação da Fé. Uma tremenda responsabilidade foi colocada sobre seus ombros e nada a não ser uma vida verdadeiramente exemplar, pura, virtuosa e ativa, pode lhes assegurar o cumprimento de seus altos destinos. Estarei orando para que vocês sejam guiados e fortalecidos em prestar um serviço dos mais eficazes à Causa e através de seus exemplos darem um novo ímpeto à marcha avante de suas recém-nascidas instituições.

Manuscrito de Shoghi Effendi, em adição a uma carta datada de 6 de setembro de 1934, escrita em seu nome à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís dos Estados Unidos da América e ao Conselho Juvenil do Canadá.

IV DE CARTAS ESCRITAS EM NOME DE SHOGHI EFFENDI

10. Se a geração bahá'í mais jovem, na qual Shoghi Effendi deposita grandes esperanças, dedicar-se ao estudo da Causa de uma forma profunda e completa, ler sua história, buscar seus princípios subjacentes e tornar-se tão bem informada quanto vigorosa em suas ações, com certeza os jovens irão conquistar grandes vitórias para a Fé. É sobre seus ombros que o Mestre colocou o grandioso trabalho de ensino. Serão os jovens que irão levantar o chamado do Reino e despertar as pessoas de sua sonolência. Se falharem, a Causa estará fadada à estagnação...

26 de abril de 1923, à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Índia e Burma

11. Sua esperança, como também aquelas dos amigos em geral, é que vocês cresçam tanto em número como em espiritualidade. O futuro desta Causa, que é tão querida de todos nós, depende da energia e devoção das novas gerações. São vocês aqueles bahá'ís que em breve serão convocados para assumir suas responsabilidades e difundi-las amplamente. Para fazer isso, porém, precisam estar bem equipados. Vocês devem desenvolver adequadamente tanto o lado intelectual como o espiritual...

28 de dezembro de 1925, à Juventude Bahá'í de Baltimore, Maryland, EUA

12. Soubemos, de várias fontes, da forma maravilhosa como seus filhos cresceram em sua capacidade de falar em público sobre a Causa. A esperança de Shoghi Effendi é que eles, todos os três, tornem-se capazes e devotados oradores da Causa em assuntos a ela relacionados. Para realizar isso de forma apropriada eles precisam ter uma base firme de capacitação científica e literária, a qual, felizmente, estão obtendo. É igualmente importante que os jovens bahá'ís, homens e mulheres, recebam educação adequada em colégios de alto nível, como também o necessário desenvolvimento espiritual.

O lado espiritual, bem como o intelectual de um jovem, precisam ser igualmente desenvolvidos para que possa servir eficientemente à Causa.

28 de novembro de 1926, a um bahá'í

13. Ele ficou muito feliz e altamente confiante com seu lento, mas progressivo trabalho entre os membros da faculdade e o corpo de estudantes no Colégio Estadual. É mais do que tempo dos bahá'ís irem ao encontro de jovens letrados e sensatos de seu país, dos quais depende o futuro da nação, especialmente na estupenda tarefa de aplicar o espírito e as Palavras dos ensinamentos bahá'ís às exigências da época - um trabalho para o qual gerações de preparação poderão ser necessárias.

13 de junho de 1928, a um bahá'í

14. Ele ficou profundamente interessado em seu trabalho com os estudantes universitários e espera que o mesmo traga muitos frutos. O jovem tem a mente aberta, livre de preconceitos e está pronto a aceitar qualquer mensagem que satisfaça seus anseios espirituais tanto quanto suas demandas intelectuais. O trabalho deve, contudo, ser tanto intensivo quanto extensivo. Não é suficiente só você contatar muitos órgãos estudantis; pessoas devem ser encontradas para acompanhar aquele trabalho, escolher aqueles que estejam interessados em conhecer mais e aprofundá-los nos ensinamentos. Esta tarefa, sem dúvida, é da alçada do comitê de ensino, o qual deve sempre estar em alerta, ver onde existe um grupo receptivo e enviar instrutores para recebê-los na Causa.

20 de junho de 1931, a um bahá'í

15. Como bahá'í você certamente está consciente do fato de que Bahá'u'lláh considerava a educação como um dos principais fatores de uma verdadeira civilização. Esta educação, porém, a fim de ser adequada e frutífera, deve ser abrangente em natureza e levar em consideração não somente o lado físico e intelectual do ser humano, mas também seus aspectos éticos e espirituais. Este deve ser o programa da juventude bahá'í em todo o mundo.

E não há duvida que o melhor meio através do qual este desenvolvimento educacional pode ser alcançado é participando de diferentes associações e reuniões que tenham como objetivo promover os ideais desta nova civilização internacional. Embora o Guardião prefira que os bahá'ís participem daquelas organizações que estejam dentro da órbita das atividades bahá'ís, ele, entretanto, aprova e até mesmo encoraja qualquer pessoa que queira participar de movimentos não-bahá'ís, contanto que tais movimentos não promovam qualquer ideal ou princípio que fira ou ameace o avanço da Causa.

9 de julho de 1931, a um bahá'í

16. A angústia que aflige a América e a Europa deve despertar a juventude quanto ao fato da futilidade de concentrar toda a sua vida na conquista de assuntos puramente materiais. Eles precisam aprender a lição de que as considerações espirituais devem ser os fatores dominantes de nossa vida, que o nosso propósito-guia deve ser melhorar nossa vida moral e buscar o que é eterno e permanente.

Se diferentes nações continuarem a agir erradamente e manterem-se guiadas pelo desejo de engrandecimento pessoal, você estará no grupo que irá sofrer mais. Nossos atuais procedimentos darão frutos somente no futuro e são os jovens de hoje que serão os homens e as mulheres do futuro.

2 de novembro de 1931, a um bahá'í

17. Shoghi Effendi ficou muito feliz ao ver o resultado do trabalho, o que prova o profundo interesse que os jovens bahá'ís estão demonstrando quanto ao progresso da Fé. A Mensagem de Bahá'u'lláh, a qual contém a única solução verdadeira e duradoura para os problemas sociais e espirituais que confrontam a sociedade nos dias atuais, está entregue aos seus cuidados. São eles os que, em espírito de total desapego e consagração, levantam a bandeira da Fé e alistam o apoio de almas fortes e devotadas.

Através de tais conferências, Shoghi Effendi espera que vocês desenvolvam seus conhecimentos sobre os problemas da atualidade, e ao mesmo tempo ajudem aqueles não-bahá'ís que vêm em busca de orientação, mostrando a eles a luz trazida por Bahá'u'lláh para o mundo.

As pessoas que se aproximam de nossas portas, e talvez entrem em nossas casas, não devem ser deixadas sair sem levar com elas alguns dos deleites que estamos usufruindo. Elas, também, estão em busca de almas sinceras com as quais esperam poder realizar seus ideais sociais e espirituais. Para contatá-las, é preciso diplomacia e cuidados para que não sejam criadas dificuldades. Este é o nosso dever, uma tarefa que nos cabe realizar.

Shoghi Effendi espera que o sucesso deste último verão estimulará a realização de novas conferências no futuro, levantando, desta forma, a juventude para o verdadeiro serviço e para que divulguem amplamente a Mensagem. Ele irá lembrar-se de vocês em suas orações e pedir a ajuda e orientação divinas...

pós-escrito manuscrito por Shoghi Effendi:

Estou muito feliz com sua carta anexando o esplêndido relatório sobre relações internacionais. Fiquei particularmente satisfeito ao saber da ativa participação exercida pela juventude bahá'í e sua harmoniosa colaboração com os amigos mais velhos e mais experientes. Os aconselho a ficarem alertas para evitar dar a impressão ao mundo externo de que os bahá'ís são políticos em seus objetivos e realizações, ou que interferem em assuntos que pertencem às atividades políticas e a seus respectivos governos. A Causa, ainda em sua infância, deve ser protegida adequadamente deste perigo particular...

13 de novembro de 1931, a um bahá'í

18. A juventude deve ser estimulada a se capacitar para falar em público enquanto ainda estudantes em escolas ou colégios.

7 de dezembro de 1931, a um bahá'í, publicado em Bahá'í News, no 64, julho de 1932, p. 4

19. O relato sobre o seu trabalho junto a estudantes estrangeiros deixou Shoghi Effendi muito feliz. Não somente irão esses jovens ter uma boa impressão e sentir a hospitalidade das famílias americanas, como estarão recebendo a capacitação espiritual que vocês estão provendo, tornando sua educação ainda mais completa e condigna. Isso, além do fato de que em seus corações estão sendo plantadas as sementes dos ensinamentos bahá'ís, as quais com o tempo germinarão e darão frutos maravilhosos. Todos esses jovens, quando regressarem a seus lares, estarão levando consigo a Mensagem e mesmo que não se tornem crentes confirmados, continuarão amigos sempre prontos a prestar algum serviço aos instrutores bahá'ís que encontrarem. Shoghi Effendi espera que vocês continuem com esse trabalho, mas, ao mesmo tempo, busquem torná-los verdadeiros bahá'ís, tanto em espírito como na fé.

4 de fevereiro de 1932, a um bahá'í

20. A atual condição do mundo - sua instabilidade econômica, dissensão social, insatisfação política e receio internacional - deve despertar a juventude de sua dormência e fazê-los investigar sobre o que o futuro irá lhes trazer. São eles, certamente, os que irão sofrer mais se alguma calamidade sobrevier ao mundo. Devem, portanto, abrir seus olhos às condições vigentes no mundo, estudar suas forças malignas em ação e então, em um esforço concentrado, levantar-se e trabalhar pelas reformas necessárias - reformas que contenham em seu escopo as fases tanto sociais quanto políticas da vida humana.

13 de março de 1932, a um bahá'í, publicada em Bahá'í News, no 68, novembro de 1932, p. 3

21. O que mais o impressionou no relato de seus serviços foi a declaração de que tantos, antigos e novos bahá'ís, estão firmemente unidos e cooperando nos trabalhos da Fé naquela localidade. Nada irá atrair mais as bênçãos e as graças de Deus do que a unidade dos amigos, e nada será mais destrutivo aos seus elevados propósitos do que divisões e desentendimentos. Portanto, busquem sempre a unidade se desejam ser bem-sucedidos e obedecer à vontade de seu Senhor, Bahá'u'lláh, pois a unidade é o verdadeiro objetivo de Sua Missão neste mundo.

11 de outubro de 1932, à Assembléia Espiritual Local dos Bahá'ís de West Englewood, Nova Jersey, EUA

22. Certamente neste período muito crítico da história humana, quando velhas instituições estão começando a desmoronar ou sendo alteradas substancialmente, ocorrem muitos desastres e acontecimentos desafortunados, mas tal condição não é permanente. A Causa e suas instituições estão gradualmente assumindo o seu lugar na sociedade, e com seu espírito viril busca assegurar a total obediência de seus seguidores e dos povos do mundo como um todo. Assim, não precisamos ser por demais pessimistas quanto ao futuro, ou levar muito a sério as condições transitórias. Os jovens, vivendo entre essas duas eras e vendo a destruição de instituições obsoletas, estão, portanto, aptos a descartar qualquer tipo de apego por elas e, em verdade, verem numa perspectiva realista qualquer pessoa que possa ainda estimar o antiquado. Conseqüentemente, somos capazes de ver a frouxidão moral prevalecente entre elas. Esta condição é verdadeira não somente com relação à América e Europa, mas também quanto ao Oriente, e eu ousaria dizer mais no Oriente do que no Ocidente.

Mesmo que a juventude bahá'í possa sentir-se mal com a condição na qual vêem seus amigos não-bahá'ís, e não os culparem por isso, não devem nossos jovens se deixar levar pela onda dos acontecimentos mundiais à medida que estas afetem suas próprias vidas. Enquanto os outros vêem diante deles um mundo em decadência, vemos um mundo em construção. Enquanto vivem a destruição de velhas instituições que exigem seu respeito, nós contemplamos a alvorada de uma nova era com seus postulados e exigências bem definidos e com novos vínculos sociais. A perspectiva materialista que têm, mostra-lhes a futilidade de todas as coisas, enquanto que nossa fé em um ser humano regenerado e espiritualizado faz-nos olhar para o futuro e trabalhar para construí-lo. Para fazê-los seguir nossos passos devemos demonstrar compreensão e apoio moral em sua aflitiva condição, mas não seguir seus exemplos. Devemos nos colocar num plano mais elevado de vida moral e espiritual, dando a eles o verdadeiro exemplo, estimulando-os a elevarem também seu nível de vida. Os jovens devem ler o que Bahá'u'lláh e o Mestre disseram sobre estes assuntos e seguirem Suas orientações com toda a seriedade; isso caso desejem ser fiéis aos ensinamentos bahá'ís e busquem estabelecê-los em todo o mundo.

pós-escrito manuscrito por Shoghi Effendi:

As atividades, as esperanças e os ideais da juventude bahá'í na América, como também em todas as outras partes do mundo são acalentadas e muito queridas ao meu coração. Sobre os jovens repousa a suprema e desafiadora responsabilidade de promover os interesses da Causa de Deus nos dias vindouros, coordenar suas atividades mundiais, ampliar seu campo de ação, salvaguardar sua integridade, exaltar suas virtudes, definir seus propósitos, traduzir seus ideais e objetivos em memoráveis e permanentes realizações. Sua tarefa é grandiosa e poderosa, e ao mesmo tempo sagrada, estupenda e emocionante. Que o espírito de Bahá'u'lláh proteja, inspire e os fortaleça na realização dessa tarefa divinamente designada!

