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Compilações : Captando a Centelha da Fé - The Importance of Mass Teaching
CAPTANDO A CENTELHA DA FÉ

Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil

Tradução dos Textos ainda não publicados em português: Rolf von Czékus

Editora Bahá'í do Brasil
Introdução

Recentemente fizemos uma compilação dos escritos do Guardião e de cartas escritas em seu nome, a respeito da importância e natureza do trabalho de ensino entre as massas. Anexo encontra-se uma cópia desta compilação que, sinceramente, recomendamos a vocês para atento estudo. Os excertos foram organizados cronologicamente.

É nossa esperança e crença que esta compilação os orientará e ajudará a apreciar melhor o modo de apresentação dos ensinamentos da Fé, a atitude que deve dirigir aqueles responsáveis pela aceitação de novos crentes, a necessidade de educar os recém-registrados bahá'ís, de aprofunda-los nos ensinamentos e de aparta-los gradualmente de suas velhas lealdades, a necessidade de manter um equilíbrio apropriado entre a expansão e a consolidação, a importância da participação dos crentes nativos de cada país no trabalho de ensino e na administração dos assuntos da comunidade, a elaboração de orçamentos dentro das capacidades financeiras da comunidade, a importância de fomentar o espírito de auto-sacrifício nos corações dos amigos, a meritória meta de cada comunidade nacional tornar-se auto-suficiente, a preferência de individualidade de expressão à uniformidade absoluta, dentro da estrutura da Ordem Administrativa, e o valor duradouro da dedicação e devoção quando envolvidas no trabalho de ensino.

Estamos confiantes que a implementação destes princípios, como expostos nos escritos do Guardião, os ajudará em seu trabalho de ensino.

(Carta da Casa Universal de Justiça, datada de 11/05/67, dirigida às Assembléias Espirituais Nacionais.)

1. "Que qualquer um que sinta o impulso, entre os participantes desta cruzada, que abrange todas as raças, todas as Repúblicas, classes e denominações da totalidade do hemisfério ocidental, se levante e, se as circunstâncias o permitirem, dirija a atenção em especial e, eventualmente, conquiste a adesão sem reservas das raças negras, indígena, esquimó e judaica, para a sua fé. Na presente hora, nenhum serviço mais meritório e louvável pode ser prestado à Causa de Deus, do que um esforço bem-sucedido para realçar a diversidade dos membros da comunidade bahá'í americana aumentando as fileiras da fé através do registro de membros destas raças. A mistura destes elementos, sumamente diferentes da raça humana, harmoniosamente entrelaçados na estrutura de uma fraternidade bahá'í, que a todos abrange, e assimilados pelo processo dinâmico de uma Ordem Administrativa divinamente designada, e todos contribuindo com sua parcela para o enriquecimento e glória da vida comunitária bahá'í, é certamente uma conquista bahá'í, é certamente uma conquista cuja contemplação deve alegrar e emocionar todo coração bahá'í."

(De uma carta escrita pelo Guardião aos

crentes americanos, datada de 25 de dezembro de 1938)

2. "Número reduzido, falta de instrutores hábeis e modéstia de recursos, não devem desencoraja-los ou detê-los. Devem lembrar-se da história gloriosa da Causa, que... foi estabelecida por almas dedicadas que, em sua maioria, não eram nem ricas, nem bem educadas, mas cuja devoção, zelo e auto-sacrifício superaram todo obstáculo e conquistaram vitórias miraculosas para a fé de Deus. Tais vitórias espirituais podem agora ser conquistadas pelos amigos para a Índia e Burma. Que se dediquem - jovens e velhos, homens e mulheres, similarmente - e saiam, estabelecendo-se em novas cidades; que viajem e ensinem, a despeito de falta de experiência, e estejam assegurados que Bahá'u'lláh prometeu ajudar a todos aqueles que se levantem em Seu Nome. Sua força os sustentará; a própria fraqueza deles é sem importância."

(De uma carta datada de 29 de junho de

1941, escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual Nacional da Índia e Burma.)

3. "Muitas são as almas que, nesta Santa Causa, sem meios materiais ou conhecimento, incendiaram os corações de outros com o amor divino e prestaram à fé serviços imperecíveis. O Guardião espera que possam fazer o mesmo."

(De uma carta datada de 5 de outubro de 1941, escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual Nacional da Índia e Burma.)

4. "Não há dúvida que a Causa deve ser ensinada às classes mais pobres e lhes deve ser dada toda a oportunidade para segui-la. Mais particularmente, a fim de demonstrar ao povo nossa fundamental ausência de preconceito, tanto preconceito de classe como qualquer outro tipo de preconceito. Entretanto, ele sente que a questão eminente é confirmar pessoas de capacidade e habilidade reais - qualquer que seja o nível social a que pertençam - porque a Causa necessita agora, e sempre necessitará mais, progressivamente, de almas de grande habilidade, que possam apresentá-la ao público em geral, administrar seus sempre-crescentes afazeres e contribuir para seu progresso em todos os campos."

(De uma carta datada de 30 de outubro de
1941, escrita em nome de Shoghi Effendi
a um crente individual)

5. "O que é talvez mais gloriosos a respeito de nossas atividades atuais em todo o mundo, é que nós, um grupo de número reduzido, não possuindo apoio financeiro nem o prestígio de grandes nomes, estejamos, em nome de nossa amada fé, avançando num ritmo tão rápido, e demonstrando às gerações presentes e futuras, que são as qualidades dadas por Deus à nossa religião que a estão erguendo e não o apoio passageiro de fama e poder mundanos. Tudo isto virá mais tarde, quando tenha sido demonstrado, sem a menor sombra de dúvida, que o grau ergueu ao alto e estandarte de Bahá'u'lláh foi o amor, o sacrifício, e a devoção de Seus humildes seguidores, e a mudança de Seus ensinamentos operaram em seus corações e suas vidas."

(De uma carta datada de 20 de junho de
1942, escrita em nome de Shoghi Effendi
à Assembléia Espiritual Nacional das
Ilhas Britânicas)

6. "O contato inicial já estabelecido, nos anos finais do primeiro século bahá'í, em obediência ao mandato de Abdu'l-Bahá, com os índios Cherokee e Oneida na Carolina do Norte e Wisconsin, com os índios patagônios, mexicanos, incas e os maias, na Argentina, México, Peru e Yucatán respectivamente, deverá, à medida que as comunidades latino-americanas aumentam em estrutura e força, ser consolidado e expandido. Um esforço especial deve ser empregado a fim de assegurar a adesão irrestrita de membros de algumas de suas tribos à fé, sua subseqüente eleição a seus conselhos, e seu apoio franco aos esforços organizados que terão de ser feitos, no futuro, pelas Assembléias Nacionais projetadas, para a conversão em grande escala das raças indígenas à fé de Bahá'u'lláh."

(De uma carta datada de 5 de junho de 1947,
escrita em nome de Shoghi Effendi aos
crentes americanos)

7. "Nem deve, qualquer um dos pioneiros neste estágio inicial da construção das comunidades nacionais bahá'ís, descuidar-se do requisito prévio fundamental para qualquer empreendimento de ensino bem-sucedido, que é adaptar a apresentação dos princípios fundamentais de sua fé ao ambiente cultural e religioso, às ideologias e ao temperamento das diversas raças e nações a quem são exortados a esclarecer e a atrair. As suscetibilidades destas raças e nações... diferindo largamente em seus costumes e padrões de vida, devem sempre ser cuidadosamente consideradas e, de maneira nenhuma, negligenciadas."

(De uma carta datada de 5 de junho de 1947,
escrita em nome de Shoghi Effendi aos
crentes americanos)

8. "A razão primária para alguém se tornar bahá'í deve ser, naturalmente, porque veio a crer que as doutrinas, os ensinamentos e a Ordem de Bahá'u'lláh são as coisas corretas para esta estágio da evolução do mundo. Os próprios bahá'ís, como um corpo, têm uma grande vantagem: eles estão sinceramente convencidos que Bahá'u'lláh está certo; têm um plano e estão tentando segui-lo. Pretender, porém, que são perfeitos, que os bahá'ís do futuro não terão cem vezes mais maturidade, serão mais ponderados, mais exemplares em sua conduta, seria tolice."

(De uma carta datada de 5 de julho de 1947,
escrita em nome de Shoghi Effendi a um
crente individual)

9. "As notícias do mui bem-sucedido. Congresso realizado em Santiago, o agradaram muito. Agora, que mais crentes latinos estão ativos e começando a assumir responsabilidades, o trabalho prosseguirá em uma base mais permanente, visto que pioneiros de uma terra estrangeira nunca podem substituir os crentes nativos, que devem sempre constituir o alicerce de qualquer desenvolvimento futuro da fé em seu país."

(De uma carta datada de 30 de janeiro de 1948,
escrita em nome de Shoghi Effendi a
crentes individual)

10. "... Grande paciência tem que ser empregada ao lidar com os membros de algumas raças primitivas que são como crianças. Eles são inocentes de coração e certamente têm tido um péssimo exemplo, em muitos cristãos, de uma abordagem meramente mercenária à religião; mas logo que seus corações e mentes se tornam iluminados com a fé, podem se tornar ótimos crentes."

(De uma carta datada de 29 de abril de 1948,

escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual Nacional das Ilhas Britânicas)

11. "Podemos, verdadeiramente, dizer que esta Causa capacita as pessoas a alcançar o impossível! Pois os bahá'ís, em toda a parte, na sua maioria, são pessoas sem grandes distinções quer seja de riqueza ou de fama, e no entanto, quando fazem o esforço e saem em nome de Bahá'u'lláh para divulgar Sua fé, tornam-se, cada um, tão eficientes quanto um exército! Testemunhem o que Mustafá Roumie realizou em Burma e um punhado de pioneiros alcançou em década na América Latina! É a qualidade de devoção e auto-sacrifício que trás recompensas no serviço desta fé, em vez de meios, habilidade e apoio financeiro."

(De uma carta datada de 11 de maio de 1948, escrita

em nome de Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual
Nacional da Austrália e Nova Zelândia)

12. "O trabalho que está sendo feito por diversos bahá'ís, incluindo nosso querido crente indígena que retornou dos Estados Unidos a fim de ser pioneiro entre seu próprio povo, ao ensinarem os índios canadenses, é um dos mais importantes campos de atividade sob sua jurisdição. O Guardião espera que dentro em breve muitos destes canadenses originais tomarão parte ativa nos afazeres bahá'ís e se levantarão para redimir seus irmãos da obscuridade e desânimo em que caíram."

(De uma carta datada de 23 de junho de 1950,

escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual Nacional do Canadá)

13. "Toda investida em novos campos, cada multiplicação de instituições bahá'ís, deve ser igualada por um entranhar mais profundo das raízes que sustentava a vida espiritual da comunidade e asseguram seu desenvolvimento sadio. Desta necessidade vital, sempre presente, a atenção jamais deve ser desviada, nem, sob quaisquer circunstâncias, deve ela ser negligenciada ou subordinada à tarefa não menos vital e urgente de assegurar a expansão externa das instituições bahá'ís. Que esta comunidade... possa manter o equilíbrio apropriado entre estes dois aspectos essenciais de seu desenvolvimento... é a esperança ardente de meu coração..."

(De uma carta datada de 30 de dezembro de 1948,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional da Austrália e Nova Zelândia)

14. "Shoghi Effendi está também extremamente ansioso para que a Mensagem alcance os habitantes aborígines das Américas. Estes povos, em geral oprimidos e incultos, devem receber dos bahá'ís uma medida especial de amor e todo esforço deve ser feito para ensina-los. Seu registro na Fé enriquecerá a eles e a nós, e demonstrará nosso princípio da Unidade da Humanidade muito melhor que palavras ou a ampla conversão das raças dominantes jamais o poderá."