26 de outubro de 1932, a um bahá'í, publicado em Bahá'í News, no 443, fevereiro de 1968, p. 8

23. O Movimento precisa de pessoas jovens, que tenham sido despertadas espiritualmente, para se levantarem e lutarem contra a maré de uma civilização materialista que está levando a humanidade à beira da ruína. Se as forças, que estão massacrando a sociedade, forem deixadas livremente em ação, se negligenciarmos em nosso dever de dominá-las e exercermos controle sobre elas, ninguém será capaz de imaginar o que o futuro irá nos trazer.

É sobre a juventude que cairá o maior sofrimento. Eles devem, por isso, mobilizar suas fileiras, e em unidade absoluta, levantar-se e consumar seu dever de estabelecer o Reino de Deus sobre a Terra.

Publicado em Herald of the South, vol. 4, no 5, janeiro-março de 1933, p. 11.

Publicado também em The Bahá'í World, vol. l5, 1932-34, Nova York, Comitê de Publicações Bahá'ís, 1936, pp. 370-72

24. A vida não é fácil para os jovens desta geração. Eles entram na vida com o coração cheio de esperança, mas nada encontram diante deles senão decadência, e vêem no futuro apenas escuridão. O que precisam é a luz manifestada por Bahá'u'lláh, pois ela ilumina suas almas e estimula seu vigor diante das dificuldades.

12 de março de 1933, a um bahá'í

25. Com relação à atitude de seu grupo quanto à administração, eles virão a entender essas coisas, mas não demorará para que vejam que sem um corpo administrativo apropriado, as idéias da Causa jamais serão colocadas em prática, nem estará assegurado o progresso da Fé. Ao tratar com os jovens, deve-se usar tato e a razão quanto aos diferentes problemas a serem considerados.

22 de abril de 1933, a um bahá'í

26. É sempre gratificante saber dos esplendidos efeitos que os ensinamentos da Causa inevitavelmente trazem aos corações e às mentes dos jovens bahá'ís, homens e mulheres, e testemunhar sua firme decisão e até impetuosidade para moldar e organizar todos os aspectos de suas vidas de acordo com os ensinamentos divinos legados ao mundo por Bahá'u'lláh. Pois, os jovens bahá'ís constituem o principal componente das atividades na Causa. Seu é o dever não somente de estudar e divulgar os ensinamentos bahá'ís, mas principalmente colocá-los efetivamente em prática. Cabe a vocês espelhar cada vez mais a beleza e o poder dos princípios da Fé, e tornar-se exemplos iluminados a todos os bahá'ís de que o único objetivo na vida é escalar as alturas às quais Bahá'u'lláh convoca Seus seguidores.

5 de agosto de 1933, a dois crentes

27. É em jovens e ativos bahá'ís como vocês que o Guardião coloca todas as suas esperanças para o futuro progresso e expansão da Causa, e é sobre seus ombros que ele deposita a responsabilidade de levantar o espírito de serviço abnegado dentre seus companheiros de fé. Sem tal espírito, nenhum trabalho poderá ser realizado com sucesso. Com ele, o triunfo, embora conquistado com muito esforço, será inevitável. Vocês devem, portanto, tentar o máximo que puderem para manter acesa a tocha da Fé, pois através dela vocês com certeza encontrarão a guia, a força e o sucesso esperado.

1o de setembro de 1933, a um bahá'í

28. Não preciso lhes dizer quão grandes são as esperanças que ele alimenta quanto ao futuro papel que os jovens bahá'ís serão inevitavelmente chamados a exercer, tanto no ensino como na administração da Fé. É sobre os jovens que ele concentra suas mais acalentadas esperanças para a difusão, ampla e efetiva, da Mensagem, e para o fortalecimento das estruturas das nascentes instituições bahá'ís que estão gradualmente se formando em meio às tempestades de uma severidade sem precedentes, e sob circunstâncias extremamente trágicas.

Seu conselho fraternal a você e a todos os crentes jovens, leais e ardorosos como você, é que busquem aprofundar seus conhecimentos sobre a história e sobre os princípios básicos da Fé, não apenas através de um estudo amplo e cuidadoso, mas também com sua participação ativa, sincera e contínua, em todas as atividades promovidas em sua comunidade, administrativas ou outras. A vida comunitária bahá'í provê um laboratório indispensável onde se pode traduzir em ação construtiva os princípios existentes nos ensinamentos bahá'ís. Tornando-se parte efetiva daquele organismo vivo, você poderá alcançar o verdadeiro espírito que permeia os ensinamentos bahá'ís. Estudar os princípios e buscar viver de acordo com eles são, portanto, os dois meios essenciais através dos quais você pode assegurar o desenvolvimento e o progresso em sua vida espiritual, como também em sua existência externa. Que Bahá'u'lláh o ajude a alcançar essa elevada posição, e mantenha a tocha da fé ardendo para sempre em seu coração.

2 de novembro de 1933, a um bahá'í

29. Ele lhes aconselha, porém, a devotarem mais tempo ao ensino ativo em público. Para isso, recomenda que vocês participem, se possível, de todas as sessões e reuniões da Escola de Verão de Geyserville, para que possam não somente aprofundar seus conhecimentos sobre os ensinamentos bahá'ís, mas também receber a capacitação necessária para melhor expô-los ao público. A ambição de todo jovem bahá'í deve ser, em verdade, tornar-se um instrutor competente e bem informado. Para esse propósito a instituição da Escola de Verão Bahá'í foi estabelecida, e sua importância tão enfática é repetidamente ressaltada pelo Guardião.

21 de junho de 1935, a um bahá'í

30. ...O Guardião está bem consciente das dificuldades que se interpõem no caminho da cooperação entre os crentes jovens e os mais velhos. Este é um problema que existe na Causa em quase todas as partes, especialmente naquelas comunidades onde o número de jovens e adultos é aproximadamente o mesmo. A solução, como em todos os casos semelhantes, deve ser encontrada através de um comprometimento mútuo e inteligente. Os crentes mais velhos devem ceder em pelo menos parte de suas tradicionais concepções e formas de trabalho a fim de melhor se adaptarem às condições sociais e circunstâncias em transformação. Os jovens precisam também aprender a agir com sabedoria, tato e moderação, e saber aproveitar e beneficiar-se das experiências dos crentes mais idosos. Os velhos e os jovens têm, cada um, algo específico a contribuir para o progresso e bem-estar da comunidade bahá'í. A energia da juventude deve receber a moderação e a guia da sabedoria dos mais velhos.

Quanto à atitude de ressentimento que os crentes mais jovens muitas vezes assumem com relação a determinados preceitos da Causa, tais como as orações obrigatórias: não pode e não deve haver transigência em assuntos como estes que foram especificamente determinados por Bahá'u'lláh. Não devemos ter qualquer sentimento de vergonha ao observar tais leis e preceitos, nem julgarmos exagerados em seu valor e importância. Assim como os amigos não têm dificuldade em reconhecer o valor daquelas orações específicas reveladas por Bahá'u'lláh, como as Epístolas de jejum e de cura, assim também precisam reconhecer que as orações obrigatórias são por sua própria natureza de maior eficácia e são dotadas de um poder maior que as não-obrigatórias, sendo, portanto, essenciais.

4 de janeiro 1936, a um bahá'í

31. O que pode controlar a juventude e salvá-la das armadilhas do materialismo crasso desta época é o poder genuíno e construtivo de uma Fé atuante, como a revelada ao mundo por Bahá'u'lláh. A religião, como ocorreu no passado, é ainda a única esperança do mundo, mas não aquela forma de religião que nossos líderes eclesiásticos esforçam-se inutilmente em pregar. Divorciada da verdadeira religião, a moral perde sua eficácia e cessa de guiar e controlar a vida individual e social do ser humano. Mas quando a verdadeira religião é combinada com a verdadeira ética, então o progresso moral torna-se uma possibilidade e não apenas um mero ideal. Nossa juventude moderna tem necessidade de tal tipo de ética, fundamentada na fé religiosa pura. Enquanto esses dois componentes não forem combinados de forma apropriada e colocados efetivamente em ação não haverá esperança para o futuro da raça.

17 de abril de 1936, a um bahá'í, publicada no Bahá'í News, no 104, dezembro de 1936, p. 1

32. A obrigação de ensinar é essencialmente uma responsabilidade dos crentes mais jovens. Sua capacitação integral deve, portanto, ser direcionada de tal forma que os torne instrutores competentes. É para este propósito definido que as Escolas de Verão Bahá'í - que constituem a verdadeira base sobre a qual as universidades bahá'ís do futuro serão estabelecidas - devem ter a participação maciça dos jovens.

15 de maio de 1936, aos Grupos Juvenis Bahá'ís dos Estados Unidos

33. Com relação à sua pergunta, relacionada com a atividade da juventude bahá'í: o propósito principal subjacente em todas as atividades assumidas por nossos jovens bahá'ís através do mundo é estimular o entusiasmo, promover o conhecimento e desenvolver o espírito de solidariedade e cooperação entre todos os jovens, homens e mulheres, a fim de possibilitar a todos eles, em uma idade posterior, colaborar de forma inteligente e harmoniosa com seus companheiros de fé de todas as classes, idade ou origem. Tais atividades devem ser realizadas sob a estrutura da Ordem Administrativa. A importância das instituições administrativas não deve ser descurada, muito menos ignorada. A formação de comitês juvenis é um meio para alcançar a finalidade acima mencionada, mas não um fim em si mesmo.

8 de novembro de 1937, a um bahá'í

34. Seu coração nutre uma fervorosa esperança e por ela ora sinceramente, para que vocês dependam cada vez mais de sua própria fé, alcançando um entendimento profundo e um reconhecimento cada vez maior dos ensinamentos, demonstrando tal sinceridade e perseverança em seus estudos bahá'ís a fim de, gradualmente, adquirirem um conhecimento completo das Escrituras, a capacitação devida e a experiência necessária para poderem prestar um serviço ativo e efetivo à Fé no futuro.

Embora ainda jovem em idade, você deve esforçar-se desde agora, através de íntima associação com seus companheiros de fé, e através de fervorosa dedicação aos seus estudos bahá'ís, preparando-se para aquele dia quando você será convocado, então já um membro adulto e responsável da Comunidade, para assumir seu papel integral nas atividades da Causa, com o que estará provendo a você mesmo a dignidade de ser um membro desta Fraternidade universal criada por Bahá'u'lláh.

O Guardião ficou realmente muito feliz ao notar que você já começou a ler alguns livros bahá'ís, e gostaria de especialmente aconselhá-lo a se esforçar para decorar determinados trechos dos Escritos de Bahá'u'lláh, em particular algumas de Suas orações. Esta capacitação irá sem dúvida ser de enorme valia para você em seus futuros estudos da Causa, e servirá também para aprofundar e enriquecer consideravelmente sua própria vida espiritual no presente.

10 de abril de 1939, a um bahá'í

35. Ele acha ser importante que os jovens tenham uma parte ativa em todos os campos de serviço, o que não pode ser subestimado, pois eles precisam levar avante o grande trabalho de reconstrução para o futuro, o qual terá enorme necessidade de exemplos de espiritualidade e liderança.

16 de março de 1941, a um bahá'í

36. Realmente é muito importante para a Fé divulgar os ensinamentos de Bahá'u'lláh entre os jovens, pois é através de suas atividades que a Causa de nosso Bem-Amado Mestre será no futuro espalhada por todo o continente americano. Eles devem assumir todas as responsabilidades pelo progresso do Movimento; os jovens precisam alimentar seus sentimentos espirituais, iluminar seus corações com a luz de guia que nos foi dada pelo Mestre.