(De uma carta datada de 11 de julho de 1951, escrita

em nome de Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual
Nacional da América Central e das Antilhas)

15. "Sua Assembléia está solicitada a dirigir e salvaguardar as atividades de nossa Fé em uma área realmente vasta e impressionante. Mas a própria novidade do trabalho, a oportunidade para a conquista espiritual, a grande necessidade do povo, tanto de origem européia como aborígine, de ouvir sobre Bahá'u'lláh, é estimulante e desafiante e deve suscitar o melhor em cada crente.

O Guardião sente que esforços especiais devem ser feitos para registrar os povos primitivos da América do Sul na Causa. Estas almas, freqüentemente tão exploradas e desprezadas, merecem ouvir sobre a Fé e se tornarão uma grande vantagem da Fé quando seus corações forem esclarecidos."

(De uma carta datada de 11 de julho de 1951, escrita

em nome de Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual
Nacional da América do Sul)

16. "Ele ficou muito satisfeito ao ouvir sobre os passos iniciais que vocês tomaram para ensinar aos índios. Ele acrescenta uma sugestão (não sabe se é praticável ou não): pode-se fazer contato com índios que foram mais ou menos assimilados à vida do elemento branco do país e vivem em cidades ou as visitam? Estas pessoas, descobrindo os bahá'ís sinceramente desprovidos de qualquer preconceito - ou aquela atitude ainda pior, a condescendência - não somente poderiam se interessar por nossos ensinamentos, mas também poderiam nos ajudar a alcançar seu povo da maneira adequada.

É um grande erro acreditar que porque as pessoas são iletradas ou vivem vidas primitivas, são desprovidas ou de inteligência ou de sensibilidade. Pelo contrário, elas podem muito bem olhar para nós, com os males de nossa civilização, com sua corrupção moral, suas guerras ruinosas, sua hipocrisia e vaidade, como pessoas que merecem ser observadas tanto com suspeita como com desprezo. Devemos encontra-los como iguais, desejando-lhes o bem, como pessoas que admiram e respeitam sua descendências antigas, e que sentem que elas se interessarão, como nós o estamos, por uma religião viva e não pelas formas mortas das igrejas atuais."

(De uma carta datada de 21 de setembro de 1951,
escrita em nome de Shoghi Effendi ao Comitê
Nacional de Ensino das Américas)

17. "O Guardião ficou felicíssimo ao ouvir falar do excelente trabalho que alguns bahá'ís estão fazendo com os esquimós e índios, e considera seu espírito extremamente exemplar. Estão prestando um serviço muito maior do que eles mesmos têm noção, cujos resultados serão vistos, não só no Canadá, mas devido à sua repercussão, em outros países onde população primitivas devem ser ensinadas."

(De uma carta datada de 8 de junho de 1952,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional do Canadá )

18. "Ele ficou especialmente contente de ver que membros de sua Assembléia têm viajado e entrado em contato com os amigos, num esforço para aprofundar sua compreensão do trabalho administrativo e também seu conhecimento da Fé em geral. Ele sente que especialmente agora, na América Latina, esta aproximação íntima, amorosa e amistosa, fará mais para promover o trabalho do que qualquer outra coisa. De fato, ele iria ao ponto de aconselhar a Assembléia a que evitasse inundar os amigos com circulares e boletins desnecessários. Devem ter sempre em mente a diferença genuína entre os povos do Sul e os povos do Norte; usar as mesmas técnicas, como aquelas adotadas nos Estados Unidos, seria desastroso porque a mentalidade e os antecedentes de vida são bem diferentes. Por mais que os amigos necessitem de administração, esta deve lhes ser levada de forma aprazível pois, de outra forma, não serão capazes de assimila-la e ao em vez de consolidar o trabalho, descobrirão que alguns dos crentes dele se alheiam.

Sempre que se sentirem desencorajados, devem se lembrar de quantos anos levou para que a administração se estabelecesse tão bem quanto está agora na América do Norte. Os problemas se repetem e nos estágios primários, nos EE.UU., o corpo dos crentes estava muito imprecisamente unido, muitos dos amigos estavam, como o estão agora na América Latina, afiliados a vários cultos mais ou menos progressivos, dos quais haviam vindo para a Fé e dos quais não podiam ser subitamente desligados; tiveram que ser apartados e educados; a mesma coisa vocês devem fazer agora. Portanto, ele os urge a serem muito pacientes com os crentes e, através de consulta amorosa e educação, insistirem gradualmente que as velhas lealdades devem dar lugar ao grande e todo satisfatório vínculo que agora encontraram com Bahá'u'lláh e Sua Fé.

Instrutores experientes são maior necessidade da Fé em toda a parte, e sem dúvida em sua área também. Uma alma sabia e dedicada pode muitas vezes dar vida a uma comunidade inativa, atrair novas pessoas e inspira-las a maiores sacrifícios. Ele espera, que, além do que quer que sejam capazes de realizar durante os próximos meses, vocês sejam capazes de manter em circulação alguns, realmente bons, instrutores bahá'ís."

(De uma carta datada de 30 de junho de 1952,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional da América Central)

19. "Ele avalia inteiramente o fato de que os fiéis ainda estão um tanto ligados aos diferentes cultos dos quais vieram; este é um problema com o qual a Fé sempre se defronta em uma nova região; existiu durante muito tempo na América e parece fazer parte do crescimento da Causa. Ele sente que sua Assembléia pode permitir-se ser paciente com os amigos, enquanto, ao mesmo tempo, os educa numa compreensão mais profunda da Causa. À medida que cresce a conscientização deles do verdadeiro significado de Bahá'u'lláh, eles se afastarão das velhas idéias e darão sua total adesão a Seus ensinamentos."

(De uma carta datada de 30 de junho de 1952,
escrita em nome de Shoghi Effendi de Assembléia
Espiritual Nacional da America do Sul)

20. "Regozijo compartilhar comunidades baha'ís Oriente Ocidente emocionantes relatórios façanhas alcançadas grupo heróico pioneiros bahá'ís labutando diversos amplamente espalhados territórios africanos... rememorativos similar episódios relatados Bíblia Atos rápida dramática propagação Fé intermédio rompedores alvorada Idade Heróica Dispensação Bahá'í. Realizações maravilhosas assinalando surgir estabelecimento ordem administrativa Fé América Latina eclipsadas. Façanhas imortalizando recentemente lançada cruzada continente Europeu ultrapassadas... Número africanos convertidos durante últimos quinze meses... origem protestante católica pagã letrados iletrados ambos sexos representando não menos dezesseis tribos ultrapassou marca duzentos.

Raios efulgentes triunfante Causa Deus... rapidamente despertando continente penetrando ritmo acelerado regiões isoladas infrequentadas homens brancos envolvendo suas almas radiantes até agora indiferentes persistentes atividades humanitárias missões cristãs influência civilizadora autoridades civis."

(De um telegrama datado de 5 de janeiro de 1953,

enviado por Shoghi Effendi a Assembléia Espiritual

Nacional dos Estados Unidos)

21. "Eu saúdo com coração jubiloso a convocação do continente africano na primeira das quatro Conferências Intercontinentais de Ensino, que constituem os pontos culminantes das celebrações de âmbito mundial do Ano Santo que comemora o centésimo aniversário do nascimento da Missão do Fundador de nossa Fé. Dou as boas-vindas, com braços abertos, ao inesperado grande número de representantes da pura de coração e espiritualmente receptiva raça negra, tão ternamente amada por 'Abdu'l-Bahá, por conversão à fé de Seu Pai, Ele, profundamente a ansiava e cujos interesses Ele tão ardentemente defendeu no decorrer de Sua memorável visita ao continente norte-americano. Lembro-me, nesta histórica ocasião, das significativas palavras proferidas pelo próprio Bahá'u'lláh que, como atestado pelo Centro do Convenio, em Suas Escrituras, 'comparou os povos de cor à pupila negra do olho', através da qual 'brilha a luz do espírito'. Sinto-me especialmente satisfeito pela substancial participação nesta Conferência memorável, de membro de uma raça habitando em um continente que, na maioria dos casos, reteve sua simplicidade primitiva e permaneceu sem se contaminar pelos males de um flagrante materialismo feroz e canceroso, solapando a estrutura da sociedade humana, tanto no Oriente como no Ocidente, corroendo os órgãos vitais dos povos e raças conflitantes que habitam os continentes americano, europeu e asiática e, infelizmente, ameaçando de engolfar, em uma única convulsão catastrófica, a totalidade do gênero humano. Aplaudo a preponderância dos membros desta mesma raça em uma Conferência tão significativa, um fenômeno sem precedentes nos anais das Conferências Bahá'ís realizadas durante mais de um século, e um bom augúrio para uma multiplicação correspondente no número de representantes das raças amarela, vermelha e morena da gênero humano, habitando respectivamente no Extremo Ocidente e nas ilhas do Oceano Pacifico do Sul, uma multiplicação destinada, em última análise, a levar a um equilíbrio apropriado os diversos elementos étnicos abrangidos pela grandemente diversificada, mundialmente abrangente, Confraternidade Bahá'í."

(De uma mensagem datada de fevereiro
de 1953, dirigida por Shoghi Effendi à
Conferência Intercontinental Africana)

22. "Ele espera que, durante este próximo ano, vocês... se dediquem, tanto quanto possível, à consolidar as novas Assembléias (em Uganda) e a ajudar os novos crentes a gradualmente compreender melhor a Administração e sua aplicação na vida comunitária bahá'í. Tato, amor e paciência serão sem duvida necessários e não se deve esperar que estes novos crentes façam tudo da mesma maneira que as antigas e testadas comunidades. Na verdade, individualidade de expressão, dentro da estrutura da Ordem Administrativa, é preferível a uma uniformidade grande demais."

(De uma carta datada de 26 de abril de
1953, escrita em nome de Shoghi Effendi
a um crente individual)

23. "Ele ficou muito feliz em saber que Charlottetown não só conseguiu o status de Assembléia, mas que os crentes lá são em sua maioria independentes economicamente, pois esta é uma base sólida para a expansão do trabalho em qualquer lugar, especialmente em um lugar tão difícil como este."

(De uma carta datada de 20 de junho de 1953,
escrita em nome de Shoghi Effendi a Assembléia
Espiritual Nacional do Canadá)

24. "... Ele sente que uma grande força potencial reside nestes novos crentes africanos. Sem dúvida, o seu Comitê se defrontará com problemas, devido a inexperiência de algumas destas pessoas em assuntos administrativos, mas, através de orientação amorosa e da sabedoria daqueles que estão associados com eles no local, estas coisas menos importantes podem ser resolvidas satisfatoriamente e, o mais importante, o estabelecimento de Assembléias e Grupos, pode ser levado avante com sucesso."

(De uma carta datada de 4 de junho de 1953,
escrita em nome de Shoghi Effendi ao comitê
Britânico Africano)

25. "Ao registrar novos crentes, devemos ser sábios e gentis, e não colocar tantos obstáculos em seu caminho que sintam ser impossível aceitar a Fé. Por outro lado, uma vez que lhes é outorgada a qualidade de membro na Comunidade dos seguidores de Bahá'u'lláh, deve lhes ser demonstrado que se espera deles que vivam de acordo com Seus Ensinamentos e que evidenciem os sinais de um caráter nobre de conformidade com Suas Leis. Muitas vezes, isto parece ser feito gradualmente, apesar do novo crente ter sido registrado."

(De uma carta datada de 25 de junho de 1953,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional das Ilhas Britânicas)

26. "Deve, à medida que ganha ímpeto, despertar os seletos e reunir os espiritualmente famintos entre os povos do mundo, assim como criar uma percepção da Fé não só entre os líderes políticos da sociedade de nossos dias, mas, também, entre os pensadores, os eruditos em outras esferas de atividade humana. Deve, à medida que se aproxima de seu clímax, levar a tocha da Fé a regiões tão remotas, tão atrasadas, tão inóspitas, que nem a luz do cristianismo ou do islamismo tenha, após a revolução de séculos, até agora alcançado. Deve, à medida que se aproxima de sua conclusão, preparar o caminho para a colocação, sobre uma fundação inexpugnável, da base estrutural de uma Ordem Administrativa, cuja estrutura deve, ao longo de Cruzadas sucessivas, ser laboriosamente erigida através de todo o globo e que deve reunir sob sua sombra protetora povos de todas as raças, idiomas, credos, cores e nações."