2 de novembro de 1932, a dois bahá'ís, publicada no Bahá'í News, no 143, maio de 1941, p. 8

37. A responsabilidade dos jovens é muito grande, pois eles precisam não somente preparar-se para herdar o trabalho dos bahá'ís mais velhos e cuidar dos assuntos da Causa em geral, porquanto o mundo que se encontra à sua frente - conforme previsto por Bahá'u'lláh - será um mundo castigado por seus próprios sofrimentos, que conseqüentemente terá condições para ouvir ansiosamente Sua Mensagem Divina. Em razão disso, é de se esperar um caráter muito elevado dos seguidores e expositores desta Religião. Portanto, aprofundar seus conhecimentos e aperfeiçoar-se dentro dos padrões bahá'ís de virtude e de uma conduta correta deve ser o alvo principal de todo jovem bahá'í.

6 de junho de 1941, a um jovem bahá'í de Bombaim, Índia

38. As tarefas que a presente geração de jovens bahá'ís terão de enfrentar, e que na verdade já estão começando a enfrentar, são estupendas. Eles precisam estar preparados para os severos testes dos dias por vir - testes quanto ao seu caráter e sua fé, quanto à força de suas convicções e obediência efetiva às Leis de Bahá'u'lláh.

A maior esperança de Shoghi Effendi, em suas orações, é que eles possam distinguir-se de tal forma aos olhos de seus concidadãos, de forma que se torne cada vez mais evidente o que significa ser bahá'í e tudo aquilo que eles representam. Quão maravilhoso seria testemunhar as pessoas dizerem, querendo com isso fazer um elogio: "Ah! Assim deve ser um bahá'í, assim são eles!"

19 de outubro de 1941 a um jovem bahá'í na Escola Bahá'í de Louhelen, Setor Juventude

39. Os ventos dos testes e das provações já sopraram sobre nossa Fé mais de uma vez, e por isso ele tem a firme convicção de que os bahá'ís mais velhos, como você, devem fazer todo o possível para proteger os mais jovens, fortalecer sua fé, aprofundá-los no Convênio e prepará-los para buscarem refúgio integral na Última Vontade e Testamento do amado Mestre, aquela fortaleza inexpugnável que Ele construiu para a nossa segurança, quando Ele próprio já Se preparava para partir de nossa visão.

26 de outubro de 1941, a um bahá'í

40. Se alguma vez alguém no passado pôde dizer que uma religião pertenceu aos jovens, seguramente a Fé Bahá'í é hoje essa religião. O mundo todo está sofrendo, afundado na miséria, esmagado sob seus pesados problemas. A tarefa de curar seus males e construir seu futuro recai principalmente sobre a juventude. Os jovens são aqueles que, após a guerra, irão resolver as terríveis dificuldades criadas pelos atuais conflitos e tudo o mais que dela decorre. Porém, não serão capazes de construir o futuro a não ser com a aplicação das leis e princípios deixados por Bahá'u'lláh. Assim, sua tarefa é muito grande e sua responsabilidade muito grave.

8 de maio de 1942, a um jovem bahá'í de Peória, Illinois, EUA

41. Os jovens, como você - tão sinceramente dedicados a um movimento que desde logo exige a associação com pessoas maduras de uma tendência filosófica livre dos hábitos desregrados desta época - alcançaram uma condição de poder atrair a atenção e o respeito tanto de jovens como dos mais idosos. Esta Causa, embora abarque com igual estima pessoas de todas as idades, traz uma mensagem especial e uma gloriosa missão para os jovens. É sua carta-guia para o futuro, para a realização de suas esperanças e a garantia de melhores dias à frente. Portanto, o Guardião está particularmente feliz sabendo que os jovens bahá'ís estão ativos no trabalho pioneiro...

16 de junho de 1942, a um bahá'í

42. A Causa precisa de mais eruditos bahá'ís, pessoas que não estejam apenas devotadas ao estudo, mas que acreditam nela e estão ansiosas em compartilhá-la com os outros, e que têm também um profundo entendimento dos ensinamentos bahá'ís e de sua importância, e que são capazes de relacionar seus postulados com os pensamentos e problemas correntes dos povos do mundo.

A Causa tem o remédio para todos os males do mundo. A razão porque muitas pessoas não a aceitam é porque os bahá'ís nem sempre são capazes de apresentá-la de uma forma que responda aos questionamentos imediatos de suas mentes. Os jovens bahá'ís, como você, precisam preparar-se para realmente levar a Mensagem à sua geração, que dela necessita desesperadamente e que pode entender a linguagem que seus ensinamentos transmitem tão claramente. Ele aconselha que, entre outros livros, estude as Palestras de 'Abdu'l-Bahá, pois Seu método de dirigir-Se à mente do público é insuperável... Também recomenda que se aprimore para ser um bom palestrante público, a fim de ensinar a Causa cada vez melhor...

21 de outubro de 1943, a um bahá'í

43. O Guardião espera que juntamente com os outros estudos que você está fazendo, deve continuamente estudar os ensinamentos da Fé e esforçar-se para adquirir um profundo entendimento dos mesmos. A importância dos jovens bahá'ís tornarem-se bem aprofundados em todos os aspectos dos ensinamentos jamais poderá ser subestimada, pois eles têm grandes tarefas de ensino à sua frente para realizar.

21 de janeiro de 1944, a um bahá'í

44. O Guardião tem sempre aconselhado aos jovens estudarem profundamente tais assuntos como História, Economia e Sociologia, pois estão relacionados com os ensinamentos e serão de ajuda para um entendimento adequado da Fé....

A maior necessidade da juventude hoje é o aprimoramento do caráter. A oração é o único fator infalível para isso; eles precisam aprender a viver à altura dos ensinamentos éticos da Fé....

Ele acha ser da máxima importância nos dias de hoje o aprofundamento dos jovens nos ensinamentos da Fé, pois eles, com isso, não somente tornar-se-ão bons servidores do futuro como serão capazes de divulgar adequadamente a Mensagem entre aqueles de sua própria geração. Ele aprova que você devote todo o tempo possível a esta tarefa, juntamente com os valiosos serviços que você tão incansavelmente está prestando ao trabalho de ensino em várias cidades e vilas.

12 de março de 1944, a um bahá'í

45. ...com relação aos estudos nos quais você deve se especializar, com vistas ao ensino no futuro: Ele recomenda História, Economia ou Sociologia, pois tais matérias não incluem apenas os campos nos quais os bahá'ís têm grande interesse, mas também tratam de assuntos para os quais nossos ensinamentos trazem uma nova luz...

13 de março de 1944, a um bahá'í

46. ...a fim de cumprirem com seus deveres e apresentarem uma solução divina à humanidade, os crentes precisam estar preparados para as grandes tarefas à sua frente. Isso, e em particular o papel das mulheres nos ensinamentos da Fé, irá ajudar para que possam melhor administrar todos os problemas à sua frente, tratando de forma sábia e eficiente os cada vez mais numerosos assuntos da Causa; devendo, em tudo, dar o exemplo do padrão de vida bahá'í...

12 de maio de 1944, a um bahá'í, publicada em Bahá'í News, no 175, junho de 1945, p. 3

47. Ele espera que vocês se desenvolvam como bahá'ís tanto em caráter como na prática de tudo aquilo em que acreditam. A maior finalidade da Revelação de Bahá'u'lláh é que nos tornemos um novo tipo de pessoas, pessoas que sejam corretas, bondosas, inteligentes, confiáveis e honestas, e que vivam de acordo com Suas grandes leis estabelecidas para esta nova época do desenvolvimento da raça humana. Dizer que somos bahá'ís não é suficiente, nosso ser mais íntimo precisa tornar-se capaz e iluminado ao viver a vida bahá'í.

25 de agosto de 1944, à Escola Louhelen, Setor Juventude

48. Além do ensino da Causa, o maior serviço que a juventude bahá'í pode prestar é ser um exemplo de vida, e especialmente promotora, dentro das comunidades bahá'ís e no mundo externo como um todo, do amor e da harmonia, qualidades hoje tão carentes diante do que se vê no mundo: ódio, desconfiança, vingança e preconceitos de toda natureza.

15 de outubro de 1944, à Escola Louhelen, Setor Juventude

49. Os jovens são, em verdade, aqueles aos quais a Causa deve forçosamente oferecer o maior apoio e receber a maior participação, pois eles são a garantia de um futuro promissor. Sem aquilo que Bahá'u'lláh legou à humanidade, o panorama que se tem do futuro do mundo é de desesperança, pois as forças do mal na natureza humana parecem ter ganho ascendência, e somente uma força espiritual vinda diretamente de Deus pode fazer com que o lado bom da existência assuma o comando das vidas humanas.

15 de junho de 1945, a um bahá'í

50. Por todos os meios possíveis, perseverem e associem-se, em um espírito amistoso, com outros grupos de jovens, particularmente de uma raça diferente e de nacionalidade minoritária, pois tal associação irá demonstrar sua completa convicção da unicidade da humanidade e atrair outros à Fé, tanto os jovens como os mais velhos.

Um espírito livre de preconceito, que demonstre um companheirismo amoroso com os outros, é o que irá abrir os olhos das pessoas, mais do que um amontoado de palavras. Combinado com tais feitos, vocês poderão ensinar a Fé mais facilmente.

18 de junho de 1945, aos bahá'ís de Dayton, Ohio, EUA

51. Ele sempre fica muito contente ao ver jovens iluminados e capazes abraçando a Causa, pois o mundo, em um futuro não distante, certamente pertencerá a eles e o peso das responsabilidades futuras irá recair sobre seus ombros. Eles não encontrarão um padrão de trabalho que se compare com o que Bahá'u'lláh legou ao mundo para os nossos dias; unicamente a sanidade, a justiça, o equilíbrio perfeito de Seu sistema podem levar ao próximo passo na evolução do ser humano - a unificação da raça humana como uma grande família que habita neste planeta.

1o de julho de 1945, a um bahá'í

52. Ele acha que um dos deveres primordiais de seu Comitê é estimular os jovens bahá'ís a se prepararem para o trabalho pioneiro, particularmente na América Latina; conforme já informou aos crentes americanos, as extraordinárias tarefas que têm à frente na Europa - e, na verdade, no mundo inteiro - não podem ser realizadas até que terminem o trabalho iniciado na América do Sul. Neste campo de serviço os jovens bahá'ís já realizaram muito, sendo sua esperança que outros se levantem e sigam seus exemplos.

Agora que a guerra terminou e tantos jovens estão sendo liberados de seus serviços e retornando a uma vida mais normal, os jovens bahá'ís em todas as cidades deviam firmar-se no propósito de participar em atividades juvenis e clubes locais, esforçando-se para expor seus pontos de vistas a tantos jovens e de tantas maneiras como lhes for possível. Acima de tudo, devem ser exemplos de vida para os outros; castidade, polidez, amizade, hospitalidade, otimismo alegre sobre o futuro da humanidade, sua felicidade e bem estar, devem distingui-los e conquistar o amor e a admiração de seus companheiros. O que claramente falta na vida moderna é um elevado padrão de conduta e de bom caráter; os jovens bahá'ís precisam demonstrar ambos, se esperam seriamente conquistar para a Fé membros de sua própria geração, tão desiludidos e contaminados que se encontram diante da lassidão decorrente da guerra.

Ele lhes assegura que certamente estará orando pelo sucesso do trabalho de seu Comitê e para os jovens bahá'ís em geral, pelos quais nutre uma grande afeição e em quem deposita as mais acariciadas esperanças.

20 de outubro de 1945, à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís dos Estados Unidos e Canadá e ao Comitê Nacional da Juventude

53. Ele ficou muito feliz ao saber que a juventude bahá'í está realizando reuniões e fazendo todo o esforço possível para se relacionar com outros jovens, em grupos e clubes locais, levando, desta forma, a Causa ao conhecimento deles.

Conforme o amado Mestre constantemente reiterava, o exemplo é o maior instrutor de todos, e o Guardião acha que os bahá'ís deviam, cada um em particular, e todos de um modo geral, contribuir com sua parcela de ação para a unidade da comunidade onde vivem, e demonstrar a seus companheiros de fé, e ao mundo em geral, que o amor pelo qual o mundo tanto anseia, é o amor de Deus. Quando os não-bahá'ís nos vêem em amor e unidade, nosso poder de influência será irresistível; a perfeição de nossos ensinamentos - as leis e os princípios da Fé - serão então vistos como uma realidade prática.