(De uma carta datada de 18 de julho de 1953,
escrita por Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional dos Estados Unidos)

27. "... conquistar para a Fé novas recrutas, para o exército do Senhor das Hostes que vagarosa mas firmemente, avança ... é tão essencial para a salvaguarda das vitórias que o grupo de heróicos Conquistadores Bahá'ís estão conquistando no decorrer de suas diversas campanhas em todos os continentes do globo.

Tal fluxo constante de reforços é absolutamente vital e de extrema urgência, pois nada além do vitalizante influxo de sangue novo, que irá reanimar a Comunidade Bahá'í mundial, pode salvaguardar os troféus que, com tão grande sacrifício e envolvendo o gasto de tanto tempo, esforço e riqueza, estão agora sendo conquistados em territórios virgens pelos corajosos Cavalheiros de Bahá'u'lláh, cujo privilégio é o de constituírem a ponta de lança dos batalhões em avanço que, em diversos locais e em circunstâncias muitas vezes adversas e extremamente desafiadoras, estão competindo, uns com os outros, para a conquista espiritual dos territórios e ilhas ainda não conquistados na superfície do globo.

Este fluxo, além disso, prognosticará e apressará o advento do dia que, como profetizado por 'Abdu'l-Bahá, testemunhará a entrada em tropas de pessoas de diversas nações e raças no mundo bahá'í - um dia que, vista em sua perspectiva apropriada, será o prelúdio daquela hora desde a muito esperada quando uma conversão em massa por parte destas mesmas nações e raças, e com um resultado direto de uma cadeia de eventos, momentosos e possivelmente de natureza catastrófica e que por enquanto ainda não podem ser nem vagamente visualizados, subitamente revolucionará a sorte da Fé, transtornará o equilíbrio do mundo e reforçará um milhar de vezes a força numérica, assim como o poder material e a autoridade espiritual da Fé de Bahá'u'lláh."

(De uma carta datada de 18 de julho de 1953,
escrita por Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional dos Estados Unidos)

28. "O amado Guardião ficou muito feliz ao saber do sucesso do instituto para ensinar as crianças indígenas. Ele sente que este é um ótimo método de implantar os ensinamentos da Fé nos corações e nas mentes de crianças pequenas, a fim de que possam crescer e se desenvolver em homens e mulheres fortes e viris que servirão à Causa. Da mesma forma, através deste trabalho, ele espera que serão capazes de atrair alguns dos pais."

(De uma carta datada de 18 de fevereiro de 1954,

escrita por Shoghi Effendi a um crente individual)

29. "O espírito dos crentes africanos é muito comovente, muito nobre, e de fato apresenta um desafio a seus companheiros bahá'ís em todo o mundo. Parece que Deus dotou estas raças, vivendo no assim chamado continente 'negro', com grandes faculdades espirituais e, ademais, com faculdades mentais que, à medida que eles amadurecem na Fé, contribuirão imensamente para o todo, de um extremo ao outro do mundo bahá'í...

Em seus comunicados aos bahá'ís de Uganda, tenham a bondade de assegurá-los das orações do Guardião, de sua profunda afeição por eles e dizer-lhes que está orgulhoso deles, de seu espírito e suas vitórias."

(De uma carta datada de 11 de maio de 1954,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional da África Central e Oriental)

30. "... A total finalidade dos pioneiros ao saírem para a África é de ensinar às pessoas de cor e não às pessoas brancas. Isto não significa que devam recusar de ensinar às pessoas brancas, o que seria uma atitude tola. Entretanto, significa que devem constantemente ter em mente que é ao africano nativo que estão agora levando a Mensagem de Bahá'u'lláh em seu próprio país e não para pessoas do estrangeiro para que lá emigraram permanente ou temporariamente e são uma minoria, muitos deles, a julgar pelos seus atos, uma minoria muito desagradável."

(De uma carta datada de 4 de junho de 1954,
escrita em nome de Shoghi Effendi ao
Comitê Britânico Africano)

31. "A áfrica está verdadeiramente despertando e se encontrando e, sem dúvida, tem a dar uma grande mensagem e uma grande contribuição a fazer para o progresso da civilização mundial. De acordo com o grau em que seus povos aceitaram a Bahá'u'lláh, serão eles abençoados, fortalecidos e protegidos."

(De uma carta datada de 4 de junho de 1954,
escrita em nome de Shoghi Effendi
ao Comitê Britânico Africano)

32. "Em relação com o trabalho de ensino em toda a área do Pacifico, ele acredita inteiramente

que, em muitos casos, a sociedade branca é difícil de se interessar por alguma coisa além de suas próprias atividades superficiais. Os bahá'ís têm que se identificar, por um lado, tanto quanto razoavelmente puderem, com a vida das pessoas brancas, a fim de não serem condenados ao ostracismo, criticados e eventualmente expulsos de seus arduamente conquistados postos de pioneiros. Por outro lado, devem ter em mente que o objetivo primordial de lá viverem, é de ensinar a Fé à população nativa. Devem fazer isto com tato e discrição, a fim de não perderem o direito à sua posição segura nestas ilhas que, freqüentemente, são de tão difícil acesso.

Julgamento correto, muita paciência e indulgência, fé e nobreza de conduta, devem distinguir os pioneiros e auxiliá-los no cumprimento do objetivo da sua jornada a estes lugares distantes."

(De uma carta datada de 16 de junho de 1954,
escrita em nome de Shoghi Effendi à
Assembléia Espiritual Nacional da
Austrália e Nova Zelândia)

33. "No trato com pessoas que ainda estão atrasadas com relação aos nossos padrões civilizados, e em muitos casos guiados por um sistema tribal que tem fortes injunções próprias, ele sente que devem ser tanto diplomáticos como indulgentes... Não devemos ser demasiadamente rigorosos, impondo nossas opiniões a pessoas ainda vivendo em ordens sociais primitivas."

(De uma carta datada de 17 de junho de 1954,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assem-
bléia Espiritual Nacional das Ilhas Britânicas )

34. "Ele sente que o trabalho de ensino em Uganda deve agora ser concentrado, principalmente, na consolidação."

(De uma carta datada de 13 de dezembro de 1955,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assem-
bléia Espiritual Nacional das Ilhas Britânicas)

35. "Acima de tudo, os maiores esforços devem ser exercidos por uma Assembléia para familiarizar as crentes recentemente registrados com as verdades fundamentais e espirituais da Fé, com as origens, os desígnios e propósitos, assim como o processo de uma Ordem Administrativa divinamente designada; de familiarizá-los mais amplamente com a história da Fé, de instilar neles uma compreensão mais profunda dos Convênios tanto de Bahá'u'lláh como de 'Abdu'l-Bahá, de enriquecer sua vida espiritual, estimulá-los a um maior esforço e participação mais íntima no ensino da Fé como na administração de suas atividades, e de inspirá-los a fazer os necessários sacrifícios para a promoção de seus vitais interesses. Pois à medida que o corpo dos confessos partidários da Fé é aumentado, e a base da estrutura de sua Ordem Administrativa é ampliada, e a fama da ascendente comunidade se espalha por toda a parte, um progresso paralelo deve ser alcançado, para que os frutos já acumulados perdurem, na vivificação espiritual de seus membros e no aprofundamenta de sua vida interior."

(De uma carta datada de 26 de junho de 1956,
escrita por Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional do Canadá)

36. "Alguns dos territórios são, praticamente, exclusivamente árabes, com uma minoria européia, de antecedentes muçulmanos e uma avançada civilização e cultura próprias. Devem ser abordados com métodos de ensino adequados à mentalidade do povo. Por outro lado, muitos dos outros países correspondem a um povo atrasado, do ponto de vista da civilização moderna, porém pessoas muito mais sensíveis a valores espirituais, na realidade muito mais preparadas para abraçar a Mensagem de Bahá'u'lláh e levantar-se em seu serviço, como vimos tão maravilhosamente demonstrado durante os últimos quatro anos na história da Causa na África. Estas pessoas também devem ser ensinadas de uma maneira que sejam atraídas para a Causa.

Os bahá'ís africanos já registrados requererão aprofundamento na Administração durante os próximos anos, a fim de melhor prepará-los para o dia que inevitavelmente virá quando cada protetorado, país e ilha, possuirá sua própria Assembléia Espiritual Nacional. De acordo com o grau do sucesso de sua Assembléia em assentar uma base firme na época presente, dependerá a rapidez do desenvolvimento da Fé nestes diferentes países e a presteza dos crentes de assumirem, independentemente, o seu trabalho bahá'í nacional.

Como ele mencionou muitas vezes a peregrinos e em suas comunicações a amigos na África do Norte, ele deseja que se dê atenção especial nesta área aos berberes. De fato, todo esforço deve ser feito para registrar tantas minorias berberes na Fé quanto possível, assim como as outras raças entre os habitantes do país."

(De uma carta datada de 2 de julho de 1956, escrita

em nome de Shoghi Effendi a Assembléia Espiritual
Nacional da África Noroeste)

37. "O trabalho mais importante de todas é treinar os crentes africanos como instrutores e administradores., a fim de que possam levar a Mensagem para seus próprios povos e estar em condição de assentar bases firmes e duradouras para as futuras Assembléias em todas as partes destes vastos territórios. Toda outra atividade passa a ser insignificante comparada com esta.

É apenas natural que a ajuda e conselho dos pioneiros seja necessária por algum tempo ainda, devido a sua longa experiência na Fé e seu conhecimento mais profundo de seus Ensinamentos, em virtude não só do período de tempo que têm sido bahá'ís e capazes de estudá-los, mas ao fato de que tantos Ensinamentos estão em inglês e os puderam estudar.

A tradução constante de mais literatura em línguas africanas é igualmente muito importante pois as novos crentes estão prontos e ansiosos para aprender e têm que ter os meios colocados à sua, disposição.

Ele espera que sua Assembléia venha a ser capaz de providenciar um fluxo de instrutores itinerantes e de pioneiros que vá constantemente aos centros fracos nos novas territórios, para consolidar a Fé e estabelecer novas Assembléias, para ensinar e encorajar as pessoa e levar-lhes tanto a luz como o amor de Bahá'u'lláh.".

(De uma carta datada de 4 de julho de 1956,
escrita em nome de Shoghi Effendi a Assembléia
Espiritual Nacional da África do Sul e Oeste)

38. "Sinto-me confiante que sua Assembléia postada agora no limiar de um período de expansão sem igual dará, através de seus altos esforços, um tremendo ímpeto ao processo histórico que foi posta em andamento nos anos recentes, e atrairá, através de suas realizações, as múltiplas bênçãos de Bahá'u'lláh.

O caminho que são agora chamados a seguir é longo, íngreme e espinhoso. A medida que o trabalho no qual estão empenhados se desenvolve e é firmemente consolidado, indivíduos e instituiç5es hostis à Fé e ciumentos de seu crescente prestigio, irão se esforçar ao máximo para solapar as bases que agora estão sendo assentadas por vocês e para extinguir a luz que tem sido acesa de modo tão brilhante, por pioneiros, residentes e crentes recentemente registrados, em toda a parte dos territórios agora incluídos dentro de sua jurisdição. "

(De uma carta datada de 6 de julho de 1956, escri-

ta por Shoghi Effendi a Assembléia Espiritual
Nacional da África Central e Oriental)

39. "A questão de seu orçamento, levantada em sua carta, é de grande importância. Apesar do número que vocês representam e do entusiasmo dos bahá'ís, sua Assembléia tem que enfrentar o fato de que ela representa uma Comunidade muito pobre, financeiramente. Qualquer orçamento super-ambicioso, que importaria em um encargo financeiro opressivo sabre os amigos, seria sumamente imprudente, porque, a menos que seja alcançado, lhes dará no fim do ano um sentimento de intensa frustração.