23 de outubro de 1945, à Assembléia Espiritual Local dos Bahá'ís de Dayton, Ohio, EUA

54. O Guardião tem enfatizado, repetidamente, a imperiosa necessidade da Juventude Bahá'í exemplificar os Ensinamentos, mais particularmente o aspecto moral dos mesmos. Se não se distinguirem por sua elevada conduta, não poderão esperar que outros jovens levem a sério a Causa que esposam.

Ele concorda inteiramente com você que a não ser que pratiquemos os Ensinamentos não poderemos esperar que a Fé cresça, pois o propósito fundamental de todas as religiões - incluindo a nossa - é levar o homem mais próximo de Deus e mudar seu caráter, o que é da máxima importância. Muita ênfase tem sido colocada nos aspectos sociais e econômicos dos Ensinamentos, porém o aspecto moral não poderá jamais ser descuidado.

6 de setembro de 1946, a um bahá'í

55. Ele acha que os jovens, em particular, precisam, constante e determinadamente, esforçar-se para exemplificar a vida bahá'í. No mundo à nossa volta grassam a decadência moral, a promiscuidade, a indecência, a vulgaridade e os maus modos - os jovens bahá'ís precisam ser o oposto dessas coisas e, através de sua castidade, correção, decência, consideração e boas maneiras, atrair os outros, jovens e idosos, à Fé. O mundo está cansado de palavras; quer ver exemplos, e cabe aos jovens bahá'ís demonstrá-los.

19 de setembro de 1946, à Escola de Verão de Green Acre

56. Eles têm agora uma oportunidade de ouro para se levantarem e cumprirem com seus planos tão acariciados, antes que seja tarde demais... Muitos crentes precisam se levantar e, colocando toda a confiança em Bahá'u'lláh, cumprir com seu dever para a Fé na qual acreditam e que amam tão devotadamente. Os jovens, em particular, devem ser estimulados a adentrar o campo de serviço, pois a divulgação da Causa é sua única esperança para a formação de um mundo estável no qual possam viver e estabelecer suas próprias famílias.

12 de outubro de 1946, à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís das Ilhas Britânicas

57. Ele aprecia sobremodo o espírito devotado e determinado com o qual vocês estão olhando o futuro e toda a responsabilidade que o mesmo trará para vocês. A parte da juventude é muito grande; vocês têm a oportunidade de realmente exemplificar em palavras e atos os ensinamentos de Bahá'u'lláh, e demonstrar à sua geração que a Nova Ordem Mundial que Ele trouxe é uma realidade tangível na vida de Seus seguidores.

12 de março de 1946, à Escola Louhelen, Setor Juventude, publicada no Bahá'í News, no 190, dezembro de 1946, p. 1

58. Em verdade, o trabalho da juventude em todas as partes do mundo bahá'í é algo muito querido ao seu coração, ao qual considera de máxima importância. Os jovens, que inevitavelmente crescerão para ombrear todo o trabalho da Causa, são realmente a sua esperança e devem ser um dos fatores mais ativos em sua propagação. Com sua corajosa adesão aos elevados padrões de moral e ética definidos por Bahá'u'lláh, e através da vivência de seus inúmeros, diversificados e profundos ensinamentos, eles certamente estarão colaborando, em grande parte, para o desenvolvimento e ajudando a rápida expansão de sua amada Fé nos vários países nos quais trabalham. Eles podem estar seguros de que sua responsabilidade é grande e seu privilégio muito precioso.

26 de dezembro de 1946, à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís das Ilhas Britânicas, Comitê Nacional de Juventude

59. Nos anos à frente, a fim de realizarem as tremendas tarefas a eles confiadas pelo Mestre, os jovens como você precisarão levar avante o trabalho e assumir o lugar deixado vazio pelas gerações mais antigas de crentes; na verdade, eles precisam fazer mais do que isso, devem criar novas oportunidades e funções para si mesmos.

O que a Causa verdadeiramente necessita no momento são instrutores capacitados, sábios e profundamente enraizados na Fé. Ele espera que você se prepare para ser um desses instrutores.

5 de fevereiro de 1947, a um bahá'í

60. Com relação ao seu futuro: ele acha que se você especializar-se em Ciências Sociais isso seria também de ajuda para ensinar a Causa. E ele também recomenda que, se lhe for possível decidir sobre o lugar onde estudar, ou para se estabelecer permanentemente, você poderá prestar à Causa um grande serviço indo para um lugar onde exista uma Assembléia fraca ou apenas um grupo, ajudando a desenvolver a Fé nesse lugar.

21 de junho de 1947, a um bahá'í

61. Ele ficou muito feliz ao saber da formação do novo grupo de jovens que você menciona, pois isso não somente estimula grandemente a juventude bahá'í, como os capacita a atrair novos jovens à Fé, mas irá também prestar um grande bem aos serviços gerais, necessário à Causa nessas cidades. Ele recomenda ao seu Comitê fazer todo o esforço possível para estabelecer grupos de jovens onde quer que existam Assembléias Espirituais e as circunstâncias permitirem.

25 de setembro de 1947, à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís das Ilhas Britânicas - Comitê Nacional da Juventude

62. Existem dois tipos de bahá'ís, pode-se dizer: aqueles cuja religião é a Fé Bahá'í, e aqueles que vivem para a Fé. Desnecessário dizer, para definir quando alguém pertence a esta última categoria, que precisa estar na vanguarda dos heróis, dos mártires e dos santos, o que é condigno aos olhos de Deus. Ele espera que você atinja esta elevada posição.

Mas, como você precisa trabalhar para ganhar seu sustento, ele o aconselha a consultar com seus professores na Universidade e ver em que campo de trabalho você poderá encontrar emprego. Este é um detalhe sobre o qual ele não pode lhe aconselhar. Em princípio, é bom que um jovem busque seguir uma carreira que lhe permita encontrar emprego no exterior, onde poderá render valiosos serviços como pioneiro.

16 de abril de 1950, a um bahá'í

63. Ele recomenda que você considere realizar grandes, grandes feitos para a Fé; a condição do mundo está se tornando cada vez pior e sua geração deve prover os santos, os heróis, os mártires e os administradores dos anos futuros. Com dedicação e força de vontade você poderá erguer-se a grandes alturas!

2 de outubro de 1951, à Escola Louhelen, Setor Juventude, publicada no Bahá'í News, no 253, março de 1952, p. 1

64. Ele recomenda a todos vocês que devotem particular atenção aos contatos com as minorias raciais. Em um país com tanto preconceito contra os cidadãos negros como são os Estados Unidos, é da maior importância que os bahá'ís - e mais especialmente a juventude - demonstrem ativamente nossa total ausência de preconceitos e, na verdade, nosso preconceito em favor das minorias.

Não podemos realizar com sucesso qualquer campanha de ensino na África se em nossas próprias comunidades não demonstrarmos em toda a sua plenitude nosso amor por pessoas que descendem do povo africano!

11 de novembro de 1951, à Escola Louhelen

65. Ele, portanto, recomenda fortemente que vocês considerem seriamente o tipo de profissão ou comércio que lhes assegure um posto no campo de pioneirismo na África, ou nas Ilhas do Pacífico, ou mesmo na Ásia, no qual vocês possam ganhar seu sustento diário enquanto servem à Causa também. É um grande desafio e uma enorme oportunidade oferecida à sua geração....

5 de agosto de 1952, à Escola Louhelen, Sessão Juventude

66. Nos ombros da juventude de hoje repousa o futuro da Fé. Portanto, os jovens devem receber boa educação e serem capacitados não somente nos Ensinamentos da Fé mas também em assuntos do mundo em geral.

21 de maio de 1954, a um bahá'í

67. A profissão de sua sobrinha de educadora e instrutora de crianças é uma profissão que lhe trará grandes recompensas, pois ela está ajudando no desenvolvimento do caráter dos jovens de hoje, os quais tornar-se-ão os adultos que irão guiar a humanidade de amanhã. Guiá-los, tanto material quanto espiritualmente, é algo altamente valioso, porquanto, depois da guerra, com o mundo passando por uma grande angústia, os valores espirituais serão os predominantes e os jovens que se beneficiaram tanto da educação material como da espiritual serão os verdadeiros líderes da sociedade.

22 de maio 1955, a um bahá'í

68. Ele espera que a juventude bahá'í na Alemanha seja estimulada a tomar parte ativa nos assuntos administrativos e no trabalho de ensino. Os jovens precisam ter sempre em mente que são o futuro da Causa e devem ganhar experiência como instrutores e administradores com seus amigos mais velhos, em preparação para o tempo quando o peso do trabalho irá recair sobre seus ombros.

21 de junho de 1956, à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da Alemanha e da Áustria

69. O amado Guardião sente não estar sendo dada suficiente atenção ao assunto de contato com as minorias nos Estados Unidos. Um grande ímpeto poderá ser dado ao trabalho em países europeus, como em determinadas áreas do Extremo Oriente e na América Latina, se os bahá'ís residentes em grandes cidades e em cidades universitárias fizerem um esforço determinado e adequado para estender amizade e hospitalidade a estudantes e a pessoas procedentes de países onde os bahá'ís estão trabalhando tão duramente para estabelecer a Fé. Os bahá'ís terão não somente a possibilidade de trazer à Causa crentes locais, mas também aumentar o número de membros das comunidades no exterior, quando voltarem, como bahá'ís, aos seus respectivos países. Isso já aconteceu muitas vezes com os amigos chineses e japoneses, etc., para grande vantagem da Causa.

19 de julho de 1956, à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís dos Estados Unidos da América

70. As Confirmações Divinas estão descendo em torrentes sobre aqueles que se levantam para ensinar. Neste tempo crítico na história da Fé, o ensino é o único serviço que está confirmado.

O Guardião espera que vocês, com certeza, levantar-se-ão, com esforço renovado, para tomar parte na grande Cruzada que está agora avançando em todo o mundo. A América foi convocada pelo Mestre para exercer um papel preponderante nesta grande Cruzada Mundial, a qual está seguindo avante com energia cada vez maior. Se mais e mais bahá'ís não forem confirmados nos Estados Unidos, então a América poderá ser privada de seu grande Destino Espiritual. O Guardião está aguardando que a juventude da América erga a Bandeira da Fé a alturas cada vez mais elevadas e gloriosas. A juventude deve desapegar-se de todas as coisas do mundo e ser fortalecida pelo poder dinâmico do Espírito Santo, levantar-se, espalhar a Mensagem e despertar os corações.

8 de agosto de 1957, à juventude bahá'í de Denver, Colorado, EUA

V CARTAS DA CASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA AOS CONGRESSOS DE JUVENTUDE NAS AMÉRICAS: 1998-2002.

71. 6 de janeiro de 1998

Aos amigos reunidos no Chile no Congresso Latino-Americano de Juventude

Caros amigos,

Visto que a Causa de Deus progride irresistivelmente na direção pretendida pelo divino Fundador, cada estágio do processo apresenta a cada nova geração de jovens bahá'ís desafios ímpares frente ao momento histórico. Fundamentando-se nas realizações das gerações anteriores, os jovens devem tirar proveito das oportunidades que lhe são agora apresentadas. Deve ser elaborada uma linguagem em consonância com o momento, e devem ser realizadas com vigor atividades visando à transformação da sociedade.

Para concretizar tais empreendimentos, no breve espaço de tempo disponível, a juventude necessita de determinação, disciplina espiritual, energia, confiança no poder da assistência divina e imersão continuada na Palavra de Deus. Esse empenho, que constitui parte integrante do processo de crescimento da própria comunidade bahá'í, possui entretanto características distintivas que lhe são específicas. Nos últimos decênios e em diversas partes do mundo, a juventude bahá'í se apresenta como um "movimento de juventude", temos nisto um lembrete de que a energia gerada não só trará novos adeptos à suas fileiras, como deverá movimentar toda uma geração a um patamar mais próximo à Ordem Mundial de Bahá'u'lláh.

Durante esses breves próximos dias, estarão examinando as oportunidades especiais que a mão da Providência colocou diante de vocês. Um componente essencial de qualquer estratégia que concebem é a capacitação. Em todas as regiões, essa questão está sendo efetivada. Vocês mesmos participam, como estudantes e como mestres, em burilar capacidades em suas comunidades na orientação de milhares e milhares de crentes muitos dos quais são jovens. Com essa visão em mente, vocês deveriam descortinar ações típicas desse "movimento de juventude" nas quais grupos inteiros se engajarão. Como vocês ensinarão a Causa e incrementarão o processo de Entrada em Tropas? Como contribuirão para a concretização de um estilo de vida bahá'í? E como procederão para a concretização de um estilo de vida bahá'í? E como procederão para acelerar a transformação da sociedade da América Latina para que alcance seu magno destino? Ao meditarem sobre essas questões, estejam certos de que os acompanhamos com nossas orações.

(Assina) A Casa Universal de Justiça
72. 8 de janeiro de 2000

Aos amigos reunidos no Congresso de Juventude no Paraguai

Queridos amigos,

Vocês estão se reunindo para examinar o progresso de um movimento da juventude que envolve números cada vez maiores de participantes de geração a geração. À medida que deliberarem sobre os assuntos que têm diante de si, sintam-se orgulhosos das realizações da comunidade do Maior Nome em seu continente. A juventude desempenhou um papel fundamental no impressionante desenvolvimento do Plano de Quatro Anos em toda a América Latina e podem olhar para frente com confiança quanto aos resultados que estão destinados a colher.

Como declaramos recentemente, o avanço do processo de entrada em tropas continuará sendo o foco dos Planos globais que levarão a comunidade bahá'í até o final do primeiro século da Idade Formativa. Vocês e todos aqueles que serão atraídos à Fé através de seus esforços de ensino trarão à luz progressos notáveis que irão marcar esse período de vinte e um anos. Como resultado de recentes esforços para consolidar o trabalho dos institutos, suas comunidades estão agora capacitadas para atender às necessidades de treinamento de suas fileiras de crentes que crescem rapidamente. Este treinamento lhes ajudará a explorar as oportunidades que lhes são oferecidas neste momento crucial da história. Diante destas oportunidades vocês precisam examinar e definir o discurso no qual irão se envolver.

Ao término do século vinte, a maioria da população da América Latina situa-se abaixo da idade de 30 anos. À medida que esta geração de jovens assume a responsabilidade da administração dos assuntos da sociedade, irá encontrar um cenário que apresenta um desnorteante contraste. Por um lado, a região pode orgulhar-se de forma justa pelas realizações brilhantes nas esferas intelectuais, tecnológicas e econômicas. Por outro, ela falhou em reduzir a pobreza generalizada ou de evitar o crescente mar de violência que ameaça submergir suas populações. Por que - e a pergunta precisa ser feita claramente - tem esta sociedade sido impotente, a despeito de sua grande riqueza em remover as injustiças que estão rompendo o seu tecido social?

A resposta a esta pergunta, como amplamente evidenciado por décadas de uma história tão cheia de conflitos, não pode ser encontrada na paixão política, nas expressões antagônicas de interesses classistas ou em soluções técnicas. O que é necessário é um renascimento espiritual, como pré-requisito para a aplicação bem sucedida de instrumentos políticos, econômicos e tecnológicos.

Mas há a necessidade de um catalisador. Estejam seguros de que, apesar de seu pequeno número, vocês são canais através dos quais tal elemento catalisador poderá ser provido.

Não se desalentem se seus esforços são considerados como utópicos pelas vozes que se opõem a qualquer sugestão de mudança fundamental. Confiem na capacidade desta geração para se livrar dessa confusão de uma sociedade dividida. Para se desincumbirem de suas responsabilidades, vocês terão que mostrar a coragem daqueles que se atêm aos padrões de retidão e cujas vidas são caracterizadas por pureza de pensamento e ação, e cujo propósito é orientado por amor e uma fé indomável. Ao se dedicarem à cura dos males que afligem seus povos, vocês se tornarão defensores invencíveis da justiça.

Asseguramo-lhes nossas orações para o sucesso de suas deliberações.

(Assina) A Casa Universal de Justiça
73. 12 de julho de 2000

Aos amigos reunidos no Congresso de Juventude em El Salvador*

*As cartas do Departamento de Secretariado para os outros dois Congressos da Juventude na República Dominicana em 27 de julho de 2000 e para o Equador em 9 de agosto de 2000, são exatamente iguais a esta, mudando somente suas datas e o destinatário.

A Casa Universal de Justiça saúda a sua reunião e nos instruiu a transmitir-lhes os seguintes parágrafos de uma mensagem que enviou ao congresso de juventude realizado no Paraguai no começo deste ano, que relata suas esperanças para este congresso como, também, para aqueles de suas comunidades irmãs no Canadá, na República Dominicana e no Equador.

Vocês estão se reunindo para examinar o progresso de um movimento da juventude que envolve números cada vez maiores de participantes de geração a geração. À medida que deliberarem sobre os assuntos que têm diante de si, sintam-se orgulhosos das realizações da comunidade do Maior Nome em seu continente. A juventude desempenhou um papel fundamental no impressionante desenvolvimento do Plano de Quatro Anos em toda a América Latina e podem olhar para frente com confiança quanto aos resultados que estão destinados a colher.

Como declaramos recentemente, o avanço do processo de entrada em tropas continuará sendo o foco dos Planos globais que levarão a comunidade bahá'í até o final do primeiro século da Idade Formativa. Vocês e todos aqueles que serão atraídos à Fé através de seus esforços de ensino trarão à luz progressos notáveis que irão marcar esse período de vinte e um anos. Como resultado de recentes esforços para consolidar o trabalho dos institutos, suas comunidades estão agora capacitadas para atender às necessidades de treinamento de suas fileiras de crentes que crescem rapidamente. Este treinamento lhes ajudará a explorar as oportunidades que lhes são oferecidas neste momento crucial da história. Diante destas oportunidades vocês precisam examinar e definir o discurso no qual irão se envolver.

Ao término do século vinte, a maioria da população da América Latina situa-se abaixo da idade de 30 anos. À medida que esta geração de jovens assume a responsabilidade da administração dos assuntos da sociedade, irá encontrar um cenário que apresenta um desnorteante contraste. Por um lado, a região pode orgulhar-se de forma justa pelas realizações brilhantes nas esferas intelectuais, tecnológicas e econômicas. Por outro, ela falhou em reduzir a pobreza generalizada ou de evitar o crescente mar de violência que ameaça submergir suas populações. Por que - e a pergunta precisa ser feita claramente - tem esta sociedade sido impotente, a despeito de sua grande riqueza em remover as injustiças que estão rompendo o seu tecido social?

A resposta a esta pergunta, como amplamente evidenciado por décadas de uma história tão cheia de conflitos, não pode ser encontrada na paixão política, nas expressões antagônicas de interesses classistas ou em soluções técnicas. O que é necessário é um renascimento espiritual, como pré-requisito para a aplicação bem sucedida de instrumentos políticos, econômicos e tecnológicos.

Mas há a necessidade de um catalisador. Estejam seguros de que, apesar de seu pequeno número, vocês são canais através dos quais tal elemento catalisador poderá ser provido.

Não se desalentem se seus esforços são considerados como utópicos pelas vozes que se opõem a qualquer sugestão de mudança fundamental. Confiem na capacidade desta geração para se livrar dessa confusão de uma sociedade dividida. Para se desincumbirem de suas responsabilidades, vocês terão que mostrar a coragem daqueles que se atêm aos padrões de retidão e cujas vidas são caracterizadas por pureza de pensamento e ação, e cujo propósito é orientado por amor e uma fé indomável. Ao se dedicarem à cura dos males que afligem seus povos, vocês se tornarão defensores invencíveis da justiça.

A Casa de Justiça nos pede que transmitamos a todos os participantes do congresso a assertiva de suas amorosas orações para o sucesso de suas deliberações.

Com amorosas saudações bahá'ís,

Departamento de Secretariado da Casa Universal de Justiça

74. 20 de julho de 2000

Aos amigos reunidos na Conferência de Juventude em Vancouver, Canadá, de 20 a 24 de julho de 2000

Queridos amigos bahá'ís,

Vocês estão se reunindo em um tempo de imensa promessa para a comunidade nacional a que pertencem. É inegável reconhecer as forças que a Causa no Canadá desenvolveu neste período no limiar de um novo século. O nível de unidade que foi alcançado; a energia e a competência demonstrada por seus Conselhos Regionais; os sacrifícios financeiros que os crentes canadenses estão tão decididamente demonstrando para apoiar o trabalho da Causa internacionalmente; a confiança e o respeito que os esforços coletivos da comunidade conquistaram, tanto de instituições governamentais como não-governamentais; seu extraordinário registro de serviços tanto no campo de ensino como no de pioneirismo externo; e mais recentemente a mobilização dramática de recursos humanos em todo o seu vasto país, onde crentes canadenses abraçaram o programa de instituto promovido por sua Assembléia Espiritual Nacional - tão brilhantes demonstrações do poder espiritual aumenta a admiração de qualquer observador imparcial.

Em todos esses grandes avanços, a juventude bahá'í canadense exerceu um papel crescentemente vital. Em assim fazendo, desenvolveu capacidades que lhes dão uma distinção especial dentro de sua sociedade que, embora conquistada progressivamente, foi altamente capacitada e atuando numa sociedade com vários segmentos materialmente bem desenvolvidos. Vocês devem se questionar como essas expressivas capacidades poderão ser mais bem utilizadas.

Certa noite, no lar do sr. e da sra. Sutherland Maxwell em Montreal, 'Abdu'l-Bahá resumiu em algumas palavras de intensa comoção a crise que vinha engolfando a humanidade e o único caminho para a sua salvação:

Hoje o mundo humano se encontra na escuridão porque não está em contato com o mundo de Deus. É por isso que não vemos os sinais de Deus nos corações dos homens. ... Quando uma iluminação espiritual divina se manifesta no mundo humano, quando as instruções e a guia divina aparecem, o resultado é iluminação, um novo espírito se realiza interiormente, um novo poder procede, uma nova vida é concedida. É como o nascimento do reino animal para o reino humano. Quando o homem adquirir estas virtudes, a unicidade do mundo humano será revelada,... Então, a justiça de Deus se tornará manifesta, toda a humanidade se tornará como membros da mesma família, e cada membro dessa família se consagrará à cooperação e assistência mútuas.*

*A Promulgação da Paz Universal. pp. 381-2

É a esta iluminação divina que devem voltar seus corações. É a força desta iluminação espiritual - firmemente focada no processo de instituto - que está abrindo suas mentes à ainda maiores possibilidades da Causa de Deus. E não é de surpreender que, para aqueles que estão expostos a tal influência, a experiência obtida parece ser igual ao nascimento de uma antiga condição a uma inteiramente nova.

Com corações plenos de admiração por tudo o que a sua comunidade está realizando e com a mais elevada esperança que as contribuições que vocês, na sua juventude, irão particularmente levar ao grande empreendimento à frente, urgimos que assumam um comprometimento total com esta visão de 'Abdu'l-Bahá. Como acontece com o restante do mundo, a sociedade canadense necessita urgentemente de uma transformação moral. Tal transformação, como amplamente evidenciada por décadas de contenção histórica, não poderá ser alcançada através da paixão política, do conflito de interesses tradicionais, ou de soluções técnicas. O que se exige é uma renovação espiritual como pré-requisito de uma bem sucedida aplicação dos instrumentos tecnológicos, econômicos e políticos. Mas existe também a necessidade de um catalisador. Estejam assegurados de que a despeito de seu pequeno número, vocês são os canais através dos quais tal catálise poderá ser alcançada.

Não se sintam desalentados se seus esforços forem considerados utópicos por vozes que poderão se opor a qualquer sugestão de mudança fundamental. Confiem na capacidade desta geração de desvencilhar-se por si mesma das malhas de uma sociedade dividida. Para desincumbirem-se de suas responsabilidades, terão de demonstrar coragem, a coragem daqueles que se apegam aos padrões de retidão, cujas vidas são caracterizadas pela pureza de pensamento e ação, e cujo propósito está diretamente ligado ao amor e a uma fé inquebrantável. Ao se dedicarem à cura dos males que afligem seus povos, estarão se tornando defensores invencíveis da justiça.

Como um dos executores do Plano Divino, o mandato de sua comunidade certamente não se limita ao Canadá. É de âmbito mundial, e esta perspectiva global deve alinhar tanto suas deliberações como seus esforços. Tenham confiança que, ao voltarem seus corações e mentes para os desafios à frente, estarão sendo amparados por nossas ardorosas orações no Liminar Sagrado para que Bahá'u'lláh lhes dê o poder necessário para realizarem suas mais elevadas aspirações.

Com amorosas saudações bahá'ís,
(Assina) A Casa Universal de Justiça
75. 28 de junho de 2001

Aos amigos reunidos na Segunda Conferência de Juventude em Sherbrooke, Canadá, de 28 de junho a 1 de julho de 2001

Queridos amigos bahá'ís,

O crescente impulso decorrente da série de conferências de juventude nas Américas tem sido uma fonte de grande alegria para nós e é com prazer que aproveitaremos esta oportunidade de nos dirigirmos diretamente à sua reunião deste final de semana, no coração do Canadá francês.