Ele acha que o que vocês delinearam é demasiado. Sua Assembléia terá que, particularmente durante o primeiro ano de sua existência, ser menos ambiciosa com respeito a projetos envolvendo dinheiro, e devotar-se especialmente a encorajar os amigos, reforçando as bases das Assembléias locais, ajudando os Grupos a alcançarem o status de Assembléia, e aprofundando a educação dos amigos africanos na Fé sob todos os aspectos que possa.

As outras Assembléias Espirituais Nacionais, como sabem, estão tendo seus próprios problemas financeiros; e, embora não haja objeção em apelar a elas para lhes darem alguma ajuda, o Guardião duvida muito que estejam em situação de aumentar mui substancialmente seus fundos atualmente."

(De uma carta datada de 6 de julho de 1956,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional da África Central e Oriental)

40. "O Amado guardião ficou muito feliz de rever o mapa, com suas anotações nele, mostrando a número de bahá'ís indígenas. Ele sente que esta é uma vitória real da Fé, já que o Mestre falou tantas vezes da força de caráter e capacidade latente dos povos originais do continente Americano. Portanto, o despertar de alguns deles é um decisivo momento histórico na atividade da Fé, assim como na vida destas pessoas."

(De uma carta datada de 31 de julho de 1956,
escrita em nome de Shoghi Effendi a
um crente individual)

41. "Ele sente que as persas podem dar suma assistência aa trabalha de ensino, onde quer que se estabeleceram; porém devem ir na qualidade de pioneiros e estabelecer residência onde possam prestar o melhor serviço para a Causa de Deus. Traz pouca benefício para a Fé ter grandes grupos de persas estabelecido em uma cidade e assim constituírem uma Assembléia. Quando eles se mudam, a Assembléia perece. O que necessitamos em todas as áreas são crentes nativos. Os pioneiras devem ser em minoria e auxiliar os nativos a ombrear as responsabilidades da Fé."

(De uma carta datada de 17 de fevereiro de 1957,
escrita em nome de Shoghi Effendi a Assembléia
Espiritual Nacional da Pérsia)

42. "Estimular o processo da conversão tanto dos negros como dos índios americanos e assegurar sua participação ativa na administração dos afazeres das comunidades bahá'ís; ... "

(Da Mensagem a Convenção, datada de abril de 1957,

escrita por Shoghi Effendi as quatro Convenções
Bahá'ís Americanas)

43. "Á medida que formulam seus planos e os realizam em prol do trabalho que lhes foi confiado no curso dos próximos anos, ele deseja que tenham em mente, particularmente a necessidade de ensinar os Maoris. Estes descobridores originais da Nova Zelândia são de uma fina raça e um povo admirado por suas nobres qualidades; esforço especial deve ser feito; não somente para contatar os Maoris nas cidades e atraí-los para a Fé, mas para ir a suas vilas e viver entre eles e estabelecer Assembléias nas quais pelo menos a maioria dos crentes sejam Maoris, se não todos. Isto, na realidade, seria um feito meritório."

(De uma carta datada de 27 de junho de 1957,
escrita em nome de Shoghi Effendi a Assembléia
Espiritual Nacional da Nova Zelândia)

44. "Ele espera que haja muito mais atividade de ensino durante o presente ano e que os bahá'ís latino-americanos sintam, cada vez mais, que esta é sua Fé e que, conseqüentemente, sua obrigação primordial é divulgá-la entre seu próprio povo. Por maiores que sejam os serviços prestados pelos pioneiros e por inesquecíveis que sejam os feitos por eles alcançados, não podem substituir o elemento nativo que e deve constituir o alicerce da Comunidade, levar avante seus próprios afazeres construir nas próprias instituições, apoiar seus próprios fundos, publicar sua própria literatura, etc. A mãe dá à luz a criança, porém a criança tem que crescer por si mesma. Quanto mais velha se torna, quanto mais responsável é por seus próprios atos. Os amigos latino-americanos estão rapidamente atingindo a maioridade e estão mostrando isto pela maneira com que estão se levantando para servir à Fé, para demonstrá-la, para sacrificar-se por ela, para protegê-la e consolidá-la."

(De uma carta datada de 3 de julho de 1957,
escrita em nome de Shoghi Effendi à
Assembléia Espiritual Nacional do Brasil,
Peru, Colômbia, Equador e Venezuela)

45. "Á medida que a situação no mundo, e em sua parte dele (África do Sul e Oeste), está progressivamente piorando, os amigos não podem perder tempo para se erguerem a níveis mais altos de devoção e serviço e, especialmente, de conscientização espiritual. É nosso dever redimir tantos de nossos semelhantes quanto nos for possível, cujos corações estão esclarecidos, antes que alguma grande catástrofe os surpreenda, na qual serão ou irremediavelmente tragados ou surgirão purificados e fortalecidos e prontos para servir. Quanta mais crente existirem para sobressair como faróis na escuridão, quando quer que este tempo chegue, tanto melhor; daí a suprema importância do trabalho de ensino nesta época...

Como ele escreveu à Assembléia da África Central e Oriental, ele sente que os amigos devem ser muito cuidadosos para não colocar obstáculos no caminho daqueles que desejam aceitar a Fé. Se tornarmos os requisites demasiadamente rigorosos, esfriaremos o entusiasmo inicial, repeliremos os corações e cesaremos de expandir rapidamente. O essencial é que o candidato a registro creia em seu coração na verdade de Bahá'u'lláh. Se ele é letrado ou iletrado, informado de todos os ensinamentos ou não, é totalmente irrelevante. Quando a chispa de fé existe, a Mensagem essencial lá está e, gradualmente, tudo o mais pode lhe ser adicionado. o processo de educar pessoas de diferentes costumes e origens deve ser feito com a maior paciência e compreensão, e não lhes devem ser impostas regras e regulamentos, exceto onde um fundamento essencial está em discussão. Ele está seguro que sua Assembléia é capaz de levar avante seu trabalho neste espírito e de inflamar os corações a flamejarem através do fogo do amor de Deus, em vez de apagar as primeiras fagulhas com baldes cheios de informações e regulamentos administrativas."

(De uma carta datada de 9 de julho de 1957,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional da África do Sul e Oeste)

46. "Ele sente que as metas que vocês mesmos estabeleceram para seu Plano de Sete Anos são excelentes. O trabalho mais importante de todos, naturalmente, é o de confirmar tantos novos crentes quanto possível, onde quer e quem quer que sejam, dando especial atenção aos africanos, que são o real propósito da presença dos pioneiros neste Continente."

(De uma carta datada de 14 de julho de 1957,
escrita em nome de Shoghi Effendi a Assembléia
Espiritual Nacional do Noroeste da África)

47. "Não é suficiente trazer as pessoas à Fé; deve-se educá-las e aprofundá-las em seu amor por elas e no seu conhecimento de seus ensinamentos, após se terem declarado. Como os bahá'ís são poucos em número, especialmente os instrutores ativos, e há grande quantidade de trabalho a ser feito, a educação destes novas crentes e, freqüentemente, tristemente negligenciada e os resultados são vistos, como as resignações que tiveram recentemente."

(De uma carta datada de 18 de julho de 1957,
escrita em nome de Shoghi Effendi a Assembléia
Espiritual Nacional do Canadá)

48. "A tarefa mais importante é, naturalmente, o trabalho de ensino; em todas as sessões sua assembléia deve lhe dar detalhada atenção, considerando tudo o mais de importância secundaria. Não só devem ser desenvolvidas muitas assembléias novas, além de grupos e centros isolados, mas também atenção especial deve ser focalizada no trabalho de converter os índios a Fé. A meta deve ser assembléia totalmente de índios, de modo que estes habitantes originais da terra, tão explorados e reprimidos, possam perceber que são iguais e consortes nos afazeres da Causa de Deus, e que Bahá'u'lláh é o Manifestante de Deus para eles.

O empreendimento importantíssimo, dirigido a conquistar a adesão irrestrita dos membros de várias tribos dos indígenas americanos à Causa de Bahá'u'lláh e a assegurar sua participação ativa e constante na conduta de seus afazeres administrativos, deve, do mesmo modo, ser seriamente considerado e tenazmente levado avante."

(De uma carta datada de 28 de julho de 1957,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional da America Central e México)

49. "Ele ficou especialmente feliz ao ver que alguns dos crentes indígenas estavam presentes à convenção. Ele atribui a maior importância ao ensino da Fé aos habitantes nativos das Américas. O próprio 'Abdu'l-Bahá declarou quão grandes são suas potencialidades, e é direito deles, e o dever dos bahá'ís não indígenas, assegurar que recebam a Mensagem de Deus para este dia. Um dos objetivos mais meritórios de sua Assembléia deve ser o estabelecimento de Assembléias Espirituais totalmente indígenas. Outras minorias devem, do mesmo modo, ser especialmente procuradas e ensinadas. Os amigos devem ter em mente que em nossa Fé, ao contrário de todas as outras sociedades, a minoria, para compensar o que pode ser encarado como um status inferior, recebe atenção especial, amor e consideração...

A medida que formulam as metas que devem receber sua atenção indivisa durante os próximos anos, ele as urge a ter em mente a mais importante de todas, a saber, a multiplicação das Assembléias Espirituais, dos grupos e dos centros isolados; isto assegurará tanto amplitude como profundidade às bases que estão assentando para os futuros Corpos Nacionais independentes. Os crentes devem ser solicitados a considerar individualmente as necessidades de sua região imediata, e de saírem para ser pioneiros em cidades e vilas distantes. Devem ser encorajados por sua Assembléia a se recordarem que pessoas modestas, muitas vezes pessoas pobres e obscuras, mudaram o curso do destino humano mais do que pessoas que principiaram com riqueza, fama e segurança. Foi um Peneirador de Trigo que, nos primeiros dias de nossa Fé, se levantou e se tornou um herói e mártir, não os sábios sacerdotes de sua cidade!"

(De uma carta datada de julho de 1957, escrita em
nome de Shoghi Effendi a uma das Assembléias
Espirituais Nacionais da América Latina)

50. "Ele sente que aqueles que são responsáveis pela aceitação de novos crentes devem considerar que a qualificação mais importante e fundamental para a aceitação é o reconhecimento da posição de Bahá'u'lláh hoje em dia por parte do requerente. Não podemos esperar que pessoas que são iletradas (o que não e um reflexo de suas habilidades ou capacidades mentais) tenham estudado os ensinamentos, especialmente quando, para começar, tão pouca literatura encontra-se disponível em sua própria língua, e que captem todas as suas ramificações, do mesmo modo que um africano, digamos em Londres, é esperado de fazer. O importante é o espírito da pessoa, o reconhecimento de Bahá'u'lláh e de Sua posição no mundo neste dia. Os amigos, portanto, não devem ser demasiadamente rigorosos, ou descobrirão que a grande onda de amoroso entusiasmo com que as pessoas africanas se volveram para a Fé muitos deles já a aceitando, esfriará; sendo muito sensíveis, sentirão de alguma forma sutil, que são rejeitados, e o trabalho sofrerá.

O propósito das novas Assembléias Nacionais na África, e o propósito de qualquer corpo administrativo, é o de levar a Mensagem às pessoas e alistar os sinceros sob o estandarte da Fé.

Sua Assembléia não deve nunca perder isto de vista, nem por um momento, e deve prosseguir expandindo corajosamente o quadro de membros das comunidades sob sua jurisdição e gradualmente educar os amigos tanto nos Ensinamentos como na Administração. Nada poderia ser mais trágico do que o estabelecimento destes grandes corpos administrativos vir a abafar ou atolar o trabalho de ensino. Os primeiros crentes, tanto no oriente como no ocidente, devemos sempre nos lembrar, praticamente nada sabiam comparado com o que o bahá'í médio sabe a respeito de sua Fé hoje em dia, no entanto, foram eles que deram seu sangue, aqueles que se levantaram e disseram: 'Eu creio', não exigindo provas e muitas vezes nunca tendo lido uma única palavra dos Ensinamentos. Portanto, aqueles responsáveis pela aceitação de novas registros devem estar seguros de uma coisa - que o coração do requerente foi tocado pelo espírito da Fé. Tudo o mais pode ser construído gradualmente sabre esta base.

Ele espera que durante o próximo ano seja possível, cada vez mais, aos instrutores bahá'ís africanos circularem entre os recém-registrados bahá'ís e aprofundarem seu conhecimento e compreensão dos ensinamentos."

(De uma carta datada de 8 de agosto de 1957,
escrita em nome de Shoghi Effendi à Assembléia
Espiritual Nacional da África Central e Oriental)

51. "Em primeiro lugar e antes de mais nada, o processo vital da conversão dos africanos deve adquirir um impulso tal que ultrapassará qualquer outro até então testemunhado na história bahá'í da África. Qualquer barreira impedindo a execução deste dever preeminente deve ser determinadamente eliminada. Simultaneamente, a emergência. de novas centros, a conversão de grupos em Assembléias e a multiplicação das próprias Assembléias, deve ser acelerada a uma proporção sem precedentes... A instituição do Fundo Nacional, tão vital e essencial para o progresso ininterrupto destas atividades deve, particularmente, ser assegurado do entusiástico, sempre crescente e universal apoio da massa dos crentes, para cujo bem-estar e em cujo nome, estas atividades beneficentes foram iniciadas e foram realizadas. Todos, não importa quão modestos os seus recursos, devem participar. Do grau de auto-sacrifício envolvido nestas contribuições individuais dependerá diretamente a eficácia e a influência espiritual que estas instituições administrativas nascentes, chamadas à existência através do poder de Bahá'u'lláh e em virtude do Desígnio concebido pelo Centro de Seu Convênio, irão exercer. Um esforço continuado e tenaz deve, doravante, ser feito pela massa dos confessos sustentadores da Fé, cujo número em muito ultrapassa aquele de seus irmãos residindo nas áreas administradas pelas outras três Assembléias Espirituais Regionais, para capacitar as comunidades sob sua jurisdição a se tornar auto-suficientes e assegurar um fluxo continuo de fundos a Tesouraria que agora está em extrema necessidade de substancial apoio financeiro."

(De uma carta datada de 8 de agosto de 1957,

escrita por Shoghi Effendi a Assembléia Espiritual

Nacional da África Central e Oriental)

52. "O Mestre comparou os índios de seus países aos antigos nômades árabes por ocasião do aparecimento de Maomé. Dentro de um curto período de tempo, tornaram-se exemplos destacados de educação, cultura e civilização para o mundo inteiro. O Mestre sente que maravilhas similares ocorrerão hoje se os índios forem ensinados corretamente e se o poder do Espírito penetrar da maneira correta em suas vidas."

(De uma carta datada de 22 de agosto de 1957,
escrita em nome de Shoghi Effendi a Assembléia
Espiritual Nacional da America Central e México)

53. "Ele ficou realmente muito feliz ao saber da maneira tão ativa com que os bahá'ís canadenses se dedicaram a este importantíssimo assunto do ensino aos índios.

Ele atribui a maior importância a este assunto, já que o Mestre falou da força latente de caráter destes povos e sente que quando o espírito da Fé tiver uma oportunidade de operar entre eles, produzirá resultados extraordinários."

(De uma carta datada de 19 de outubro de 1957,
escrita em nome de Shoghi Effendi a Assembléia
Espiritual Nacional do Canadá)
II
ESCRITOS DA CASA UNIVERSAL
DE JUSTIÇA
Introdução

O maravilhoso avanço progressivo da Causa de Deus no decorrer das décadas passadas, enriqueceu extraordinariamente a comunidade mundial do Máximo Nome. Também deu lugar a novos e até certo ponto imprevistas desafios. Tanto as vitórias de ensino a como as subseqüentes preocupações similares dos crentes e instituições, estão refletidas nas comunicações fluindo do Centro Mundial de todas as partes do globo. Reiteradamente a orientação do Corpo supremo de nossa Fé fluiu em numerosas mensagens que tanto exaltam os triunfos da Causa como oferecem recomendações para enfrentar as novas situações e necessidades por elas criadas.

A medida que o ritmo do trabalho de ensino ganha ímpeto há uma crescente urgência e importância de se aplicar esta visão esclarecedora aa trabalha à mão. Por este motivo coligimos várias excertos de cartas escritas pela Casa Universal de Justiça ou em seu nome, com referência ao ensino às massas e assuntos afins e estamos compartilhando uma copia com cada um de vocês.

Grande parte deste material lhes será familiar; algum será novo. Todo ele será vista sob um novo prisma quando lido conjuntamente neste formato. Preocupações são resolvidas, equívocos desaparecem, e nossa visão é estimulada pelo fluxo límpido de sua inspiração divina. Nós os solicitamos e a seu Corpo a estudarem-no em conjunto com a compilação sumamente valiosa preparada pela Casa de Justiça durante o Plano de Nove Anos, composta de excertos dos escritos de Shoghi Effendi e de cartas escritas em seu nome, concernentes à importância e escapo do trabalha de ensina entre as massas de diversos países e seus habitantes aborígines e nativas. Foi liberada em 11 de maio de 1967 e desde então publicada em várias línguas e formatos.

Encorajamos vocês a usarem este material em seus cantatas com as Assembléias Espirituais Nacionais, os membros dos Corpos Auxiliares e os crentes, como acharem conveniente e de acordo com as circunstâncias de suas diferentes áreas de serviço.

Com amorosas saudações bahá'ís,
Centro Internacional de Ensino
Cc: As Mãos da Causa de Deus
Corpo Continental de Conselheiros
(Escritórios Centrais)

(Carta do Centro Internacional de Ensino, datada de 26/06/85, dirigida aos Corpos

Continentais de Conselheiros)

1. "Quando as massas do gênero humana estão despertas e ingressam na Fé de Deus, um novo processo é posto em andamento e o crescimento de uma nova civilização tem início. Vejam o aparecimento do Cristianismo e do Islã. Estas massas são a plebe, mergulhadas em suas próprias tradições, toda via receptiva à nova Palavra de Deus, através da qual, quando verdadeiramente se mostra sensível a ela, torna-se tão influenciada que transforma aqueles que entram em contato consigo.

Os padrões de Deus são diferentes daqueles dos homens. De acordo com os padrões dos homens, a aceitação de qualquer causa por pessoas de distinção, de fama e posição reconhecidas, determina o valor e a grandeza desta causa. Porém, nas palavras de Bahá'u'lláh: "o chamado e a Mensagem que transmitimos nunca foram destinados a atingir ou beneficiar apenas um país ou somente um povo. A humanidade inteira deve aderir firmemente a qualquer coisa que lhe tenha sido revelada e concedida." Ou, ainda, 'Ele dotou cada alma com a capacidade para reconhecer as sinais de Deus. Como teria Ele podido, de outro modo, cumprir seu testemunha aos homens - se sois dos que ponderam Sua Causa em seus corações?" Em países onde o ensino às massas foi bem sucedido, os bahá'ís despenderam seu tempo e esforços nas áreas das aldeias do mesmo modo como haviam anteriormente feito nas metrópoles e cidades. Os resultadas mostram quão imprudente é concentrar-se somente em um segmento da população. Cada Assembléia Nacional, portanto, deve de tal maneira equilibrar seus recursos e harmonizar seus esforços que a Fé de Deus seja ensinada não somente àqueles que estão facilmente acessíveis, mas a todos os segmentos da saciedade, por mais remotos que possam estar.

As pessoas simples do mundo - e elas formam a grande maioria de sua população - têm a mesmo direito de conhecer a Causa de Deus como os demais. Quando os amigos estiverem ensinando a Palavra de Deus, devem ter o cuidado de dar a Mensagem com a mesma simplicidade com que é enunciada em nossos Ensinamentos. Em seus contatos devem mostrar amor genuíno e divino. O coração de uma alma iletrada é extremamente sensível; qualquer traço de preconceito por parte do pioneiro ou instrutor é imediatamente percebido. .

Ao ensinar entre as massas, os amigos devem ser cuidadosos para não enfatizar os aspectos caritativas e humanitários da Fé como um meio de conseguir declarações. A experiência tem mostrado que quando são oferecidas facilidades tais como: escolas, dispensários, hospitais ou mesmo roupas e alimento, ao povo que está sendo ensinado, muitas complicações surgem. O motivo primordial deve sempre ser a reação do homem à mensagem de Deus e o reconhecimento de Seu Mensageiro. Aqueles que se declaram bahá'ís devem ficar encantados com a beleza dos Ensinamentos e tocados pelo amor de Bahá'u'lláh. Os declarantes não necessitam conhecer todas as provas, história., leis e princípios da Fé, mas devem, durante o processo de se declararem além de captar a centelha da Fé, ficar basicamente informados a respeito das Figuras Centrais da Fé, assim como a respeito da existência de leis que devem seguir e de uma administração a que devem obedecer.

Após a declaração, os novos crentes não devem ser deixados para fazer o que quiserem. Através de correspondência e envio de visitantes, através de conferências e cursos de treinamento, esses amigos devem ser fortalecidos pacientemente e ajudados amorosamente a evoluírem para uma completa maturidade bahá'í. O amado Guardião, referindo-se aos deveres das Assembléias bahá'ís com a assistência ao crente recém-declarado, escreveu: '... os membros de cada Assembléia devem esforçar-se, por meio de sua paciência, seu amor, seu tato e sabedoria, para estimular o recém-chegado, após sua admissão, à maturidade bahá'í e conquistá-lo gradualmente para uma aceitação sem reservas a tudo que foi ordenado nos Ensinamentos."

(De uma carta datada de 13 de julho de 1964,
escrita pela Casa Universal de Justiça a todas às
Assembléias Espirituais Nacionais )

2. "Graças às esplêndidas vitórias na conversão em larga escala, que a Fé de Bahá'u'lláh ingressou em uma nova fase de seu desenvolvimento e estabelecimento em todo o mundo. É imperativo, conseqüentemente, que o processo de ensino às massas não só seja mantido, mas acelerado. A estrutura do comitê de ensino que cada Assembléia Nacional pode adotar para assegurar os melhores resultados no âmbito de seu trabalho de ensino, é um assunto deixado inteiramente à sua discrição, mas uma estrutura de ensino eficiente terá que existir, de modo que as tarefas sejam levadas a cabo com presteza e de acordo com os princípios administrativos de nossa Fé. Dentre os crentes nativos de cada país, instrutores viajantes competentes devem ser selecionados e projetos de ensino elaborados. Nas palavras de nosso amado Guardião, comentando a respeito do trabalho de ensino na América Latina: 'Apoio vigoroso e continuado

deve ser dado às atividades meritórias e vitalmente necessárias, iniciadas pelos instrutores viajantes... nativos, .., os quais, à medida que a enorme tarefa progride, devem progressivamente suportar o impacto da responsabilidade pela propagação da Fé em seus torrões nativos.'