Como certamente sabem, o Centro Mundial Bahá'í tem sido palco de uma série de eventos extraordinários que marcam o bem-sucedido término dos grandes projetos de construção no Monte Carmelo, eventos cujo impacto sobre a consciência pública em todo o mundo mais que ultrapassou a mais elevada das expectativas da comunidade bahá'í. À conclusão da conferência que fez parte da inauguração, dirigimos uma mensagem aos amigos reunidos aqui no Centro Mundial, provindos praticamente de todas as partes do mundo e virtualmente de todos os segmentos da humanidade. Seu tema central e as perspectivas nas quais aquele tema foi determinado contêm implicações especiais para a juventude do mundo bahá'í, e por isso decidimos enviar-lhes uma cópia da declaração, na confiança de que ela irá ajudar-lhes a focalizar suas consultas deste fim de semana.

Circunstâncias históricas dotaram o povo da América do Norte - e particularmente sua juventude - com oportunidades e recursos não existentes para a grande maioria do restante da família humana. Atentos ao foco imediato dos programas de crescimento em ação em todo o Canadá e nos Estados Unidos, é vital que mantenham sempre em mente que estas duas comunidades foram escolhidas, pela pena infalível de 'Abdu'l-Bahá, para uma missão que abrange o planeta inteiro. Longe de sentirem-se inibidos pelo investimento de suas energias em outras partes do mundo, o trabalho da Causa na América do Norte depende da nova visão e da vitalidade de suas contribuições.

Estejam assegurados de nossas ardorosas orações nos Santuários Sagrados para que Bahá'u'lláh inspire suas mentes e corações, e confirme as resoluções que irão tomar para o avanço da Causa.

Com amorosas saudações bahá'ís,
(Assina) A Casa Universal de Justiça
76. 24 de maio de 2001

Aos crentes reunidos para os eventos que marcam a conclusão dos Projetos no Monte Carmelo

Queridos amigos bahá'ís,

Cento e quarenta e oito anos se passaram desde o momento em que, na escuridão do Síyáh-Chál, Bahá'u'lláh recebeu o chamado Divino para levantar-Se e proclamar a todos na Terra o alvorecer do Dia de Deus:

Em verdade, Nós Te faremos vitorioso por Ti mesmo e por Tua pena... Em breve Deus erguerá os tesouros da terra - homens que Te ajudarão por Ti mesmo e por Teu Nome, meio pelo qual Deus revificou o coração daqueles que O reconheceram.

Em termos cronológicos, é apenas um brevíssimo espaço de tempo que separa aquele momento primordial da esplêndida vitória que celebramos, aqui, esta semana. Vocês, que vieram de todos os recantos da Terra e de todos os segmentos da família humana, constituem um grupo representativo daqueles que Bahá'u'lláh levantou para ajudá-Lo e ninguém entre nós pode pretender expressar adequadamente a gratidão que sentimos por estarmos em tal companhia.

Os edifícios majestosos que agora erguem-se ao longo do Arco, para eles traçado por Shoghi Effendi na encosta da Montanha de Deus, juntamente com o magnífico lance de patamares ajardinados que envolve o Santuário do Báb, são uma expressão externa do imenso poder que anima a Causa à qual servimos. Eles oferecem eterno testemunho do fato de que os seguidores de Bahá'u'lláh estabeleceram, com sucesso, os alicerces de uma comunidade mundial que transcende todas as diferenças que dividem a raça humana, e trouxeram à existência as instituições principais de uma Ordem Administrativa única e inexpugnável, que modela a vida desta comunidade. Na transformação ocorrida no Monte Carmelo, a Causa Bahá'í emerge como uma realidade visível e poderosa no cenário global, como o centro focal de forças que, segundo a vontade de Deus, promoverão a reconstrução de sociedade e como uma fonte mística de renovação espiritual para todos os que para ela se voltem.

Refletir sobre o que a comunidade bahá'í realizou lança à perspectiva, de forma comovedora, o sofrimento e a privação que engolfam a grande maioria de nossos semelhantes. É necessário que assim seja, pois o efeito é abrir nossas mentes e almas às implicações vitais da missão que Bahá'u'lláh nos determinou. Ele declara:

Sabe tu, em verdade, essas grandes opressões que sobrevivem ao mundo estão preparando-o para o advento da Justiça Suprema.

E 'Abdu'l-Bahá acrescenta:

Louvado seja Deus! O sol da justiça surgiu do horizonte de Bahá'u'lláh, pois em Suas Epístolas os fundamentos de tal justiça foram estabelecidos como nenhuma mente, desde o começo da criação, jamais concebeu.

Afinal, é para servir a este propósito Divino que todas as nossas atividades são destinadas e avançaremos neste propósito ao grau em que entendermos o que está em jogo em nossos esforços para ensinar a Fé, para estabelecer e consolidar suas instituições, e para intensificar a influência que ela está exercendo na vida da sociedade.

A gritante carência da humanidade não será satisfeita através de uma luta entre ambições conflitantes ou de protestos contra uma ou outra das incontáveis injustiças que afligem uma época desesperadora. Requer, pelo contrário, uma mudança fundamental de consciência, uma aceitação incondicional do ensinamento de Bahá'u'lláh de que o tempo é chegado em que cada ser humano na Terra deve aprender a aceitar a responsabilidade pelo bem-estar da inteira família humana. O comprometimento com este princípio revolucionário, capacitará cada vez mais, tanto os crentes como as instituições bahá'ís, a despertar os outros para o Dia de Deus e para as latentes capacidades espirituais e morais que podem transformar este mundo em um outro mundo. Shoghi Effendi nos diz:

Demonstramos este comprometimento através de nossa retidão de conduta para com os outros, pela disciplina de nossa própria natureza, e por nossa total isenção de preconceitos que mutilam a ação coletiva na sociedade à nossa volta e frustram os impulsos positivos no sentido da transformação.

Os padrões definidos pelo Guardião se aplicam à inteira comunidade bahá'í, tanto em sua vida coletiva como na vida de seus membros. Têm, no entanto, implicações particulares para a juventude bahá'í que é abençoada com invejáveis vantagens de elevada energia, mente flexível e, em uma grande medida, liberdade de movimento. O mundo que os jovens bahá'ís estão herdando é um mundo no qual a distribuição das oportunidades educacionais, econômicas, e outras fundamentais, é enormemente injusta. A juventude bahá'í não deve deixar-se desanimar por tais obstáculos. Seu desafio é entender a verdadeira condição da humanidade e forjar entre si laços espirituais permanentes que os libertem não somente das divisões raciais e nacionais, como também daquelas criadas pelas condições sociais e materiais e que os capacitem a levar avante a grande responsabilidade que repousa sobre eles.

Bahá'u'lláh nos encoraja a esperarmos da juventude de Sua comunidade uma evolução à maturidade muito mais cedo do que é característico do restante da sociedade. Claramente, isso de forma alguma diminui a importância da dedicação à educação, às realidades econômicas e às obrigações familiares. Significa que a juventude bahá'í pode aceitar - e deve ser encorajada a aceitar - responsabilidade própria quanto à liderança moral na transformação da sociedade. Justificando estas palavras, invocamos a memória dAquele cujo Santuário hoje pôs a Montanha de Deus a resplandecer em luzes, e à memória daquele grupo de jovens heróis e heroínas cuja grandeza de alma e auto-sacrifício lançaram em curso o empreendimento no qual estamos engajados.

A realização que estamos hoje celebrando chama atenção para duas realidades paradoxais. Dentro da própria Fé, o poder de reunião da comunidade bahá'í pressagia um grande impulso avante, indícios do qual já são aparentes em todas as partes. Tal como Shoghi Effendi enfatizou diversas vezes, este avanço, inevitavelmente, suscitará uma oposição ainda mais intensa como a Causa até então experimentou, oposição essa que, em contrapartida, liberará forças maiores e necessárias para as tarefas ainda mais desafiadoras que nos aguardam adiante.

O mundo no qual nossos esforços se desenvolvem está, da mesma forma, passando por mudanças profundas. De um lado, a enorme rede de organismos e indivíduos que promovem o entendimento e a cooperação entre diferentes povos, afirma ainda mais poderosamente o crescente reconhecimento de que "a Terra é um só país, e a humanidade, seus cidadãos". Por outro lado, é igualmente claro que o mundo atravessa um período de paralisia social, tirania e anarquia, um período caracterizado pelo abandono generalizado da responsabilidade, tanto governamental como pessoal, cujas conseqüências finais ninguém na Terra pode prever. O efeito de ambos os acontecimentos, tal como Shoghi Effendi também assinalou, será o de despertar nos corações dos que convivem conosco neste planeta o anseio pela unidade e justiça que somente pode ser satisfeito através da Causa de Deus.

Um longo e árduo processo de luta, experimentação e construção, nos conduziu às vitórias que elevam nossos corações à medida que se abre um novo século. Através da rápida proliferação do sistema de institutos e da energia que está sendo investida em toda parte nas estratégias de crescimento de área, a comunidade bahá'í moveu-se rapidamente para consolidar o que tem alcançado. Por mais profunda que seja a escuridão que envolve o mundo, o futuro jamais foi tão promissor quanto à realização da Missão de Bahá'u'lláh. Nós, que fomos privilegiados em nos reunirmos aqui esta semana, estamos testemunhando, com nossos próprios olhos, o alvorecer do cumprimento das palavras reveladas pelo Senhor das Hostes sobre esta montanha há mais de um século, palavras que fizeram vibrar os próprios átomos da terra:

Verdadeiramente, este é o Dia em que tanto a terra como o mar, se regozijam por causa desse anúncio, o Dia para o qual foram guardadas aquelas coisas que Deus, por uma graça além da compreensão de qualquer mente ou coração mortal, destinou à revelação.

Tal privilégio traz consigo uma responsabilidade igualmente importante, a responsabilidade de fazer a nossa parte, qualquer que seja o sacrifício, qualquer que seja a dificuldade, para que seja cumprido o desejo comovente que Bahá'u'lláh expressou naquela histórica ocasião:

Ó, quanto eu anseio por anunciar a todo lugar na superfície da Terra e levar a cada uma de suas cidades as boas-novas desta Revelação - uma Revelação à qual o coração do Sinai se sentiu atraído e em cujo nome clama a Sarça Ardente: "A Deus, Senhor dos Senhores, pertencem os reinos da terra e do céu."

Com todo o fervor de nossos corações agradecidos, faremos orações no Limiar Sagrado para que Bahá'u'lláh abençoe e confirme todo esforço que realizem para levar avante Seu propósito para a redenção da humanidade e a cura de seus males.

Com amorosas saudações bahá'ís,
(Assina) A Casa Universal de Justiça
77. 17 de janeiro de 2002

Aos amigos reunidos no Congresso de Juventude no Brasil

Queridos amigos bahá'ís,

Temos acompanhado com muito interesse a série de conferências de juventude realizadas através do continente americano desde o início de 2000. O entusiasmo gerado entre a juventude nesses eventos e o espírito de devoção evocado são realmente notáveis. Este último encontro está sendo realizado em um tempo quando os estágios iniciais do Plano de Cinco Anos estão desabrochando, dando nascimento a planos de ação bem concebidos, formulados com base nas áreas geográficas nas quais cada um de seus países foi dividido. Levar essas áreas de um estágio de desenvolvimento ao seguinte é o desafio que está sendo considerado por suas instituições.

Ao deliberarem nos próximos dias sobre suas experiências e aspirações, devem ter em mente que o sucesso do Plano de Cinco Anos em seu continente dependerá em grande parte da participação decidida e sacrifical da juventude. Vocês bem sabem que a força propulsora por trás do crescimento em cada área é o instituto de capacitação. Uma enorme tarefa encontra-se à frente desses centros de aprendizado ao se esforçarem para ajudar grandes contingentes de pessoas a passarem pela seqüência dos cursos que eles oferecem. Participar em seus programas deve ser considerado um dos mais condignos esforços que vocês podem render à Fé. Sua contribuição aos esforços para multiplicar o número de círculos de estudo será significativa se constantemente buscarem encontrar almas receptivas em suas escolas, em suas universidades e nos seus locais de trabalho, convidando-os a unirem-se a vocês no estudo das Escrituras. Mas sua preocupação não deve restringir-se ao seu próprio lugar de residência. Vocês precisam aproveitar todas as oportunidades para atender às necessidades das áreas através do continente, oferecendo períodos de serviço como pioneiros de curta duração ou como instrutores viajantes. Ao fazerem isso, estarão fortalecendo os laços de amizade com pessoas de diversas origens e reunindo-os em uma ação unificada.