Enquanto o vital trabalho de ensino progride, cada Assembléia Nacional deve sempre ter em mente que a expansão e a consolidação são processos inseparáveis que devem ir juntos. A interdependência destes processos é melhor elucidada na passagem seguinte dos escritos do amado Guardião: 'Toda investida em novas campos, cada multiplicação de instituições bahá'ís, deve ser igualada por um entranhar mais profundo das raízes que sustentam a vida espiritual da comunidade e asseguram seu desenvolvimento sadio. Desta necessidade vital, sempre presente, a atenção jamais deve ser desviada, nem, sob quaisquer circunstâncias, deve ela ser negligenciada ou subordinada à tarefa não menos vital e urgente de assegurar a expansão externa das instituições bahá'ís. Que esta comunidade... possa manter o equilíbrio apropriado entre estes dois aspectos essenciais de seu desenvolvimento... é a esperança ardente de meu coração.' Assegurar que a vida espiritual do crente individual é enriquecida continuamente que as comunidades locais estejam tornando-se progressivamente conscientes de seus deveres coletivos e que as instituições de uma administração em desenvolvimento estejam eficientemente operando, e, conseqüentemente, tão importante como expandir a novos campos e recolher as multidões à sombra da Causa.

Estes objetivas somente podem ser alcançados quando cada Assembléia Espiritual Nacional tomar as providências apropriadas para todos os amigos serem aprofundados no conhecimento da Fé. As Assembléias Espirituais Nacionais em consulta com as Mãos da Causa, que são as Porta-Estandartes do Plano de Nove Anos, devem se valer da ajuda dos Membros dos Corpos Auxiliares, os quais juntamente com os instrutores viajantes selecionados pela Assembléia ou seus Comitês de Ensino, devem ser continuamente encorajados a dirigir cursos de aprofundamento em Institutos de Ensino e a fazer visitas regulares a Assembléias Espirituais Locais. Os visitantes, quer sejam Membros dos Corpos ou instrutores viajantes, devem, em tais ocasiões, reunir-se não só com as Assembléias Locais mas, naturalmente, com os membros da comunidade local, coletivamente em reuniões gerais e até, se necessário, individualmente em seus lares.

Os assuntos a serem discutidos em tais reuniões com a Assembléia Local e os amigos devem incluir, entre outros, os seguintes pontos:

1. A extensão da difusão e envergadura da Fé hoje em dia;

2. A importância das orações obrigações diárias (pelo menos a oração curta);

3. A necessidade de educar as crianças bahá'ís nos Ensinamentos da Fé e de encorajá-las a memorizar algumas das orações;

4. Estimular a juventude a participar da vida comunitária através de palestras, etc., e de terem suas próprias atividades, se possível;

5. A necessidade de aterem-se às leis do casamento, isto é, a necessidade de ter uma cerimônia bahá'í, de obterem o consentimento dos pais, de observarem monogamia; fidelidade após o casamento; do mesmo modo a importância de abstinência de todas as bebidas e drogas intoxicantes;

6. O Fundo local e a necessidade dos amigos compreenderem que o ato voluntário de contribuir para o Fundo é tanto um privilegio como uma obrigação espiritual. Também deveria haver debate dos vários métodos que poderiam ser seguidos pelos amigos para facilitar suas contribuições e os meios franqueados à Assembléia na utilização de seu Fundo local para servir os interesses de sua comunidade e da Causa;

7. A importância da Festa de Dezenove Dias e o fato de que deve ser uma ocasião alegre e o ponto de reunião de toda a comunidade;

8. A maneira de eleição, com tantas sessões de treinamento quanto necessárias, incluindo o ensino de métodos simples de votação para iletrados, tais como ter uma casa central como o local de votação e providenciar para que uma pessoa alfabetizada, ainda que só uma criança, esteja presente nesta casa durante o dia inteiro, se necessário;

9. Por último, porém não de menos destaque, o importantíssimo trabalho de ensino, tanto na localidade como nos centros vizinhos, assim como a necessidade de continuamente aprofundar os amigos nos fundamentos da Fé. Os amigos devem ser levados a compreender que ao ensinarem a Fé para outros, devem não só aspirar a ajudar a alma sedenta a unir-se à Fé, mas também em torná-la uma instrutora da Fé e seu esteio operante.

Todos os pontos acima, naturalmente, devem ser ressaltados dentro da estrutura da importância da Assembléia Espiritual Local, que deve ser encorajada a dirigir vigorosamente sua atenção a estas funções vitais e a tornar-se o genuíno coração da vida comunitária de sua própria localidade, mesmo que suas reuniões sejam oneradas com os problemas da comunidade. Os amigos locais devem compreender a importância da lei da consulta e conscientizarem-se de que é a Assembléia Espiritual Local que devem se volver, sujeitando-se à suas decisões, apoiando seus projetos, cooperando irrestritamente com ela em sua tarefa de promover os interesses da Causa, e procurando seu conselho e orientação na solução de problemas pessoais e na adjudicação de contendas, caso alguma surja entre os membros da comunidade."

(De uma carta datada. de 2 de fevereiro de 1966,
escrita pela Casa Universal de Justiça a todas as
Assembléias Espirituais Nacionais Engajadas no
Trabalho de Ensine às Massas.)

3. "É nossa esperança e crença que esta compilação os orientará e ajudará a apreciar melhor o modo de apresentação dos ensinamentos da Fé, a atitude que deve dirigir aqueles responsáveis pela aceitação de novas crentes, a necessidade de educar os recém-registrados bahá'ís, de aprofundá-los nos ensinamentos e de apartá-los gradualmente de suas velhas lealdades, a necessidade de manter um equilíbrio apropriado entre a expansão e a consolidação, a importância da participação dos crentes nativos de cada país no trabalho de ensino na administração dos assuntos da comunidade, a elaboração de orçamentos dentro das capacidades financeiras da comunidade, a importância de fomentar a espírito de auto-sacrifício nos corações dos amigos, a meritória. meta de cada comunidade nacional tornar-se auto-suficiente, a preferência de individualidade de expressão à uniformidade absoluta, dentro da estrutura da Ordem Administrativa, e o valor duradouro da dedicação e devoção quando envolvidas no trabalho de ensino."

(De uma carta. datada de 11 de maio de 1967,
escrita pela Casa Universal de Justiça às
Assembléias Espirituais Nacionais)

4. "Muitas Assembléias Espirituais Nacionais, na execução de seus planos para a expansão e consolidação, verificaram ser necessária a escolha de vários crentes para o serviço como instrutores viajantes. Embora apreciemos os serviços valiosos que estes instrutores viajantes já prestaram, ainda assim estamos profundamente conscientes dos problemas com os quais suas Assembléias Nacionais se deparam em seu desejo de levar a cabo seus programas de ensino com a maior presteza possível. A finalidade desta carta é chamar sua atenção para o fato de que estes problemas bem poderiam ser minimizados se a escolha de tais instrutores fosse feita com grande cuidado e discrição.

Deve-se compreender que pessoas que em sua maior parte são iletradas não podem ter o benefício de ler por si próprias a palavra escrita e de derivar diretamente dela o sustento espiritual que necessitam para a enriquecimento de suas vidas bahá'ís. Tornam-se, portanto, em grande parte dependentes de seus contatos com instrutores visitantes. O calibre espiritual ou a qualidade moral destes instrutores assume, portanto, grande importância. A Assembléia Espiritual Nacional ou os comitês de Ensino responsáveis pela escolha destes instrutores devem ter em mente que sua escolha deve depender, não só do conhecimento ou compreensão dos ensinamentos por parte dos instrutores, mas primariamente de seu espírito puro e seu genuíno amor pela Causa, e sua capacidade de transmitir este espírito e amor para outros.

... Que resultados maravilhosos serão em breve testemunhados nas áreas sob sua jurisdição se planejarem meios para assegurar, tanto quanto as circunstancias o permitam, que os instrutores viajantes que estão encorajados a circular entre os amigos sejam todos... almas puras e santificadas, motivados tão somente por devoção verdadeira e auto-sacrifício em seus serviços à Sagrada Causa de Deus. "

(De uma carta datada de 26 de outubro de 1967,

escrita pela Casa Universal de Justiça as Assembléias

Espirituais Nacionais Engajadas no Ensino às Massas)

5. "A meta predominante do trabalho de ensino, no presente momento, é a de levar a mensagem de Bahá'u'lláh a todas as camadas da sociedade humana e a todas as ocupações. Uma resposta ávida aos ensinamentos freqüentemente será encontrada nas esferas mais inesperadas e qualquer resposta deste tipo deve ser rapidamente levada avante, pois o sucesso em uma área fértil desperta uma resposta naquelas que estavam inicialmente desinteressadas.

A mesma apresentação dos ensinamentos não atrairá a todos; o método de expressão e a maneira de abordagem deve ser variada de acordo com a perspectiva e as interesses do ouvinte. Uma maneira de abordagem que tenha a intenção de interessar a todas, geralmente resultará na atração da classe média, deixado ambas as extremos intocados. Não se deve poupar nenhum esforço para assegurar que a Palavra curadora de Deus alcance os ricos e as pobres, os instruídos e os iletrados, as velhas e as jovens, o devoto e a ateísta, as moradores das colinas e ilhas remotas, os habitantes das cidades apinhadas, o homem de negócios do subúrbio, o trabalhador nas favelas, o homem tribal, nômade, o lavrador, o estudante universitário; todos têm que ser, conscientemente, abrangidos pelos planos de ensino da Comunidade bahá'í.

Enquanto que planas devam ser cuidadosamente feitos e todo meio útil adotado na promoção deste trabalho, suas Assembléias nunca devem deixar que tais planos eclipsem a verdade brilhante de que a que atrai as confirmações divinas é a pureza de coração, e desprendimento, a retidão, a devoção e a amor do instrutor e é a que o capacita, por mais ignorante que ele seja no aprendizado das coisas do mundo, a conquistar as corações de seus semelhantes para a Causa de Deus."

(De uma carta datada de 31 de outubro de 1967,
escrita pela Casa Universal de Justiça às
Assembléias Espirituais Nacionais)

6. "Vocês realizaram um início auspicioso durante as primeiros anos do Plano, e para que agora estes troféus conspícuos não fujam de suas mãos, sua atenção tem que estar focalizada nas exigências mais urgentes do momento, a de manter a equilíbrio entre conquistar novos convertidas e aprofundar o conhecimento dos crentes na história e nos fundamentos da Fé. Sua Assembléia Nacional deve inspirar os amigos através de suas cartas, seu conselho sábio e amoroso, e suas visitas pessoais, de modo a que se tornem imbuídos com a espírito da Fé e do amor de seus ensinamentos. Sob sua orientação devem se levantar e, se necessária, serem treinados para futuras atividades de pioneirismo através do país. Devem estar constantemente em contato com a massa, dos crentes. Sua supervisão de um programa de aprofundamento, a ser executado em escala nacional, deve ser vigorosa e constante. É somente desta forma, que suas Assembléias Espirituais Locais podem ser fortalecidas, podem tornar-se firmes e sólidas e não mais dependerem da presença de um único pioneiro."

(De uma carta datada de 15 de dezembro de 1968,
escrita pela Casa Universal de Justiça a uma
Assembléia Espiritual Nacional)

7. "As Assembléias Espirituais Nacionais estão em melhor situação para avaliar o trabalho global da Fé em suas áreas e foram incumbidas da responsabilidade primordial de guiar a expansão e a consolidação.

Como sabem, o amado Guardião enfatizou que estes são processes gêmeos do trabalho de ensino e devem ir juntos. Tanto seria errado enfatizar a expansão às custas da consolidação, como enfatizar a consolidação às custas da expansão. Deve haver um equilíbrio. Porém, um pedido de ênfase pela Assembléia Espiritual Nacional a qualquer um dos processos, não implica na cessação do outro.

Os crentes individualmente são pedidos a transmitir a Mensagem e a se engajarem em atividades individuais de ensino. Entretanto, atividades de ensino organizadas pela Assembléia Espiritual Nacional estão totalmente sob a sua orientação e serão conduzidas à sua própria discrição, como as circunstâncias o indicarem.

(De uma carta datada de 13 de dezembro de 1971,
escrita pela Casa Universal de Justiça
a um crente individual)

8. "Neste estágio de desenvolvimento da Fé, existem muitas experiências novas sendo realizadas no campo de ensino e também no trabalho de consolidação. É obvio que nem todas estas experiências terão sucesso. Muitas têm grandes méritos, enquanto outras, pouco ou nenhum. Entretanto, no presente perfeito de transição e crescimento rápido da Causa, devemos diligentemente procurar pelo mérito de todo método delineado para ensinar e aprofundar as massas."

(De uma carta datada de 22 de março de 1973,
escrita pela Casa Universal de Justiça
a um crente individual)

9 " ... consolidação verdadeira é garantir que o amor de Bahá'u'lláh e a devoção à Sua Fé estão firmemente enraizados nos corações dos crentes; esta é a base essencial para a adição subseqüente de crescente conhecimento dos ensinamentos e o desenvolvimento da maneira de vida bahá'í."

(De uma carta datada de 3 de novembro de 1974,
escrita pela Casa Universal de Justiça a uma
Assembléia Espiritual Nacional)

10. "A Casa de Justiça... nos instruiu para ressaltar que a proclamação, a expansão e a consolidação são na realidade três aspectos diferentes do ensino, os quais, até certo ponto, fundem-se um no outro e, conseqüentemente, em um amplo grau, compete a cada Assembléia Espiritual Nacional de decidir como irá alocar estes diferentes aspectos a comitês, levando em consideração o volume de trabalho e a condição de cada pais."

(De uma carta datada de 27 de fevereiro de 1975,
escrita em nome da Casa Universal de Justiça
a uma Assembléia Espiritual Nacional )

11. "Nos, também, concordamos com a observação que fazem... a respeito da concentração dos esforços de ensino do Corpo Continental de Conselheiros no fortalecimento de Assembléias Espirituais Locais. Recomendamas que os urjam a ler cuidadosamente a carta que estamos prestes a liberar para todas as Assembléias Espirituais Nacionais do mundo e pedimos que encorajem os Conselheiros a tentarem alcançar um equilíbrio entre as atividades de ensino patrocinadas localmente e os projetos orientados nacionalmente, que deveriam ser executados pela Assembléia Espiritual Nacional e seus comitês, dentro dos limites de mão de obra e de recursos financeiros à sua disposição e com uma presteza que capacitaria a consolidação a ser efetiva.

Deveria ser ressaltado aos Conselheiros que a concentração de todos os esforços de ensino nas Assembléias Espirituais Locais, como indicaram em sua carta à vocês, não é nem prático nem sábio."

(De uma comunicação datada de 13 de maio de
1975 , escrita pela Casa Universal de Justiça
ao Centro Internacional de Ensino)

12. "Ensinar a Fé abarca muitas atividades diferentes, todas as quais são vitais para o sucesso, e cada uma das quais fortalece as outras. Repetidamente o amado Guardião enfatizou que expansão e consolidação são aspectos gêmeos e inseparáveis do ensino que devem avançar simultaneamente; nas obstante, ainda ouve-se crentes discutindo as virtudes de um versus o outro. O propósito do ensino não está completo quando uma pessoa declara que aceitou a Bahá'u'lláh como o Manifestante de Deus para esta era; o propósito do ensino é atrair seres humanos para a Mensagem divina e de tal modo imbuí-los com seu espírito que se dediquem a seu serviço, e este mundo, se tornará outro mundo e seu povo outro povo. Tendo isto em mente, uma declaração de Fé é meramente um marco ao longo do caminho - se bem que muito importante. Ensinar pode também ser comparado ao acender um fogo, o fogo do amor, nos corações dos homens. Se um fogo somente queima enquanto o fósforo é mantido junto a ele, não se pode dizer verdadeiramente que tenha sido aceso; para estar aceso deve continuar a queimar espontaneamente. Daí em diante mais combustível pode ser adicionado e a chama pode ser abanada, mas um fogo verdadeiramente aceso, mesmo se deixado só por um período, não será apagado pelo primeiro sopro do vento.

O objetivo, portanto, de todas as instituições e instrutores bahá'ís, é avançar continuamente para novas áreas e camadas da sociedade, com tal perfeição que, quando a centelha da Fé inflama os corações dos ouvintes, o ensino dos crentes prossegue até que, e mesmo após, ombrearem suas responsabilidades como bahá'ís e participarem tanto no ensino como no trabalho administrativo da Fé.

Existem agora muitas áreas no mundo onde milhares de pessoas aceitaram a Fé tão rapidamente que têm estado além da capacidade das comunidades bahá'ís existentes consolidar adequadamente estes progressos. O povo nestas áreas deve ser progressivamente aprofundado em sua compreensão da Fé, de acordo com planos bem elaborados, de modo que suas comunidades possam, assim que possível, se tomar fontes de grande apoio para o trabalho da Fé e começar a manifestar o padrão de vida bahá'í."

(De uma carta datada de 25 de maio de 1975,
escrita pela Casa Universal de Justiça para
todas as Assembléias Espirituais Nacionais)

13. "A meticulosidade com que seu Comitê Nacional de Ensino e Consolidação e seus sub-comitês estão indo ao encalço das metas do Plana que lhes foram atribuídas é digna de grande louvor. É a esperança da Casa Universal de Justiça que as excelentes planos que foram adotadas sejam implementadas, por mais difícil e desafiadora que a tarefa possa ser. Estes projetos nacionalmente orientadas, entretanto, devem ser apoiados por atividades de ensino localmente patrocinadas, levadas a cabo por Assembléias Espirituais Locais. Combinando os dois níveis de atividades bahá'ís, e procurando obter a colaboração dos Conselheiros para proverem a guia e a estimulo aos membros do Corpo Auxiliar e seus ajudantes no nível local, serão obtidos excelentes resultados e suas altas aspirações quanto ao trabalho de expansão e consolidação serão plenamente realizadas."

(De uma carta datada de 7 de outubro de 1975,
escrita pela Casa Universal de Justiça a uma
Assembléia Espiritual Nacional)

14. "É tranqüilizador saber que o objetivo básico do ensino é promover a Causa de Deus - não meramente para aumentar números a bem de números. Entretanto, ao aplicar este princípio, deve-se ter cuidado a fim de que não nos tornemos tão rígidos que excluamos de nossos registros aquelas almas que estão à espera, as quais foram tocadas pelo espírito da Fé sem serem muito instruídas a respeito de todos os Ensinamentos.

Uma Assembléia Espiritual Local deve ser formada em qualquer localidade onde residam nove ou mais crentes adultos. O fato de que alguns deles não têm conhecimento sólidos da Fé não é razão para retardar a formação da Assembléia, meramente uma questão que deve ser tratada separadamente.

(De uma carta datada de 23 de novembro de 1975,
escrita pela Casa Universal de Justiça para uma
Assembléia Espiritual Nacional)

15. "Há naturalmente, muitas maneiras de se ensinar e cada crente deveria seguir os métodos para os quais sente ter mais aptidão. A questão importante não é tanto o método, como o entusiasmo, a eficácia e a devoção, com o qual o trabalho de ensino é levado a cabo."

(De uma comunicação datada de 16 de dezembro
de 1976, escrita pela Casa Universal de Justiça
ao Centro Internacional de Ensino)

16. " ...Nesta etapa de desenvolvimento da Causa, é essencial que diligentemente procuremos pelo mérito em todo método delineado para ensinar e aprofundar as massas."

(De uma carta datada de 26 de fevereiro de 1978,
escrita em nome da Casa Universal de Justiça
a um crente individual)

17. "O trabalho de ensino, tanto o organizado pelas instituições da Fé, como aquele que é o fruto da iniciativa individual, deve ser ativamente levado avante, de modo que haja números crescentes de crentes, conduzindo mais países ao estagio de entrada em tropas e final e finalmente à conversão em massa.

Este trabalho de ensino deve incluir pronta, meticulosa e contínua consolidação, de modo que todas as vitórias sejam salvaguardadas, o número de Assembléias Espirituais Locais seja aumentado e as bases da Causa reforçadas."

(De uma carta datada do Ridván de 1978,
escrita pela Casa Universal de Justiça
aos bahá'ís do mundo)

18. "A Fé de Deus não avança em um ritmo uniforme. Algumas vezes é como o avanço do mar quando a maré esta enchendo. Encontrando um banco de areia, a água parece ser retida, porém, com uma nova onda, avoluma se e avança, inundando para além da barreira que a havia detido por algum tempo. Se os amigos tão somente persistirem em seus esforços, o efeito acumulativo de anos de trabalho aparecerá repentinamente."

(De uma carta datada de 27 de julho de 1980,
escrita pela Casa Universal de Justiça a uma
Assembléia Espiritual Nacional)

19. "Sua profunda preocupação a respeito da relativa inatividade de uma larga porção da comunidade bahá'í... no campo de ensino, é compartilhado por sua Assembléia Espiritual Nacional e é expressado em sua correspondência e relatórios ao Centro Mundial. A Casa de Justiça, entretanto, ressalta que há muitas maneiras diferentes de ensinar a Fé e cada crente tem liberdade de adotar o método que considera ser mais efetivo. A assembléia Nacional, embora tendo a responsabilidade de encorajar todos os crentes em seus serviços, não pode determinar que todos as amigos adotem os mesmos métodos. Deve, todavia, prevenir-se contra os extremos que alguns passam chegar em seu entusiasmo e que, a longo prazo, poderiam prejudicar a Causa."

(De uma carta datada de 5 de outubro de 1980,
escrita, em nome da Casa Universal de Justiça
a um crente individual)

20. "...Como sabem, o amado Guardião encorajou o pronto registro dos novas crentes após suas declarações e não a criação de obstáculos para sua aceitação. Após a declaração, é imperativo dar-se prosseguimento com o aprofundamento e pode ser que alguns venham a afastar-se. Todavia, aqueles que permanecem são os verdadeiros frutos do esforço de ensino e podem incluir pessoas de grande mérito que poderiam ter sido perdidas para a Causa através de prematuros julgamentos arbitrários."

(De uma carta datada de 18 de novembro de 1980,
escrita em nome da Casa Universal de Justiça
a um crente individual)

21. "Os problemas com que estão se defrontando para se manterem em contato com os crentes sob sua jurisdição não são inusitados, especialmente naquelas áreas onde grandes números de bahá'ís se registraram na Fé. O objetivo importante que se deve ter em mente é de continuamente procurar meios para alcançar este fim. A seleção e o treinamento de crentes chaves é um método que teve sucesso e, desde que vocês foram capazes de prontamente reunir equipes de ensino na campanha mencionada anteriormente, talvez possam utilizar tais equipes para a consolidação daquelas áreas."

(De uma carta datada de 16 de março de 1981,
escrita em nome da Casa Universal de Justiça
a uma Assembléia Espiritual Nacional )

22. "O segundo problema ocorre mais freqüentemente em países tais como aqueles na África, onde há entrada em tropas. Em tais países e comparativamente fácil de trazer grandes números de novas crentes para a Fé, e isto é uma experiência tão emocionante que instrutores visitantes muitas vezes tendem a preferir fazer isso do que a ajudar com o trabalho de consolidação. Contudo, é em consolidação que instrutores viajantes do exterior muitas vezes podem ser mais úteis à comunidade. A Casa de Justiça acredita que este problema pede ser atenuado por seus Comitês, se incutirem nos instrutores viajantes que eles devem aderir estritamente às orientações que lhes forem dadas pelos comitês de ensino e Assembléias Espirituais do lugar, e subordinarem seus próprios desejos à necessidade de prestarem seus serviços nos campos onde forem mais urgentemente necessitados. Deve ser ressaltado, especialmente se forem designados para o trabalho de expansão, que devem recordar-se que consolidação é um elemento essencial e inseparável do ensino e se forem a uma área remota e registrarem crentes aos quais ninguém será capaz de visitar outra vez em futuro próximo, bem poderão estar fazendo um desserviço àquelas pessoas e a Fé. Dar às pessoas esta gloriosa Mensagem e então deixá-las abandonadas, produz decepção e desilusão, de modo que, quando vem a ser possível levar a cabo o ensino corretamente planejado àquela área, os instrutores bem poderão encontrar as pessoas resistentes à Mensagem. O primeiro instrutor, que foi descuidado da consolidação, em vez de plantar e nutrir as sementes da fé, de fato 'inoculou' as pessoas contra a Mensagem Divina e tornou o ensino subseqüente muito mais difícil.