Oramos ardentemente para que Bahá'u'lláh abençoe e confirme todos os seus esforços no serviço de Sua Causa.

(assina) A Casa Universal de Justiça
VI. GUIAS ADICIONAIS DA CASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA
78. 10 de janeiro de 2002

Mensagem da Casa Universal de Justiça aos bahá'ís do mundo

Queridos amigos bahá'ís,

Nos meses que transcorreram desde o lançamento do Plano de Cinco Anos, as comunidades nacionais adotaram medidas que estão dando a suas atividades um impulso dinâmico e uma coerência adicional. A esta altura, na maioria dos países, as Assembléias Espirituais Nacionais ou seus Conselhos Regionais, terão analisado o território sob sua jurisdição e o dividido em pequenos agrupamentos geográficos, conforme os critérios determinados em nossa carta de 9 de janeiro de 2001. Tais agrupamentos são programados em diferentes categorias segundo sua atual condição de desenvolvimento e os planos de ação serão concebidos para estimular seu crescimento de uma condição para a outra seguinte. Não poderíamos estar mais satisfeitos com a entusiasmada resposta recebida das instituições, em todas as partes, quanto aos requisitos do Plano de Cinco Anos.

Os planos bem definidos já em andamento multiplicam as oportunidades de ensino para aqueles que desejam servir à Fé no campo internacional como pioneiros de curto ou longo prazo. Muitas das necessidades dos agrupamentos de área em determinados países devem ser crescentemente supridas por pioneiros internos à medida que o Plano se desdobra. Porém, devido ao número desafiador de áreas geográficas que precisam de uma atenção sistemática a fim de poderem se desenvolver, os pioneiros internacionais têm um papel notável a desempenhar. Sua participação será particularmente eficaz nos programas de crescimento que estão se espalhando no mundo, caso eles desenvolvam capacidades para fomentar o processo de instituto. Além disso, os pioneiros internacionais e os instrutores viajantes podem contribuir de forma significativa ao trabalho da Fé em esferas de atividade como administração, proclamação e desenvolvimento social e econômico. Um documento foi preparado pelo Centro Internacional de Ensino descrevendo, de forma sintética, as condições das comunidades bahá'ís nacionais e os esforços que podem ser de benefício com a ajuda externa. Estará em breve à disposição de vocês através das Assembléias Espirituais Nacionais e dos Conselheiros e seus auxiliares.

O movimento de pioneiros e instrutores viajantes de um lugar para outro é um aspecto indispensável da comunidade bahá'í. Somente no Plano de Doze Meses mais de 1.800 crentes, de aproximadamente 90 países, levantaram-se e saíram para servir a Fé no campo internacional. Além dos serviços que tais almas destemidas puderam prestar à Causa de Deus, esta mistura de diferentes povos do mundo é vital para os padrões de vida que os seguidores de Bahá'u'lláh estão se esforçando por estabelecer, pois estão destinados a prover um exemplo para o restante da humanidade emular. Com o contínuo crescimento da capacidade da comunidade bahá'í, atenção cada vez maior deve ser dada à união dos diversos membros da raça humana em um relacionamento cada vez mais estreito.

Nesta importante conjuntura do desenvolvimento da Fé, quando a sistematização do trabalho de ensino está ganhando um ímpeto cada vez maior em todas as partes do globo e as forças de integração estão impelindo a sociedade no sentido dos propósitos de Bahá'u'lláh, cada fiel servidor da Casa há que se galvanizar diante da visão das esplêndidas conquistas à sua frente. Convocamos a todos para considerarem suas circunstâncias, examinarem as condições dos vários países, determinar onde melhor poderão servir às necessidades da Fé e seguir uma ação resoluta. Que aqueles que anseiam participar da alegria de tão meritório serviço se levantem e partam assegurados de que nossas orações irão acompanhá-los e na certeza de todas as confirmações Divinas.

(Assina) A Casa Universal de Justiça
79. 10 de junho de 1966

Excertos de uma carta da Casa Universal de Justiça aos jovens em todas as terras

Queridos amigos bahá'ís,

....Desde os primórdios da Era Bahá'í a juventude tem tido um papel vital na promulgação da Revelação de Deus. O próprio Báb tinha apenas 24 anos de idade quando declarou Sua Missão, e também muitas Letras do Vivente eram jovens. O Mestre, ainda jovem, foi chamado a ombrear pesadas responsabilidades a serviço de Seu Pai no Iraque e na Turquia; e Seu irmão, o Ramo Mais Puro, deu sua vida a Deus na Maior Prisão com a idade de vinte e dois anos para que os servos de Deus pudessem "ser vivificados e todos os que habitam na terra fossem unidos". Shoghi Effendi era um estudante em Oxford quando foi chamado ao trono de sua Guardiania, e muitos dos Cavaleiros de Bahá'u'lláh, que conquistaram fama imperecível durante a Cruzada Mundial de Dez Anos, eram pessoas jovens. Portanto, jamais se imagine que a juventude precisa esperar pelos anos da maturidade para que possa render valorosos serviços à Causa de Deus.

Três grandes campos de serviço encontram-se abertos diante da juventude bahá'í, os quais estarão simultaneamente transformando o caráter da sociedade humana e preparando-a para o trabalho que deverão assumir posteriormente em suas vidas.

Primeiro - a base de todas as outras realizações - é o estudo dos ensinamentos, a espiritualização de suas vidas e a formação do caráter de acordo com os padrões determinados por Bahá'u'lláh.

O segundo campo de serviço - que está intimamente ligado ao primeiro - é o ensino da Fé, particularmente aos seus jovens amigos, entre os quais se encontram algumas das mentes mais receptivas e pesquisadoras no mundo.

O terceiro campo de serviço é a preparação da juventude para os anos futuros. É obrigação de todo bahá'í educar seus filhos... Portanto, que a juventude bahá'í considere as melhores formas nas quais possa usar e desenvolver suas habilidades inatas para o serviço à humanidade e à Causa de Deus, seja como agricultores, professores, doutores, artesãos, músicos ou qualquer outra das inúmeras formas de vida que estão abertas a eles.

(Assina) A Casa Universal de Justiça
80. 3 de janeiro de 1984 - ANO 140 E.B.
À juventude bahá'í do mundo
Queridos amigos bahá'ís,

A designação de 1985 pelas Nações Unidas como o Ano Internacional da Juventude abre novas perspectivas para as atividades nas quais os jovens membros de nossa comunidade estão empenhados. A esperança das Nações Unidas ao dirigir-se desta forma à juventude é de encorajar sua participação consciente nos afazeres do mundo através de seu envolvimento no desenvolvimento internacional e em diversos outros empreendimentos e relacionamentos que possam contribuir na realização de suas aspirações para um mundo sem guerra.

Estas expectativas reforçam as oportunidades imediatas e vastas que chamam nossa atenção. Para visualizar, por mais imperfeitamente que seja, os desafios com que nos deparamos agora, temos que unicamente refletir, à luz de nossas sagradas Escrituras, sob a confluência de circunstâncias favoráveis trazidas pela aceleração do Plano Divino ao longo de aproximadamente cinco décadas, pelas incalculáveis potencialidades do drama espiritual que está sendo encenado no Irã e pela energia criativa acionada pela conscientização da proximidade do fim do século vinte. Sem dúvida, está dentro do poder vocês contribuir significativamente para conceder forma às sociedades do século vindouro; a juventude pode mover o mundo.

Quão adequado, realmente quão emocionante o fato de que tão portentosa ocasião surge agora pra vocês, os jovens e entusiásticos seguidores da Abençoada Beleza para aumentar a amplitude de suas iniciativas, precisamente naquelas áreas de ação nas quais tão conscientemente se esforçam por se distinguir! Uma vez que o tema proposto pelas Nações Unidas - "Participação, Desenvolvimento, Paz" - pode ser percebido como sendo uma afirmação de que as metas por vocês perseguidas, como bahá'ís, são em essência os mesmos objetivos das frenéticas buscas de seus desesperados contemporâneos.

Vocês já se encontram integrados no impulso do Plano de Sete Anos, o qual provê a estrutura para qualquer curso de ação adicional ao quais vocês se sintam estimulados a adotar ante esta nova oportunidade. O Ano Internacional da Juventude cairá dentro da próxima fase do Plano; assim sendo as atividades que empreenderão, e para as quais desejarão se preparar desde logo, não poderão senão aumentar sua resposta.

Um marco deste período do Plano de Sete Anos tem sido a fenomenal proclamação da Fé com o surgimento das contínuas perseguições no Irã; um novo interesse pelos ensinamentos bahá'ís têm surgido em larga escala. Simultaneamente, mais e mais pessoas de todos os segmentos da sociedade buscam freneticamente sua verdadeira identidade, querendo com isto dizer, embora elas não os confessem claramente, que buscam o significado espiritual de suas vidas; e proeminentes entre estes buscadores estão os jovens. Não somente este conhecimento abre frutíferas avenidas para a iniciativa bahá'í, como também indica para jovens bahá'ís uma responsabilidade particular para ensinar a Causa e viver a vida de tal maneira que dê expressão vívida àquelas virtudes que satisfarão a ânsia espiritual de seus pares.

Com o intuito de se preservar tais virtudes, muito sangue inocente foi derramado no passado e muito, atualmente, está sendo o sacrifício no Irã, tanto de jovens quanto de adultos. Considerem, por exemplo, o caso das seis jovens de Shíráz no último verão, com idades variando entre 18 e 25 anos, cujas vidas foram apagadas pelo laço da força. Todas recusaram negar seu Bem-Amado. Observem também os relatos da surpreendente fortaleza demonstrada, repetidamente por crianças e jovens, que foram submetidos aos interrogatórios e abusos de professores e mullás, sendo expulsos das escolas por afirmarem suas crenças. Deve-se ressaltar, ainda mais, que sob as restrições tão cruelmente impostas sobre aquela comunidade, a juventude tem prestado serviços significativos, colocando suas energias à disposição das instituições bahá'ís em todo o país. Não existem belas palavras que possam dar testemunho de forma digna a sua fidelidade e resolução espiritual a estes atos puros de abnegação e devoção. Em nenhum outro lugar da Terra é pedido aos bahá'ís um preço tão alto por Sua Fé. Nem poderão ser encontrados portadores da taça do sacrifício mais resolutos e mais radiantes que a corajosa juventude bahá'í do Irã. Então, não seria razoável esperar que vocês, os jovens, vivendo em um tempo tão extraordinário, testemunhando tão emocionantes exemplos de bravura de seus companheiros iranianos e exercitando tal liberdade de movimento, que corram avante "irrestritos como o vento" no campo da ação bahá'í.

Que todos perseverem em seus esforços individuais para ensinar a Fé e com o maior júbilo, estudem as escrituras bahá'ís com a maior seriedade. Que prossigam sua educação e treinamento para futuros serviços à humanidade, oferecendo seu tempo livre, tanto quanto possível, para atividades em nome da Causa. Que aqueles que já tenham trabalho fixo e tenham constituído família, se esforcem para chegar à personificação viva dos ideais bahá'ís, desenvolvendo espiritualmente suas famílias e participando ativamente nos esforços de frente interna ou nos campos de pioneirismo no exterior. Que todos respondam às atuais necessidades com as quais a Fé se defronta, demonstrando uma nova medida de dedicação para as tarefas mais urgentes.

Além dessas aspirações é necessária uma grande mobilização das atividades de ensino, refletindo regularidade nas formas de serviços prestados pelos jovens bahá'ís. O impulso natural da juventude de mudar-se de um lugar para outro, aliado com seu abundante zelo, indica que pode tornar-se mais deliberada e numerosamente envolvida em atividades tais como instrutores-viajantes. Um exemplo desta mobilização poderia ser os projetos de curta duração, realizadas na frente interna ou no exterior, dedicados tanto ao ensino quanto ao desenvolvimento da melhoria da vida dos povos. Um exemplo seria, enquanto ainda jovens e sem o peso das responsabilidades de família, dar atenção à idéia de se oferecerem por um tempo fixo, digamos um ou dois anos, para algum serviço bahá'í em seu país ou no exterior, nos campos de ensino ou de desenvolvimento. A força e a estabilidade da comunidade deverão aumentar, caso tais formas de serviço forem seguidas por sucessivas gerações de jovens. Sem levar em consideração as formas de serviço, todavia, os jovens devem entender que estão completamente comprometidos, em todos os momentos, em todos os lugares e sob todas as condições. Em seus diversos afazeres, podem ficar seguros de que o apoio e a amorosa guia das instituições bahá'ís estão atuando em todos os níveis.