Ao mesmo tempo que as advertências dadas acima devem ser cuidadosamente consideradas pelos Comitês Continentais de Pioneiros, nada deve ser feito para diminuir o zelo dos amigos para se levantar a rim de levar a cabo a injunção de Bahá'u'lláh para ir de lugar a lugar. O seu desejo de se oferecer como instrutores viajantes deve ser encorajado pelas Comitês Continentais de Pioneiros, na medida em que isto estiver a seu alcance, e quando os amigos tiverem se voluntariado, devem ser amorasamente guiadas, de com que os máximos resultados sejam obtidas de suas visitas.

(De uma carta datada de 16 de abril de 1981,
escrita em nome da Casa Universal de Justiça
a todas os Comitês Continentais de Pioneiros)

23. "A consolidação é uma parte tão vital do trabalha de ensino como a expansão. É este aspecto do ensino que ajuda os crentes a aprofundarem seu conhecimento e compreensão dos ensinamentos e inflama a sua devoção a Bahá'u'lláh e a sua Causa, de modo que, por sua própria vontade, continuarão o processo de seu desenvolvimento espiritual, promoverão o trabalho de ensino, e fortalecerão funcionamento de suas instituições administrativas. A consolidação apropriada é essencial à preservação da saúde espiritual da comunidade, à proteção de seus interesses, à preservação de seu bom nome, e, em última análise, para o continuação do própria trabalho de expansão.

Se uma Assembléia Espiritual Nacional verifica que seu Comitê Nacional de Ensino não pode devotar suficiente atenção ao trabalho de consolidação, não deveria hesitar em nomear, adicionalmente, comitês especiais para a consolidação. As atividades que estão dentro desta categoria incluem a organização da rota percorrida periodicamente por instrutores viajantes especializados em trabalho de consolidação; a realização de escolas de verão e inverno, institutos e conferências de fim de semana; o início e o funcionamento de escolas tutelares; a disseminação de literatura bahá'í e o encorajamento de seu estudo pelos amigos; e a organização de cursos e institutos especiais para membros de Assembléias Espirituais Locais.

Nos cursos para membros de Assembléias Locais deve ser dada atenção especial ao significado da Assembléia e a importância de participar de suas reuniões; às funções e aos deveres dos oficiais da Assembléia, especialmente àqueles do secretário, do desempenho, apropriado de cujas responsabilidades depende em grande parte o funcionamento eficiente da Assembléia; à importância de tornar a Palavra de Deus facilmente acessível aos amigos e de realizar aulas regulares de aprofundamento onde os ensinamentos podem ser estudados e discutidos; à necessidade vital da oração e ao valor de realizar-se reuniões para orações matinais, onde e quando viável; à realização apropriada das Festas de Dezenove Dias e à comemoração dos Dias Sagrados bahá'ís e aniversários; à necessidade de se dar atenção especial à educação das crianças; e ao valor de se organizar reuniões sociais, tais como piqueniques, encorajando os amigos a se associarem, assim como com seus amigos não-bahá'ís, em amor e fragrância.

As atividades de consolidação fomentam o desenvolvimento espiritual individual dos amigos, ajudam a unir e fortalecer a vida comunitária bahá'í, estabelecem novos padrões sociais para os amigos, e estimulam o trabalho de ensino."

(De uma carta datada de 17 de abril de 1981,
escrita em nome da Casa Universal de Justiça
as Assembléias Espirituais Nacionais)

24. "Você afirma que sua Assembléia Espiritual Local decidiu parar o esforço de ensino às massas temporariamente, entretanto, nas menciona outros tipos de empenhos de ensino. Ao mesmo tempo que é verdade que a expansão e a consolidação devem ir juntas, como menciona, isso não significa necessariamente que a atividade de ensino é limitada às massas. Você pode querer buscar junta a sua Assembléia um esclarecimento da decisão dela e recomendar que um esforço intensivo seja feito para levar a cabo tanto atividade de ensino como de consolidação. Independentemente da ação que sua Assembléia tome, entretanto, nada impede que continue com seus próprias esforços de ensino, tanto atraindo novas interessados como confirmando aqueles que já aceitaram a Bahá'u'lláh, sob a orientação, naturalmente, de sua Assembléia Local.

Você escreve que há um mal-entendido em toda... a respeito de ensino. Você pode, se desejar, compartilhar seus pensamentos com sua Assembléia Espiritual Nacional, vista que esta instituição é totalmente consciente da importância do processo dual de ensino e consolidação."

(De uma carta datada de 23 de março de 1982,
escrita em nome da Casa Universal de Justiça
a um crente individual)

25. "Grande cuidado e discrição deve ser exercida na escolha de instrutores que estarão contatando pessoas, as quais, em sua maioria, são iletradas e não podem se beneficiar da leitura, por si mesmas, da palavra escrita e são grandemente dependentes do que ouvem. Instrutores, sejam eles do lugar ou de fora, deveriam ser agudamente conscientes disto. O calibre espiritual e a qualidade moral destes instrutores, é de grande importância e, particularmente, deveriam ser de espírito puro e ter um amor genuíno pela Causa. Deveriam ter a capacidade de transmitir este espírito e este amor para outros. Além disto, deveriam evitar métodos de coação em seus esforços para obter declarações de fé. A Casa de Justiça sugere que o seguinte excerto de uma carta recentemente escrita em seu nome a um crente individual, esclarecerá mais este ponto:

'É verdade que Bahá'u'lláh impõe a todo bahá'í o dever de ensinar sua Fé. Ao mesmo tempo, entretanto, somos proibidos de fazer prosélitos, assim é importante que todos os crentes compreendam a diferença entre ensinar e fazer proselitismo. É uma diferença significante e em alguns países onde ensinar uma religião é permitido, mas fazer proselitismo é proibido, a distinção é feita pela lei do país. Fazer proselitismo implica em exercer pressão indevida sobre alguém para mudar sua Fé. Também é entendido geralmente que envolve a feitura de ameaças ou a oferta de benefícios materiais como um induzimento à conversão. Em alguns países, escolas ou hospitais missionários, a despeito de todo o bem que fazem, são observados com suspeita e até aversão pelas autoridades locais, porque são considerados induzimentos materiais para a conversão e, portanto, instrumentos para fazer proselitismo.

Bahá'u'lláh, em As Palavras Ocultas, diz: "Ó Filho do Pó! Sábios são aqueles que não falam salvo se tenham quem ouça, assim como o portador da taça, que só oferece quando encontra quem a deseje, e o apaixonado que não exclama das profundezas de seu coração antes de fitar a beleza de sua bem-amada...", e na página 100 de O Advento da Justiça Divina, uma carta que é essencialmente voltada a exortar os amigos para cumprirem suas responsabilidades de ensinar a Fé, Shoghi Effendi escreve: Devem ter cuidado, entretanto, em todas as ocasiões, para que, em seu zelo em promover os interesses internacionais da Fé, não frustrem seu desígnio e, por qualquer ato que pudesse ser interpretado como tentativa de fazer prosélitos ou lhes exercer indevida pressão, afastem aqueles cuja adesão à sua Causa desejam conquistar.' Alguns bahá'ís, às vezes, ultrapassam os limites apropriados, mas isto não altera o princípio evidente.

A responsabilidade dos bahá'ís de ensinar a Fé é muito grande. A contração do mundo e a corrida progressiva dos acontecimentos requer que aproveitemos toda oportunidade nos dada para tocar os corações e as mentes de nossos semelhantes. A Mensagem de Bahá'u'lláh é a guia de Deus para a humanidade a fim de superar as dificuldades desta era de transição e avançar para a próxima etapa de sua evolução, e os seres humanos têm o direito de ouvi-la. Aqueles que a aceitam ficam sujeitos ao dever de passá-la adiante para seus semelhantes. A vagarosidade da resposta do mundo causou e está Causando grande sofrimento; daí a pressão histórica sobre os bahá'ís para exercerem todo esforço para ensinar a Fé por amor a seus semelhantes. Devem ensinar com entusiasmo, convicção, sabedoria e cortesia mas sem pressionar seu ouvinte, tendo em mente as palavras de Bahá'u'lláh: "Acautelai-vos para que não contendais com pessoa alguma; antes, com modos bondosas e a mais convincente exortação, esforçai-vos para tornar cada um consciente da verdade. Se vosso ouvinte atender, terá atendido em seu próprio proveito, e se não, afastai-vos dele e dirigi vossa face à sagrada Corte de Deus, sede de resplandecente santidade." (Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh, CXXVIII)

Com respeito à pratica de apressar conta tos a assinar cartões de registro, sem, como se diz, lhes dar tempo para considerar o passo,que estão dando, devemos ter em mente que a assinatura e um cartão, no sentido de que representa o registro da data de declaração de Fé e dadas sobre o declarante, é para satisfazer requisites administrativos, possibilitando o registro do novo crente na comunidade. As implicações mais profundas da declaração de Fé estão entre a indivíduo e Deus. A Casa de Justiça nas solicita a compartilhar as seguintes excertos de cartas escritas em nome de Shoghi Effendi que relacionam-se com o assunto:

'O processo de se tornar um bahá'í é necessariamente vagaroso e gradual. O essencial não é que o novato deva ter um conhecimento completo e detalhado da Causa, algo que obviamente, é impossível na grande maioria dos casos, mas que deva, por um ato de sua própria vontade, estar disposto a sustentar e seguir a verdade e a orientação exposta nos ensinamentos e, assim, abrir seu coração e sua mente para a realidade do Manifestante.' '...os amigos devem ser muito cuidadosos para não colocarem obstáculos no caminho daqueles que desejam aceitar a Fé. Se fizermos as exigências demasiadamente rigorosas, esfriaremos o entusiasmo inicial, repeliremos os corações e cessaremos de expandir rapidamente. A coisa essencial é que o candidato a registro deva crer em seu coração na verdade de Bahá'u'lláh. Quer seja letrado ou iletrado, informado de todos os ensinamentos ou não, é totalmente irrelevante. Quando a centelha da Fé existe, a Mensagem essencial aí está, e, gradualmente, tudo o mais pede ser adicionado.'

Você questionou se é apropriado o registro de pessoas que têm caráter duvidoso ou são mentalmente débeis ou fracas. A aceitação de uma pessoa na comunidade bahá'í não deve ser baseada ao fato se está levando uma vida exemplar, mas, sim, se a Assembléia esta razoavelmente certa de que é sincera em sua declaração de fé em Bahá'u'lláh, e que tem conhecimento das leis que afetariam sua conduta pessoal, a fim de que não entre na comunidade equivocada. A questão de instabilidade mental não tem relação com a aceitação de um registro a menos que seja de tal natureza que afete a capacidade do declarante de julgar se ele crê ou não em Bahá'u'lláh."

(De uma carta datada de 5 de maio de 1982,
escrita em nome da Casa Universal de
Justiça a um crente individual )

26. "Como você bem sabe, através de repetidas declarações nas Escrituras, a expansão e consolidação são processos indispensáveis do trabalho de ensino que vão juntos. Todavia, o grau em que um processo pode receber maior ênfase do que o outro, durante um tempo específico, sob circunstancias específicas, é uma questão a ser determinada pela. Assembléia Espiritual interessada ou seu comitê de ensino. A Casa de Justiça tem certeza que suas perguntas sobre a situação em sua área podem ser respondidas através de consulta com a entidade responsável pela orientação das atividades de ensino."

(De uma. carta datada de 9 de julho de 1984 escrita em nome da Casa Universal de Justiça a um crente individual)


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