Que nossas ardentes orações, nossa confiança inabalável em sua capacidade de alcançar êxitos e nosso imperecível amor, os rodeiem em tudo o que empreenderem fazer no caminho do serviço à Abençoada Perfeição.

(Assina) A Casa Universal de Justiça
81. 8 de maio de 1985
À Juventude Bahá'í do Mundo
Queridos amigos bahá'ís,

Enviamos a vocês nossas carinhosas saudações e os melhores augúrios a todos os que estarão se reunindo em Conferências de Juventude a serem realizadas ainda durante o ano Internacional da Juventude. Tão entusiástica têm sido as reações da juventude bahá'í em muitos países, aos desafios deste ano especial, que nos sentimos movidos a expressar grande alegria e elevada esperança.

Aplaudimos aqueles jovens que, neste período, já tomaram parte em alguma atividade dentro de suas comunidades nacionais e locais, ou em colaboração com jovens de outros países, e os convocamos a preservarem em seus esforços imbatíveis para adquirirem qualidades espirituais e qualificações úteis. Pois se assim o fizerem, a influência de seus elevados motivos se fará sentir em acontecimentos no mundo que levarão a um futuro produtivo, progressivo e pacífico.

Que as atividades dos jovens, iniciados este ano, sejam um prelúdio condigno para o ano Internacional da Paz, 1986 e que continuem como uma característica distintiva e significativa ao longo do mesmo.

As exigências atuais de Fé cujas responsabilidades aumentam rapidamente em relação à sua saída da obscuridade, impõem a juventude o dever inescapável de assegurar que suas vidas reflitam, em grau evidente, o poder transformador da nova Revelação que abraçam. De outra forma, através de que exemplo poderão ser julgadas as assertivas de Bahá'u'lláh? Como poderá uma humanidade cética reconhecer Sua mensagem curadora, se não produz nenhum efeito notável sobre os jovens, que são considerados como um dos elementos mais vigorosos, moldáveis e promissores de qualquer sociedade?

O horizonte obscuro encarado por um mundo que falhou em reconhecer o Prometido, a Fonte de sua salvação, afeta sobremaneira a perspectiva das gerações mais novas; sua aflitiva falta de esperança e sua aceitação de soluções desesperadas, porém fúteis, até mesmo perigosas, são um chamado direto à atenção remediadora da juventude bahá'í, a qual, mediante seu conhecimento daquela Fonte, e com a visão clara que através dela foi dotada, não pode hesitar em comunicar a seus jovens companheiros desesperançados a alegria restauradora, a esperança construtiva e as promessas radiantes da estupenda Revelação de Bahá'u'lláh.

As palavras, os efeitos, as atitudes, a ausência de preconceito, a nobreza de caráter, o alto sentido de serviço ao próximo, em síntese, aquelas qualidade e ações que distinguem um bahá'í devem caracterizar infalivelmente sua vida interior e seu comportamento externo, e seu trato com amigos e inimigos.

Rechaçando as baixas aspirações da mediocridade, que os jovens escalem as alturas ascendentes da excelência em tudo o que aspiram realizar. Que resolvam elevar até mesmo a atmosfera em que se movem, seja em salas de aulas nas escolas ou nas universidades, em seu trabalho, em seu lazer, em suas atividades bahá'ís ou serviço social.

Na verdade, que os jovens recebam com agrado e confiança os desafios que os esperam. Imbuídos desta excelência e de uma humildade correspondente, plenos de tenacidade e carinhoso espírito de serviço, a juventude de hoje deve mover-se no sentido da linha de frente das profissões, negócios, artes e ofícios, que são necessários para o progresso crescente da humanidade, isto para assegurar que o espírito da Causa lance sua iluminação sobre todas essas áreas importantes do esforço humano. Ainda mais, enquanto mantiverem como sua meta o domínio dos conceitos unificadores e das tecnologias que evoluem rapidamente nesta era de comunicações, eles podem, e de fato, devem garantir também, transmitir ao futuro aquelas habilidades que haverão de preservar as maravilhosas e indispensáveis conquistas do passado. A transformação que haverá de ocorrer no funcionamento da sociedade em grande parte dependerá da eficácia das preparações feitas pelos jovens para o mundo que irão herdar.

Recomendamos estes pensamentos à sua contemplação particular e às consultas que realizem sobre seu futuro.

E lhes oferecemos a segurança de nossas orações de nossa lembrança e de nossa confiança.

(Assina) A Casa Universal de Justiça
82. 28 de outubro de 1992
Queridos amigos bahá'ís,

A Casa Universal de Justiça considerou as preocupações expressadas em sua carta de 15 de setembro de 1992, com relação à forma de convocar os jovens e envolvê-los nas atividades bahá'ís, particularmente com relação ao ano de serviço prestado pela juventude, tendo-nos sido solicitado a lhes transmitir as seguintes orientações.

A Casa de Justiça simpatiza com seu ponto de vista e que pressão indevida não deve ser exercida sobre os jovens para levá-los a engajar-se em atividades de ano de serviço, isto certamente não estaria de acordo com o propósito da Fé: exigir que os jovens abandonem seus estudos acadêmicos para ensinar ou servir à Fé de alguma outra forma. Muitos fatores devem ser considerados com relação aos vários pontos levantados por vocês; eles devem ser entendidos tanto pelos jovens como pelos pais e, naturalmente, pelos membros das instituições bahá'ís. Por exemplo, todo bahá'í, jovem ou adulto, tem deveres e obrigações espirituais a cumprir, dentre os quais o dever prescrito por Bahá'u'lláh do ensino individual de Sua Fé, um dever que Ele descreve como sendo "irrestrito como o vento". Ainda assim, o jovem deve entender a ênfase dada por Bahá'u'lláh à educação e à aquisição de habilidades pessoais, e devem considerar o propósito desses objetivos como um serviço a Deus.

Desafios específicos devem ser atendidos pela juventude, pelos pais e pelas instituições bahá'ís, com relação às suas respectivas responsabilidades. Por exemplo: a juventude enfrenta a premente obrigação de completar sua educação de forma a adquirir uma profissão ou comércio, e ao mesmo tempo atender outras obrigações e deveres espirituais para com Deus.

Os pais têm a responsabilidade de assegurar que os filhos sejam educados e, na medida do possível, provejam o apoio material necessário para uma educação superior ou capacitação profissional durante os anos de sua juventude; os pais também continuam durante este período a oferecer aos filhos educação moral e orientações práticas que fazem parte de seus deveres de pais, bem como as práticas espirituais que devem compartilhar com seus filhos.

As instituições bahá'ís devem não somente administrar os assuntos da comunidade e proteger seus interesses, mas também estimular e exortar os amigos a cumprirem com seus deveres e obrigações espirituais. Essas mesmas instituições ao estimularem os amigos a ensinar a Causa de Deus e a fazer os sacrifícios necessários para isso, têm também a clara responsabilidade que lhes foi dada por Bahá'u'lláh de promover educação à raça humana, tanto espiritual quanto acadêmica.

Em algumas circunstâncias, embora por mais que um jovem deseje atender de qualquer forma a este chamado de serviço bahá'í, nem sempre será capaz de fazê-lo por encontrar-se em meio a importantes estudos acadêmicos que não podem ser interrompidos, ou que não podem ser adiados; ou pode ser dependente dos pais, os quais não têm condições de ajudá-lo financeiramente para dedicar o tempo necessário para engajar-se em um ano de serviço e mais tarde retornar a seus estudos acadêmicos; ou ainda devido a outros obstáculos. Mas existem circunstâncias nas quais um jovem pode achar que adiando sua formação acadêmica por algum tempo poderá determinar exatamente e melhor o que deseja fazer da sua vida, ou ainda, que durante este tempo não poderá fazer nenhuma contribuição especial ao ensino da Fé ou à sociedade. Existem numerosos exemplos de tais circunstâncias entre os jovens bahá'ís e seus engajamentos em atividades de ano de serviço, e estas lhe darão a convicção de serem capaz de não somente poderem prestar valiosa contribuição ao ensino da Fé ou a projetos de desenvolvimento, mas que foram capazes, também, de tomar decisão sobre seus próprios destinos profissionais. Existem, igualmente, muitos jovens que preferem completar seus estudos antes de oferecer algum serviço especial à Fé, e isso, também, é correto.

O ponto proeminente contido em sua carta é a importância do equilíbrio que deve existir entre bom senso e ação. Os membros das instituições bahá'ís não podem fugir ao seu dever de convocar e estimular os amigos, adultos e jovens, a servirem a Causa, especialmente no campo do ensino, e nisso são inevitavelmente entusiastas. Naturalmente, as pessoas diferem em seus enfoques e podem, em alguns casos, serem pouco hábeis em sua fala; é lamentável quando isso ocorre, e as instituições devem estar atentas para evitar que ocorram excessos. Aqueles que ouvem tais pessoas, embora possam ser estimulados ao máximo por elas, têm o direito e a obrigação individual de tomar decisões baseadas em seu próprio entendimento dos ensinamentos bahá'ís, do desafio particular do momento e de suas circunstâncias, e tomar suas decisões levando em consideração tudo isso.

Importante como é para os pais exercerem autoridade moral ao ajudarem os filhos à não tomarem decisões pouco ou nada sábias, incumbe-lhes, como bahá'ís, dar a devida atenção à importância do impacto espiritual da Fé sobre a juventude e reconhecer que os jovens precisam ter alguma latitude ao responder ao impulso de seu coração e de sua alma, pois eles, no início da idade de 15 anos, devem assumir sérias obrigações e deveres espirituais, e são, eles próprios, os únicos responsáveis, em última instância, perante Deus pelo progresso de suas almas. A capacidade de tomar decisões maduras de parte dos jovens difere de um para outro e de acordo com a idade; alguns chegam a essa maturidade mais cedo que outros; e estes outros, a decisão tem de ser adiada. Os pais estão normalmente em uma posição de julgar esses assuntos mais corretamente que outras pessoas e devem considerar tal prerrogativa em seus esforços de guiar os jovens de suas famílias, e como pais precisam esforçar-se para fazê-lo de uma forma a não sufocar o senso de responsabilidade dos filhos.

A Casa de Justiça escreveu numerosas cartas à juventude nas quais procura guiá-los a alcançarem um equilíbrio apropriado em seus planos e atividades. Uma delas, que foi dirigida à juventude bahá'í em todas as terras, em 10 de junho de 1966, pode ser de particular interesse para vocês e é aqui incluída para essa finalidade.

Com profunda simpatia por vocês como pais enfrentando o desafio da onerosa tarefa de criar os filhos em um mundo atribulado com tantos problemas e dificuldades, a Casa de Justiça lhes assegura suas ardorosas orações nos Sepulcros Sagrados em seu nome.

Com amorosas saudações bahá'ís,

Departamento de Secretariado da Casa Universal de Justiça

83. 22 de dezembro de 2001

Aos amigos reunidos na Oitava Conferência Asiática de Juventude na Tailândia

Queridos amigos bahá'ís,

Transmitimos nossas carinhosas saudações a todos vocês reunidos na 8ª Conferência Asiática de Juventude.

O Plano de Cinco Anos, que será certamente o foco de suas consultas nos próximos dias, exige uma atenção concentrada e sustentada a dois movimentos essenciais. O primeiro é o fluxo constante de crentes através da seqüência dos cursos oferecidos pelos institutos de capacitação, com o propósito de desenvolver os recursos humanos da Causa.

O segundo, que recebe seu ímpeto do primeiro, é o movimento dos agrupamentos geográficos de um estágio de crescimento para o seguinte. A juventude bahá'í deve estar intensamente envolvida em ambos - na verdade, os jovens devem ser a força propulsora desses dois processos. Urgimos que vocês, então, tomem suas deliberações dentro da estrutura dessas duas prementes necessidades e questionem a si mesmos, como indivíduos, como membros de suas comunidades locais e nacionais e como vanguardeiros de uma geração inteira em sua região: Como poderão assegurar que o avanço do processo de entrada em tropas, solicitado no Plano de Cinco Anos, seja alcançado em cada um de seus países?

Lembraremos de vocês em nossas orações nos Santuários Sagrados.

Com amorosas saudações bahá'ís,
(Assina) A Casa Universal de Justiça
BIBLIOGRAFIA

* Educação Bahá'í: uma Compilação. 1a ed. Rio de Janeiro: Editora Bahá'í do Brasil, 1981.

* Orações Bahá'ís. 11ª ed. Mogi Mirim: Editora Bahá'í do Brasil, 2004.

* A Promulgação da Paz Universal. 'Abdu'l-Bahá. 1ª ed. Mogi Mirim: Editora Bahá'í do Brasil, 2005.


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